O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) iniciou investigação sobre supostas práticas anticompetitivas da Microsoft no Brasil, após denúncia da Opera, desenvolvedora dos navegadores Opera e Opera GX. A investigação foca no possível favorecimento do Edge, pré-instalado em PCs e imposto como padrão em certas versões do Windows.
A denúncia destaca pré-instalação obrigatória do Edge via programas como Jumpstart e restrições do Modo S do Windows, que dificultam o uso de navegadores alternativos. Especialistas apontam que dark patterns e banners desestimulam a escolha de outras opções, limitando a liberdade do usuário. A Microsoft controla cerca de 90% do mercado de PCs, e o Edge alcançou aproximadamente 12% do mercado de navegadores, segundo a Opera. Consequências incluem aumento de custos para rivais e redução de inovação tecnológica.
O CADE analisará contratos, licenças e políticas comerciais, podendo intimar a Microsoft para esclarecimentos. Juliana Psaros, diretora regional da Opera, destaca que o caso pode estabelecer precedentes globais na defesa da concorrência digital. A Microsoft ainda não comentou oficialmente a investigação. A abertura do inquérito reforça o debate sobre neutralidade, inovação e liberdade de escolha no mercado brasileiro de tecnologia.
Imagens: AFP e Opera/divulgação
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