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O governo dos Estados Unidos voltou a mirar o programa Mais Médicos, revogando vistos de dois brasileiros acusados de facilitar a participação de profissionais cubanos. Washington alega que o esquema teria contornado sanções contra Havana e explorado trabalhadores enviados ao Brasil.

Imagens: AFP

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Transcrição
00:00O secretário do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Salles, e o ex-funcionário do governo, Alberto Kleiman, tiveram seus vistos para os Estados Unidos revogados nesta quarta-feira.
00:10Washington acusa os dois de terem desempenhado um papel no planejamento e execução do programa Mais Médicos, em que o governo federal contratou cubanos para conseguir preencher vagas no Sistema Único de Saúde.
00:20Em um comunicado, o secretário do Estado americano, Marco Rubio, disse que ambos utilizaram a Organização Pan-Americana da Saúde como intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem cumprir os requisitos constitucionais brasileiros, contornando as sanções dos Estados Unidos contra Cuba.
00:36Segundo o chefe da diplomacia americana, dezenas de médicos cubanos relataram ter sido explorados pelo regime cubano como parte do programa, e o governo dos Estados Unidos acusa Salles e Kleiman de pagar conscientemente à Havana, o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos, enriquecendo o corrupto regime local.
00:54O Brasil tem estado sob o foco do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos últimos meses, principalmente devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
01:06Em clara oposição às políticas cubanas, Bolsonaro comparou o Mais Médicos à escravidão, o que levou a Havana a retirar esses trabalhadores em novembro de 2018, pouco antes de Bolsonaro assumir o poder em janeiro de 2019.
01:19Mais de 8 mil médicos cubanos participaram de 2013 a 2018 do programa, criado para atender regiões pobres e zonas rurais do Brasil.
01:27Desde que voltou ao poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reativou o programa, mas se comprometeu a priorizar os profissionais brasileiros.
01:34Em uma postagem nas redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Mais Médicos sobreviverá aos ataques injustificáveis.
01:43O sanitarista acrescentou que o programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa, a população brasileira.
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