00:00Bom, primeiro eu queria entender como é que está sendo essa relação de vocês de montar as séries, de escolher as músicas, os movimentos.
00:08Como é que funciona isso, tanto entre as atletas, mas também com a comissão e tudo mais?
00:12Ah, eu acho que é uma das partes mais divertidas do ano, o iniciozinho, quando a gente vai começar a estudar.
00:18A Camila e a Bruna chegam com a proposta, sempre perguntando como a gente se sente, o que a gente acha da música.
00:23Mas, na maior parte, ela já vem com a base pronta e a gente vai ajudando, vai estudando sobre o artista, sobre a música, sobre o estilo musical.
00:32E vamos montando a coreografia com base no que a gente estuda mesmo.
00:36A gente vai sentindo, às vezes a gente faz umas atividades mais soltas, assim, a Bruna pede para a gente ir dançando.
00:42Enfim, mas é muito legal e as desse ano em específico foram muito estratégicas para o Campeonato Mundial.
00:47São duas músicas muito brasileiras e para a gente poder ter o apoio do público, enfim.
00:54Então, o objetivo também é fazer o público vibrar junto com vocês, na hora das apresentações.
00:59E a equipe brasileira vem tendo uns resultados que são alguns inéditos durante esse ano.
01:05Eu queria saber como é que isso impulsiona vocês para a disputa do Mundial, que vai ser dessa vez dentro de casa também.
01:11Bom, a gente está muito feliz com os nossos resultados.
01:13A gente sabe que a gente chegou no Campeonato Mundial como uma das favoritas, né?
01:20A gente está ali na disputa pela medalha, pelo pódio.
01:23Mas eu acho que a melhor parte disso é ter a tranquilidade de que a gente está fazendo o nosso trabalho bem feito, sabe?
01:28Então, a gente sabe que a gente tem séries fortes, com ginastas fortes.
01:32Se a gente fizer a nossa parte, que a gente trabalha tanto todos os dias, vai dar certo.
01:35Então, o Mundial sem casa só tem impulsionado ainda mais a gente.
01:39E olhando para a equipe, para o que está funcionando e o que não está funcionando, o que você acha que está dando muito certo?
01:46Pode ser usado o Mundial, o que você acha que a equipe ainda pode melhorar um pouco para a grande competição?
01:51Bom, eu acho que a nossa experiência, a gente tem três ginastas muito experientes no conjunto.
01:56Eu, a Nicole e a Sofia, que eu e a Nicole já somos duas vezes olímpicas.
01:59A Sofia, uma vez lá em Paris.
02:01E temos duas ginastas mais novas que estão estreando aí.
02:05Mas eu acho que juntou, sabe?
02:06Perfeito, assim, a experiência das mais velhas com a jovialidade das mais novas, a energia.
02:11Então, eu acho que isso tem dado muito certo para nós.
02:15E eu acho que o que falta agora são realmente os ajustes finais.
02:18A gente está treinando bastante, algumas vendo que a equipe pode ajustar na série.
02:22Mas a gente está se sentindo muito bem e muito preparada para a competição.
02:24Para finalizar, qual é para vocês a importância de ter esse Mundial dentro de casa, aqui no Brasil?
02:31Você acha que, de alguma forma, pode deixar um legado para a ginástica rítmica brasileira?
02:35Com certeza.
02:36Eu acho que é tudo o que a gente sempre sonhou, né?
02:38A ginástica rítmica do Brasil sendo vista pelo mundo inteiro.
02:41A gente conseguiu chegar como uma das potências.
02:44E eu acho que daí vai ser só para cima mesmo.
02:46É muito importante também para a visibilidade do esporte, sabe?
02:50Tem um campeonato mundial em casa, a gente sabe que mais meninas vão começar a praticar a ginástica rítmica.
02:54E aí a tendência é o esporte só crescer.
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