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No Rio Grande do Norte, um cerco de 22 horas, que envolveu 100 policiais, com mais de 3 mil tiros disparados, deixou a cidade em alerta na caçada ao criminoso mais procurado do estado. Marcelo Bastos, também conhecido como Marcelo Pica- Pau, era líder da facção criminosa Novo Cangaço e foi investigado por assassinatos e roubos de luxo. Comentaristas: David de Tarso, Mano Ferreira, Jota e Cinthya Nunes.
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Transcrição
00:00Saindo de Washington, D.C., rumo ao sul, mas nem tão ao sul, ao norte do nosso país,
00:04rumo ao Rio Grande do Norte, terras potiguares,
00:07porque um cerco de 22 horas, pessoal, que envolveu 100 policiais com mais de 3 mil tiros disparados,
00:13colocou uma cidade em alerta na caçada ao criminoso mais procurado do Rio Grande do Norte.
00:18O nosso repórter Douglas Lopes, da Jovem Pan, Natal,
00:21conta pra gente todos os detalhes, se juntando a nós aqui no palco do Morning Show.
00:24Douglas, bom dia.
00:25Agora, as imagens dessa ação foram divulgadas revelando como foi toda a operação, por acaso?
00:30Bom dia.
00:32É isso, bom dia, André Marinho, bom dia a todos que nos acompanham no Morning Show da Jovem Pan News.
00:38Exatamente, a Polícia Civil divulgou as informações, divulgou mais informações,
00:42também divulgou imagens exclusivas, imagens que mostram detalhes desta operação
00:49e detalhes também de como ficou a residência, a casa em que o criminoso Marcelo Bastos,
00:54conhecido como Marcelo Picapau, esse era o vulgo dele,
00:57foi, se escondeu e também onde ele sofreu todo o cerco, né?
01:02Esse cerco, como você bem trouxe também, durou 22 horas,
01:06a Polícia Civil registrou pelo menos 3 mil disparos
01:10entre cápsulas que estavam ali, caídas ao redor do local, não sei o que aconteceu,
01:16e também cravadas nas paredes da residência.
01:19Vale lembrar também que esse criminoso era o mais procurado do Rio Grande do Norte,
01:25e esse cerco de quase um dia foi, aconteceu num município de Extremões,
01:31ali, numa localidade conhecida como Portal do Sol.
01:34Sobre o Marcelo, o Marcelo Bastos, ele era líder de uma facção criminosa,
01:40conhecida como o Novo Cangaço, dissidente da facção Sindicato do Crime,
01:45que atua aqui, no território Potiguar, e ele também era investigado por assassinatos,
01:50roubos a bancos e também em veículos de luxo.
01:54Inclusive, em um mês, segundo a própria Polícia Civil,
01:57ele teria cometido pelo menos 14 homicídios,
02:00entre ações diretas, ou seja, executando essas vítimas,
02:04ou também ordenando a morte delas.
02:07E aí a gente traça uma linha do tempo sobre tudo isso,
02:10porque o último ato de Marcelo Picapau, podemos dizer assim,
02:15aconteceu nessa localidade, que fica localizada na Grande Natal,
02:19e também começou de uma forma inesperada,
02:21porque a Polícia Civil chegou ao local onde o criminoso estava escondido
02:25através de uma denúncia anônima de que foi encontrado um veículo roubado.
02:30Só que, ao chegar próximo da casa, os policiais, os agentes, foram recebidos a tiros,
02:36inclusive com tiros de fuzil e armas de grosso calibre,
02:39isso fez com que a Polícia Militar, entre outros agentes,
02:42fossem acionados para o local onde se iniciou um cerco,
02:46que foi se intercalando entre momentos de negociação,
02:50que inclusive envolveu a irmã do Marcelo Picapau,
02:54ela foi acionada pela Polícia Militar para que pudesse, de alguma forma,
02:57auxiliar, sensibilizar o criminoso, e também momentos de troca de tiros,
03:03o que atemorizou bastante a população do Portal do Sol dessa região.
03:07Acabou que, ao fim da noite, entre a tarde e o fim da noite de sábado,
03:12a namorada do Marcelo Picapau, que também estava na residência,
03:17foi atingida pelos disparos e foi socorrida.
03:20Ela foi levada à unidade hospitalar,
03:23o hospital aqui é Balfredo Gugel,
03:25um centro de referência aqui do território portuguai,
03:27mas acabou não resistindo e morreu.
03:30Já o comparsa dele, que também estava na residência,
03:33continuou, foi baleado, mas continuou junto a ele,
03:36e então aconteceu que, na manhã de domingo, na verdade,
03:41a polícia intensificou as suas ações e, após uma nova troca de tiros,
03:47tanto o Marcelo Picapau quanto o seu comparsa,
03:50eles foram atingidos e morreram.
03:53Com isso, a polícia ali encerrou as operações por aquele momento,
03:58mas também vale só destacar outra informação adicional,
04:01que, alguns dias após a morte do Marcelo Picapau,
04:06nessa última sexta-feira, inclusive, dia 8 de agosto,
04:08um criminoso que também estava listado entre os 10 mais procurados
04:13aqui do Rio Grande do Norte, foi capturado.
04:16Ele que é envolvido em um grupo de extermínio,
04:20ele acabou sendo preso e, assim, a polícia deu prosseguimento às operações.
04:24Inacreditável, contornos dramáticos, para dizer o mínimo,
04:30mas é o Brasil real, a vida imitando a arte.
04:33Parece que teve todos os ingredientes e elementos aí dignos daqueles filmes de ação.
04:39Enfim, pelo visto, foi necessário mais tiros para abater o tal Picapau
04:44do que os cinco filmes do Rambo juntos,
04:46mas, pelo amor de Deus, 3 mil tiros, ainda bem que, pelo menos,
04:49houve um desfecho positivo.
04:51Obrigado, Douglas, pela presença.
04:52A gente volta aqui com a bancada para repercutir.
04:54Agora, Jota, assim, sinceramente, é muito...
04:59Me falta, assim, uma compreensão histórica do último século,
05:03eu não lembro de paralelo, assim, tão claro,
05:06onde mostra que no território brasileiro inteiro
05:10vê essa onda de crime tão destemida, tão ousada e tão sanguinária
05:15como a gente está vendo, né?
05:16E o que me preocupa, André, não é nem essencialmente o crime em si.
05:20O que me preocupa é algo que já foi trazido aqui pela bancada,
05:23que é esse espaiamento da criminalidade por outros locais também.
05:28Qual era a nomenclatura deles?
05:30O novo cangaço.
05:31De novo, ele se revestindo dessa marca, né?
05:33Nesse caso, eu vou fazer um contraponto.
05:36Não acho que seja uma novidade.
05:38Há 1927, ou seja, quase 100 anos atrás...
05:42Lampião?
05:43Lampião foi expulso de Mossoró
05:45num cenário muito parecido, com uma troca intensa de tiros...
05:50Justo.
05:50Que até hoje é famosa na região
05:54e que, inclusive, tem o Museu do Cangaço lá em Mossoró
05:58contando essa história pra todos, os turistas, inclusive.
06:04O que mostra...
06:05Mossoró, vale dizer, está a mais de 200 quilômetros...
06:08Sim, sim, sim.
06:09Extremós, mas no mesmo estado, né?
06:11O que, na minha visão, mostra como, ao longo dos anos,
06:17nós não conseguimos vencer, de forma definitiva,
06:22esse tipo de afirmação, quase uma afirmação de soberania
06:28por parte de grupos armados, do Cangaço, 100 anos atrás,
06:32do novo Cangaço hoje,
06:34no contexto de uma deficiência de capacidade do Estado oficial
06:39de se afirmar como verdadeiramente o dono da lei, né?
06:44E aí, enfim, nesse caso,
06:47apesar de, enfim, mais de 22 horas...
06:50Esse é o ponto.
06:51Nesse cerco, pelo menos, no fim, conseguiram pegar o criminoso.
06:5522 longas, tensas horas de confronto, David,
06:58esquadrão, antibomba, batalhão de operações especiais,
07:00uso de snipers, de novo, ingredientes que a gente só,
07:03geralmente, espera ver na tela de cinemas,
07:06mas se tornando a vida real nesse Brasil.
07:09O paralelo histórico ao qual me referi aqui, de fato,
07:11só lembro, talvez, grupos guerrilheiros durante,
07:13enfim, lá o início do século XX,
07:15o próprio Lampião e todo o rastro sanguinário dele ali,
07:19como o Mano bem colocou,
07:20mas, juntando os pontinhos,
07:22a gente vê que a escalada de violência no Brasil
07:23vai atingindo níveis, patamares assim,
07:26dignos de guerra irregular mesmo.
07:28Não sei dúvida.
07:29E o grande problema também, em relação ao Rio Grande do Norte,
07:32é que não existe uma hegemonia do crime,
07:33ou seja, não é igual aqui em São Paulo,
07:35onde o PCC atua.
07:37Tem várias facções ali dividindo o território,
07:41brigando por esses territórios,
07:42e dessa maneira também provocando ainda mais violência,
07:45porque a gente sabe que,
07:46por mais que sejam aplicadas políticas públicas
07:49voltadas à segurança pública,
07:51quando essas facções começam a brigar,
07:53quem sofre, de fato,
07:54acaba reverberando também isso na população,
07:57porque pode ser vítima de uma bala perdida,
07:59que nem sempre, né,
08:00essa expressão não deveria nem ser utilizada,
08:02porque acha alguém, de fato,
08:04uma vítima que não tem nada a ver com aquela questão.
08:07Então, é muito preocupante
08:08o que a gente vive hoje no país
08:09em relação a essas facções
08:11e essas ações que nos assustam bastante.
08:14Tempo sombrio.
08:15Cíntia Nunes, brevemente,
08:16a gente segue a gente.
08:16É lamentável da gente pensar também
08:18a quantidade de recursos públicos
08:20que são alocados para esse tipo de atuação, né?
08:23Então, realmente, uma atuação preventiva
08:25poderia evitar todo esse desgaste
08:27e o risco à própria população.
08:30É isso aí.
08:31Mas eu quero falar com a...
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