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  • há 5 meses
A inteligência artificial se consolidou como um dos pilares da transformação tecnológica global, e a Amazônia quer fazer parte desse movimento. No Pará, esse avanço ocorre em diferentes frentes: enquanto o Governo do Estado estuda a regulamentação do uso da IA, por meio do decreto nº 4.690, que instituiu um Grupo de Trabalho liderado pela procuradora Lilian Haber para propor diretrizes preliminares de adoção responsável da tecnologia, a Universidade Federal do Pará (UFPA) também dá um passo importante com a criação de um curso de bacharelado em Inteligência Artificial e um projeto por meio do Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial.

Reportagem: Andréia Santana
Fernando Assunção

Imagens: Cristino Martins

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Transcrição
00:00Olha, André, a gente vem discutindo ao longo desses anos o fortalecimento de uma política de inovação para a universidade.
00:12E temos trabalhado, temos muita coisa nesse sentido, a gente tem já há um bom tempo o curso de engenharia da computação,
00:21o curso de sistema de informação, o curso de engenharia elétrica já fazia isso muito bem, há um bom tempo.
00:28A gente tem o curso de computação também em Tucuruí, tem o curso de sistema de informação em Cametá,
00:34tem o curso também da área de computação, tanto engenharia quanto sistema em Castanhal.
00:42Então, a gente já tem um arcabouço de informações muito boa.
00:48Mas a gente tem uma leitura, e você falou muito bem, quando pergunta sobre a questão da inteligência artificial.
00:54É muito mais do que o chat GPT e outros chat que fazem essas traduções, que escrevem.
01:03Eles são muito importantes, porque eles são a materialização de alguns processos.
01:08Mas é muito mais que isso.
01:09Eu acho que é o momento da gente discutir as questões conceituais, mas discutir também a ética,
01:15discutir também as questões filosóficas que envolvem essas transformações tecnológicas.
01:22Então, esse curso, para nós, tem um propósito de fazer uma leitura dessa realidade.
01:31Uma coisa é você fazer uma ou outra disciplina sobre essa temática.
01:37Outra coisa é você colocar essa questão como objeto de estudo.
01:44E é isso que a gente está querendo.
01:46Eu, quando assumi a reitoria, criei uma superintendência de inovação.
01:51E coloquei uma pessoa para atuar nessa área.
01:54E uma das coisas que eu pedi a ele é que me colocasse o que era necessário
01:59para a gente projetar essa perspectiva de inovação neste mundo agora.
02:05Porque a gente inova todo dia.
02:07Na sala de aula, qualquer um dos nossos cursos tem suas inovações.
02:11Mas é uma síntese disso.
02:13E a gente tem a expectativa que o curso de bacharelado em inteligência artificial,
02:19que nós chamamos de BIA, que é o bacharelado em inteligência artificial,
02:24tenha esse propósito de que a gente faça essa reflexão mais aprofundada
02:30da questão da ciência e, sobretudo, da ciência tecnológica e de informação.
02:36É o primeiro da Amazônia.
02:39A gente tem uma experiência em iniciação também, em Manaus.
02:46E estamos juntos trabalhando nessa perspectiva de ter essa reflexão.
02:53A gente tem...
02:54A nossa fonte, que a gente foi beber,
02:58são os colegas da Universidade Federal de Goiás.
03:00Eles têm uma experiência profunda com essa questão da inteligência artificial.
03:07O curso deles de inteligência artificial é mais concorrido do que o curso de medicina.
03:13E eles têm uma experiência de lidar com isso.
03:18E agora eu estive no Rio Grande do Norte,
03:20os nossos colegas do Rio Grande do Norte também têm uma experiência muito boa.
03:23e eles combinam uma coisa que eu quero no futuro fazer aqui,
03:29que são, além da graduação,
03:31que têm cursos técnicos nessa área.
03:34O pessoal do Rio Grande do Norte, da UFRN,
03:38eles têm curso técnico em inteligência artificial,
03:41eles têm curso técnico de introdução à computação e etc.
03:47Criaram uma estrutura para isso.
03:49Eles têm uma estrutura que vai dos cursos técnicos ao mestrado e ao doutorado,
03:56nessa área das tecnologias e da informação.
04:00Na verdade, o CECAD expandiu e nasceu como um centro de computação de alto desempenho.
04:05É isso que significa a sigla, né?
04:07Certo?
04:08E aí depois a gente percebeu que todos os grupos que estavam lá
04:11usavam inteligência artificial para diversas frentes de conhecimento.
04:18Então, a gente tinha da física quântica a biologia lá, né?
04:22Passando por cidade inteligente.
04:24E aí a gente expandiu, então, e o CECAD hoje,
04:27então, é o Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial.
04:31Certo?
04:32Então, a gente tem mais de 100 pesquisadores, né?
04:35De todas as áreas que você imaginar,
04:37biologia, ciências sociais aplicadas, né?
04:41Física, principalmente física quântica, computação,
04:45engenharia de uma maneira geral, meteorologia, certo?
04:48E a liga, então, entre todos esses grupos é inteligência artificial
04:53e necessariamente hoje, inteligência artificial,
04:57nesse nível, né?
04:58Na fronteira do conhecimento,
05:00ela necessita de computação de alto desempenho como ela nunca necessitou, certo?
05:06Então, problemas hoje que são realizados por visão computacional,
05:10que a gente chama, né?
05:11Que é a tentativa da IA de substituir ou se aproximar, né?
05:17Do binômio olho humano e cérebro para interpretar o que está se vendo, né?
05:21Ela necessita demais de computação de desempenho, né?
05:24E quase tudo hoje, né?
05:28Quase todas as aplicações de IA,
05:30mesmo as que usam IA generativa, né?
05:34Elas acabam precisando de imagens e vídeos,
05:37ou imagens e vídeos juntos, né?
05:38E às vezes, imagens, vídeos e áudios.
05:41Por conta disso, isso demandou uma capacidade muito grande
05:46de computação de alto desempenho.
05:48Então, o nosso centro é um misto dos dois, tá?
05:53De grupos que fazem soluções extremamente sofisticadas de inteligência artificial,
05:58mas que demandam, né?
06:00Computação de alto desempenho.
06:01Então, hoje, né?
06:02A gente chama de CCAD-IA, né?
06:06Hoje, assim, a IA é a transversal a todas as atividades humanas, de maneira geral.
06:12Então, a gente é usuário e, às vezes, inclusive, vítima, né?
06:17Da IA, porque ela tá em tudo.
06:20Então, assim, a convergência que houve, né?
06:22Pros dispositivos móveis que ninguém vive sem eles, né?
06:25Sim.
06:25Certo?
06:26Nos levou ao panorama de que a gente sequer tá sabendo que,
06:30quando a gente tá falando, né?
06:32Certo?
06:33O nosso smartphone tá ouvindo, certo?
06:35Tá usando um bando de algoritmo de IA
06:38pra perceber os nossos sentimentos e as nossas, né, vontades.
06:42E depois a gente tem uma enxurrada de ofertas em relação ao que a gente tava falando,
06:47que sequer a gente sabia que, né, que aquilo tava sendo capturado.
06:51Bom, o projeto Smart City Cana dos Carajás,
06:54ele é um convênio da Universidade Federal
06:55com a Prefeitura Municipal de Cana dos Carajás por meio da FADESP.
06:59Ele existe já há alguns anos, desde 2000 e...
07:06O primeiro convênio foi em 2019 ainda,
07:09e depois tivemos o novo convênio em 2021 e o mais recente em 2023.
07:14Ele prevê várias, várias aplicações, né,
07:19baseadas em inteligência artificial e IoT, né, internet das coisas,
07:24nas áreas de saúde, na área de educação, na área de meio ambiente, né,
07:30então, a citar, por exemplo, nós temos o carro inteligente, né,
07:36que circula na cidade coletando por meio de sensores informações da qualidade do ar,
07:41por exemplo, né, temperatura, umidade, enfim, medidas relacionadas a isso.
07:49Na saúde, né, nós temos, estamos investigando atualmente, né,
07:55o uso de inteligência artificial para futuramente auxiliar no diagnóstico de câncer do colo do útero, né,
08:03fazendo ali um sistema inteligente que consegue, por meio de visão computacional, né,
08:09fazer o rastreamento, né, de potenciais marcadores para câncer, por exemplo, né,
08:19Temos também, na área de educação, nós temos o uso de inteligência artificial para o reconhecimento de estudantes
08:25que usam o ônibus escolar, né, da frota do município e também, né,
08:30para o reconhecimento de emoções em sala de aula,
08:34então, esse sistema, ele busca dar apoio, né, ao diagnóstico precoce do autismo, por exemplo.
08:39Temos também, na área de meio ambiente, né, o uso de visão computacional para a classificação automática
08:49de objetos de interesse em vias públicas, nicho jogado em local inapropriado, restos de poda,
08:56restos de construção, né, que são objetos que estão relacionados ao código de postura da cidade,
09:02então, todas essas aplicações, né, elas envolvem o uso de sensores, por exemplo, né,
09:10que são os dispositivos de IoT ou o uso de inteligência artificial.
09:14Certo.
09:14Certo.
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