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  • há 5 meses

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Transcrição
00:00O cortejo do Alexandro Vital Nunes dos Santos, da criança de 10 anos de idade, que foi brutalmente assassinada em Belo Jardim.
00:11O crime que aconteceu no almoxarifado de uma fábrica de cerâmica abandonada às margens da BR-232.
00:19Vocês estão acompanhando o cortejo. Aqui um clima de comoção e dor.
00:25Segundo informações da Polícia Civil, o crime teve como motivação um motivo fútil.
00:34Porque, segundo relatos da polícia, o adolescente que confessou o crime, ele disse que o pai do Alexandro, que encontra-se preso em Pesqueira, devia a ele 6 mil reais.
00:49Segundo informações da Polícia Civil, para se vingar do pai, ele planejou o crime.
00:56O adolescente morava em Canhotinho, veio para a casa de familiares na Vila Bela, onde conseguiu levar a criança para o galpão da fábrica abandonada, onde o matou por asfixia e pedradas.
01:13O corpo do Alexandro foi conduzido da casa da tia, onde foi velado para o presídio de Pesqueira, onde o pai do Alexandro cumpre pena.
01:24E foi fazer a última homenagem e se despedir do filho.
01:29O Alexandro era um menino muito bom, ele era sempre acompanhado com os pais, a mãe sempre ia buscar, sempre ia levar, muito presente.
01:38Na sala de aula, não tínhamos nenhuma observação negativa sobre o comportamento dele, ele era um menino muito bom mesmo.
01:47E para vocês, que estavam com ele no dia a dia, terem recebido essa notícia, como é que vocês estão?
01:53Ah, deslacerados. Nós realmente não temos nem palavras. E foi um baque muito grande, é realmente indescritível o momento que estamos passando.
02:03E os coleguinhos de sala, os colegas de sala?
02:06Vai ser um baque, já é uma preocupação nossa momentânea de como vamos trabalhar com essas crianças segunda-feira em diante.
02:12Porque hoje a escola está fechada, estamos vendo o luto, a perca.
02:16É um momento de dor muito grande, né, para os familiares e amigos, que ele era muito querido por todos.
02:22E a gente pede justiça, né, que tenha mais justiça, porque poderia acontecer, se ele ficar solto, né, pode acontecer com qualquer outra criança.
02:30Inclusive, ele ameaçou um do Vila Bela, muito dócil, não fazia mal a ninguém.
02:34Inclusive, ele tinha autismo, transtornos mentais.
02:37Então, era uma criança indefesa, né, foi uma brutalidade, uma covardia.
02:41E tudo que a gente quer é justiça, justiça, que a justiça seja feita.
02:44O momento mais difícil, mais doloroso da minha vida, é o dia de hoje, né.
02:50É ali que ele morreu, que está assim, né.
02:53Até os 18 anos de idade, ele viveu na sua casa?
02:57Viveu, foi.
02:58Depois eles ganharam a casa ali, foram morar lá.
03:01Mas eu sempre ia acompanhando, todo dia estava lá em casa.
03:05E me fala um pouco do Alessandro com a senhora no dia a dia.
03:09Excelente, não fazia mal a ninguém.
03:11Era autista, inclusive?
03:12Autista, estudava, brincando com os coleguinhas, muito querido por todos.
03:17Na casa, vai ficar o vazio?
03:20Vai ficar o vazio, que nunca mais vai preencher.
03:23Saber que a senhora, quando acordar, no dia a dia, não vai mais receber o abraço do seu filho?
03:31Antes de ir para a escola, todo dia de manhã.
03:33Ele passava lá em casa, antes de ir para a escola, para pegar o dinheirinho do lanche.
03:37Aí isso aqui está me doendo.
03:39Quando é aquelas sete horas da manhã, eu não aguento.
03:42Era a hora do menino chegar lá.
03:44O abraço, o beijo do netinho.
03:46É, primeiro passava lá, primeiro é casa, antes da escola.
03:49Para dar o dinheirinho, para ele comprar o lanchinho.
03:51Para ele fazer, para ir para a escola.
03:52Como era que ele dizia, hein, vó?
03:54Batia na porta, vó.
03:56Aí eu disse, oi, meu filho.
03:58Aí abri a porta e o avô dava o dinheirinho do lanche dele, da escola.
04:01Era isso.
04:01A rotina, direto, direto.
04:03A gente, diante da dor da perda, que não é pequena, só que já passou pela dor da perda, sabe?
04:10O tamanho da dor que a gente está sentindo como parente de Alexandro, uma criança de 10 anos,
04:16que um indivíduo sem humanidade nenhuma, se for a vida dele.
04:24Então a gente pediu encarecidamente que a justiça fosse em cima com tudo e vocês darão reportagem.
04:31Então, diante da reportagem que vocês fizeram, diante do trabalho da polícia civil e militar,
04:38a gente agora é inteiramente grato, porque o meu sobrinho vai ser sepultado daqui a pouco.
04:45Mas também a gente está de peito lavado, porque o assassino está preso.
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