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  • há 5 meses

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Transcrição
00:00A repórter Edmar Assunção já chega trazendo as informações da notícia do dia sobre esta história, como a Natália falou, uma história intrigante sobre a morte de uma mulher.
00:09Uma mulher identificada como Jamília Araújo, de 29 anos, foi encontrada morta no apartamento em que morava na rodovia Mário Covas, em Ananindeua.
00:17Edmar Assunção, neste momento, vem trazendo mais informações, então, a respeito deste caso.
00:22É com você, Edmar. Boa tarde.
00:24Boa tarde.
00:24Oi, Natália, Genoa, boa tarde para vocês, boa tarde para todo mundo.
00:31Olha só, o corpo da Jamília Araújo, de 29 anos, ainda não foi liberado aqui no Instituto Médico Legal.
00:38Tanto que a gente observa uma grande movimentação dos parentes, dos familiares e amigos próximos da Jamília, que estão aí tentando entender o que de fato aconteceu.
00:49Muitas linhas de investigações estão sendo trabalhadas pela polícia, mas eu vou conversar aqui com uma prima, da própria Jamília, que não quer se identificar porque vocês temem alguma ação de represália por parte do ex-componeiro, é isso? Boa tarde.
01:07Boa tarde.
01:08Boa tarde.
01:38Porque começava com o celular quebrado e possivelmente poderia terminar numa coisa pior, já prevendo algum tipo de situação.
01:47Nesse ocorrido, meu tio se cedeu com as palavras, falou umas coisas para ele e aí ele passou a ameaçar a família.
01:59Então, ele começou a coagir a Jamília de estar enviando mensagem para a família, estar enviando mensagem a amigos, né?
02:10Aquele grupo onde ela frequentava de brincadeira, ele foi retirando ela, né?
02:17Era como se fosse o... quando ele levou ela para o apartamento dele, é como se ele tivesse privado ela, feito um cárcere privado dela.
02:25Ela não podia ir vir, ela não podia ir na casa dela, mas os vizinhos relataram que nesse período houve muitos gritos, houve... ele batia nela, todo mundo via, ouvia.
02:38Mas, até então, por ela estar lá e a família não saber de nada, eles não tinham... não tinham como reagir, não tinham... acho que eles não sabiam como, de que forma poder ajudar ela.
02:51Hoje, do que aconteceu, vocês... vocês acreditam no que... no que, mais ou menos?
02:58Não foi ela.
03:00Não foi ela porque quando a perícia do Instituto Legal, que foram duas perícias que teve no apartamento dele, e foi mudada a cena.
03:11Foi mudada a cena do local onde ela estava, e a perita disse que estava tudo revirado, nada estava... foi jogado o pó, e nada estava do jeito que estava apresentando o ser.
03:23E ela tinha, frequentemente, os hematomas, depois dessas primeiras discussões, ela tinha se separado do nada, ela tinha ido passear, a mãe dela levou ela, afastou uns dias daqui, que eles tinham se separado, ela trouxe as coisas dela pra casa dela,
03:40mas ele continua manipulando ela, mandando mensagem, oprimindo ela, ameaçando os pais, a irmã, o irmão, porque ele disse que tinha muita influência, e ela ficou com medo.
03:55Olha só, a família está muito revoltada com o que, de fato, aconteceu.
04:00Eu ainda estou aqui em frente ao IML, desde cedo, acompanhando toda a grande movimentação, que o corpo aí da Jamília Araújo, a jovem enfermeira de 29 anos, foi encontrado num apartamento lá na Mário Covas, no município de Ana Nindeua.
04:16Até o momento ainda não foi liberado, tanto que os familiares esperam aqui na frente, juntamente com amigos, pra que, à tarde, ela seja velada no Carmelândia, também no município de Ana Nindeua.
04:28Então, Natália e a Genoa, é uma situação bastante complicada, né, porque a polícia trabalha com essas linhas de investigações, a família acredita no que, de fato, aconteceu,
04:39como eu acabei de conversar aqui com a prima legítima da própria Jamília, que ainda continua aqui ao meu lado, então vou com vocês aí no estúdio pra saber se vocês têm alguma pergunta com relação a esse caso, que também nos deixa, assim, assustados.
04:53Temos sim, Edmar. Foi o próprio companheiro da Jamília que acionou a polícia, porque, em depoimento à polícia, ele disse que passou o dia trabalhando e, quando chegou em casa, se deparou com a namorada morta. É isso?
05:07Olha só, vou perguntar aqui pra prima, que eles estão perguntando com relação ao companheiro. Foi ele mesmo que acionou a polícia, porque, no depoimento, ele disse que estava atrapalhando.
05:20Ele ligou pra minha prima, né, no momento a gente não estava em casa, eu estava com a minha mãe no supermercado, e ele falou que ela estava enforcando ele.
05:32Enforcando ele, que estava tendo uma briga dentro do apartamento, então a minha prima, mas o irmão dela, que são os dois irmãos, que ela é gêmea, com a outra, foram no apartamento.
05:43Quando chegou lá, que ele subiu, eu estava enforcado. Só que, quando a perícia fez todo o levantamento, ela tinha falecido de manhã.
05:54Então, se foi de manhã, as mensagens que a minha prima estava fazendo a ela, não era mais ela que estava respondendo.
06:02Entendeu? E por isso que ele dava garantia pra polícia, pode pegar o celular dela.
06:07Pode pegar o celular dela, porque ele já havia apagado todas as provas do celular dela.
06:13Entendeu? É isso que não pode ficar impune.
06:16É mais uma mulher.
06:19É mais uma perca.
06:21Pra gente, que é a família, a mãe dela está lá.
06:23A gente não sabe o que fazer com a mãe dela, com o meu tio.
06:27O meu tio está lá, choroso, apavorado.
06:30E a família clama por justiça, porque a gente está vendo que está tudo errado.
06:35E aí a irmã dela pegou e disse assim, mas é só pegar o celular dela e botar o meu rosto.
06:41Mas não era mais com ela que ela estava conversando.
06:42Porque pelas horas que o pessoal falaram pra gente, como eles estavam no local e a irmã dela veio antes da perícia chegar, não bate.
06:52Ela já tinha falecido de manhã.
06:55Entendeu?
06:56Ele pegou ela ontem no local de trabalho, de tarde, uma hora da tarde.
07:00Ele disse que não estava com ela.
07:02Tem circuito interno de câmera da empresa.
07:05Tem amigos que conversaram com ela, que pintaram conversa.
07:09Tem prova, tem tudo.
07:10A gente quer justiça.
07:11E a justiça mesmo que a família está cobrando, Natália, eu vou interagir com você que está aí no estúdio, enquanto mulher,
07:19porque é uma situação muito difícil, estarrecedora.
07:23Desde ontem à noite nós estamos acompanhando esse caso com inúmeros vídeos, fotos da própria vítima que começaram a circular nas redes sociais.
07:32E a gente se pergunta, enquanto também profissional de imprensa, o que de fato aconteceu.
07:36Não é isso mesmo?
07:38Com certeza, Edmar.
07:39Inclusive, a gente tem a informação de que o local de crime foi completamente manipulado.
07:46E quando a gente fala também a respeito de hematomas que estavam ali na parte de trás do corpo da Jamile,
07:52isso também acaba se tornando uma prova de que houve ali algum tipo de agressão e que a Jamile, por si só, não tenha tirado a própria vida.
08:02E até porque quando essa agressão aconteceu, quando a perícia faz o levantamento que foi encontrado hematomas nas pernas ou uma das pernas da vítima,
08:11a perícia começa a trabalhar também para saber se aqueles hematomas surgiram naquele mesmo dia ou dias anteriores.
08:18A gente sabe que é um caso emblemático, Edmar.
08:20Pois é, essas provas vão levantando inúmeros questionamentos.
08:29Com relação, por exemplo, quando a perícia chegou, identificou alguns hematomas na própria perna da Jamile.
08:35Então, isso levanta suspeita de que, de fato, ela vinha sendo agredida, ela já estava sendo vítima, é isso que a família acredita?
08:42Ela já estava sendo vítima de agressão física, psicológica e ameaças.
08:50Ela já vinha há meses vivendo isso sem poder estar compartilhando com a família, com medo da reação do pai,
08:58do que o pai dela pudesse fazer e se prejudicar.
09:02Porque elas são muito famílias, as meninas são muito famílias, né?
09:06E eu acho que se ele não tivesse nada a temer, por que que na hora que a polícia científica chegou, ele chamou dois advogados?
09:16Por que chamaria dois advogados?
09:18Porque tem alguma coisa errada.
09:21E essa coisa errada não era com o ser humano que estava ali estendido no chão, sem ninguém para ajudar, sem ninguém para defender.
09:30Ela estava só, era uma mulher, estava só. E ele era uma pessoa maliciosa.
09:37Por que que ele estava tão frio e chamou o advogado?
09:41Eu acho que, no meu ponto de vista, se eu não devo, eu não temo.
09:45Por que? Se eu não fiz, eu vou chamar a polícia, eu vou chamar advogado.
09:50No caso, a polícia, quem chamou fomos nós, entendeu?
09:53O primeiro procedimento, quando ele estava no telefone, que o meu primo foi, veio o corpo dela,
10:00a minha prima foi direto na delegacia fazer a ocorrência e levar o que se tinha no telefone.
10:07Porque a gente não acredita que foi um suicídio, porque não foi um suicídio.
10:11Porque senão a cena do crime não estava mudada.
10:13E a gente quer justiça.
10:15A minha família quer justiça, o meu tio quer justiça, a mãe dela quer justiça, a minha prima quer justiça, a gente quer justiça.
10:22Olha só, esse aqui é o sentimento.
10:25Eu quero agradecer muito a tua participação por ter falado com a própria equipe de reportagem aqui
10:31com relação a esse caso que vem ganhando ampla repercussão aqui na capital paraense, que aconteceu ontem à noite.
10:38A família agora, claro que com as informações, suspeita que ela tenha sido morta já no período da manhã.
10:45Eu vou caminhando aqui, Natália e Agenor, para tentar conversar com outros amigos,
10:51outros familiares que estão aqui, claro, sem identificá-los,
10:55porque a gente sabe que é um momento bastante complicado, difícil para a própria família,
11:00que espera aqui a liberação do corpo da Jamilh Araújo, de 29 anos,
11:04para que eles consigam aí fazer o velório dela no torno da tarde, lá no município de Ananindewa.
11:13Eu quero chamar uma entrevista agora de uma também familiar da vítima que conversou com a nossa equipe de reportagem
11:21hoje pela manhã aqui em frente ao Instituto Médico Legal,
11:26que também está bastante abalada com o que aconteceu. Vamos acompanhar.
11:29Nós acreditamos que não foi uma tentativa, não foi um suicídio, foi um feminicídio,
11:36pelo fato de que ela já vinha sofrendo ameaças físicas, psicológicas, agressões.
11:42Ele proibia ela de sair de casa.
11:44Ela passou a passar mais tempo a morar com ele devido às proibições,
11:49porque ele não deixava ela tirar as coisas do apartamento, ele não deixava ela sair.
11:53Nas vezes que ela tentou, ele enforcava ela, ele ameaçava ela de matar ela.
11:59Inclusive, ele chegou a enforcar ela duas vezes, que ela desmaiou as duas vezes.
12:05Ele espancou ela dentro do apartamento, que ela precisou ser levada para a UPA.
12:10Então, assim, ela já tinha um histórico de agressões que a gente não tinha noção do tamanho da extensão.
12:17ameaçava em matar ela, ela tinha medo de comunicar as coisas para a família,
12:23de contar para o pai, de contar para a mãe, tinha medo disso.
12:26Então, ela tentava desabafar os próximos.
12:30Não conseguia se abrir com a família devido ao medo dele ameaçar a família o tempo todo.
12:35Inclusive, lendo algumas conversas, algumas mensagens, eu pude ver que não era ela falando,
12:40porque não se caracterizava com a forma que ela falava,
12:43a forma que ela digitava as palavras, a forma que ela falava.
12:47Então, eu acredito que em muitos momentos, ele se passava por ela para tranquilizar a família dela.
12:53Entendeu?
12:54Ele falava assim, relaxa, eu vou ficar bem, está tudo bem, ele não brigou comigo.
12:59Coisas que a gente sabe que não aconteceu.
13:01E ontem, quando tudo aconteceu, vocês chegaram lá, o que vocês identificaram na cena?
13:08O que a própria perita que acompanhou toda a ação falou?
13:12Assim, a única pessoa que entrou no apartamento foi o irmão, para ver o corpo, na hora que ainda não tinha chego a polícia.
13:20Foi o irmão que eles chegaram junto com a polícia.
13:22A gente levou a polícia, quando chegaram lá, eles viram uma viatura e chamaram a viatura e levaram até o apartamento.
13:29Quando chegaram lá, identificaram que ela já estava falecida.
13:33Quando ele viu, ela estava deitada de bruxos, com uma extensão no pescoço, mas a perna dela estava roxa.
13:42A parte de trás, ele informou que ele viu a perna dela roxa.
13:46E ele falou que ele saiu para trabalhar e quando ele voltou, ela estava morta.
13:49A perita, quando ela entrou, ela tirou as fotos, fez todo o procedimento e eu acredito, eu acredito, eu não posso falar porque não é o meu trabalho, não tenho conhecimento sobre isso.
13:59E ocorreu algo a mais, que ela pediu para um outro perito descer e pegar uma mala, que eu não sei se é luminol, eu não sei se identificar o que é, mas é uma mala para alguma perícia mais específica.
14:09E depois que essa perícia começou, demorou muito tempo.
14:12E na saída, ela falou que o local do crime foi muito manipulado, foi muito mexido.
14:18Então, assim, eu acredito que ele tenha forjado, porque ela falou que a moça tinha morrido entre 8 a 12 horas antes.
14:27Então, acredito que ela morreu de manhã, sendo que ele disse que ele foi para o trabalho.
14:39Olha só, acabamos de acompanhar o relato aí de uma das familiares da Jamile, relato impressionante.
14:50A gente consegue acompanhar de perto aqui, na frente do Instituto Médico Legal, a comoção, o desespero dos próprios familiares com relação a tudo isso que aconteceu.
15:00Eu vou conversar com uma amiga aqui, da própria Jamile, nós não vamos identificá-la, está muito abalada, mas você chegou a presenciar alguma agressão, alguma situação que viesse acontecer com a tua amiga?
15:14Agressão, não, mas eu pude presenciar esse meio termo que ele estava obrigado.
15:19Eu pude viajar com ela.
15:22Eu pude ver o quanto que ela estava feliz, liberta ali.
15:25Ela brincando com a irmã dela, que era uma metade dela ali.
15:34O quanto eu via quando a irmã dela estava triste, almoçava com ela, ela falava a Jamile, tanto é que no mesmo dia eu era muito mais próxima da irmã dela do que dela,
15:46mas eu pude presenciar vários momentos dela felizes nessa nossa viagem.
15:50A gente chegou até a brincar, encarnando nela, ela falava que não, que ela não queria mais volta, que ela estava liberta daquilo.
16:00Então não tem um porquê, ele forçou, ele forçou ela a ir para lá.
16:05A gente lá brincando, a irmã dela várias vezes tentou, Jamile, bora fazer isso, eu estou contigo, a gente está contigo até o final.
16:14Ela falava que não, que tudo ia ficar bem, que tudo ia ficar bem e a gente quer justiça.
16:21A gente quer justiça porque a menina se matou.
16:24Não foi homicídio, não foi dela.
16:28Não foi ela que se matou.
16:30A gente quer justiça.
16:31Olha só, não consigo, Natália, Genô e a todos que estão nos acompanhando,
16:38mencionar aqui o que os próprios familiares e os amigos da Jamile Araújo estão sentindo neste momento aqui em frente ao Instituto Médico Legal.
16:47Vou continuar por aqui acompanhando porque eles vieram fazer aqui também o acompanhamento de todo o trabalho que está sendo feito
16:57antes da liberação do corpo da vítima que vai sair daqui e vai ser velado no turno da tarde lá no Carmelândia, aqui no município de Ananindeu.
17:06As vítimas estão bastante aqui, na verdade os familiares, os amigos estão abalados, chorando com relação à morte
17:15que comoveu a capital, a região metropolitana de Belém, porque se trata aí da morte de uma mulher,
17:23tudo isso está sendo investigado aí pela Polícia Civil, pela Polícia Científica aqui do Estado
17:28e nós, enquanto imprensa, estamos aqui acompanhando, trazendo ao vivo esse caso
17:33para vocês que estão acompanhando a programação aqui da RBA.
17:38Qualquer outra novidade desse caso, a Genô e a Natália, vocês podem me acionar
17:43que eu vou continuar aqui na frente do IML até a liberação do corpo da Jamília Araújo,
17:49jovem de 29 anos, enfermeira, que foi encontrada morta dentro do apartamento no município de Ananindeu.
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