00:00Bom, e falando um pouquinho do vôlei de praia atual, queria saber como é que você avalia o atual momento do vôlei de praia masculino.
00:08A gente sabe que há alguns anos o pessoal fala bastante de Olimpíada, mas não conquistou medalha e tal.
00:15A gente sabe que medalha ali acaba sendo só mais um dos objetivos.
00:21Inclusive agora com essa sua visão de gestão, que você vem estudando bastante, o que você acha que pode melhorar e o que você acha que está funcionando no vôlei de praia masculino?
00:27Olha, sem dúvida nenhuma a gente está passando uma interessafa grande de atletas.
00:34Existiu uma geração muito vitoriosa, que foi a geração do Ricardo Emanuel, do Fábio, do Márcio, do Benjamin e entre outros atletas.
00:44Veio a minha geração, Bruno, Pedro Sobe, Alisson, Pedro Cunha.
00:48É uma geração muito forte, a gente conseguiu se manter entre os melhores do mundo.
00:52E agora está vindo uma geração que é, assim, depois de duas grandes gerações fortes, né?
00:58Não é pior, na verdade.
01:00É, na verdade, também que o mundo cresceu no vôleibol de praia.
01:03O vôleibol de praia tem apenas 35, 30 anos de idade.
01:06O mundo joga vôleibol de praia, né?
01:09E o Brasil e os Estados Unidos já não dominam mais como no início do esporte.
01:16Então, assim, eu acredito muito que a gente está tendo que se adaptar ao vôleibol novo, vôleibol moderno, vôleibol de muita força física.
01:24Você vê que os atletas hoje estão chegando no auge muito mais cedo, né?
01:27Com 22, 23 anos, sendo campeões olímpicos.
01:30E nós estamos exportando muitos, muitos e muitos técnicos pra fora.
01:35A gente tem que olhar pra nossa base, sem dúvida nenhuma.
01:38E também valorizar o que nós temos hoje.
01:40Então, assim, a gente tem poucos jogadores de bloqueio.
01:44Nós temos que, eu acho que, voltar a buscar esses jogadores, jogadores mais altos.
01:50E, principalmente, também, reformular um pouco o nosso jogo.
01:52Nosso jogo está precisando de uma reformulação porque a gente não tem jogadores muito altos.
01:57Então, a gente tem que mudar um pouco.
01:59O que é mudar o jogo pras pessoas que estão escutando a gente, estão lendo a gente, né?
02:04Falando sobre isso.
02:05Ficar um jogo mais rápido, ficar um jogo com jogadas,
02:08Ficar um jogo que a parte técnica aparece mais.
02:11Isso daí demanda tempo e demanda calma, né?
02:14Então, a gente está passando essa entre-sapra, o que é normal no esporte também.
02:19E falando também um pouquinho sobre o vôlei feminino,
02:22como é que você vê esse atual momento que elas conquistaram o ouro agora em Paris?
02:28O que você acha que de lá dá pra refletir aqui também no masculino?
02:32Assim, o vôleibol feminino, assim, a Duda e a Ana Patrícia, atuais campeãs olímpicos, né?
02:38É normal esse ano pós-olimpíada escolherem mais torneios pra jogar,
02:44reduzir a carga de trabalho porque senão o atleta, ele quebra,
02:48quebra mesmo no sentido de lesões, ele quebra born-outs,
02:51ele se exigiu tanto, ele viajou tanto, ele abdicou tanto pra aquela conquista,
02:57aquele objetivo que foi alcançado, né?
03:00E é normal esse ano pós-Jogos Olímpicos, né?
03:03Nós vimos o time 2, que era a Bárbara e a Carol, a Bárbara parou de jogar,
03:07então a Carol está num processo de conhecimento desse novo time com a Rebeca,
03:11que inclusive já ganhou alguns torneios no Circuito Mundial e Brasileiro.
03:14Temos umas meninas novas que treinam aqui, no meu centro de treinamento aqui,
03:18que é a Tamla e a Vitória, que estão liderando o Circuito Mundial.
03:21São meninas que estão aproveitando esses momentos de mudança de time,
03:24e estão fazendo por merecer, estão cravando o nome delas aí no Circuito Mundial.
03:28E isso tudo faz parte de um processo mesmo de Círculos Olímpicos, né?
03:32O primeiro ano seguinte dos Jogos Olímpicos existem essas mudanças, essas escolhas.
03:37Ano que vem os times já vão estar com experiência,
03:39depois começa a Corrida Olímpica,
03:41e o ano da Olimpíada os times chegam bastante maturados, maduros, assim, pra aquele momento.
03:45Então, eu acredito que isso tudo que o Brasil está vivendo é super normal.
03:54Então, eu acredito que isso tudo que o Brasil está vivendo é super normal.
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