- há 5 meses
- #jovempan
Coronel Mello Araújo, vice-prefeito da cidade de São Paulo, comenta as medidas adotadas pela gestão municipal para tentar conter o avanço do tráfico de drogas na região central da capital paulista.
Assista à íntegra: https://youtu.be/XopvO657ras
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NotíciasTranscrição
00:00Para a gente resolver um problema, primeiro a gente tem que achar que aquilo é um problema
00:05e a gente tem que querer resolver.
00:08Em relação a essa questão das drogas, a gente vê muita gente no Brasil,
00:15inclusive autoridades, inclusive políticos, que acham que não é um problema a droga.
00:20Droga não tem nada de mais, é uma escolha na pessoa, é um estilo de vida.
00:25Então, tem ONGs que defendem, inclusive, a existência da Cracolândia, que a Cracolândia tem que resistir.
00:32É uma ONG que se chama Craco Resiste, olha o nome, aqui em São Paulo.
00:37Tem gente que defende a política de redução de danos, quer dizer, você dá droga para a pessoa,
00:43não, eu vou dar uma droga limpinha na dose certa.
00:46Inclusive, eu tenho até um termo que outro dia eu vi as pessoas usando, cena aberta de uso.
00:52Eu fiquei pensando, para descrever ali o que é a Cracolândia, é uma cena aberta de uso.
00:57O que é uma cena aberta de uso?
00:59São coisas assim que não tem pé nem cabeça e que vão criando justificativa para que aquilo existe.
01:08Então, na sua opinião, você falou do alinhamento do município com o Estado e como isso facilita.
01:17Mas também não existiu um alinhamento de visão moral.
01:22São agora várias pessoas que acham que aquilo ali é realmente uma coisa errada,
01:26que droga destrói a vida da pessoa, que aquilo ali não é caminho para ninguém.
01:31Isso não faz diferença, não?
01:32Bom, Motas, olha só que interessante, né?
01:38Desde que eu assumi em janeiro, eu ia todos os dias lá na Rua Protestantes,
01:44onde estava essa Cracolândia, né?
01:48Ou seja, um local em que se vende e consome droga a céu aberto, sem pudor nenhum.
01:56Eu ia lá todo santo dia.
01:58E aí a gente, eu fui entendendo como funcionava.
02:01E aí eu fui vendo ao longo dos meses caindo o número de dependentes.
02:08A gente começou a entender o sistema, melhorar onde precisava ser melhorado.
02:15Eu comecei a conversar com o dependente químico,
02:18comecei a conversar com a família do dependente químico,
02:21eu comecei a ir no equipamento de saúde onde ele tratava.
02:24E quando vai a figura de um vice-prefeito, os funcionários começam a enxergar diferente.
02:33O funcionário da assistência, da Secretaria de Assistência Social, que está lá na cena aberta,
02:41falei, meu, o vice está vindo aqui tentando convencer a gente a internar.
02:44Quando você vê o pessoal da saúde que está lá na cena aberta, na Cracolândia,
02:49vê lá a figura do político lá, ele fazia, pô, esse cara está vestindo a camisa.
02:55Ele está entendendo o que está acontecendo.
02:58Quando a segurança, a força de segurança vê você lá,
03:01eles começam a vestir a camisa e querer fazer a gente entender o que precisa ser feito para resolver.
03:08E assim fomos fazendo.
03:10E eu vi o número e caindo, caindo, caindo, caindo.
03:13Aí a gente chegou num número, eu lembro direitinho, foi numa sexta-feira,
03:18a gente estava com o número 57, 57 pessoas que estavam virando 24 horas lá.
03:25E aí numa reunião de uma sexta, com toda a equipe do vice-governador,
03:29os membros do Estado, município, secretaria e tal,
03:33tomamos uma decisão e chegou numa, na sexta-noite, no sábado e no domingo,
03:40a gente não tinha ninguém lá.
03:44Na segunda-feira, a imprensa começou a cobrar.
03:47A imprensa fala que foi numa segunda, na verdade foi sexta-noite.
03:50Na segunda, ela falou assim, olha, algo de estranho aconteceu,
03:54cadê os dependentes químicos?
03:56Caracterizando isso como uma coisa negativa.
03:58Sim, sim, sempre.
04:00Mostrando que isso fosse uma coisa ruim.
04:01Sempre, sempre negativa.
04:02E aí, esse pessoal da imprensa, junto com esses políticos que defendem o uso de droga,
04:12foram lá.
04:14Foram lá, fizeram vídeo, sem ninguém.
04:18Aí eles foram se preocupar.
04:20Olha só como que é, né?
04:21Não tinha mais ninguém pra tratar.
04:23Eles foram lá falar com o muro.
04:26Foram fazer vídeo com o muro, preocupados.
04:29Não sei com quem, porque não tinha gente.
04:31Estavam preocupados com o muro.
04:33Foram lá, cadê os nossos dependentes?
04:35Cadê os nossos dependentes?
04:36Eles queriam os dependentes de volta.
04:39E aí apareceu esse pessoal, porque até então não apareciam.
04:44Por que não apareciam?
04:46Porque muita gente, aí eu falo de crime organizado, envolvido nisso.
04:51Muita ONG se beneficiando.
04:54A gente tem que analisar assim, olha, quem se beneficiava com a Cracolândia?
04:58Quem ganha, né?
04:59Quem ganha?
05:00E aí a gente vai ver o que a gente começou a incomodar.
05:03A gente começou a fechar um monte de, cortar relações com várias ONGs.
05:09Nós começamos a operações de segurança pública,
05:12fechando diversos estabelecimentos ligados a crime,
05:16desde bar, desde pensões, hotéis.
05:20E isso são coisas que existiram durante muito tempo.
05:24Muito tempo.
05:24A vista de todo mundo.
05:26Muito tempo.
05:27Ferro velho.
05:28Então a gente começou a atacar e começou a incomodar financeiramente parte desse grupo.
05:36E aí, então eles não estavam preocupados com as pessoas.
05:40Eles estavam preocupados porque assim, olha, acabou minha fonte de renda.
05:44Na verdade, muitos ali, acabou minha fonte de renda.
05:48Quando você começa a secar a fonte de renda, quando você começa a estrangular o tráfico,
05:53como a gente tem feito, muito bem feito na área central, com guarda municipal, com polícia civil,
06:00com polícia militar, com serviços entre secretarias.
06:04Quando você começa a estrangular, você começa a incomodar.
06:09Aí a gente começou a incomodar um monte de gente e aí vieram pra cima da gente com essas narrativas.
06:15Então, na verdade, isso aí se deve, essa preocupação é porque pela primeira vez realmente a gente incomodou.
06:24Eu tenho certeza absoluta que a gente está no caminho certo.
06:26A gente não venceu, porque a todo dia, Mota, a todo dia, a gente está conversando aqui agora,
06:33tem o filho que está começando a entrar com a droga agora.
06:37O moleque está se iniciando na droga e daqui a pouco ele vai estar aqui nas ruas.
06:42Tem aquele cara que perdeu o emprego, entra em depressão, está na rua, ele vai ter contato com o álcool,
06:49ele vai ter contato com a droga e o cara depressivo ele vai abraçar.
06:53Chega o demôniozinho lá, ô, você está ruim, estou aqui, estou aqui.
06:57Então, assim, vai entrando, a gente não fecha a torneira.
07:00Mas a gente está no caminho certo, porque esse pessoal que não berrava, berrou.
07:05A prefeitura de Los Angeles dizia que é dominada pelos democratas, né?
07:10O governo da Califórnia é democrata, o pessoal de esquerda,
07:13dizendo que era impossível de resolver o problema da Cacolândia, dos drogados.
07:17Aí o presidente chinês, o Xi Jinping, foi fazer uma visita a Los Angeles,
07:22eles resolveram da noite para o dia, porque a cidade tinha que ficar limpinha,
07:26para o Xi Jinping que não podia ver aquilo ali, né?
07:29Então, essa experiência que o município e o governo estão tendo com a Cacolândia,
07:37isso aí está mostrando que é possível realmente...
07:40Isso está criando um modelo que pode ser adotado em outras Cacolândias do país?
07:45Ô, Mota, eu não tenho dúvida nenhuma, né?
07:47Você até falou de Los Angeles, né?
07:48E aí eu volto, né?
07:50Você vê o que uma política errada não faz com o Estado, né?
07:54Você pega lá Los Angeles, você lembra da política que foi adotada?
08:00Mil dólares, até mil dólares não é mais crime?
08:03É, foi a lei da Califórnia, né?
08:05Você viu uma política errada o resultado que traz?
08:10É exatamente isso aí, né?
08:12Respondendo a tua pergunta aqui, né?
08:14Olha só que interessante.
08:16Eu recebi já a delegação de Maceió,
08:20vereadores de Maceió foram falar comigo na prefeitura,
08:23queriam saber o que nós estamos fazendo.
08:26Conversamos e rodamos a área.
08:29Fui mostrar como que a gente trabalha.
08:32Recebi políticos de Santa Catarina,
08:34e eu posso falar, sim, que a gente está criando um modelo
08:37que, para dar certo, você precisa ter esses alinhamentos.
08:43É muito importante.
08:44Precisa estar todo mundo direcionado na mesma causa.
08:47Se você tiver um governo de Estado
08:49que tem uma política muito diferente da prefeitura,
08:55você vai ter dificuldade.
08:56Quando você tem um alinhamento,
08:59e não é uma coisa,
08:59ah, Cracolândia é questão de saúde.
09:03Ah, é segurança.
09:05Olha, eu posso enumerar várias secretarias
09:07que estão com a gente.
09:08Eu posso falar assim, ó, secretaria do trabalho.
09:10Eu falei, mas o que trabalho tem a ver com Cracolândia?
09:13Porque eu comecei rodando os equipos,
09:16conversando com o dependente, com a família,
09:19com o equipamento de saúde.
09:21Eu percebi que chegava numa fase, Mota,
09:23que o dependente, que ele já estava tratando,
09:25estava num estado avançado,
09:27ele começa a sonhar de ter uma vida,
09:30de ter de volta a sua vida.
09:32E para ele ter a sua vida de volta,
09:34esse cara precisa trabalhar.
09:35Nós começamos a levar no equipamento de saúde
09:39a secretaria de trabalho.
09:42Olha só que bacana.
09:43Então, a prefeitura de São Paulo tem bases comunitárias,
09:46com sistema, com computador, tudo.
09:49E dali, levamos no equipamento de saúde,
09:52essas pessoas, esses dependentes em fase avançada
09:55de tratamento, já quase prontos para ir para a rua,
10:00eles saiam dali com carta de emprego.
10:01Entendeu?
10:03Com oportunidade de emprego.
10:05Então, a gente vai interligando secretarias,
10:08você vai vendo, porque não é uma coisa de uma secretaria só.
10:11É secretaria de zeladoria de subprefeituras,
10:15de limpeza.
10:17Secretaria de habitação.
10:19Não estamos fazendo, entrando também na favela do Moinho,
10:22com habitação.
10:23Então, a gente envolve várias secretarias,
10:26interligando elas com boas políticas de segurança.
10:30Então, eu falo, sim, que São Paulo,
10:32Estado e prefeitura,
10:34hoje a gente tem um modelo que está dando certo.
10:37E a gente está aprendendo com a gente mesmo.
10:40A gente está aprendendo com a gente mesmo.
10:42Hoje, as abordagens que a gente faz nas ruas,
10:44mudamos a fase nossa.
10:46Então, hoje, o que a gente faz?
10:48Nós temos grupos,
10:51que três, quatro pessoas que começam a agrupar,
10:54o que a gente faz?
10:54A gente não quer mais em São Paulo
10:56aquilo que a gente tinha no passado.
10:59Essa cena, essa cracolândia,
11:01ou seja, local em que o comércio é normal,
11:05todo mundo usando droga,
11:06vendendo,
11:06e isso o Estado começa a achar normal.
11:09A gente não quer mais isso.
11:10Então, hoje, nesse momento,
11:12a gente está numa outra fase de tudo isso aí.
11:14Não temos mais aquela cracolândia.
11:17E nós temos aí três, quatro pessoas que se agrupam.
11:22Chega lá, ou a segurança pública chega,
11:26ou assistência social chega.
11:28E elas se comunicam por telefone.
11:31Tem telefone.
11:32Então, hoje, as equipes saem.
11:34Olha, tem um grupo de cinco aqui.
11:36A polícia acabou de abordar.
11:37Não é traficante.
11:39É usuário.
11:41São usuários.
11:42Fizemos o que a gente podia fazer.
11:43encosta assistência social e saúde.
11:46Na sequência, e são móveis,
11:48não é coisa que vai sair de uma unidade.
11:51Estão rodando a área.
11:52Já encosta ali.
11:53Filho, vamos tratar?
11:55Ó, droga não tem mais.
11:57Traficante, os caras estão prendendo.
11:59Só tem um caminho pra você.
12:01Vamos tratar.
12:02Então, a gente tem feito isso aí.
12:04É essa nova fase que a gente está.
12:05E o que antes era muito difícil,
12:08porque a gente ficava no convencimento
12:10da pessoa aceitar tratamento.
12:12Eu posso falar pra você,
12:14eu fui...
12:14Foi semana passada, é.
12:16Semana passada,
12:18eu fui num equipamento de saúde nosso,
12:20ali no centro.
12:21Tinham 14
12:22que chegaram voluntariamente
12:24pedindo internação.
12:26Isso é conversa.
12:27Eu fiz vídeo,
12:27até você conversa com eles.
12:29Eles falam assim,
12:30ó, tá difícil a droga aqui,
12:32e eu vou retratar.
12:33Então, na verdade,
12:35é um conjunto de coisas.
12:37Às vezes,
12:38é o convencimento,
12:40às vezes,
12:40é dificultando
12:42a disponibilidade da droga,
12:44tornando aquele ambiente ruim
12:46pro uso de drogas
12:47e, de alguma forma,
12:49por algum motivo,
12:50o dependente vai dizer,
12:52agora não dá mais.
12:54São várias coisas,
12:55Mota.
12:55Quer ver um exemplo simples?
12:56Isso aí,
12:57quando eu cheguei,
12:58eu percebi que estava errado.
12:59a assistência social,
13:03direitos humanos,
13:04levava a comida
13:05na hora do almoço
13:07e da janta,
13:08café, almoço e janta,
13:09lá na Cracolândia.
13:11Tá?
13:12Então, o ONG,
13:13que a prefeitura pagava,
13:15levava a comida lá pra eles.
13:17Da que o cara vai sair de lá?
13:18Aí,
13:19eu ia lá
13:20e observei isso aí.
13:22Eu falei assim,
13:22meu,
13:25comida
13:25ou droga?
13:27O que o cara
13:28que está na droga
13:29prefere?
13:29Eu prefiro droga.
13:30O que ele faz com a comida?
13:32Vende a comida.
13:33E estava acontecendo isso.
13:35Aí,
13:35o que eu fiz?
13:36O que a gente fez?
13:37A partir de agora,
13:39vocês vão se deslocar a pé
13:41até o Bom Prato,
13:43até o local,
13:45vocês vão entrar lá dentro,
13:47vão comer lá
13:48e não pode sair com nada.
13:50Quer comer?
13:50A gente vai dar comida,
13:51mas vai sair sem nada.
13:53Isso foi uma,
13:54é uma ação simples
13:55que a gente fez,
13:56mas que trouxe resultado.
13:58Que é isso aí.
13:58dificultamos.
14:01Não pode ser fácil.
14:02Concorda?
14:03Se a comida
14:04vem ali pra ele,
14:05por que que eu vou sair daqui?
14:07Você me traz a água,
14:08daqui a pouco
14:09vem a comida,
14:10daqui a pouco
14:11vem a janta,
14:12vamos ficar quietos amanhã.
14:14Não é?
14:14É lógico.
14:15Agora,
14:16se eu apagar a luz,
14:17se eu dificultar um pouco,
14:18você concorda
14:19que a gente está
14:19estimulando esse pessoal
14:21a algo de diferente?
14:23Lógico,
14:24deixa eu lhe fazer
14:24uma pergunta prática,
14:25porque isso é uma coisa
14:26que a gente vivencia
14:27lá onde eu moro,
14:28há muito tempo atrás,
14:30não faz tanto tempo assim,
14:31mas há alguns anos,
14:33eu saí num sábado de manhã
14:34pra passear com a minha filha,
14:35ela ainda era pequena,
14:36a gente dobrou a esquina,
14:38tinha um casal,
14:39um colchão sujo no chão,
14:41eles sentados,
14:42fumando um castigo de craque.
14:44E aí me deu uma revolta
14:45tão grande aquilo ali,
14:47mas a minha revolta
14:48não deu fruto
14:49porque eu não sabia o que fazer.
14:50Eu pensei,
14:51bom,
14:51eu vou ligar pro 90,
14:54eu sei que a polícia
14:55não pode fazer nada,
14:56a polícia não vai vir aqui,
14:57não vai prendê-los,
14:59porque...
14:59Não.
15:00É um porte de entorpecente,
15:02ele pode conduzir
15:03pra delegacia essa pessoa
15:04por porte,
15:05vai ser atuado solto,
15:07é um termo circunstanciado
15:07e sai na hora.
15:08E aí você vai criar uma fila
15:10e você vai travar
15:11o sistema de segurança.
15:13E eles vão voltar pra cá.
15:14Vão voltar.
15:15Vão voltar.
15:16Então, hoje,
15:17aqui em São Paulo,
15:19se acontece um...
15:19se um morador de São Paulo
15:22tá andando pela rua
15:24e vê lá
15:24pessoas usando droga
15:27no meio da rua
15:27perto da casa dele,
15:29isso hoje é tratado
15:30de uma forma
15:30diferente do que era...
15:32É, como a gente
15:33tá fazendo hoje, Mota.
15:35Você vai dizer,
15:35ah, não tem mais ninguém,
15:36mentira.
15:37Se eu falar pra você,
15:37olha, não tem mais ninguém
15:38fumando, mentira.
15:39É porque, como você disse,
15:40né?
15:41É, as pessoas voltam a...
15:42É, e assim, Mota,
15:44isso que você falou
15:44que te incomoda
15:45me incomoda extremamente.
15:47mas, hoje,
15:48quando as forças de segurança
15:49se deparam com uma cena
15:51dessa, ou uma pessoa
15:52como você foi ali,
15:54tá numa praça passeando
15:55com a família
15:55e tá o cara lá
15:56com a droga, né?
15:57Aqui em São Paulo,
15:58como a gente tem adotado?
16:00A gente tem trabalhado
16:01segurança e saúde
16:03simultaneamente, tá?
16:05Principalmente ali na área central.
16:08Então, encosta a viatura
16:11lá da polícia ou da guarda,
16:13vai abordar aquelas pessoas.
16:15Se tem droga,
16:16retira a droga da pessoa.
16:17Se tem cachimbo,
16:18retira o cachimbo dela, né?
16:20Se é traficante,
16:21você vai prender.
16:22Ou seja, então,
16:23a força de segurança
16:24identificou aquilo ali.
16:25Ali trata-se de um usuário.
16:27Vamos pensar assim,
16:28é um usuário só.
16:29Se tá com a droga,
16:30a gente vai retirar
16:31aquela droga.
16:32Na sequência,
16:33chega e é na sequência
16:34rápida,
16:35não é demorado.
16:36Vai chegar uma equipe
16:37de saúde
16:38e assistência social.
16:40Filho,
16:40o que você precisa?
16:42Você quer tratamento?
16:43A gente tá aqui pra isso.
16:44Droga,
16:45não vai ter mais.
16:45Inclusive,
16:46o discurso,
16:47a fala,
16:47é exatamente essa
16:48que eu tô te falando.
16:49A gente treinou
16:50nossos homens pra isso.
16:52Importantíssimo.
16:52É importante.
16:53A gente tem que falar
16:53a mesma língua.
16:54Lógico.
16:55Droga,
16:55não tem mais.
16:57A gente não permite.
16:57Toda vez que tiver,
16:58a gente vai prender
16:58o traficante.
16:59Você quer tratamento?
17:01Você quer um lugar
17:01pra morar?
17:02Quer um abrigo?
17:03A gente arruma um abrigo.
17:05Só que isso aqui
17:05não vai ficar mais.
17:06Então,
17:07a gente foi criando
17:08esse sistema,
17:09tá?
17:10Na área central.
17:11Tem uma resposta,
17:12então,
17:12pra essa história?
17:13Na área central,
17:14a gente tem atuado
17:14bastante assim
17:15e a gente já está
17:16com a preocupação
17:17de divulgar,
17:19né?
17:19De passar esse know-how
17:21também
17:21pras áreas periféricas
17:23da cidade de São Paulo.
17:25Né?
17:25Vamos lá.
17:26A gente se preocupou
17:27a Cracolândia aqui
17:29na área central de São Paulo.
17:30Precisamos,
17:31precisamos
17:32e está dando tudo certo.
17:33E a gente tem conversado
17:35com as forças de segurança
17:37da periferia,
17:38com o sistema de saúde
17:40pra fortalecer.
17:41Você concorda?
17:42Porque hoje,
17:43aqui em São Paulo,
17:44todas essas pessoas
17:45que estavam na Cracolândia,
17:47elas vieram dos bairros,
17:50vieram da periferia,
17:52vieram do Rio de Janeiro,
17:54vieram do Paraná,
17:55de Santa Catarina,
17:57eles vêm de...
17:58Você pergunta ali
17:59de onde você é.
18:00É de todo lugar.
18:02Não são do centro.
18:03E por que que eles
18:04se acumularam no centro?
18:05Porque a droga
18:06estava chegando muito fácil ali,
18:07principalmente o Crac.
18:10O Crac chegava muito forte.
18:25E aí
18:27o Crac.
18:28O Crac.
18:28O Crac.
18:29O Crac.
18:30O Crac.
18:30O Crac.
18:30O Crac.
18:31O Crac.
18:32O Crac.
18:33O Crac.
18:34O Crac.
18:34Obrigado.
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