00:00Zé Maria Trindade, lá em Medina, tocava Ozzy Osbourne, meu amigo, bem-vindo.
00:06Salve, tocava sim, muito boa tarde, boa tarde a todos.
00:10Eu tive uma convivência muito próxima com bandas, né, e principalmente em Barbacena,
00:15nessa época eu estudava em Barbacena, na Escola Agropecuária de Barbacena,
00:19e acompanhava muito de perto.
00:21Foi um momento rico, muito rico na cultura mundial e na cultura, no pós-cultura hippie, né,
00:27e principalmente a influência que esses grupos, esses grandes grupos,
00:31como Ozzy Osbourne e Black Sabbath, acabaram influenciando muito aqui a formação de bandas,
00:38inclusive mineiras, como 14 Bis, Casas das Máquinas, e outros grupos que realmente bebiam nessa fonte.
00:44É um momento de muita tristeza.
00:48Veja bem, eu entendo, eu não sei porquê, eu sempre acho que o artista, o grande artista,
00:53é por natureza conturbado.
00:55Se não for assim, se for um racional, não é artista.
00:59Então eu tenho sempre essa dificuldade de entender um artista como um ser humano
01:04que tem um trabalho fixo, que cuida direitinho de tudo,
01:09porque o artista é assim, ele é conturbado.
01:13A racionalidade não combina com a arte que nos traz emoções,
01:17e realmente ele transmitia muitas emoções, emoções fortes,
01:21como a nossa juventude naquela época exigia.
01:25E foi um momento muito rico na cultura mundial, não só para a música, não foi só para a música,
01:30mas da música também.
01:31Eu gostava muito dele, depois o rock progressivo, que me encantava,
01:38que se aproximava muito dos movimentos clássicos.
01:41Então assim, foi um momento muito rico da cultura em geral, inclusive da música.
01:46É triste, muito triste, mas a vida é assim.
01:50Esse mundo é mesmo passageiro, viu?
01:51Eu já espero que a vida nos leve a perder ídolos, perder amigos e assim por diante.
01:58Então, é a vida, meu caro.
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