Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 8 meses
A médica fala ainda da importância de cuidar da saúde íntima, os métodos contraceptivos e a da educação sexual, no programa Olho Vivo.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Quando a gente fala desse método contraceptivo, a gente vê também hoje, e eu digo isso porque já vi também, inclusive, muitos médicos fazerem a indicação do método Billings, que é aquele método natural, sem o uso do contraceptivo, a medicação, tem vários, tem algumas possibilidades.
00:19Eu pergunto à doutora, o método Billings, por exemplo, a tabelinha, ele é eficaz?
00:26Sim, eu conheço pacientes que estão há 10 anos, 12 anos, sem engravidar, usando a tabelinha, mas é por isso que uma consulta ginecológica, ela é importante.
00:37Cada tipo de anticoncepcional não é feito numa roleta russa, sabe? Não é tipo assim, ó, vamos sortear aqui, ó, tem 10 tipos de anticoncepcional, esse aqui é seu, esse aqui é seu.
00:48Não é assim. O método tabelinha, ele é muito bom pra um tipo específico de pessoas, de mulheres que têm um ciclo regular, entendeu?
00:59E aí que sabe, que é orientada, que é a paciente que sabe se avaliar, avaliar o seu corpo, que se conhece, sabe?
01:08Isso falta muito da mulher se conhecê-la. Muitas mulheres, até hoje a gente até viu, só que fugindo um pouquinho, teve um filme de pernas pro ar que fez muito sucesso uma época atrás,
01:20da mulher que veio conhecer o orgasmo na fase madura, já depois dos 40.
01:26Então, assim, isso prova que a mulher não sabe conhecer o seu próprio corpo. Começa assim.
01:31Mas falando sobre a tabelinha, é um método muito eficaz pra pessoa que tem indicação dela.
01:37Não basta somente ser por questão religiosa. Todas as pacientes até hoje que eu tive, que desejam o uso da tabelinha, foram por questão religiosa.
01:47Mas, se ela se enquadra, dá tudo certo. Se ela não se enquadra, ela aparece pra mim todo ano na maternidade.
01:55E aí, ela diz, tem nada não, foi a vontade de Deus. Eu digo, eba, mais um bebê.
02:01Entende? Mas, assim, existe esse método. É um método muito bom pra paciente que tem indicação dele.
02:07Então, todo método contraceptivo é a base de educação, porque você tomar um comprimido todo dia, no mesmo horário, exige educação.
02:15Sim.
02:16E disciplina, né?
02:17Sim. Então, exige da mulher. Por isso que a gente fala que a educação e saúde andam juntas.
02:22A gente precisa disso. Não é só entregar...
02:26Eu conheço, com certeza, Priscila, também um estudo africano, que as mulheres somente receberam o anticoncepcional
02:36e não foi explicado pra elas como fazia. Só disse assim, ó, aqui seu remédio pra não engravidar.
02:43Elas colocavam na vagina. Um comprimido todos os dias na vagina.
02:48E sabe o que acontecia? Elas não engravidavam.
02:52Porque acontecia a absorção através do canal vaginal.
02:57É a forma correta? Não.
02:59Elas tinham educação pra usar aquele método? Não.
03:04Porque não foi ensinado. A medicina é sobre ensinar.
03:08Por isso, Zé, que eu te digo, precisa-se de uma consulta antes da sua filha menstruar.
03:13Menstruou. Vamos fazer uma consulta. Ver se está tudo certo.
03:18Veja, hoje em dia a endometriose pode causar infertilidade.
03:23Vamos tratar.
03:25A criança, ela sofre com dores menstruais ao longo da vida toda, até a fase adulta.
03:32Chega na fase adulta, tenta engravidar, não consegue.
03:35Vai no médico caro, vai em João Pessoa, vai em Recife, vai em São Paulo.
03:41Quando vê, ah, era porque ela tinha endometriose, perdeu o útero.
03:46Então, assim, acontece todos os dias.
03:48Quando a Priscila diz que a gente vê os casos que os professores falam,
03:51a gente diz assim, é impossível.
03:54Todos os dias é possível.
03:56Como médica, a doutora Viviane, ela vê avanços no sentido, por exemplo,
04:01de uma jovem que chega agora no consultório.
04:04Imaginemos que antes, aí é uma opinião pessoal,
04:08antes talvez a mulher chegasse ao consultório para saber coisas novas.
04:12Sim.
04:13Literalmente tudo era muito novo.
04:14Hoje, praticamente todos os pacientes estudam,
04:18e existem estudos que mostram isso, a começar de mim.
04:21Que quando vou ao médico, antes eu já faço logo uma pesquisa.
04:24Estou sentindo isso, tal, tal, tal, o que é.
04:25Eu já chego no médico com questionamentos objetivos,
04:29e ele me responde objetivamente.
04:31Isso acontece com as mulheres também, hoje, com jovens, por exemplo?
04:35Isso acontece todos os dias.
04:36Isso ajuda e isso atrapalha.
04:39Porque a medicina, ela não é uma ciência exata.
04:43Não é um mais um igual a dois.
04:45A gente examina o paciente como um todo, o contexto social.
04:49Não é porque o seu amigo tomou um remédio para dor de cabeça
04:52que ele vai dar certo para você.
04:54São vários fatores.
04:55A gente tem essa mania de achar que o que o amigo usa é bom para mim.
05:00Não é.
05:01O chat GPT não é médico.
05:03Tá bom?
05:04Eu acho muito importante a gente frisar para o nosso telespectador.
05:07As tecnologias vêm para ajudar, mas isso aqui também é uma arma.
05:13Então, às vezes, vocês, de uma forma geral, seja paciente, seja acompanhante,
05:19chegam com algo que não faz nenhum sentido.
05:23Mas o chat GPT joga, porque é um algoritmo.
05:26Então, ele não tem a delicadeza de entender...
05:30Não tem nenhuma sensibilidade.
05:31Não, não tem nenhuma sensibilidade.
05:32Não tem alma.
05:33Começa aí.
05:34Então, assim, a gente tem que...
05:36Elas chegam, as pacientes, elas chegam, assim, hoje em dia, mais curiosas.
05:40Olha, eu vi tal coisa.
05:42E se eu fizesse tal coisa?
05:44Pronto.
05:45A gente vai orientar, sabe?
05:48Eu sou muito aberta para conversar com as minhas pacientes.
05:52Principalmente, eu vejo muita curiosidade.
05:54Eu acho lindo a curiosidade da paciente que entrou na menopausa.
05:59Porque ela está acabando a vida fértil dela.
06:02São muitos desafios que muitos profissionais não estão aptos a cuidar.
06:08Então, a gente tem que manter a saúde dessa paciente,
06:11porque já, já, ela vai ser uma aposentada que quer viajar.
06:16Então, eu quero as minhas pacientes mulheres,
06:19todas jovens, bonitas, passeando, namorando,
06:23seja com o esposo, seja com o namorado,
06:25viajando o Brasil, viajando o mundo, saudáveis.
06:28Eu não quero mais uma paciente igual a minha avó,
06:31que eu acho que com 50 anos,
06:33minha avó já tinha um semblante de velhinha, paradinha, tal.
06:37Acabou-se a vida ali.
06:39Não menstruou mais, pronto.
06:40Acabou-se a vida.
06:41Doutora Viviane, a senhora continua atendendo na região do Cariri
06:45e também aqui nessa região?
06:47Isso, isso.
06:48Eu mantenho um consultório particular lá no Juazeiro,
06:51consultório particular popular.
06:54Eu faço questão de atender de forma popular,
06:56tanto aqui quanto lá.
06:58Lá eu atendo na Rua São Pedro,
06:59que todo mundo conhece.
07:01A principal rua de Juazeiro do Norte.
07:04Coração de Juazeiro do Norte.
07:05Quem quiser me encontrar lá,
07:07estou na pronta atendimento em Juazeiro do Norte.
07:09E aqui em Cajazeiras,
07:11eu estou sábados a cada 15 dias.
07:14Deixa eu lhe fazer uma pergunta.
07:15Quem conhece o Juazeiro do Sapo,
07:17quando diz assim,
07:17é na Rua São Pedro?
07:19É no início, no meio ou no final?
07:21É no início.
07:21É no início.
07:23Abaixo da linha do trem.
07:24Pronto, ótimo.
07:25É logo no início.
07:26Logo no início.
07:26Não tem errado.
07:27Abaixo da linha do trem.
07:28E aqui em Cajazeiras,
07:30sábados a cada 15 dias,
07:32no laboratório,
07:33cito análise.
07:34Aqui na Rua Juvence Carneiro,
07:36na Avenida Juvence Carneiro.
07:37Perto,
07:37na mesma calçada da lanchonete de Paim,
07:41o que é para não ter errada.
07:45E assim,
07:46também preços populares,
07:47porque eu faço questão.
07:49E uma coisa muito especial
07:51que eu trouxe para Cajazeiras,
07:52além de preços populares,
07:54eu trouxe o atendimento
07:57no sábado à tarde.
07:59Por quê?
08:00Nossa cidade é baseada no comércio.
08:03Então, você, mulher comerciante,
08:06que não tem tempo para se cuidar,
08:09eu pensei especialmente em você.
08:11Eu atendo aqui a cada 15 dias,
08:13no sábado à tarde,
08:15porque a mulher que trabalha
08:17no comércio de Cajazeiras,
08:19Zé,
08:19ela não tem tempo.
08:21Minha mãe era essa paciente
08:22que passava de dois anos
08:23sem ir no médico,
08:25porque não tinha tempo.
08:25Como tem uma agenda
08:26durante o dia, né?
08:27Agenda durante o dia,
08:29durante a semana.
08:29Segunda, sexta, feira.
08:31E no sábado até meio dia.
08:32Então, assim,
08:33eu trouxe essa novidade
08:34porque eu pensei principalmente
08:36na minha mãe.
08:37Quando eu falo de medicina por amor,
08:39eu penso na minha mãe.
08:40Então,
08:41ela não tinha tempo.
08:43Até hoje,
08:43ela não tem, né?
08:44Incrível.
08:45Mas, pelo menos,
08:46eu estou dentro de casa agora.
Comentários

Recomendado