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Integrantes da bancada do PT na Câmara e Senado vão apoiar investigação mirando o INSS com receio de contaminar a imagem do presidente Lula.
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Meio Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes
do cenário político e econômico do Brasil.

Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

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Transcrição
00:00Antes, contrário à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI, para investigar o roubo das aposentadorias,
00:08integrantes da base governista mudaram de ideia e pretendem fazer acenos à investigação.
00:14Contudo, para de fato colocar a sua digital nessa comissão, deputados e senadores de partidos como PT, PSB e PDT
00:23defendem que a relatoria do colegiado fique com alguém que seja integrante da base governista.
00:31Na visão de integrantes da base governista, a instalação da CPMI tende a ser inevitável.
00:38Principalmente se os parlamentares bolsonaristas acionarem o Supremo Tribunal Federal
00:44para obrigar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, do União, a instalar a investigação.
00:51Esse expediente foi utilizado por aliados de Lula na época da CPI da Covid.
00:59E quem falou sobre essa possibilidade foi justamente o líder do PT no Senado na sessão de ontem da Casa,
01:06em que se debateu o roubo das aposentadorias e pensões. Vamos ouvir.
01:11Portanto, eu acho, meu líder, eu quero dizer que na condição de líder do PT, nós vamos defender que o partido participe dessa CPI,
01:21mas não uma CPI para avaliar e para fazer disputa e palanque eleitoral,
01:27mas para investigar e apontar os responsáveis e botar na cadeia aqueles que roubaram os aposentados e pensionistas do INSS.
01:36Essa é a nossa finalidade. Por isso não pode ser um objeto, um fato determinado que segrega este ou aquele governo.
01:48Tem que ter um fato determinado para que a gente possa assinar com todo gosto e todo desejo de fazer justiça,
01:55porque foi neste governo que nós colocamos para o público, em todas as matérias, só foi possível por conta deste governo,
02:07respeitar a lei de transparência, a lei de acesso à informação.
02:12Está certo? Portanto, eu quero aqui dizer que o nosso partido, se mudar o fato determinado desta CPI,
02:20para não ser uma CPI, para fazer palanque político de um lado, mas sem nenhuma intenção de reestabelecer,
02:28para reestabelecer o direito dos aposentados de terem de volta aquilo que foi retirado indevidamente
02:36e para a gente colocar na cadeia e para a gente punir quem de fato tirou dinheiro dos aposentados.
02:46Portanto, o PT vai assinar sim essa CPI e nós vamos investigar, olhando na linha do tempo,
02:53todos os fatos e todas as pessoas como fizemos na CPI da Covid, como fizemos na CPI do 8 de janeiro.
03:01O senador Sérgio Moro, que teve um forte embate contra o ministro da Previdência, Volney Queiroz,
03:08fez uma avaliação da sessão. Vamos ver.
03:10Olha, o ministro deixou de explicar muita coisa. A principal, a omissão do governo Lula em relação a esse roubo
03:19dos aposentados e pensionistas. Esse roubo teve uma escalada em 2023, os descontos subiram para cerca de 1 bilhão
03:27e 300 milhões de reais. Veja que em 2024 chegou ao recorde de 2 bilhões e 800 milhões de reais e o Ministério
03:39da Previdência foi alertado expressamente em junho de 2023 dessas fraudes. Não fez nada, inclusive o próprio
03:48ministro estava lá. E não fez nada. Esse tema foi retomado somente um ano depois e veja, somente agora,
03:57com a deflagração da operação da Polícia Federal e da CGU, é que suspenderam os descontos.
04:03Então, não existia ministro da Previdência, não existia secretário executivo da Presidência.
04:08Eles tentam jogar a responsabilidade para o governo anterior. Não é isso que a gente tem que discutir aqui.
04:14A gente tem que discutir. Quem cometeu esses crimes tem que ser punido. Agora, é inegável que durante
04:21o governo Lula, esse esquema criminoso correu praticamente sem obstáculos. Aliás, é durante
04:28esse governo que há indícios de pagamento de suborno a altos funcionários do INSS.
04:35E a pergunta que fica é, por qual motivo o governo vai apoiar a CPMI agora? E quem conta
04:42para a gente é o Wilson Lima, no quadro Bastidores do Meio Dia.
04:59Boa tarde, Nárcio. Boa tarde para você que nos acompanha aqui em O Antagonista e também
05:04no canal BMC News. Boa tarde para você também, meu amigo Rodolfo.
05:07O seguinte, o governo resolveu apoiar a CPMI porque percebeu o óbvio. Estava ficando
05:14feio para o PT não endossar essa investigação. E o PT sabe que assim que o caso fosse parar
05:21no Supremo Tribunal Federal, provavelmente a CPI, a CPMI, melhor dizendo que ela é mista,
05:27ela ia sair do papel de um jeito ou de outro. Então, é como dizem por aí, né? Se, né?
05:32Como diz aquele ditado popular, né? Se está no inferno, abraça o capeta. Então, foi
05:38essa mais ou menos o princípio aí da bancada do PT. Mas o que acontece? Agora, o PT já
05:45mudou de estratégia. Eu até, inclusive, falei nessa semana que tinha aquela briga de
05:48WhatsApp no grupo do PT, se vai apoiar, se não vai apoiar. Agora, com essa manifestação
05:54do líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, e também a manifestação de outros líderes
06:00do partido nessa sessão e também aqui nos corredores, tanto da Câmara quanto do
06:05Senado, a visão do partido é a seguinte. Olha, agora vamos apoiar essa CPMI, né?
06:12Como disse Rogério Carvalho, vamos tentar trazer um pouco para o centro, para tentar
06:17tirar um pouco o foco dos sindicatos. Isso é importante. O PT vai tentar ao máximo
06:23tirar o foco das investigações dos sindicatos, porque nós sabemos aí da relação histórica
06:33do partido com essas entidades. E tem mais outra informação interessante. O PT, a bancada
06:39governemista, quer tentar emplacar o relator da CPMI. Um nome que se fala, Tabata Amaral,
06:46do PSB, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo. Não contou com o apoio do Lula, porque o apoio
06:52do Lula foi para o Boulos, mas é considerado aí um nome mais ponderado. Uma outra possibilidade,
06:59a Fabiano Contarato, senador do PT. O Fabiano Contarato, inclusive foi ontem, o nosso colega
07:05Guilherme Hess, que registrou aqui no site, é que o Contarato foi o primeiro petista a assinar
07:11oficialmente o pedido de CPMI. O Contarato, apesar de ser petista, ele tem uma postura bem
07:18neutra, digamos assim, em relação aos colegas bolsonaristas. Então, o PT agora vai brigar
07:26muito por essa relatoria. Aí você me pergunta, Wilson, mas por que pode ser senador, pode ser
07:30deputado? Como é uma CPMI mista, então como é que o jogo está sendo jogado? A tendência
07:36é que a presidência do colegiado, ela fique nas mãos dos autores da CPMI, ou seja, ou
07:45na mão da Damares Alves ou da Coronel Fernanda. Os governistas querem que a presidência fique
07:52na mão da Damares. Por quê? Porque eles enxergam a Damares como um parlamentar mais light, isso
08:01em comparação à Coronel Fernanda, que ela é bolsonarista raiz, ela é bem cisiva
08:07nos seus posicionamentos. Com isso, a relatoria ficaria a cargo de um deputado, e aí a indicação
08:14vem da Câmara. Então, assim, por isso que o nome da Tabata Amaral acaba sendo um nome
08:20importante bem-vente lá nesse momento. E aí, com esse jogo de cartas marcadas, você pode
08:27ter uma investigação endossada com as bênçãos do Davi Alcolumbre. O jogo está sendo jogado,
08:34e a tendência, a gente vai ter uma ideia, essa investigação vai sair ou não no papel,
08:38agora no final de maio. Tem sessão do Congresso marcada ali para o dia 27, preciso dar uma checada
08:44nesse número 25, 27, dia 27 de maio. E aí, a tendência é que o relatório do pedido
08:56de instalação da CPMI seja, de fato, lido no dia 27 de maio. E aí, meu amigo, que comecem
09:02os jogos.
09:04Pois é. Rodolfo Borges, muito boa tarde. Qual a sua avaliação sobre essa, entre aspas,
09:10capitulação do governo à realidade?
09:13Boa tarde a todos. É o que a gente vinha falando aqui já, né, Inácio Wilson?
09:16Então, os governistas, eles tinham duas opções. Ou continuar lutando contra a instalação
09:23dessa CPMI e dar à oposição o discurso de que eles tinham alguma culpa no cartório,
09:29ou concordar com a instalação da CPMI e aí sim disputar não só a narrativa ali dentro,
09:36como as posições de comando. Então, está aí a relatoria, a gente também falou isso,
09:41relatoria ou presidência, um desses dois, duas posições, os governistas vão tentar
09:45pegar para tentar controlar o desenrolar da CPMI. E esse desenrolar, a gente já teve
09:53um gosto de como é que deve ser essa CPI se, de fato, vier a ser instalada nessa audiência
10:00pública em que foi ouvido o ministro da Previdência Social, Volney Queiroz, e até escrevi
10:05uma análise, tem uma análise sobre isso lá no Antagonista, que os senadores disputaram
10:09uma espécie de preliminar da CPMI, do roubo dos aposentados. Porque quando questionado
10:14pelo Sérgio Moro, o ministro Volney disse, olha, mas teve uma denúncia que ocorreu
10:20durante o governo Bolsonaro e o senhor era ministro da Justiça porque não fez nada.
10:23Aí o Moro ficou meio sem saber o que dizer porque ele falou, olha, não fiquei sabendo
10:27dessa denúncia. E aí, alguns minutos depois, o próprio Moro foi informado pela equipe dele
10:31de que ele já tinha deixado o governo Bolsonaro quando a denúncia foi feita.
10:35Mas isso não impediu o ministro de apontar o dedo para ele, assim como
10:39não impediu o líder do governo no Senado, Jax Wagner, de também apontar o dedo para
10:45o governo Jair Bolsonaro. O líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfo Rodrigues,
10:50também apontar o dedo. O líder do PT no Senado também apontar o dedo. Todos apontaram
10:55o dedo para o governo Jair Bolsonaro. E esse vai ser o tom dessa CPMI se ela vier a ser instalada.
11:09E aí, com essa crise do governo Bolsonaro. E aí, com essa crise do governo Jair Bolsonaro. E aí, com essa crise do governo Jair Bolsonaro.
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