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  • há 7 meses
A China prometeu "aumentar significativamente" seu endividamento para reanimar a economia, mas deixou os investidores em dúvida sobre o tamanho geral do pacote de estímulo, um detalhe vital para avaliar a extensão potencial da recente recuperação do mercado de ações.
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Transcrição
00:00O fato é que a China prometeu aumentar significativamente o seu endividamento para reanimar a economia.
00:07O problema, meu caro, é que a China falou o que vai fazer, mas não falou como vai fazer.
00:14E aí não tem investidor que acredite.
00:16Boa tarde para você, seja bem-vindo mais uma vez.
00:18Boa tarde, boa tarde a todos. Um prazer enorme.
00:21O Wilson está aqui com vocês, um orgulho.
00:23Meus caros, a situação da China é aquela que eu repito que nem um disco riscado.
00:29Não existem soluções táticas para um problema estratégico.
00:33O problema da China é reforma.
00:36A gente precisa ter reformas na China, principalmente no lado político, para que impacte o lado da economia.
00:43A China tem uma relação de dívida PIB, uma coisa em torno de 300%.
00:48E o problema está mais localizado, principalmente, nas províncias, que é exatamente o epicentro do problema.
00:54Porque essas províncias, para crescerem, diferentemente do mundo ocidental, ou maior parte do mundo,
01:01a gente contabiliza o PIB através do output, aquilo que foi produzido.
01:07A China, por ser uma economia centralizada e planejada, é o modelo que eles escolheram,
01:15e é parte do problema, se não o problema na integralidade,
01:18ele determina, o governo central determina quanto as províncias devem crescer,
01:23e elas saem correndo com aquela ideia de que manda quem pode e obedece quem tem cabeça.
01:28E aí acabam tomando decisões muito erradas, como o nível de endividamento que elas acabaram criando,
01:35em função de construção civil, que é grande parte, construção civil mais real estate,
01:41é mais de 30% do PIB chinês.
01:44E o que acabou acontecendo?
01:46Elas se endividaram, criaram uma superinfraestrutura,
01:50a maior infraestrutura de ferrovias rápidas, de trem-bala,
01:54a maior estrutura do mundo de aeroportos, portos, etc.
02:00Só que não convidaram, com contrapartida, a entrada da iniciativa privada,
02:06para poder crescer dentro dessas regiões e fazer uso de toda essa infraestrutura.
02:11Para vocês terem uma ideia, a província mais pobre da China tem 1.500, 1.500 pontes,
02:18fazendo com que esse investimento agora necessite de uma geração de fluxo,
02:23para que possa pagar por isso, é um investimento de longo prazo,
02:27e por ser uma economia planejada, a China não consegue ter essa contrapartida, né?
02:33Porque todos os braços do governo, e é como se fosse um povo,
02:39ele está presente na iniciativa privada, porque as empresas sempre têm uma mão no governo.
02:44Então, o endividamento do governo chinês, como um todo, principalmente as províncias,
02:50cresceu acentuadamente a partir de 2008, né?
02:53Durante a crise financeira global, a grande crise,
02:57isso não parou, houveram fortíssimos subsídios para todas as infraestruturas que foram criadas,
03:04e a economia, vamos dizer assim, a iniciativa privada, os investimentos privados não chegaram lá.
03:11E com essa estrutura, agora é muito difícil de pagar a conta,
03:16sem que haja mais estímulo fiscal por parte do governo.
03:20Para vocês terem uma ideia, existe uma elasticidade gigantesca no crescimento da China,
03:25em função de estímulo do governo.
03:28Se o governo bota dinheiro na economia, ele cresce muito,
03:32se ele não bota a iniciativa privada, que é muito incipiente ainda,
03:36ela não supre essa diferença.
03:39Portanto, esse modelo que foi apresentado no sábado de tarde,
03:44ele tem muito pouco impacto, porque nós sabemos que virá dinheiro,
03:48muito dinheiro, mas esse dinheiro não vai resolver o cerne da questão.
03:53Ele vai alimentar ainda mais o problema do endividamento da China,
03:58que chega próximo de 300% do seu PIB.
04:18Então, vamos lá.
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