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Transcrição
00:00Vamos em frente. Lula passou a palavra ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
00:03ao ser chamado para discursar em evento de anúncios de investimentos de bancos públicos em estados.
00:09Após a iniciativa do petista, o ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro
00:12afirmou em tom de brincadeira que provavelmente foi escolhido por ter levado o maior cheque.
00:18Vamos acompanhar.
00:19Senhoras e senhores, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
00:30Bom, primeiro eu vou repetir o ministro Rui Costa, dar o bom dia, porque afinal de contas não almoçamos.
00:51Segundo, eu vou cumprimentar todos na pessoa do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
00:56Acho que o presidente Lula me escolheu porque eu estou levando o maior cheque.
01:00Deve ser por isso, presidente.
01:03Mas, de fato, a gente fica muito satisfeito de ver esses projetos viabilizados.
01:10O PAC é um instrumento para isso.
01:13Projetos importantes para todos os estados que estão aqui presentes.
01:16Para a realização da COP, para a infraestrutura do Mato Grosso do Sul,
01:19para o saneamento lá no Ceará.
01:21Ou seja, projetos que vão gerar, como o ministro Rui falou, compra de material de construção,
01:29vão movimentar o comércio, vão movimentar a indústria, vão gerar emprego.
01:33São mestres de obras, são carpinteiros, são armadores, que terão a oportunidade de trabalhar.
01:38E tem uma transformação importante que vai acontecer.
01:41Aqui, por exemplo, estamos falando do financiamento do Trem Intercidades, Campinas-São Paulo.
01:47E quando a gente estava negociando esse financiamento lá no BNDES,
01:50tive a oportunidade de conversar com o presidente Mercadante,
01:53da esperança que isso trazia, de um projeto que é muito antigo
01:57e que agora está sendo viabilizado.
01:59Estamos com o leilão marcado para fevereiro e vai ser um leilão bem-sucedido.
02:03Eu acho que o Lula, Graeb, nunca mais vai chamar o Tarcísio de Freitas para falar.
02:11Que traulitada que o Tarcísio deu, em tom de brincadeira, mas com alguma firmeza,
02:18para mostrar que São Paulo leva o maior cheque.
02:21É um evento de anúncios de investimentos de bancos públicos em estados
02:24e o governador do coração financeiro do Brasil está mostrando ali o tamanho que tem
02:31e fazendo uma provocação ao presidente da República.
02:35Com senso de humor, claro, mas gera um constrangimento.
02:39Petista não gosta de aplaudir adversário.
02:42Pois é.
02:44Eu fico pensando, eu olhei se tinha havido repercussões a essa interação amigável,
02:56vamos dizer assim, entre o Tarcísio e o Lula.
02:58Não sei se nas redes sociais isso pegou fogo.
03:02Não sei.
03:04Eu acho que a intenção do Lula foi, inclusive, menos fazer um gesto de civilidade
03:13e mais botar fogo no parquinho do bolsonarismo.
03:18Se eu tivesse que fazer uma aposta, eu faria essa.
03:21Ah, os bolsonaristas vão brigar com o Tarcísio porque vão dizer que ele está muito amiguinho.
03:29Não sei.
03:30Concordo com você.
03:32O Tarcísio se saiu bem também.
03:36Ele não permitiu essa repercussão.
03:39Ao fazer uma provocação, ele manteve um distanciamento.
03:43Exato.
03:43Mas, enfim, apesar de tudo, foi um encontro com civilidade.
03:51Sim, sim.
03:54E eu queria ressaltar essa ideia.
03:57O encontro com civilidade, das duas partes.
04:01Apesar das farpas e tudo mais, não me faz gostar mais do Lula.
04:11Também não aumentou nem diminuiu a admiração que eu possa ter pelo Tarcísio.
04:17Mas só me faz dizer o seguinte.
04:21Depois das campanhas eleitorais, existe um intervalo de quatro anos
04:26que é aquele em que as pessoas precisam governar.
04:30Certo?
04:31Na verdade, é para isso que a gente elege as pessoas.
04:35Eu, pelo menos, elejo pessoas, não pela lacração que elas possam fazer,
04:40mas para ver se elas conseguem resolver alguns dos problemas que afetam a minha vida.
04:44A vida dos meus filhos, dos meus amigos, da minha família, da minha cidade.
04:48Esse intervalo chato de quatro anos em que a gente precisa governar
04:53requer um pouco dessa disposição
04:57de mesmo sem um rapapé, mesmo com as ironias e tal,
05:02as pessoas sejam capazes de conversar para assinar um contrato,
05:06para pôr um projeto para funcionar.
05:10Então está joia, meu.
05:12Os dois, acho que quiseram meio que dar uma sacaneada um no outro.
05:16Mas está tudo bem.
05:20A política não precisa ser com ursinhos cor-de-rosa flutuando entre os políticos.
05:27Não é para isso.
05:29Como eu costumo dizer, não é dança de salão, é esporte de contato.
05:33Mas tem que haver um mínimo de racionalidade
05:37para permitir que problemas sejam resolvidos.
05:41E tendo isso, está tudo joia.
05:44Os dois mostraram que é viável fazer isso hoje.
05:48Então palmas para eles.
05:51É, eu não bato palmas, porque acho que é a obrigação do político
05:57é você ter essa civilidade de você negociar com outros políticos
06:04em prol do interesse público.
06:06E aí são todos políticos.
06:07É governador com presidente, com ministros,
06:10eventualmente outros governadores que fazem parte de iniciativas conjuntas.
06:14Porque em determinados momentos esses entes precisam tratar de assuntos em comum
06:20onde existe uma interseção para atender ao povo brasileiro.
06:24E é necessário que haja algum tipo de apresentação, etc.
06:30É diferente do caso do Alexandre de Moraes, que a gente analisou no programa de ontem,
06:36que ele foi participar de um ato político.
06:38Ele não é político.
06:39Ele não é um governador do Estado no lançamento de um programa do qual participaram
06:44tanto governos estaduais quanto federais, eventualmente até municipais.
06:50Não, ele é ministro do Supremo Tribunal Federal.
06:52Não tem nada que está num ato político.
06:54Agora, que ministros de polos opostos, de campos ideológicos diferentes,
07:01que essas pessoas se reúnam, faz parte, evidentemente, de um mínimo de fidelidade
07:06entre aqueles que têm meios de ação para mudar de preferência para melhor a realidade dos brasileiros.
07:24Legenda Adriana Zanotto
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