00:00Eu comecei há quatro anos atrás, na verdade eu comecei como barriqueiro, um boi da terra e quatro anos atrás eu virei tripa do boi, foi algo normal, foi como se fosse um chamado, e eu virei o tripa do boi da terra e todo o arrastão cultural que temos no bairro da terra firme é algo marcante.
00:27A figura do tripa é algo muito importante, é até uma honra ser o tripa do boi da terra e o boi da terra representa ali no bairro da terra firme, representa a resistência do povo da terra firme, representa a cultura, o boi da terra é muito diverso, o boi da terra é até, não consigo nem mensurar o quanto o boi da terra leva a diversidade,
00:57leva a cultura, leva alegria para o povo da terra firme.
01:01Estou cinco anos no boi marronzinho e agradeço por essa oportunidade que eles me deram até hoje, agradeço porque foi uma família que sempre me apoiou e sempre está com a gente, e a gente está sempre aí promovendo eventos, cursos, tudo para a comunidade, tudinho.
01:19Então o boi marronzinho não é só um boi, é uma família, e a gente está tudo unido nisso, e o boi marronzinho sempre está à frente de tudo e ajudando a comunidade.
01:30Esse é o boi marronzinho da terra firme, porque eu comecei a dançar embaixo de uma caixa de papelão.
01:36Minha mãe viu, ela gostou, então a minha mãe pegou, tinha quadrilha, né, ela tem quadrilha, e ela pegou e vendeu os trajes da quadrilha para comprar um boi para mim.
01:48Então ela comprou um boi para mim cru, e depois ela pegou e foi montando o boi, e montou o boi para mim.
01:55E eu sempre olhava as festas de palitinho, esses boi tudinho, e olhava o pessoal ficava empolgado.
02:01Hoje em dia eu estou aí dançando, brincando, se divertindo, passando alegria, e passando o que é de bom da minha profissão para todo mundo.
02:10E os meus passos, eu mesmo monto o meu espaço na minha cabeça mesmo.
02:14Então é tudo isso, eu comecei com uma caixa de papelão, hoje em dia eu estou aí, nessa profissão aí,
02:20e gostando aqui, é representar e trazer alegria e bom boi para todo mundo.
02:37Comecei, com o pé, né, sem o Tripa do Pabulagem, e quando o Tripa, que era do Pabulagem, adoeceu, né, e aí ele não pôde ir.
02:47E o Gilson aí me convidou para passar isso, eu com garantia dançar embaixo do Pabulagem, eu falei que sim.
02:55E aí, eu dancei a primeira vez, ele gostou, e até hoje estou com o Tripa do Pabulagem.
03:01Eu aprecio a alegria, a satisfação, né, de ver essa galera doidinha aí, de 35 mil, 40 mil pessoas atrás do boizinho,
03:10do símbolo do Pabulagem, né, que é um boi folclórico, né,
03:13que, cara, que a gente vê pessoas de várias idades, crianças, idosos, adolescentes, né,
03:22brincar, vir buscar nossa cultura popular daqui de Pabulagem do Pará.
03:27A minha opinião, com o Tripa, é dar vida ao boi, né, essa aqui é a minha opinião,
03:32porque se não tiver o Tripa, não tem a vida, né, não tem a alegria, não tem a satisfação de fazer as pessoas felizes.
03:40Essa é a minha grande opinião.
03:43Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
Comentários