- há 7 meses
MOMENTO ANTAGONISTA COM CLAUDIO DANTAS 19/03
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NotíciasTranscrição
00:00Boa noite, bem-vindos ao Momento Antagonista com Cláudio Dantas.
00:03Hoje, 19 de março, terça-feira, Jair Bolsonaro concluiu sua visita,
00:07sua primeira visita oficial aos Estados Unidos como presidente da República
00:10e disse que saiu com a sensação de missão cumprida.
00:15Olha, de fato, foi uma visita bem sucedida com alguns ganhos diplomáticos importantes,
00:22algumas sinalizações importantes que, obviamente, precisam ser consolidadas
00:26ao longo dos próximos meses.
00:28Dois anúncios feitos pelo próprio Trump, um de que os Estados Unidos e o governo americano
00:35vão apoiar a entrada do Brasil na OCDE, que é o Clube dos Países Ricos,
00:39que discutem, que estabelecem ali as normas, os padrões econômicos e políticas públicas em nível global.
00:47E também a indicação do Brasil como um aliado extra-OTAN.
00:54O que é isso?
00:56Isso é uma designação que é feita apenas pelos Estados Unidos,
01:01mas que coloca o país, o Brasil, no caso, numa situação privilegiada,
01:07num relacionamento com a OTAN, que é essa aliança que existe desde 1949,
01:13criada ali para conter o avanço comunista, o avanço socialista após a Segunda Guerra,
01:18e que acabou se tornando, na verdade, um grande clube também militar,
01:24onde países, várias potências, grandes potências e países também de médio porte
01:33estabelecem padrões tecnológicos, padrões de protocolos e de engajamento
01:43e compartilham esse padrão.
01:48Obviamente que, por trás disso tudo, tem o que está na origem da OTAN,
01:53que é justamente você participar de uma aliança,
01:57em que, caso um país seja atacado por um inimigo qualquer,
02:05todos os outros países são obrigados a defender esse país.
02:10Então, isso está por trás, obviamente, mas isso dentro de, vamos dizer assim,
02:15dentro de uma realidade que evoluiu bastante ao longo das últimas décadas,
02:19desde o meio do século passado.
02:22É uma coisa que evoluiu muito e novos...
02:26A própria OTAN enfrentou o desafio de se reinventar.
02:30De se reinventar.
02:31Na prática, a participação do Brasil, ela interessa, do ponto de vista de você se aliar a quem decide,
02:41política de defesa no mundo, você ter acesso à tecnologia,
02:47tecnologias de ponta nessa área militar,
02:51e é importante não ficar apenas consumindo sucata,
02:55como a gente costumou fazer ao longo da nossa história.
03:00Então, é importante que o Brasil, que o governo brasileiro tenha,
03:05negocie muito bem a sua participação, que mandato ele terá nessa aliança,
03:11até para não comprometer os seus próprios interesses nacionais,
03:15e tentar usufruir desse status, tendo acesso à tecnologia,
03:19e trazer isso, fazer com que isso seja uma ferramenta de promoção da cadeia produtiva nacional,
03:31na área de defesa e nas áreas coadjuvantes.
03:36Vocês sabem que uma cadeia de produção sempre acaba tendo efeitos em diversas outras cadeias
03:44e movimentam, ajudam a girar a economia.
03:47Então, isso acontece, curiosamente, no momento em que o Brasil se desfaz da Embraer
03:53para os Estados Unidos, para os americanos,
03:56inclusive com transferência do seu parque industrial para lá.
03:59Então, é uma coisa meio contraditória, que ela precisará ser esclarecida.
04:07Que tipo de política, estratégia, estratégica nós teremos para aproveitar,
04:12para usufruir desse status?
04:15Não adianta apenas movimentos táticos, é preciso uma estratégia global.
04:18Mas, analisando pontualmente o gesto do governo americano,
04:24o gesto do próprio governo brasileiro nessa aproximação, nessa aliança,
04:28é positivo sim, então, importante que, obviamente, que se evolua.
04:37Não é essa aproximação, esse desejo de...
04:42Esse é um primeiro passo, na verdade, para entrar,
04:44para um primeiro passo, para uma eventual entrada na OTAN.
04:48Isso se dá de uma forma escalonada,
04:53de uma forma, assim,
04:57é preciso cumprir uma série de protocolos, de exigências,
05:02para você evoluir dentro dessa relação.
05:06Mas, isso envolve, obviamente, você integrar uma cadeia de produção
05:09e de consumo de produtos militares
05:12e também você poder participar de treinamento,
05:16ter instrução, você compartilhar justamente métodos de engajamento,
05:25de combate, terrorismo, questões de segurança,
05:28de uma maneira geral, que hoje estão envolvidas diretamente,
05:31defesa e segurança hoje são praticamente uma coisa só.
05:34Então, é preciso justamente você ver como que vai evoluir
05:39essa parceria, mas importante, importantíssimo.
05:43Outros países, até países muito menos relevantes que o Brasil,
05:45já participam, já integram de alguma maneira
05:48ou já tem algum tipo de parceria com a OTAN
05:49e, na verdade, o Brasil está escanteado.
05:54No final das contas, gente,
05:55quando a gente fala de diplomacia,
05:57de participação no tabuleiro geopolítico global,
06:02o Brasil sempre foi um país escanteado,
06:05mesmo quando a gente achava, via lá o Lula,
06:08o pessoal fazia, o pessoal da esquerda adorava cultuar
06:11a política externa do Lula, como a grande,
06:13nunca se fez na história, etc.
06:16O Lula era o cara, papapá.
06:18No final das contas, a gente continuava irrelevante politicamente.
06:23Então, vamos entrar, resolver a questão do programa,
06:28vamos entrar em negociações do programa nuclear iraniano.
06:31Quer dizer, o Brasil não tem peso específico nessa negociação,
06:34não tinha e não teve como se ficou provado.
06:37Ah, o Brasil vai entrar nas negociações de um acordo de par
06:41entre os israelenses e palestinos.
06:45O Brasil não tem peso específico geopolítico,
06:48nem interesse na região para fazer esse movimento,
06:50para participar.
06:51Acabou fazendo o quê?
06:52Porra da diplomacia da bola,
06:53que era distribuir bola lá nos países,
06:57fazer, promover jogo de futebol.
06:59Quer dizer, uma coisa amadora, poeril e sem relevância
07:03nesse plano global.
07:05Então, o Brasil participar dessas estruturas,
07:10dessas grandes estruturas,
07:12isso faz diferença,
07:14isso dá relevância, sim,
07:17à nossa política externa
07:19e também a todo o nosso aparato de defesa
07:22que está associado a isso.
07:24Agora é lógico, a gente não pode,
07:26a gente tem que fazer isso de uma forma inteligente.
07:29Então, vamos acompanhar a evolução disso.
07:31Da mesma maneira,
07:33o Donald Trump também anunciou o apoio do governo americano
07:37à entrada do Brasil na OCDE,
07:39que é o clube dos países ricos,
07:41que também define as políticas,
07:44a área econômica, políticas públicas em nível global.
07:47Então, você participar de discussões,
07:49definir e não apenas receber as determinações
07:55ou as orientações emanadas desses órgãos
07:59é importante.
08:00Claro que tem perdas e tem ganhos.
08:03Quando você entra na OCDE,
08:05você ganha o selo de país
08:07bom para investimento.
08:10Então, aquilo, da mesma maneira que a reforma da Previdência
08:13vai provocar uma enxurrada de investimentos no Brasil,
08:18uma vez aprovada,
08:19no dia seguinte,
08:20o Brasil, obviamente, o país já ganha grau de investimento
08:23ou próximo disso retoma o grau de investimento
08:27e passa a atrair uma série de grandes fundos
08:30para investir aqui em tudo,
08:31em infraestrutura, etc.
08:33Você também, você, de alguma forma,
08:36faz entrar na OCDE
08:38é complementar a essa lógica
08:42de capacitar o país
08:46e de vender o país,
08:49no sentido bom da palavra,
08:51para o mundo.
08:53Então, você se torna um país bom para investimentos
08:57e, claro, você tem que cumprir uma série de regras,
09:00de protocolos que são colocados.
09:01O Brasil já cumpriu alguns deles,
09:03mas tem uma série de passos ainda a serem tomados nesse sentido.
09:08E é importante.
09:09Olha, para vocês terem uma ideia,
09:10o governo americano antes queria que a Argentina,
09:12a Argentina também está na fila,
09:13que a Argentina entrasse primeiro.
09:16Então, assim, não há razão para isso.
09:19Então, isso só explica a irrelevância diplomática
09:21que a gente alcançou.
09:23No final das contas, é isso.
09:25E é muito bom retomar isso,
09:27pelo menos dar o status necessário
09:29a um país do tamanho do Brasil,
09:32com a potência que é.
09:34O que precisa ser o potencial que tem.
09:38Então, o que tem de negativo?
09:42Bom, vai perder os benefícios,
09:44vai ter de abrir mão de benefícios
09:46que tem hoje na OMC,
09:48por ser considerado um país emergente.
09:51Vai passar para o clube dos países envolvidos,
09:53vai ter que abrir mão daqueles benefícios
09:55que tem como integrante,
09:58como líder até dos países emergentes,
10:01e vai, vamos dizer assim,
10:03para o final da fila dos países desenvolvidos.
10:05Mas é do jogo.
10:07É uma questão de ganhos e perdas,
10:10e isso acontece sempre em qualquer situação.
10:12Bom, além disso,
10:14esses são os dois grandes destaques
10:17dessa visita.
10:19Donald Trump e o Jair Bolsonaro
10:21fizeram algumas declarações públicas,
10:25falaram com a imprensa,
10:26responderam antes do encontro e depois do encontro,
10:29fizeram ali um encontro também fechado,
10:31no qual ficou claro que eles conversaram
10:34sobre, além desses temas,
10:36sobre Venezuela,
10:38sobre uma estratégia conjunta de atuação
10:41na Venezuela,
10:42tanto o Trump como o Bolsonaro
10:44se pronunciaram de forma bastante
10:46consistente em relação à Venezuela,
10:51que é preciso,
10:53que urge acabar com esse regime
10:56ditatorial do Nicolás Maduro.
11:00Ah, vai ter ação militar?
11:02Bom, o próprio Bolsonaro,
11:05ele ressaltou que ele,
11:08qualquer tipo de participação do Brasil
11:10ou de incentivo do Brasil
11:11numa intervenção militar americana
11:14na Venezuela,
11:16ela não pode ser discutida publicamente,
11:19porque, obviamente,
11:20é uma questão estratégica.
11:22Então, deixou isso claro,
11:23foi questionado,
11:24falou isso,
11:25e, bom,
11:27é um problema que está aqui,
11:29é o nosso,
11:29está no nosso,
11:30é nosso vizinho,
11:32então precisa realmente
11:33o povo venezuelano,
11:36venezuelano,
11:36a situação na Venezuela,
11:38ela é desesperadora,
11:40então precisa ser resolvida
11:42de alguma maneira.
11:43Quando a diplomacia falha,
11:46os militares têm de fazer a sua parte,
11:48foi uma coisa até nessa linha
11:50que o Bolsonaro disse um dia desses atrás.
11:52Então, é claro que a gente,
11:54nós não temos condições de entrar em,
11:57de engajar em nenhum conflito
11:59nesse momento,
12:00não temos aparato,
12:03não temos equipamento,
12:04não temos aviões,
12:07não temos helicópteros,
12:08helicópteros,
12:09não temos equipamento bélico,
12:13não temos material,
12:14não temos nem munição suficiente para isso.
12:17Então, o Brasil realmente ficou aí,
12:20foi esquecido nesse setor,
12:25vamos dizer assim,
12:26então é preciso ser muito pragmático também.
12:30Tanto é que o Trump,
12:31ele ressaltou o papel do Brasil
12:34na distribuição de ajuda humanitária,
12:35ou seja,
12:36de alguma maneira você apoia
12:37a atividade,
12:39a atividade conjunta,
12:42dos países,
12:44para tentar mudar o sistema lá,
12:46tentar derrubar o Maduro,
12:47nem que seja ajudando a população,
12:50prestando esse tipo de auxílio humanitário,
12:53tanto com alimentos,
12:54como com medicamentos.
12:56É isso.
12:57Então, bacana,
12:59importante,
13:00eu acho que o próprio noticiário,
13:04em relação à visita do Bolsonaro,
13:09ele mudou um pouco de tom,
13:12porque dá para você,
13:16você tem que criticar,
13:18mas não dá para você criticar,
13:20simplesmente,
13:21coisas boas que são colocadas ali
13:24no horizonte.
13:27É óbvio
13:28que todas essas políticas,
13:30gente,
13:31é importante que se diga,
13:32os presidentes,
13:33eles tomam decisões,
13:35e agora começa,
13:36vamos dizer assim,
13:37a se mover a burocracia,
13:38no cumprimento daquele desejo.
13:42Então,
13:42até que essas,
13:44que as condições sejam cumpridas,
13:46para que o país,
13:47para que o Brasil
13:47realmente entre na OCDE,
13:50realmente vire um parceiro aliado à OTAN,
13:53tudo isso precisa de um tempo de maturação,
13:57precisa que a burocracia acompanhe,
14:00burocracia no sentido lato senso,
14:03quer dizer,
14:03você precisa,
14:05aí você tem reunião,
14:05tem grupo técnico,
14:07tem questões jurídicas,
14:10para serem resolvidas,
14:12normativas,
14:13tem lei para se aprovar,
14:14tem norma,
14:15tem isso,
14:15tem aquilo,
14:15tem uma série de coisas que precisam ser feitas,
14:18no âmbito administrativo,
14:20tanto do executivo,
14:21mas também no âmbito legislativo,
14:23para você entrar nesse,
14:27no padrão,
14:29no padrão necessário,
14:31para você poder usufruir,
14:33então,
14:33desse status,
14:35seja de um grupo,
14:37seja em outro.
14:38Então,
14:38olha,
14:40muito legal,
14:42o que mais que eu posso falar para vocês?
14:45Assim,
14:47apesar do Trump ter feito o apoio explícito,
14:52é importante ressaltar aqui,
14:54que justamente,
14:55a burocracia,
14:57você tem ainda resistências dentro do governo americano,
14:59então,
15:00você precisa vencer,
15:01precisará vencer essas resistências,
15:03você tem,
15:04por exemplo,
15:04o representante de comércio dos Estados Unidos,
15:07Robert Lighthizer,
15:09ele é,
15:10ele é contra,
15:11então,
15:12ele faz uma série de exigências,
15:14uma das exigências
15:16está exatamente essa,
15:17é essa que eu falei,
15:18da OMC,
15:19inclusive,
15:19isso já está lá na declaração conjunta,
15:22que foi distribuída,
15:24pelo,
15:24pelo,
15:24pelo,
15:25pelo Itamaraty,
15:27pelo Departamento de Estado,
15:29mas também há outras coisas,
15:31tem que melhorar as condições de acesso ao mercado brasileiro,
15:35tem que haver,
15:36aí,
15:36uma cobrança,
15:37desse,
15:38pelo menos,
15:39de alguns dos setores,
15:40de alinhamento,
15:41aos Estados Unidos na guerra comercial com a China,
15:43aí é mais complicado,
15:45apoio a Israel,
15:47nas suas políticas,
15:49etc,
15:50e tal,
15:50que é uma coisa também,
15:52que precisa ser analisada pontualmente,
15:54caso a caso,
15:56a questão da guerra comercial dos Estados Unidos com a China,
15:59é complicada,
16:00é complexa,
16:01a gente depende da China,
16:02a China é o nosso principal parceiro comercial,
16:05então,
16:06o Guedes já deixou isso claro,
16:08inclusive,
16:08o pró-Bolsonaro já vem mudando um pouco o discurso,
16:11refratário que ele tinha com a China,
16:13e,
16:14olha,
16:14é importante que se diga o seguinte,
16:15a gente tem que entender o mundo,
16:18não é só preto no branco,
16:19tem zonas cinzas,
16:20então,
16:21é uma coisa assim,
16:21você tem múltiplos players,
16:26e você não pode simplesmente fazer um alinhamento
16:29que você abra a mão do relacionamento com outros players,
16:35até porque você seria uma idiotice,
16:39a economia é muito complexa,
16:41a política é complexa,
16:42então,
16:42você pode fazer alinhamentos em alguns setores com determinado país,
16:49e outros,
16:50e ser concorrente,
16:52inclusive,
16:52desse país em outros setores,
16:53e ser alinhado com outros países em outros,
16:55então,
16:57isso é que dá a riqueza dessas relações,
17:01mas é preciso pensar de uma maneira,
17:03de uma maneira mais em 3D,
17:09não adianta pensar em 2D,
17:12tem que pensar mais em 3D,
17:15então,
17:15até fiz uma entrevista aqui com um consultor de segurança,
17:20tecnologia e tal,
17:22que é o Salvador Raza,
17:24que já foi até funcionário do Departamento de Defesa americano,
17:27é brasileiro,
17:28é um especialista,
17:30tem pós-doutorado,
17:31já deu aula na Universidade de Defesa dos Estados Unidos,
17:34enfim,
17:35é um camarada bastante competente,
17:39e ele falou justamente isso,
17:42ele disse que tem uma nova forma de se olhar essas relações,
17:51então,
17:52ele usa aqui um termo complexo,
17:53a gente não precisa disso,
17:55mas ele diz o seguinte,
17:56olha,
17:57você olhar o mundo como uma estrutura multipolar fixa,
18:02é uma forma ultrapassada,
18:03e já não satisfaz,
18:04não explica mais a realidade de segurança,
18:07de política internacional,
18:08também de comércio,
18:09então,
18:11é preciso que os estrategistas do governo Bolsonaro,
18:15passem a entender isso como uma arquitetura multidimensional variável,
18:19pois as relações são dinâmicas,
18:22na prática,
18:24tira aí o termo complexo,
18:25na prática significa o seguinte,
18:27o Brasil pode ser aliado aos Estados Unidos em certas áreas e concorrente em outras,
18:31o mesmo se aplica em relação,
18:33há relação com a China e com os países da Europa,
18:36e de uma forma geral com os demais,
18:39então,
18:39importante essa aproximação com os Estados Unidos,
18:42sim,
18:43e vamos usufruir dessa aproximação,
18:47tentar extrair o melhor dessa relação,
18:50sabendo que,
18:51obviamente,
18:51que os Estados Unidos também tem os seus interesses,
18:53e que é preciso conjugar esses interesses com os nossos interesses,
19:00para que não haja,
19:02para que seja uma relação de ganha-ganha,
19:04é isso que interessa na diplomacia,
19:07é isso que se tem de buscar,
19:08então,
19:11mas muito positivo,
19:12olha,
19:13eu até estava lembrando aqui,
19:14eu estava fazendo umas pesquisas,
19:16e aí,
19:16curiosamente,
19:17topei aqui com uma matéria que eu publiquei,
19:20até postei no Facebook,
19:21uma matéria que eu publiquei há 10 anos,
19:24eu estava na Estué,
19:26e foi um furo jornalístico,
19:30eu publiquei mostrando,
19:32e é engraçado,
19:33porque faz realmente um ano,
19:3410 anos,
19:36porque eu publiquei no fim de semana,
19:37do dia 15 de março de 2009,
19:42e o que era a matéria?
19:44Cláudio,
19:44a matéria denunciava um acordo secreto,
19:48que o governo brasileiro,
19:51o Celso Amorim,
19:52no caso,
19:52estava fazendo com o governo iraniano,
19:55para tentar burlar as sanções econômicas,
20:00que estavam sendo impostas,
20:01justamente por toda aquela discussão,
20:02na ocasião do programa nuclear iraniano,
20:05então eu olho para cá e falo assim,
20:07bom, evoluímos,
20:08porque a gente fazia questão de fazer esse tipo de negociata,
20:12e por baixo dos panos,
20:14e hoje a gente está fazendo uma coisa mais clara,
20:18uma relação clara e direta,
20:19e com parceiros,
20:21vamos dizer assim,
20:24com melhores parceiros,
20:27então eu acho que é uma evolução,
20:32eu fiquei rindo sozinho,
20:37porque é uma matéria 10 anos atrás,
20:41a gente denunciando essas coisas,
20:44eu cobria muito mais essa área internacional,
20:46então me dedicava a esses temas,
20:48mas é isso gente,
20:49então positivo tudo isso,
20:51eu gostaria de encerrar,
20:55antes falando justamente aí,
20:59dessa investigação,
21:03da Lava Toga,
21:04o pessoal aí está falando que,
21:09tem muita resistência para a instalação,
21:11já tem as assinaturas,
21:14tem muita resistência para a instalação da CPI,
21:17alguns requerimentos já estão prontos,
21:19o pessoal está fazendo pressão,
21:20e ao mesmo tempo,
21:23você tem aí o avanço naquele inquérito,
21:26que foi aberto pelo Dias Toffoli,
21:28no Supremo,
21:29e que hoje o Alexandre Moraes até comentou sobre esse inquérito,
21:33e aí ele disse,
21:34de uma forma mais concreta,
21:37mais objetiva,
21:38o que se está buscando,
21:40então ficou claro,
21:41ele disse que um dos alvos preferenciais,
21:44pelo menos o alvo preferencial,
21:46são justamente as redes,
21:47de redes sociais,
21:50o uso das redes sociais para ataques,
21:53ataques e ameaças de morte,
21:57enfim,
21:58aos ministros do Supremo,
22:00então ele falou isso,
22:02falou que,
22:02olha,
22:02a gente está tentando identificar,
22:03com apoio inclusive da Polícia Civil de São Paulo,
22:06etc.,
22:07identificar esses crimes,
22:09que é a promoção,
22:13o pessoal incentivando a prática de crime,
22:16tanto o fechamento do STF,
22:17como a prática de crime,
22:20de assassinato dos ministros do Supremo,
22:22então,
22:23olha,
22:24se for para se concentrar nisso,
22:27acho que tem a sua valia,
22:31porque a gente sabe que não é necessário,
22:33não é possível também,
22:34ficar incentivando a prática de crime,
22:36isso não está certo,
22:37não está certo,
22:39uma coisa é você ser crítico,
22:41você pressionar,
22:42usar da regra democrática,
22:44para cobrar mudanças de postura,
22:49mudanças institucionais,
22:51outra coisa é você partir para a violência,
22:53ou incentivar a violência,
22:56incentivar a prática de crime,
22:57a gente aqui combate o crime,
22:59a gente aqui trabalha justamente para combater o crime,
23:01a gente quer que os criminosos sejam presos,
23:03punidos e presos,
23:05é justamente o contrário,
23:06então,
23:07quem também se esconde atrás das redes sociais,
23:11para incentivar a prática de crime,
23:13está errado,
23:14é criminoso também,
23:16e a gente sabe que isso é utilizado,
23:19se está sendo utilizado para um,
23:21pode ser utilizado para outro,
23:23então,
23:23não é possível conviver com esse tipo de coisa,
23:25a gente tem que defender a regra democrática,
23:28o jogo democrático,
23:30por mais difícil,
23:31frustrante que seja,
23:33gente,
23:34é para isso que tem eleição,
23:36é para isso que tem,
23:37que vocês elegeram,
23:38que tanta gente elegeu aí,
23:39um novo presidente,
23:41para tentar mudar um regime,
23:42novos deputados,
23:44novos senadores,
23:45é para isso que serve,
23:46para você tentar,
23:47pelas regras democráticas,
23:49mudar o sistema,
23:50então,
23:51pelo menos,
23:54esse é o esclarecimento que foi dado,
23:55pelo ministro,
23:57e esperamos que,
23:58que seja nessa linha mesmo,
24:00essa investigação,
24:01esse inquérito,
24:02então,
24:03de qualquer maneira,
24:04continuamos atentos,
24:05monitorando aí,
24:06os movimentos,
24:08aqui em Brasília,
24:09e eu trago para vocês,
24:11sempre as notícias em primeira mão,
24:13aqui no Antagonista,
24:15e também no Momento Antagonista,
24:17deixem o seu like,
24:18a gente se fala amanhã,
24:19muito obrigado,
24:20tchau.
24:20Tchau.
24:21Tchau.
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