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  • 19/06/2025
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Notícias
Transcrição
00:00Acho que a primeira pergunta que todos, a imprensa que também tinha muito contato, etc,
00:07e os profissionais que eu represento da Polícia Federal e do Ministério Público Federal querem ouvir.
00:11O senhor acha que o senhor traiu o Ministério Público Federal por ser um investigador
00:16e rapidamente se transformou, fazia a defesa daqueles que eram investigados?
00:22Acho que é a oportunidade do senhor colocar os pingos nos is e como foram aquelas últimas semanas
00:27entre a sua saída do Ministério Público Federal.
00:30Quem sabia da sua saída? Já havia contato anterior? Não havia contato?
00:34Acho que o mais importante é só explicar as semanas derradeiras que levaram.
00:40O senhor está hoje sentado em uma CPI tendo que prestar informações.
00:43Acho que a primeira pergunta é essa, presidente.
00:49Bom dia, senhor deputado.
00:53Que bom que alguém perguntou.
00:55Não, eu não traí o Ministério Público, de nenhum.
01:03Não aconteceu.
01:09Eu pedi exoneração no dia 23 ou 22, eu nunca lembro a data exata de fevereiro,
01:16eu aproveitei, eu fiz um ofício, mas eu tinha uma missão em Brasília,
01:20foi a primeira vez que eu fui a Brasília, em fevereiro, ou melhor, em 2017,
01:26e falei, bom, vou entregar em mão, porque é um momento solene e tal.
01:32Entreguei em mão do doutor Janot, estava presente na ocasião o procurador regional da República,
01:38Vladimir Aras, ele testemunhou o momento em que eu pedi exoneração.
01:45A notícia correu muito rapidamente no Ministério Público Federal naquele dia.
01:52No final da tarde, eu recebi um telefonema do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República,
01:57o doutor José Rubalim, perguntando se era verdade, enfim, me desejando sorte e tudo mais.
02:03Na ocasião, eu expliquei ao doutor Janot, e acabei explicando também ao doutor Vladimir,
02:11qual seria o passo seguinte de carreira, para onde eu estava indo, o que eu estava indo fazer.
02:17Não falei de nenhum futuro cliente, nem nada, mas deixei muito claro o que eu estava indo fazer.
02:23Já tinha me retirado, porque já tinha começado a conversar com escritórios de advocacia,
02:32já tinha me retirado dos grupos de trocas de mensagens em WhatsApp e Telegram.
02:39Não sei como hoje funciona no Departamento de Polícia Federal,
02:42mas no Ministério Público Federal, hoje, pelo menos até quando eu estava,
02:47o e-mail funcional pouco veiculava de informação sensível.
02:54Ele veicula atos oficiais e quase sempre platitudes.
03:04As mensagens sensíveis, a informação sensível, ocorria por meio desses grupos
03:10que reuniam procuradores em nichos ou loces específicos de atuação.
03:16O Gabinete do Procurador-Geral, o Grupo de Trabalho Lava Jato, e assim por diante.
03:23Eu me retirei voluntariamente de todos esses grupos.
03:26Isso é verificável também.
03:32Até alguns colegas, na época, brincaram, mandaram mensagens bilaterais,
03:36não está abandonando a gente, o que houve?
03:38Eu, no dia 5 de março, enviei um e-mail para todos os procuradores,
03:49dizendo que tinha pedido a exoneração e que estava indo advogar
03:56num escritório que era líder do segmento, em compliance,
04:00e manifestando todas as minhas honras ao Ministério Público Federal,
04:09que eu mantenho.
04:12O Ministério Público Federal foi parte da minha vida.
04:16Eu deixei uma carreira muito prestigiosa, que era a carreira de diplomata,
04:21para tentar ser parte da mudança que acontecia no país.
04:24Foi para isso, porque deixar o Itamaraty é uma decisão difícil.
04:37De fato, eu comecei a ter contato com a JIF
04:44antes de a exoneração se perfazer.
04:49Foi quando eu comecei a ter diálogos com eles,
04:55sobretudo para receber informações, mas sim, também respondi a perguntas,
05:00refleti sobre o caso, enfim, e não estou negando nada disso.
05:08Por que eu não traí o Ministério Público, deputado?
05:11Não traí pelo seguinte, tudo que eu incentivava a empresa a fazer
05:16era o que eu faria se eu estivesse no exercício de alguma atribuição.
05:23Eu incentivava a empresa a se remediar,
05:26a procurar as autoridades no Brasil e no exterior,
05:29a dizer a verdade.
05:30Não tinha alternativa a dizer a verdade.
05:32Eu não sei se V. Exª. pôde me ouvir quando eu mencionei isso antes,
05:37mas a empresa é uma empresa essencialmente americana,
05:43mais da metade do faturamento vem de lá e ela ia ter que jogar esse jogo
05:50não só no tabuleiro brasileiro, mas também no tabuleiro americano.
05:55No Brasil, a prática de acordos é recente.
06:01Nos Estados Unidos, isso vem da década de 80,
06:06na década de 90 começa a se consolidar,
06:08a lei está em vigor desde 1977.
06:10A lei está em vigor desde 2007.
06:10A lei está em vigor desde 2007.

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