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NotíciasTranscrição
00:00E a Lava Jato continua trabalhando, Sérgio Moro ouviu, Emílio Odebrecht.
00:06Emílio Odebrecht falou das suas relações de longa data com políticos,
00:12da política institucional de distribuição de dinheiro da Odebrecht.
00:17E falou mais especificamente do acerto que fez com Lula sobre a MP do Refis. Vamos ouvir.
00:24O senhor levou o pleito de seu filho em relação, por exemplo, ao tema do Refis da Crise, as medidas provisórias 470 e 472?
00:33Levei, e levei baseado em que? É importante que se diga.
00:38Isso era uma questão de setor, que se fosse só da Odebrecht, eu não teria levado.
00:46Então eu levei porque era um interesse generalizado da maioria do setor industrial brasileiro.
00:52e estava amarrado lá no Ministério da Fazenda e pedia a ele que ele procurasse me ajudar a verificar
01:00o porquê que estava o assunto preso lá na Fazenda. Só.
01:05Verificar com quem do Ministério da Fazenda?
01:07Com o Ministro da Fazenda, com certeza.
01:09Quem era o Ministro na época?
01:10Se ele falou, era o Guido Mantega, se eu não me engano.
01:13O senhor levou também pleito?
01:15Porque eu estou com a gripe, não estou ouvindo bem.
01:18Pois não, posso repetir.
01:19Perdoe, muitas vezes eu não estou ouvindo integralmente.
01:23O senhor levou ao então presidente Lula pleito de seu filho, Marcelo Odebrecht, relativo à abertura de linha de crédito com Angola?
01:33Uma reabertura, um aumento.
01:35Sim.
01:36Quer dizer, um aumento da linha de crédito.
01:38Levei porque era importante a ver.
01:42Foi na queda do preço de petróleo.
01:45Angola estava com séria dificuldade de dar andamento nos seus projetos principais.
01:52E por tudo que representava, não era só o Odebrecht, em outras empresas trabalhavam e trabalham lá em Angola.
02:01Então eu levei como sendo algo que o Brasil poderia fazer gerando emprego aqui no Brasil.
02:09Então essa extensão foi, ele compreendeu a justificativa e realmente apoiou para que pudesse ser feito esse complemento na linha de crédito.
02:21E nessa relação estabelecida com o então presidente Lula, o senhor pedia que o grupo Odebrecht, ele lhe pedia que o senhor ajudasse, o grupo Odebrecht ajudasse financeiramente em campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores?
02:39Neste momento?
02:39Não. Neste relacionamento mantido pelo senhor com o então presidente Lula, houve pedidos de ajuda financeira para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores?
02:52Houve. Houve. Como todos os presidentes daqui do Brasil, como do exterior, sempre pediam ajuda.
02:59A outra coisa é a maioria entrar no detalhe.
03:05Existia uma relação cerimoniosa, apesar da relação de confiança, apesar de uma relação que eu diria até de amizade,
03:15por longa data que nos conhecíamos, não existia efetivamente algo onde a gente conversasse sobre valores.
03:23Tanto assim que ele indicava quem seria a pessoa dele, eu indicava quem seria a minha pessoa para ver como nós ajudávamos.
03:32Palocci então era credenciado por Lula para que fim?
03:36Eu acho que Palocci inclusive já não estava mais no ministério, era Guido que estava no ministério.
03:42E Palocci já tinha até saído, se eu não me engano, não sei qual era, não me lembro o recorde, mas era ele que era o credenciado.
03:50Era credenciado para...
03:52Não, para discutir com Marcelo ou com Pedro Novich sobre o assunto de ajuda ao partido.
03:59E era Palocci credenciado para tratar, portanto, de temas de dinheiro? Foi isso que o senhor disse?
04:03Sim, de recursos financeiros.
04:05Bom, inclusive depois que deixou o ministério, Palocci, que está negociando sua delação,
04:13era o homem de confiança de Lula para tratar de assuntos de dinheiro, diz Emílio Odebrecht.
04:19E agora, Emílio Odebrecht tirou aquela máscara do coitadinho.
04:24E fez nesse depoimento, de uma maneira muito breve, o ABC da manipulação por meio da propina.
04:33Ele não era levado a dar propinas.
04:37Ele utilizava isso com uma estratégia para manter os políticos nas suas mãos.
04:44Essa estratégia tinha três pilares, que ele explicou ao Ministério Público e ao juiz Sérgio Moro.
04:51E eu orientava o meu responsável, que numa época foi Novis e numa outra época foi Marcelo,
05:01Pedro Novis e na outra época foi Marcelo, que era para eles encontrar uma forma de atender
05:07e procurar se compatibilizar alguns fatores.
05:11Por exemplo, evitar-se de estar fazendo discrepância entre partidos para evitar ciúmes e problemas.
05:22Segundo, que ele efetivamente procurasse negociar, que eu não precisava nem dizer,
05:27porque eles, por instinto empresarial, iam buscar negociar ao máximo, minimizando esses valores.
05:34E que procurasse fazer realmente no tempo, o mais esticado possível.
05:42Não fizesse nada de vez.
05:45Então, essas foram as orientações.
05:47Era para encontrar uma forma de atender, procurando compatibilizar esses três vetores.
05:53Bom, e ainda dentro dessa história das orientações dos três vetores de como manipular os políticos
06:03por meio do dinheiro, Emílio Adebrecht falou de sua relação pessoal com Lula.
06:10Era uma forma de a gente ter um head.
06:15Não era, isso era um conceito institucional.
06:17Não era porque eu tinha uma boa relação com o presidente Lula, tive uma boa relação com os anteriores.
06:26Podia não ter.
06:28A equipe poderia também não ter entre as duas equipes.
06:33Então, era uma forma de você estar sempre sobre um head.
06:37Criando um head.
06:39De, vamos devagar.
06:41Uma coisa é deixar de cumprir o que não é o correto.
06:48Outra coisa, os acertos são para serem cumpridos.
06:51Sim.
06:52Então, quer dizer, tem um contrato, você deixa de pagar, prende isso lá amanhã ou depois um ministro dele,
07:01prende o pagamento.
07:03Aí, eu tenho o direito de chegar e ele fica naturalmente sob pressão.
07:10O partido fica sob pressão.
07:13Quer dizer, isso a gente fazia geral.
07:15E eu tenho quase certeza que todas as empresas faziam dessa forma.
07:21O senhor está dizendo que era uma maneira do Grupo Adebrecht manter, de certa forma,
07:25o governo vinculado ao Grupo Adebrecht ou o partido vinculado ao Grupo Adebrecht?
07:29Eu diria, vinculado, mas eu diria, vamos dizer assim, não ficar amanhã ou depois, dizer,
07:39olha, eu já estou livre dele, ele já me ajudou, vou fazer o que eu quiser.
07:44Entendi.
07:45Eu saia que, por isso é que eu dizia, espiche o mais possível.
07:51Quanto mais você estender os pagamentos, melhor.
07:55Bom, é claro que no depoimento de Emílio Adebrecht teve show dos advogados.
08:03E a gente fez aqui um compacto especial de todas as brigas da defesa de Lula com o Ministério Público,
08:12com o juiz Sérgio Moro, enfim, durante esse depoimento de Emílio Adebrecht.
08:19Vamos lá.
08:19O senhor levou pleito relativo ao refis da crise, medidas provisórias, 470 e 472, levou pleitos da natureza?
08:33Pela ordem, excelência, esse tema é objeto de um procedimento específico e não desta acusação,
08:42que diz respeito a oito contratos firmados entre a Udebrecht e a Petrobras e dois imóveis.
08:49Então, se nós aqui formos tratar desse tema, que já é objeto de um outro procedimento,
08:56aliás, salvo melhor juízo, inclusive, da competência de outro juízo.
09:00Então, eu pediria a vossa excelência que delimitasse as perguntas formuladas pela acusação
09:08dentro dos limites que foram feitos, em que foi feita a acusação.
09:14O Ministério Público pede a palavra para dizer que esta indagação tem pertinência probatória,
09:21considerando que se pretende a que indagar a testemunha sobre o grau de relacionamento mantido com o ex-presidente.
09:27Excelência, pertinência...
09:30Fica deferida então, doutor. Fica deferida as questões.
09:33Mas mesmo levando em consideração esses aspectos que coloquei, porque, eu repito...
09:38Ela falou e eu deferi a posição dela.
09:40Mas é que vossa excelência não apreciou.
09:42Há um outro procedimento específico que trata desse assunto.
09:45Foi parecido pela acusação de que o interesse é elucidar a relação entre a testemunha e o acusado.
09:52É uma questão pertinente.
09:55Certo?
09:55A defesa discorda de vossa excelência e tomará as providências, cabelo.
10:01Depois oportunamente, mas não vamos entrar nesse assunto novamente, porque já foi indeferido.
10:05E com relação à abertura de linha para Angola, o senhor levou o pleito de Marcelo Debrecht ao presidente a respeito?
10:14Excelência, mais uma vez a defesa...
10:15Desculpa, o eminente doutor Emílio, mas esse tema é objeto de procedimentos que tramitam em Brasília e que não dizem respeito a essa ação penal.
10:29Mais uma vez, a defesa renova o pedido para que temas que estão afetos a outros procedimentos, da competência de outros juízos, não sejam tratados nesta audiência.
10:40Fiquei deferido, doutor, com base nos meus fundamentos.
10:43Pode repetir a pergunta?
10:44O senhor tratou a respeito do conteúdo dessa nota com seu filho em algum momento?
10:51Não, não tratei, procurei interpretar. Foram nove ou dez notas que me trouxeram para eu interpretar.
11:02Alguns eu interpretei e eu tenho segurança na minha interpretação, porque fecha tudo, tudo.
11:09Esse, por exemplo, é um dos que não fecha.
11:11Certo, mas o filho do senhor falou a respeito de 300 milhões, que é a movimentação feita com Palocci?
11:19A premissa da pergunta, excelência, é...
11:22Doutor, é possível ouvir a testemunha e se a defesa é intervir na hora.
11:26A pergunta é uma pergunta razoável do valor ali mencionado e ele já mencionou a questão do valor global.
11:32Doutor, talvez quando o doutor for fazer a pergunta, então todos vão começar a intervir também, porque...
11:37Excelência, pode intervir.
11:38É inapropriado o comportamento da defesa.
11:39Tá bom, é que o Estatuto do Advogado, o artigo 7º, inciso 10, me permite fazer questões de ordem.
11:45Doutor, o comportamento da defesa do doutor, desculpa, é inapropriado.
11:51O doutor interrompe a cada culto a inquirição do Ministério Público.
11:55O senhor represente ao AB, então.
11:56O senhor vai poder fazer as suas perguntas.
11:58O senhor represente ao AB.
11:59Doutor, controle-se e poderá fazer as suas perguntas.
12:02Não precisa intervir todo momento.
12:03Quem nós estamos querendo ouvir é o senhor Emílio, não é o senhor.
12:06Tudo bem, mas as minhas questões de ordem são pertinentes.
12:08O doutor intervém a cada minuto de maneira inapropriada na audiência.
12:11Então, não tem a palavra agora.
12:14Pode fazer a pergunta.
12:18Bom, então, mais uma vez, a mesma história que quem está depondo é o depoente,
12:24não é o advogado de Lula que tenta aí fazer a sua defesa agora que caiu por terra.
12:33Toda a defesa que foi construída durante os últimos anos da Lava Jato pelo PT,
12:40de que o PT era perseguido agora que isso caiu por terra,
12:43a gente vai ver cada vez mais essa estratégia do embate ali com o Sérgio Muro.
12:50Obrigado.
12:51Obrigado.
12:52Obrigado.
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