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José Maria Trindade analisa o bombardeio de Israel à sede da TV estatal iraniana, afirmando que "Israel entendeu que se tratava de um alvo estratégico".

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Transcrição
00:00Em uma guerra, existem áreas estratégicas, pontes, geradoras de energia, você detona estradas para impedir o fluxo de fornecimento de armas e munição.
00:20E, nesse caso aí, Israel entendeu que essa TV, uma TV estatal, seria um desses pontos estratégicos.
00:30Então, foi cirúrgico, porque o objetivo foi exatamente atacar a TV.
00:34Existe um conceito de que existem algumas áreas que são, vamos dizer, elas não são parciais.
00:42Elas não podem ser atacadas, por exemplo, comunidades internacionais, de socorro, ambulâncias e tal, existem áreas.
00:51O mundo tem regra para tudo.
00:53Recentemente, na política, disseram, olha, até no Vale Tudo, não vale tudo.
00:58No Vale Tudo, chamado, tinha lá as suas regras.
01:01Então, a guerra também tem regras.
01:04E o Irã já fala sobre crime de guerra.
01:08Existem algumas evidências de que já houve um afastamento daquele ataque cirúrgico e já está extrapolando, ou seja, chegando ali a possibilidade de crime de guerra.
01:22O estranho é o Irã se preocupar exatamente com o crime de guerra.
01:26Então, nesse caso aí, foi uma decisão deliberada de Israel por entender que não se trata de um ataque à imprensa, que é neutra, né?
01:35Numa cobertura, o jornalista, ele não deve ser atacado e é crime de guerra atacar o jornalista, porque ele está ali para fazer uma cobertura e não exatamente para lutar de um lado ou de outro.
01:46Nesse caso da TV estatal, Israel entendeu que se tratava de um alvo estratégico.
01:51Obrigado.
01:52Obrigado.
01:53Obrigado.
01:54Obrigado.
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