00:00Chegou a hora dele, posso chamar?
00:01Chegou, claro que pode.
00:02Então nós vamos conversar diretamente nas ruas.
00:04Ele sempre trazendo as pautas com o povão nas ruas.
00:08Aí está Fuzil, o herói do Brasil.
00:10Fala, Fuzil.
00:12Que gato.
00:15Muito boa tarde, meu carinhoso Emílio e amigos do programa.
00:19Um abraço pro Alba também, né?
00:21Obrigado por todas essas informações, Albinha.
00:24O negócio é o seguinte, Emílio, eu vou mandar um beijo para a Marcela Puglisi.
00:28Ontem, 21 injeções de retoque aqui no Botox.
00:33Então, muito obrigado, Marcela Puglisi.
00:35O negócio é o seguinte, Emílio, hoje na Avenida Paulista, nesta fria,
00:39mais um dia frio na Avenida Paulista, 18 graus.
00:42A pergunta é seca, a resposta pode ser objetiva, mas talvez nos surpreenda.
00:48Eu vou abordar você e vou perguntar como você sobrevive neste país.
00:54Uma pergunta seca, que transparece e muito este grande momento que estamos vivendo.
01:00Como você sobrevive neste país, será a pergunta para os transeúntes e trabalhadores da Avenida Paulista, Emílio.
01:07Muito bem, Fuzil.
01:09Como você sobrevive neste país, Zuzu?
01:11Difícil pagando tantos boletos com os filhos, né, trabalhando.
01:15Porque se a gente depender do governo, meu amigo, vai ter que ralar muito.
01:19Uber dos negócios, fechando contratos.
01:21Uber dos negócios.
01:22Ah, Emílio, tem que fazer aquela renda extra, porque senão, se a gente depender desse governo, a gente está ferrado.
01:27E se depender de alguém também, acho que ninguém te ajuda nessa vida.
01:31Você tem que bater no peito e falar que é nóis.
01:33Né, Fuzil?
01:34Pela camisa Aramis também, estou vendo que você está vestindo.
01:36É, Maramis? Muito obrigado.
01:38Mandou para todo mundo.
01:39Mandou um presente.
01:41Aramis.
01:42Muito bonito.
01:43Muito bem.
01:44Eles mandaram aí um presente.
01:46Muito obrigado ao pessoal da Aramis.
01:47Obrigado.
01:48É isso aí.
01:49Valeu, Richard.
01:50Obrigado, Richard.
01:52Obrigado, Fuzil.
01:53E agora, vamos chamar nas ruas, Fuzil, com as últimas aí para vocês.
01:58Vai lá, Fufu.
02:00Entendeu, Fufu?
02:01Olha ele aí, ó.
02:01E entendendo a situação, né?
02:05Entendendo a situação, com a seguinte pergunta da pauta.
02:08Como você sobrevive neste país?
02:11Seu nome, querida?
02:12Adriana.
02:12Adriana, a pergunta é válida para você.
02:14Como você sobrevive neste país?
02:17Atualmente, né?
02:17Como eu machuquei trabalhando também.
02:20Hoje eu venho do kit de doce, kit de serotonina, né?
02:23Que aí o meu sonho, na verdade, é comprar uma fiorina para mim.
02:26E para o meu esposo trabalhar para nós mesmos, né?
02:29Então, eu estou em objetivo desse sonho.
02:31E aí, eu decidi empreender.
02:33Então, não posso parar, né?
02:35Então, você sai vendendo os doces aqui.
02:38Você sai vendendo esses doces para você...
02:41Ou seja, a sobrevivência é essa.
02:43É trabalhar naquilo que não é a sua área, para tentar conseguir chegar na sua área.
02:47Exatamente.
02:47E com a Fiorino também, fazendo as entregas, eu consigo realizar os outros sonhos maiores que eu tenho.
02:52Boa.
02:53E eu tenho fé em Deus que eu vou conseguir.
02:54Vai conseguir nossa parte, a gente vai fazer.
02:56Na parte de ajuda, a gente vai levar um aqui.
02:58Tá bom, obrigado, viu?
02:59De nada, viu? Obrigada.
03:01Agora, você, simpaticíssima Isabela.
03:05A Isabela é maravilhosa e vocês vão entender por quê.
03:08Isabela, como você...
03:10O que você faz ou como você sobrevive nesse país?
03:13Eu sobrevivo trabalhando em restauração, né?
03:15Mas o meu sonho e desejo é trabalhar em comunicação, que é a área em que eu sou formada em Angola, e jornalismo.
03:23Você é formada em jornalismo em Angola, veio para o Brasil, a gente sabe que você trabalha aqui no pastel.
03:30Então, assim, mais assim como ela também, você está naquilo, num trabalho para sobreviver, enquanto não chega na sua área, que é o que você quer fazer.
03:40Certo, estou procurando uma oportunidade de se enquadrar na minha área, né?
03:44Porque o mais prazeroso é quando você é formada em algo, você tem que estar enquadrada nisso.
03:49Mas enquanto ainda não apareceu, estamos trabalhando noutras áreas, para ganhar experiência, nos tornar mais profissionais.
03:56Muito obrigado. A gente vai ficar com o seu contato, obviamente.
03:59E se alguém que estiver assistindo aí quiser dar uma oportunidade, jornalista formada em Angola.
04:04Que Deus te abençoe, viu? Muito obrigado, viu?
04:06É a luta do dia a dia, né, Fusil?
04:08Mas, ó, é aquilo que a gente falou, enquanto a gente vai para algumas pessoas,
04:12exatamente, é aquilo, duas pessoas que estão sobrevivendo num trabalho qualquer,
04:18porque ainda não chegaram na sua área, para sobreviver e ser feliz.
04:21Seu nome, meu comitiano?
04:22É José, meu patrão.
04:23Ô, Josézão, como você sobrevive nesse país?
04:27Rapaz, a coisa está difícil, né? Mas, com um jeitinho, a gente vai vencendo, né?
04:31Quantos anos trabalhando?
04:32Já foram uns 34, mais ou menos.
04:34Está muito longe a aposentadoria ou não?
04:37Rapaz, eu espero que não, né? Mas, do jeito que hoje em dia está, né?
04:41E aí, sempre nessa área, no atendimento, sempre atendendo bem os clientes?
04:44Graças a Deus.
04:45É feliz?
04:46Sim, com certeza.
04:47Ou trabalha porque tem que sobreviver?
04:49Eu gostei.
04:50Muito obrigado, viu, Zé? Que Deus te abençoe aí.
04:53Emílio, a gente vai abordar mais algumas pessoas, enquanto eu não escuto aquela musiquinha maravilhosa.
04:58Maravilhosa, ó. Brigadeiros aqui, ó.
05:00Tudo bem? A senhora que é uma diva aqui, né, Del?
05:03Como a senhora sobrevive nesse país, hein?
05:06Como sobrevive?
05:07É como todo brasileiro, vai levando a vida, né?
05:11Levando a vida, trabalhando, lutando para vender, pagando a taxa que é importante, porque não pode deixar de pagar o impostinho, né?
05:17Paga todos os dias, todo mês, viu? Tem que pagar, senão eu não trabalho.
05:21Muito obrigado que a senhora tenha boas vendas aqui, viu?
05:23Deixa eu perguntar uma coisa para você, moça. Seu nome?
05:26Letícia.
05:27Letícia, como você sobrevive nesse país?
05:30É, com o dinheiro dos meus pais.
05:32Ah, é? Quantos anos você tem?
05:33Dezoito.
05:34Mas já tá trabalhando?
05:35Não, quero começar a trabalhar daqui a pouco.
05:38Mas daqui a pouco, quando?
05:40Semestre que vem, eu espero. É que eu tô no primeiro semestre ainda, só da faculdade.
05:44Do quê?
05:44Faço direito na PUC.
05:46Ah, então você quer ser uma advogadinha, então, e aí tem muitos anos por...
05:50Não, não, vai ser médica.
05:52Infelizmente, tadinho deles, né?
05:53É.
05:56Peraí, ô...
05:56Calma, calma, calma.
05:57Peraí, só um morgado agora, só uma discussão com o morgado agora.
05:59Peraí, calma, ressupira.
06:01Ô, morgado, colega morgado, eu não sei se você sabe, mas tem um famoso engenheiro que virou suco.
06:10O Aldani, por exemplo, era um engenheiro e virou comediante.
06:14O Zuzu é grosso e virou radialista.
06:17Nem sempre a gente faz para virar aquilo que a gente fez.
06:21Obrigado, fuzil, errei, fui moleque.
06:23Com educação, eu acho que eu passei a explicação, né?
06:26Não compensa.
06:27Vamos encerrar aqui, porque eu sei que vai voltar para o break.
06:30Seu nome?
06:31Alexandre.
06:31Alexandre, como você sobrevive no Brasil?
06:34Ah, nas entregas aí, né?
06:36Debaixo de chuva, sol, feriado.
06:39E você entrega produtos?
06:41É, farmácia, pet shop, restaurante, refugia, desculpa.
06:48Os app tem de tudo.
06:50Muito obrigado, Deus abençoe, viu?
06:52Então aí, eu acho que eu vou fazer a minha entrega também a vocês.
06:56Estamos voltando do break para toda a rede de rádio e plataformas da Jovem Pan.
07:00E é isso, todo mundo aqui sobrevive como?
07:03Vamos fazer o que tem, porque ainda não dá para fazer o que quer.
07:06Boa, fuzil.
07:07Aí foi fuzil diretamente das ruas de São Paulo.
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