O programa desta quarta (04) podia ter o sufixo “MUITO”, já que o elenco tá em Pânico com a condenação que o humorista Léo Lins recebeu da justiça por fazer piada. O estúdio vai ficar pequeno com as participações de Fernando Holiday, Felippe Monteiro e Luiz Augusto D’Urso provando que piada não é crime… A não ser a piada do pavê: essa é humorísticamente criminosa.
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DiversãoTranscrição
00:00Claro, eu quero saber do Léo Lins, inclusive do Chiquinho, porque é um cara que é mais da esquerda e daí tem um lado da história.
00:06Os humoristas, obviamente, se manifestaram por liberdade, não tem como não defender na minha humilde opinião o Léo Lins.
00:11Estão falando, não, mas também, você entra em comentário, é, mas também, você vai defender então agora esse tipo de humor?
00:18Que lado que você tá, Chiquinho, na tela?
00:20Não, eu acho que a coordenação do, acho que não, tenho certeza, a coordenação do Léo Lins foi um absurdo.
00:24Na minha opinião, não dá pra criminalizar a piada, não dá pra criminalizar o humor, né,
00:28O humor também tem o papel de fazer a gente refletir sobre vários assuntos, né,
00:32Às vezes uma piada mal feita, uma piada de mau gosto, uma piada que causa revolta nas pessoas, ajuda a gente a refletir sobre aquela situação.
00:40Eu sei, mas por que que o legislador não viu essa consequência quando tava fazendo a lei?
00:46Por que que essa lei...
00:47Mas só uma coisa...
00:48É uma lei.
00:48A lei é nem piada, né?
00:50É, então, foi a lei anti-piada, a lei anti-piada que passou.
00:54Por que, doutor?
00:55Mas a lei anti-piada, que é realmente um absurdo, né, o que teve é o seguinte, né,
00:59Nos Estados Unidos veio aquele tal de racismo recreativo, né, que infelizmente o Brasil importou de fora, né,
01:05E acha que qualquer tipo de atividade jocosa pra manifestar uma ideia racista seria crime.
01:13Mas na minha opinião, a piada, o contexto muda toda a situação.
01:16Sim.
01:16E a lei não é clara sobre comediante, sobre humorista...
01:20Eu sei, mas nos Estados Unidos...
01:21Sobre a melhoria também.
01:22Nos Estados Unidos, você não vê um cara em cana por causa de discurso.
01:24Nada.
01:25Não tem...
01:25Um cara que foi...
01:27Por causa de discurso.
01:28É o exato.
01:28Pode ter o woke lá, pode falar, pode cancelar, pode entrar no...
01:32Mas isso aí, do cara ser preso, do cara ser condenado por causa de um discurso...
01:37Mas isso é mais um jeito que é o seguinte, né, a segunda instância tá pra consertar o erro do juiz de primeira instância.
01:41Tomara.
01:42Que foi o que aconteceu com o Danilo Gentili, que foi condenado à prisão também na primeira e na segunda acabaram com a graça.
01:48É isso, doutor?
01:48É que, na verdade, a primeira instância tem sido a representação do que tem acontecido em quase todo o judiciário, né?
01:56Por isso é insatisfação.
01:58O que eu vejo, o caso do Léo Lins, né?
02:01A condenação é exagerada e eu vejo que usar o direito criminal pra tentar resolver essas questões também é um exagero.
02:08Se ele... Eu não gosto muito do humor tão exagerado como do Léo Lins, mas eu nunca defenderia alguém ou calá-lo.
02:16Mas ele poderia, por exemplo, sofrer sanções, porque ele define muito bem o limite do humor.
02:22Eu acho que o Léo Lins é o cara que melhor definiu o limite do humor de todas as críticas que eu já vi.
02:27Que ele falou, o humor não tem limite.
02:29Tem limite onde você faz esse humor.
02:31Não dá pra ele sair contando determinadas piadas em determinados lugares.
02:34Agora, quando ele está no palco, no show de humor, pro pessoal que comprou o ingresso e sabe que gosta...
02:38Que quem pagou.
02:39E mais do que isso, no personagem de um humorista.
02:43Exato.
02:43Ele não tá falando na pessoa do Lins.
02:46É um personagem, é ridículo.
02:47O problema de tudo isso tem residido em um só, a divulgação do show.
02:51Porque ele não sofreu o que tá sofrendo porque ele contou essa piada no palco.
02:56Não foi ninguém lá que estava presente que denunciou.
02:58Ele colocou isso no YouTube.
02:59E aí, esse é o problema que a gente vai ter que solucionar.
03:03Porque quando você coloca no YouTube, ele tira desse contexto de humor ou não.
03:06A minha opinião é que não.
03:08Do mesmo jeito que o cara vai lá no show...
03:09É igual um DVD.
03:10O cara...
03:11DVD, exatamente.
03:11É um DVD.
03:12É um streaming.
03:13É um streaming.
03:13É um show do Léo Lins.
03:14Tá dito que é show de piada.
03:15Bem claro, né?
03:16Bem claro que é.
03:16E se o juiz entender o que ele exagerou, eu poderia ter aplicado um multa, tirar o vídeo do ar.
03:21Agora, oito anos de prisão, isso gera realmente...
03:23Sabe o que eu acho estranho no Brasil?
03:26É o seguinte, nos Estados Unidos, se um humorista faz uma piada...
03:29As pessoas não gostam, não sei o quê.
03:30Tipo, se organizam um boicote, as pessoas falam...
03:32Não vou no show dele, não compro ingresso, faz uma campanha...
03:36E aí, o cara...
03:37Ou ele vai fazer um sucesso absurdo, porque vai muito mais gente...
03:40Ou ele vai falir, porque ninguém vai lá.
03:42Aqui, tudo é essa questão da judicialização.
03:44Eu sou, digamos assim...
03:46Eu faço parte de alguns grupos que o Léo Lins faz piada.
03:50Eu sou gay, sou negro...
03:51E dou risada de várias piadas dele.
03:53Conto essas piadas pros meus amigos.
03:55Quer dizer, eu sendo negro e gay, vou lá...
03:58Faço alguns vídeos contando piadas sobre negros e gays.
04:00Eu posso ser condenado.
04:02Sim.
04:03Porque eu estou falando sobre mim, fazendo piadas sobre a minha vida, sobre a minha realidade.
04:07Isso é um completo absurdo, gente.
04:09Ah, não gosto das piadas do Léo Lins.
04:11Não assista o vídeo.
04:12Ah, não gosto das piadas do Léo Lins.
04:14Não vá no show.
04:14Mas eles falam que você tem...
04:16É o Marcuse, né?
04:18Que falava isso.
04:18Lugar de fala.
04:19É do Marcuse, né?
04:20É o tal do lugar de fala.
04:22Mas o ponto é isso.
04:22Você tem o lugar de falar.
04:23Eu sou gay, eu sou negro.
04:25Então ele mesmo pode ser preso, João.
04:27Exato.
04:28Mas eu mesmo posso ser preso.
04:29Perdeu o lugar de fala.
04:29Isso aí é escola de frango.
04:31É isso aí mesmo.
04:31Isso aí é.
04:32Isso aí é.
04:32O ponto que eu estou trazendo.
04:33É marxista, pô.
04:34O ponto que eu estou trazendo aqui é o seguinte...
04:36A coisa mais marxista que tem é essa.
04:37O Léo Lins faz piadas sobre diversas pessoas e no show deles os alvos da piada muitas vezes
04:44estão lá.
04:45Sim.
04:45Tem um show dele que ele estava fazendo piadas sobre pessoas com deficiência e no palco
04:49vão diversas pessoas com deficiência rir da piada dele, contra a piada, fazer parte
04:54do show.
04:55Então assim, é um completo absurdo isso.
04:57E aí a gente volta de novo para as redes sociais, para o debate sobre as redes sociais.
05:01O Léo Lins está sendo condenado, como bem disse aqui o doutor Dúcio, principalmente
05:06por conta dessa divulgação.
05:09Se o PL da censura já estivesse em vigor ou se o Supremo já estivesse majoritariamente
05:14decidido como pretende essa nova regulamentação das redes sociais, ele sequer teria postado
05:19porque teria sido censurado e aí ele teria se auto-censurado.
05:24Quer dizer, você cria um ambiente num país onde as pessoas têm medo de falar.
05:29Não, é sério.
05:30Então, mas agora...
05:31Porque você vai ficar com medo de se o Supremo da Fica.
05:33Já acontece isso.
05:33O que está acontecendo agora com o Maurista é justamente isso.
05:37É.
05:38Eles estão com medo...
05:39Será que é um ser condenado?
05:41É auto-censura.
05:41É auto-censura.
05:41É auto-censura.
05:42É auto-censura.
05:43Mas é um ambiente de medo.
05:44Mas você acha que o Brasil hoje não tem censura?
05:47O efeito secundário...
05:48Você acha que não tem censura?
05:49O efeito secundário do caso do Léo Lins é fazer realmente que os comediantes pensarem
05:52e se auto-censurarem.
05:53Eu concordo com você.
05:54Mas não tem nada a ver com o pé da fake news.
05:56Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
05:57Mas não é a regulamentação das redes?
05:59Não, tem nada a ver uma coisa com a outra.
06:00Não, mas é ou não é a regulamentação das redes?
06:03Mas não é a regulamentação?
06:04Não tem nada a ver.
06:04Como não?
06:05Ele colocou um vídeo do show dele no YouTube.
06:08E o modo de ver, colocando o show dele no YouTube, dizendo que é show dele de piada,
06:11já está abarcado pela liberdade de expressão.
06:14Pelo amor de Deus.
06:15Pelo amor de Deus.
06:16Tem diversas pessoas que dizem que o show do Léo Lins é discurso de ódio.
06:20E esse é o ponto.
06:21Discurso de ódio é absolutamente subjetivo.
06:23Mas não fica subjetivo justamente isso?
06:26Ele coloca lá, o cara vai denunciar, os caras derrubam.
06:29Se ele tivesse postado esse vídeo com o PL da censura em vigor,
06:33várias pessoas teriam denunciado como discurso de ódio
06:36e ele teria tirado o vídeo do ar ou pela plataforma ele próprio.
06:40O PL da censura não faria nada a situação do Léo Lins em relação à divulgação no YouTube.
06:45Isso é o que você acha e o que eu acho.
06:47Não é o que tem discussão.
06:48Não é o que tem discussão.
06:49Agora a justiça vai falar.
06:51Pois não, doutor.
06:52Durso.
06:52Assim, o legislador, quando ele trouxe, você falou, por que isso passa?
06:56Por que o legislador tem uma ideia do ideal?
06:58O plano ideal.
07:00Ou ele quer voto, né?
07:01É.
07:01Mas normalmente ele tem um senso do plano ideal.
07:04Então o que ele quis prever?
07:07Ele quis prever alguém que usa do humor para ser racista e preconceituoso.
07:12Então ele usa da desculpa do humor para isso.
07:14Não é o caso de um comediante profissional.
07:17Que ele pode errar na piada.
07:18Ele pode exagerar.
07:19Qual que seria a sanção?
07:21Qualquer uma menos o cara ter que ser condenado criminalmente.
07:24A condenação criminal tem que ser a última aplicação da lei.
07:28Essa é a regra constitucional.
07:29Então o que está sendo aqui aplicado é que ele teria dolo.
07:34Vale dizer, quando ele faz a piada, ele quer ser preconceituoso.
07:37E não que ele quer ser comediante.
07:39Essa interpretação é um problema.
07:39Mas se for um personagem, se está num filme.
07:42Mas isso entrou num...
07:43Porque é uma das coisas que você pode falar.
07:45Por isso que a condenação é exagerada.
07:46Uma vez, em 2000...
07:50Foi quando isso?
07:522005.
07:53Certo.
07:552005 ou 2006, a gente sofreu um ministério público e tal.
07:59Para o papai.
08:02Programa antigo.
08:03Sim.
08:042006, acho.
08:052006.
08:07Foi lá, terninho, não sei o que.
08:08Tinha que assinar um ataque.
08:10Aí não podia fazer piada de nada.
08:11Termo de ajustamento de conduta.
08:12Termo de ajustamento de conduta.
08:13Aí tinha que ir lá, ministério público, não sei o que.
08:15Você assina isso aqui.
08:16Assinava, você não podia contar a piada.
08:18De japonês, de anão, de mulher, de não sei o que.
08:23Você assina isso aqui.
08:24Assinava aquilo lá, acabava o problema.
08:27Aí tinha o nome dos patrocinadores e tal, não sei o que.
08:30Aí eu falei com o velho aqui, o Seu Tuta.
08:33Eu falei, ó, Seu Tuta, os caras...
08:35Olha aqui, ó, que absurdo isso aqui.
08:37Até o Feltrin.
08:38Até eu levei para o Feltrin isso aqui.
08:39Na época ele era da folha.
08:40Aí eu levei para o cara lá.
08:43Aí você sabe o que o Seu Tuta falou?
08:45Ele falou...
08:45Quem?
08:46A censura, ela começa no mais fraquinho, que é o humor.
08:51Sim.
08:51Eu não falei no vídeo.
08:52Porque o humor, ninguém liga muito.
08:54Ninguém liga.
08:55Ninguém liga muito para o Léo Lins.
08:57Exato.
08:58O Léo Lins é um cara...
08:59É um bobo.
08:59É um humorista.
09:01É um bobão da corte e tal.
09:02E aí ela vai entrando.
09:03Tanto é que quando veio aquilo, a gente falava que a censura não tem ombro.
09:07É.
09:07Porque ela começa e ela vai embora.
09:09Então eles vão.
09:10Teve lá com o Rafinha Bastos.
09:12Opa.
09:13Lá no começo.
09:14Teve essa tentativa lá.
09:15Depois mudaram de horário.
09:17Fizeram todo aquele esquema.
09:18E aí ela vai...
09:20Escalando.
09:21Vai chegar no seu.
09:21Vai esticando o cordo.
09:22Sua toba.
09:23Vai chegar no seu.
09:25Tá?
09:25Pode escrever.
09:26E eu defendo uma tese que vai contra o que você pensa.
09:31Exatamente nesse ponto.
09:32A minha tese é que a forma de você segurar a censura pelo Estado, pela parte jurídica,
09:37de maneira jurídica, que é o que está acontecendo.
09:39Porque ele sofreu uma sanção criminal pra que ele pare de falar.
09:42Então é um juiz criminal que está o censurando de alguma forma.
09:45E ele vai ter medo de fazer aquilo.
09:46Isso serve também de efeito pedagógico.
09:48A forma de você limitar o poder do juiz é por lei.
09:50Então você tem que legislar para falar o que é...
09:55A gente teria que legislar para colocar o limite do mundo.
09:57Mas aí tem um...
09:59Mas você partindo desse assunto.
10:01Fala pra mim uma piada.
10:04Uma piada que tenha bom senso.
10:06Que não ofende ninguém.
10:07Que não tem uma piada.
10:08Mas aí você põe, por exemplo...
10:09Não, fala uma piada.
10:09Porque o cara fala...
10:10Não, essa piada é de mau gosto.
10:11Me fala uma piada de bom gosto.
10:14Mas é mesmo.
10:14Eu peço pra que o mundo me fale, pelo amor de Deus, me conte uma piada de bom gosto.
10:19Deixa eu concluir a tese, então.
10:21Minha tese é o seguinte.
10:22Uma lei que diz o seguinte.
10:23O humorista que está no show de teatro e é profissional e vive daquilo.
10:28Está aqui num aventureiro.
10:30Ele claramente não tem dolo, não ofensa.
10:33Ele está contando piada.
10:34Ele pode errar.
10:34Se errar, ele vai tomar uma multa de tantos reais.
10:37Mas não vai ter sanção criminal.
10:38Previsão legal do que está sendo feito.
10:41Como o exemplo do Sammy.
10:43O que está no filme é apenas uma retratação.
10:47Uma ficção.
10:48Não, mas o próximo passo é ir pra ficção.
10:49Esse é o problema.
10:50E mais um jeito.
10:51O escritor agora vai ter que pensar duas vezes.
10:53Exato.
10:54O escritor vai ter que pensar duas vezes.
10:55Faz sentido fazer piada.
10:56Mas aí tem uma lei que fala.
10:58O que está sendo feito no teatro, pode ser dito.
11:01Ah, mas posso colocar no YouTube?
11:03A gente tem que ter uma previsão pra falar que sim ou que não.
11:05Tem uma questão aqui.
11:06Deixa o Holiday.
11:07É que tem uma questão fundamental.
11:08O Holiday não colocou aqui.
11:09Tem uma questão fundamental que eu acho que a gente precisa colocar aqui de novo no centro do debate.
11:15O ponto é.
11:16A lei pode dizer isso.
11:17A lei pode dizer aquilo.
11:18O problema é que quanto mais poder nós damos para o Estado ter possibilidade de censurar,
11:25pior fica.
11:25Exato.
11:26Vamos olhar aqui pras eleições.
11:27Exato.
11:28Teve diversas acusações de fake news durante as eleições de 2022.
11:32Um dos sujeitos que mais postava fake news naquelas eleições era André Janones.
11:37Janones, exato.
11:38Nenhum.
11:39Nada.
11:40Não é que poucos.
11:41Não é que alguns saíram do ar.
11:43Nenhum post do André Janones saiu do ar.
11:46E a lei era muito clara.
11:48A regulamentação da justiça eleitoral.
11:50As notícias falsas não vão prosperar.
11:53Era direto decisão de juiz.
11:55Mandava tirar do ar.
11:56Perfis foram bloqueados nas redes sociais.
11:59Exatamente.
11:59E da esquerda, nenhum.
12:01Falaram que Bolsonaro era pedófilo e daí pra baixo.
12:04E os postes estão no ar até hoje.
12:06Se você for procurar, tá lá.
12:07Mas a lei diz.
12:09Mas o ponto não é esse.
12:10O ponto é qual porta nós estamos abrindo.
12:13Quando nós discutimos esse tipo de regulamentação, estamos...
12:16Não é abrindo agora.
12:18Estamos escancarando a porta pra censura prévia no Brasil.
12:21Isso não fica restrito só ao leolismo em política não, a questão do discurso de ódio.
12:26Porque, por exemplo, é qualquer opinião que você tenha a respeito do tema discutido.
12:30O Holiday não é a favor de cota.
12:32Então ele é racista.
12:33Você também pode fazer algum estudo de uma economia de um país africano.
12:37Alguém pode falar.
12:37Olha, ele tá falando que a economia vai mal.
12:39Porque o negro que tá falando.
12:41No próprio caso da cultura.
12:43Ah, você não é a favor da troca de etnia do personagem.
12:45Porque tá afetando a originalidade.
12:47Não é isso.
12:48É porque você tá fazendo discurso de ódio.
12:50Você é preconceituoso.
12:51Isso cai pra todos os campos que eu quiser.
12:54Se alguém discordar de mim, eu posso falar que é um tipo de preconceito.
12:56Que é o oprimido e o opressor.
12:57Claro.
12:58Isso aí não é só no amor.
13:00Em todo lugar.
13:00Tudo reside num ponto.
13:02A subjetividade do tema.
13:03E aí a crítica do Holiday é pro Tribunal Regional Eleitoral.
13:07Ele tá dizendo que qualquer tema julgado pelo TRE naquela época não foi determinado assim.
13:13Por quê?
13:13Porque o juiz pode determinar da cabeça dele.
13:16Porque ele pega um artigo super subjetivo e ele aplica do jeito que quiser.
13:20O Brasil conseguiu.
13:22A gente consegue interpretar temas que são impossíveis de interpretação.
13:27Trânsito em julgado.
13:28Trânsito em julgado tá na Constituição falando que é quando acaba os recursos.
13:31O Supremo conseguiu, há alguns anos, reverter isso pra falar, não, em segundo grau é trânsito em julgado.
13:36Depois voltar atrás.
13:37Porque viram que era impossível manter uma interpretação tão absurda.
13:40Então se o que é óbvio na lei tem interpretação, imagina aquilo que é subjetivo.
13:44Por isso que eu defendo uma lei muito rigorosa e expressa, pra que o juiz não tenha saída.
13:49Então, mas você acha, doutor...
13:50Também.
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