00:00Já começou o programa falando assim, ó Joel, tinham alguns caras que estavam se passando por policiais com distintivo e tudo mais, ó, distintivo, uniforme, arma, não sei se de verdade ou não, mas o cara chega lá no comércio, imagine, chega lá todo paramentado com essas coisas todas, aqui ó, imagine, me coloque aqui rapidinho, pistolona aqui, o bolachão pendurado, camisa preta, ó, polícia, polícia, até provar que focinho de porco não é tomada, já foi.
00:30Já foi, eu já ouvi falar de tantas pessoas que caíram no conto do vigário por causa disso, porteiro também, às vezes o cara chega lá, ó, polícia, polícia, abre, abre, normalmente o cara abre a porta, o que não pode é deixar esses caras ficarem se passando com facilidade por policiais, e isso tá muito fácil, qualquer lugar que você vá hoje, você consegue um distintivo da polícia, carteira da polícia, uniforme, sabe?
00:57Vai lá na região central de São Paulo pra você ver se você não compra isso, compra com facilidade. Ô Marcelo, esses caras que estão presos aqui, aí onde vocês estão, no DEIC, como que eles agiam de fato?
01:11Eles chegavam na empresa e falavam o quê? Ó, sou polícia, mas sou polícia e tô aqui por quê? Como é que era a conversa deles? A conversa de 171, conversa de bandido se passando por polícia, Marcelão?
01:23E levavam uma vida de ostentação, já já vou trazer pra você. Se passavam por policiais, auditor do trabalho, auditor da Receita Federal, faziam ali, simulavam ali uma visita técnica pra checar documentos, pra checar a instalação técnica,
01:41e às vezes encontravam alguma dificuldade do empresário, alguma pequena irregularidade, ou não.
01:48Como é no caso de um industriário aqui, dono de uma empresa plástica, que ele desembolsou 1 milhão e 600 mil reais. Por quê?
01:54Uai?
01:54E aí, os criminosos perceberam dificuldade em enganá-lo, passaram a ameaçá-lo. Aí sim, virou uma extorsão. Olha, a gente sabe onde é que o senhor mora. Esse senhor tem 80 anos, tem um problema de saúde muito sério, muito grave.
02:08Ele mal consegue conversar, falei com o gerente dele. Mas olha, temos informações do senhor, da sua rotina. Se o senhor quiser ir voltar com a integridade física preservada, pra casa, pro trabalho, é melhor só colaborar com a gente.
02:20Não pedir um dinheiro, pedir uma colaboração. 1 milhão e 600? Gente, pra começo de conversa, extorsão, não sei se você já foi extorquido alguma vez, ou extorquida, espero que não.
02:32Extorsão não acaba nunca. Não adianta. Se o cara falar, olha, você me dá aqui mil reais pra eu esconder isso aqui, me dá 10 mil reais, porque senão eu vou sequestrar, não sei, alguém da sua família, vou te sequestrar.
02:44Isso não cola. O cara pega o seu dinheiro e vai embora. Depois ele volta, extorquindo, ameaça, extorsão não acaba. Não engula essa, não vai nessa, não.
02:541 milhão e 600? Agora, imagine um senhor, coitado, 80 e tantos anos, sendo ameaçado, tinha a grana dele guardada lá, ele falou, vou pegar esse dinheiro e vou proteger a minha família, senão esses caras vão me atacar.
03:061 milhão e 600? O que que é isso, Marcelo? O que que você tá querendo mostrar aí pra gente? Você deu a volta no carro aí, por quê?
03:15Você falou até de ostentação, ah, já tá explicado, ó. Já tá explicado. Você falou em ostentação, já aparece a primeira nave aí. Essa nave aí é da bandidagem, Marcelão?
03:25Exatamente. Esse é um dos carros de um dos acusados aí, aliás, tem um detalhe muito interessante, Joel. A gente tem muita coisa pra conversar.
03:35Só que ele tem curso de vigilante, provavelmente trabalhou em agência bancária e o irmão dele há três anos foi preso aqui pela mesma quinta delegacia em roubo de banco, viu, Joel?
03:44Eles vão ter que se explicar muito pra polícia, vão ser muito investigados. Já já você vai ver numa imagem aí sobre a mesa aqui do Deike, a chamada chipeira.
03:53Ali tem dezenas de cartões telefônicos, cada cartão daquele é uma linha telefônica. Sabe aquele golpe do SMS que disparam pra você várias vezes ao dia?
04:03Eles também trabalhavam com isso.
04:05Deixa eu ver até se tem algo novo aqui, que é impressionante, cara. Ó os cartões aí, ó, cartõezinhos.
04:10Pega os cartões e vão mandando mensagens infernais aí. Eu recebi uma esses dias, cara. É uma pena que não dá pra achar os caras assim, sabe?
04:20Mas eu recebi aquela, eu vou até procurar. Aquela da CNH. Aqui, ó, tá fácil aqui. Detran. Sua CNH está sendo cancelada. Obrigado, viu, Detran?
04:30Clique aqui pra regularizar a situação. Se aqui eu recebi sexta-feira. Aí o link é o seguinte, autorizavirtual.co barra um monte de letra, sabe?
04:42É só clicar aqui. Ô, Marcelão, clica num link desse e os caras automaticamente passam a ter acesso às coisas confidenciais que você tem no aparelho celular.
04:52Ou seja, eles aplicavam golpes também, não só de forma ostensiva, não só de forma presencial. Com esses cartões, eles entravam virtualmente em aparelhos celulares, computadores e iam limpando a conta dos outros.
05:08Ou seja, eles agiam dos dois jeitos. Foi isso que eu entendi. Eu tô entendendo mal aqui, Marcelo.
05:12Perfeito, João. Através de falsas promoções. Me explicou agora há pouco o doutor Sandro Vergal. Eles distribuíam ali, emitiam milhares de SMS por dia pra centenas e centenas de pessoas.
05:27Se 10%, 20% daquelas pessoas, daqueles telefones atacados ali, provocados, aceitavam ali aquele SMS, eles invadiam a conta bancária e faziam uma limpa.
05:39Por isso que compravam carros assim, luxuosos e até lanchas, viu, Joel?
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