00:00Me abra link, por favor, rapidamente com Brasília, capital federal,
00:04porque nós tomamos conhecimento, assim, de algo verdadeiramente absurdo.
00:08Aquelas coisas que surgem e que não param de me surpreender,
00:12que não param de surpreender a você.
00:14Todo dia surge uma novidade bizarra.
00:18Todo dia surge algo, assim, que foge à regra.
00:22Deixa eu ver aquilo lá, deve ser a tal tabela.
00:25Acho que é a tal tabela, a primeira imagem que apareceu ali,
00:28antes das armas, a arma a gente mostra toda hora.
00:30Agora vai olhando aí, deixa eu ver o que está escrito aí.
00:33Pessoal, isso aí me parece que é um contrato de empresa.
00:37Aqueles contratos de empresa, de abertura de empresa e tal,
00:41acho que não tem a tabela aí, mas eu explico para você.
00:46Só dou um lance para você aqui, só vou jogar a isca para ver se você pega.
00:51Você sabe que no nosso país, infelizmente,
00:54há uma banalização muito grande com a vida alheia.
00:58Você já viu o tanto de execução que tem por aí?
01:00Ontem mesmo nós rodamos uma matéria, viu, Caiã?
01:03De execuções, várias execuções que aconteceram nos últimos dias.
01:07Execuções pelos mais variados motivos e todos fúteis, banais,
01:11mesmo porque não há justificativa para uma execução,
01:14não há uma justificativa plausível, a menos que seja para o cara se defender.
01:19Mas não venha ao caso.
01:20Aqui, por exemplo, Caiã, Sorocaba, que você conhece, cidade bem perto aqui de São Paulo,
01:25cidade linda, quase 800 mil habitantes e tal, o cara foi comprar um veículo,
01:31comprou um veículo e entrou em um desacordo lá.
01:33Não sei qual foi o problema, mas teve um desacordo comercial.
01:36Ah, pô, desacordo?
01:38Eu não vou aceitar isso.
01:39Vou voltar lá na empresa.
01:41Voltou na empresa junto com outro cara para matar o dono da empresa.
01:45Matou o dono da empresa, o irmão que também é sócio da empresa e quase matou o terceiro irmão.
01:51Então as coisas estão assim hoje.
01:53É tiro para todo lado, sabe?
01:55Você olha torto para o sujeito, discutiu com o sujeito ali,
01:59ele engoliu meio arranhado, o cara pode voltar e te matar.
02:03Essa tabela aí eu tenho certeza que vai surpreender ao Brasil,
02:07a todos que estão nos assistindo agora,
02:09porque teve uma operação hoje importante das nossas forças policiais
02:13para prender criminosos que punham na tabela.
02:16Para matar tal fulano custa tanto.
02:19Para matar o Caim Messina é tanto.
02:21Para matar o juiz é tanto.
02:23Tinha preço, Caim?
02:25Preço de tudo, cara.
02:27Igual você vai no mercado e vê os preços lá.
02:30A tabela já está aqui.
02:31Deixa eu dar uma olhada aí.
02:33Nós vamos crescer a tabela, vamos colocar em destaque para você
02:36de tão absurdo que é a parada.
02:39De tão absurdo que é o caso.
02:40Lá embaixo, olha, figuras normais.
02:44Figuras normais.
02:45Quanto?
02:45Vou até chegar mais perto aqui.
02:4750 mil reais.
02:49Então você que me assiste, se você se enquadra numa figura normal,
02:54você custa 50 mil.
02:56Deputado, ó.
02:57Faltou, pô, federal, estadual e tal, tabela organizada, empresa, né?
03:02100 mil reais.
03:04Aí vamos lá, um senador da República.
03:06Senador da República, 150 mil contos.
03:11Ministros, judiciário, 250 mil reais.
03:16Ô, Garrafa, você se enquadra em qual aí, ô Felipe Garrafa?
03:19Ah, não...
03:19Você se enquadra em qual aí?
03:21Não, eu não...
03:21Figuras anormais.
03:23Eu não tenho...
03:23Anormais.
03:23Não quero nem colocar nessa tabela, não tem...
03:26Tem nem como.
03:27Anormal, totalmente.
03:29Mas pode ter certeza.
03:30Se alguém chegar lá na empresa e falar, olha, tem o Garrafa, lá quanto que ele custa.
03:35O cara olha pra ele, vê lá, pesa tanto, trabalha onde e tal.
03:3845, 250.
03:40É capaz de pôr o preço até quebrado.
03:43Ô, Caian, isso aqui é preço pra quê, meu irmãozinho?
03:47Isso aqui é preço de quê, ô Caian?
03:48É porque eu tô custando acreditar, sabe?
03:51Eu até meio que já sei, mas eu tô custando acreditar, ô Caian.
03:54Uma boa tarde a você, bom trabalho.
03:59Valeu, Joel.
04:00Um abração pra você, pros nossos queridos telespectadores, né?
04:03É o escárnio, né?
04:04Aí, nas vistas da população, né?
04:08A gente tá vendo ali como se fosse um cardápio com os valores pra morte das pessoas que recorriam
04:15aos serviços desse grupo de extermínio.
04:17Então, figura normal lá, ó, eu, você, né?
04:2150 conto.
04:22Deputados, 100 mil.
04:23Senadores, 150 mil.
04:25Ministros, judiciário, 250 mil reais.
04:29E aí, Joel, não é, né?
04:31O escárnio é tanto, né?
04:33O absurdo dessa coisa, né?
04:35A normalização disso.
04:37É tão ridícula, é tão absurda, que a gente vê mais em cima ali, ó.
04:41Eles cobravam, por exemplo, material de disfarce, ó, perucas, bigode, cobravam dois drones.
04:47É cobrado à parte?
04:47E acima disso, eles ainda colocam ali?
04:51É, tudo cobrado à parte.
04:53Sim, sim, sim.
04:54Olha lá, diversos custos, ó.
04:56Ah, tem o valor fixo, tem o valor fixo e as outras coisas, e as outras coisas que são
05:02necessárias pra cometer tal crime.
05:05É isso?
05:05A conta não tá fechada ali ainda, então?
05:07Exatamente, exatamente.
05:10Ah, e aí?
05:10Não, é que nem você contrata lá o mestre de obra, você contrata o mestre de obra,
05:16mas o que corre por fora ali, o tijolo, o cimento, é por sua conta.
05:20O mestre de obra só coloca a casa pra subir, entendeu?
05:23É mais ou menos isso.
05:25O assassino vai lá, né, e executa o serviço, mas tudo que corre por fora é seu.
05:29Então, ó, até, você não vai acreditar.
05:33O quê?
05:33Até utilização de garotas e garotos de programa como iscas, como iscas pra atrair esses alvos
05:42aí dessa quadrilha, Joel.
05:43É, aí tem gente que cai na isca, hein?
05:46Hã?
05:47Pelo amor de Deus, cara.
05:48Agora sim, ô, ô, ô, Cainá, quem que é o dono dessa empresa, cara?
05:52Eu ouvi falar que tem fazendeiro, tem empresário, tem militar, ex-militar.
06:00Quem são esses caras?
06:01Quem em sã consciência monta uma empresa dessa aqui, cara?
06:07Quem são essas pessoas aí, ô, Cainá?
06:09Pelo amor de Deus, e além disso, eles chegaram a cometer algum crime ou alguns crimes pesados,
06:15alguns crimes que batem com isso aqui, com o que eles se predispõem a fazer?
06:19A polícia descobriu algum crime que tenha sido encomendado, vendido, como a gente vê
06:25aqui, ô, Cainá?
06:29Com certeza, né?
06:30Pra gente, pra que o nosso telespectador se situe, né, a Polícia Federal hoje, ela
06:35organizou uma operação, né, apreendeu tudo isso aí que a gente tá vendo, né, esse
06:40escárnio, né, normalização absurda das mortes no Brasil, e depois de investigar a morte
06:47em 2023, de um advogado em Cuiabá, Roberto Zampieri.
06:52Esse cara teria sido assassinado justamente por essa organização.
06:58E essa organização, Joel, era tão poderosa que ela tinha, essa é a suspeita da Polícia
07:04Federal, ela tinha laços no Tribunal de Justiça do Mato Grosso e até no Superior Tribunal
07:12de Justiça aqui em Brasília.
07:14Então, a gente tá falando de uma quadrilha, né, que era operacional, a gente vê aí as
07:18armas, né, o cardápio ali de sugestões, né, e ela tinha também braços ramificados
07:25já integrados no Judiciário Brasileiro.
07:28Meu Deus do céu, gente, que bandalheiro, hein?
07:32Pelo amor de Deus, você já percebeu o risco que você corre?
07:35O risco que todos nós corremos?
07:38Porque não falta candidato pra matar determinada pessoa, não, viu?
07:43Às vezes falta a ordem ali, falta a vontade de determinada pessoa, agora gente pra fazer,
07:50gente pra pôr a mão na massa, sujar a mão e cometer um crime como esse, isso aqui é
07:54uma empresa, você acha que não há tantas outras desse nível aqui?
07:59E gente que nem monta empresa, que nem põe no papel lá no Rio de Janeiro toda hora,
08:03lá tem o escritório do crime, você já ouviu falar inúmeras vezes, o escritório
08:08do crime que vem se reinventando, é só você ter a ideia, precisa matar o cara tal, vai
08:13lá no escritório do crime, contrata os caras, os caras vão e pregam fogo, então
08:17hoje tá assim, por isso que cada vez mais nós temos que fugir de problema, cada vez
08:22mais a gente tem que correr de discussão, hoje mesmo, Caia, eu vi uma discussão no
08:27trânsito, o cara lá parou do lado do outro, xingando, xingando, e eu olhando só atrás,
08:32falei, ó, isso aí que eu tô vendo pra se transformar em morte é rapidinho, então
08:36ó, fugir de confusão.
08:38Caia, muito obrigado, querido, qualquer novidade aí me avise, pode ser?
08:42Um abraço pra você e pra todos aí em Brasília, olha gente...