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O convidado do programa desta terça (20) vai fazer de tudo para quebrar o gelo da entrevista e colocar fogo no debate em torno das mudanças climáticas. O professor Luiz Carlos Molion está no estúdio (será mesmo?) e vai falar tudo sobre o aumento de gelo da Antártida, que vai deixar as calotas polares tão pouco polarizadas, que vão ser chamadas de Suécia do Sul e do Norte, tá?! Assista à íntegra da entrevista!

Assista ao Pânico na íntegra:
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Diversão
Transcrição
00:00Professor chegou. Programa de hoje, um dos maiores meteorologistas brasileiros.
00:07Aqui choveu e relampagou. Aqui tá chovendo e repanguelejando.
00:12Ele vem falar do aumento de gelo na Antártida.
00:16Tem tanto gelo na Antártida que se ele todo derretesse, o nível dos oceanos do mundo subiria cerca de sessenta metros.
00:25Meu, que alívio, Dan. A gente ainda vai ter onde morar por muito tempo.
00:29Aplausos para o professor Luiz Carlos Mollion.
00:36Fala, professor. Muito obrigado pela sua participação aí, acompanhando o programa Pânico.
00:42O que a gente quer saber dessa história aí, que pouca gente, a mídia, pouco falou a respeito desse gelo na Antártida.
00:52Emílio, muito bem lembrado. Uma satisfação estar com vocês aí. Um abraço a todos.
00:59Antes de mais nada, eu queria dizer que essa falcatrua, essa farsa do aquecimento global produzido pela emissão de gases carbônicos,
01:10na realidade não tem base científica alguma.
01:13Todo o resultado provém de modelos de clima, projeções feitas com modelos de clima, que tem um grande problema que é o ciclo hidrológico.
01:26O modelo não sabe produzir chuva, o modelo não sabe produzir nuvens, como a natureza faz.
01:31E na economia tem grandes implicações. Vou dar só um exemplo recente.
01:39Cerca de 65% da energia elétrica que é gerada no mundo provém desses tais de combustíveis fósseis,
01:48petróleo, carvão mineral, gás natural, que ao serem queimados emitem CO2.
01:52E 85% de toda a energia que a gente usa no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia,
02:00também provém dos combustíveis fósseis.
02:02Então fica muito difícil tentar mudar a matriz energética.
02:06Vocês se recordam que há um tempinho atrás, umas semanas atrás, ou mais precisamente,
02:13dia 28 de abril, deu um apagão geral que pegou Espanha, Portugal e parte da França.
02:19Por quê? No dia 16 de abril, a Espanha tinha anunciado que estavam 100% de energias renováveis,
02:31painéis solares e aerogeradores, vento.
02:36Então o que aconteceu naquele dia? Estavam com 25 gigawatts de potência,
02:41parou o vento, caiu para 10,5 em questão de 5 minutos e resultado apagão.
02:45Então você vê que não vai ter como a gente mudar a nossa matriz energética,
02:50mesmo porque o gás carbônico, ele não tem absolutamente...
02:56Aquece um pouquinho, mas aquece tão pouco que não teríamos nem como medir isso aí.
03:02Com relação ao gelo da Antártica, eu não sei por que o pessoal fala Antártida,
03:07porque se é Ártico, o contrário de Ártico é Antártica.
03:14Sim, é que a gente...
03:16O professor, é que a gente confunde com a cerveja.
03:18Para a gente, Antártica é a cerveja.
03:21Isso.
03:21Não, mas a cerveja foi nomeada depois do continente.
03:27E tem até um pinguim.
03:28A cerveja é mais recente que o continente.
03:31Então, o gelo tem sido muito variável lá e depende muito de quanto chove.
03:37Porque quando chove lá, a chuva cai na forma sólida, na forma de neve e vai acumulando.
03:44Então, por exemplo, desde a era de satélites, que a gente tem satélites como, por exemplo,
03:51esse que foi utilizado, que é o satélite GRACE,
03:55o sensor de gravimetria dele permite medir essas extensões,
04:01de 2002 a 2010, houve uma perda de gelo na Antártica
04:06de cerca de 75 bilhões de toneladas por ano.
04:13Ou seja, 75 gigatoneladas por ano.
04:17De 2011 a 2020, continuou perdendo gelo.
04:22Só que houve, na verdade, praticamente essa taxa dobrou.
04:28Foi para 140 bilhões de toneladas por ano.
04:32E agora, recentemente, 2021 a 2023,
04:37esses dois pesquisadores da Universidade de Tongji, na China,
04:42usando dados desse satélite da NASA, GRACE,
04:47o sensor de gravimetria,
04:49eles chegaram à conclusão que houve uma adição
04:53de 110 gigatoneladas por ano,
04:57o que dá num total de aproximadamente
05:00350 bilhões de toneladas de gelo
05:05que foram incorporadas nesses três últimos anos.
05:08Quer dizer, estou dizendo isso porque há, na realidade, um erro
05:12de aproximadamente 20% para cima, 20% para baixo,
05:17quando se faz essas medições.
05:21Então, a variabilidade do gelo é natural.
05:24Eles atribuíram esse aumento
05:26ao aumento da chuva na região.
05:31Isso porque, se a gente olhar os mapas
05:33e temperatura da superfície dos oceanos,
05:37mais recentemente, desde 2020,
05:42a gente percebe que as correntes marinhas,
05:46principalmente no caso do Hemisfério Sul,
05:49a chamada Corrente do Brasil,
05:52que é uma corrente quente,
05:54que traz calor da região equatorial,
05:57ao longo da costa brasileira,
05:59e vai até a Antártica.
06:02Então, tanto no Atlântico como no Pacífico,
06:07está sendo carreado,
06:09está sendo transportada água quente para lá.
06:12A água quente, vocês sabem,
06:14evapora mais água do que água fria.
06:18Então, tendo mais umidade no ar,
06:21o resultado foi que,
06:22nesses dois, três últimos anos,
06:242021 a 2023,
06:26houve um aumento na precipitação,
06:29na forma de neve,
06:30e, obviamente, isso vai acumulando o gelo.
06:33Mas a variabilidade da Antártica,
06:35ela é muito grande.
06:36Em termos de extensão,
06:38o continente Antártico
06:40tem 14 milhões de quilômetros quadrados.
06:43Mas a plataforma de gelo
06:46que se forma em torno dele
06:47pode chegar a 17, 18 milhões a mais,
06:54ou seja, chegar muito próximo,
06:56quase que dos 30 milhões
06:57de quilômetros quadrados.
07:00E esse gelo,
07:01no momento, então,
07:02que se os oceanos começam a transportar
07:06mais água quente em direção ao polo,
07:08a precipitação aumenta
07:11e, com isso, aumenta o volume de gelo.
07:14E existe uma curiosidade.
07:15À medida que o gelo vai aumentando,
07:18ele vai pesando,
07:20peso maior,
07:21e pode fundir a base,
07:24por exemplo,
07:25de um bloco de gelo,
07:27um iceberg,
07:28e ele se deslocar
07:29e cair no mar.
07:30E aí vão dizer
07:31que também é o aquecimento global,
07:34mas, na realidade,
07:35apenas a pressão
07:37que o gelo faz em cima
07:40da superfície
07:41é que, eventualmente,
07:43derrete a base
07:44e ele se desloca.
07:46Então, a variabilidade do clima
07:48tem sido normal
07:49sem a ação do homem,
07:56Emílio.
07:57Entendi.
07:58Então, essa história aí
07:59do aquecimento global,
08:01isso aí,
08:01a gente não tem tanta influência
08:03assim como
08:04alguns especialistas dizem, né?
08:07O ser humano, eu digo.
08:11É, Emílio,
08:12a gente não sabe exatamente
08:14o que está por detrás disso.
08:15mas, certamente,
08:17existem interesses
08:19que a gente não tem condições
08:21agora de detectar,
08:22talvez,
08:23a história no futuro
08:25venha a esclarecer
08:26esses aspectos.
08:28Gases que são chamados
08:29gases de efeito estufa,
08:31como o gás carbônico
08:32que sai da agricultura,
08:34sai da geração
08:34de energia elétrica,
08:36o metano,
08:37que é emitido
08:39pelos ruminantes,
08:42cois,
08:44cabras, etc.,
08:45são animais ruminantes,
08:47no processo digestivo
08:49eles emitem metano.
08:51E óxido de nitrogênio
08:54que sai, por exemplo,
08:56de fertilizantes,
08:58como ureia, né?
08:59O nitrogênio volatiliza,
09:02combina com o oxigênio
09:03da atmosfera,
09:04que forma óxido de nitrogênio.
09:07Esses gases,
09:08eles dizem que
09:09eles aumentando,
09:10estão aumentando
09:11a temperatura do planeta.
09:12mas não é verdade.
09:15Nós podemos provar,
09:17demonstrar com o conhecimento
09:19científico que temos agora,
09:21que o principal gás
09:22que segura a radiação
09:25infravermelha térmica
09:27emitida pela superfície
09:28é o vapor d'água,
09:31a umidade.
09:32Só que fica muito difícil
09:33dizer que a umidade
09:35é produzida pelo homem, né?
09:37Você tem 71%
09:38de oceanos
09:40na superfície do planeta
09:41e esses gases
09:43chamados gases
09:46de efeito estufa,
09:47eles absorvem
09:48em regiões
09:50do espectro
09:51eletromagnético
09:52muito estreitas.
09:54E essa região
09:55já é ocupada
09:55pelo vapor d'água.
09:57Assim, esses gases
09:57não têm
09:58absolutamente
09:59papel significativo
10:02na variabilidade
10:03da temperatura
10:05do planeta.
10:06O clima, ele varia
10:07naturalmente,
10:09tem variado ao longo
10:10desse tempo,
10:10ao longo desses milhões
10:11de anos.
10:13Um exemplo mais recente
10:14é o Pantanal,
10:15em 2024,
10:17que ficou praticamente seco
10:19e o rio Paraguai
10:21também decresceu
10:22o volume,
10:24de tal forma
10:25que lá no Paraguai,
10:27em Assunção,
10:28estávamos dizendo
10:28que o pessoal
10:30que plantava arroz
10:31é que estava fazendo
10:32o rio secar.
10:33e nós temos
10:35dados do rio Paraguai
10:37desde 1901.
10:40São quase 125 anos
10:42de dados
10:42que nós temos
10:43da vazão
10:44do Paraguai
10:45e os dez primeiros
10:47níveis mais baixos,
10:50os mais baixos
10:51que já foram registrados
10:52nessa série
10:53de mais de 120 anos,
10:55foi em 1964,
10:57há 60 anos atrás,
10:59de uma seca severa
11:00que aconteceu
11:01no centro-oeste,
11:03pegou o sul
11:05e sudeste do Brasil.
11:07Em segundo lugar
11:08vem 2024,
11:09que realmente
11:10foi um nível baixo,
11:12mas, por exemplo,
11:13em 1910,
11:161910,
11:19nós temos
11:20o sétimo nível
11:21mais baixo
11:21e em 1915
11:24temos o décimo nível
11:25mais baixo,
11:27o oitavo,
11:281944.
11:29e aí você se pergunta
11:31qual desmatamento
11:33que tinha
11:33em 1910,
11:351915
11:36ou qual era
11:37a área cultivada
11:38a ponto de fazer
11:40com que o rio Paraguai
11:41tenha
11:42mostrado,
11:44por exemplo,
11:44em 1910,
11:46o sétimo nível
11:47mais baixo.
11:48Você vê que
11:48é uma variabilidade
11:49natural,
11:51vocês mencionaram aí
11:52o Algor,
11:53em 2007,
11:56diz que em 2020
11:57não ia mais ter gelo
11:59no Ártico,
11:59na Antártica,
12:01que as crianças
12:02não iam mais
12:03conhecer neve,
12:04nenhuma dessas previsões
12:06se concretizou
12:07exatamente
12:08porque
12:09os resultados
12:11são projeções
12:13de modelos
12:14de clima
12:15que não tem
12:16confiabilidade
12:17alguma,
12:18em nível.
12:18Ô professor,
12:20deixa eu só fazer
12:20uma pergunta,
12:21o papo está muito bom,
12:22mas para a gente
12:23encerrar esse assunto,
12:24por que são sempre
12:2520 anos?
12:26Eu lembro
12:26da camada
12:28de ozônio
12:28que a gente
12:29também teria
12:3020 anos,
12:31depois o Algor,
12:32ele coloca
12:3320 anos,
12:34depois aquela
12:34menina lá,
12:35a Greta,
12:36falou também
12:37em 20 anos,
12:38por que esse número
12:3920 anos
12:40que eles dão
12:41para a gente?
12:43Eu não sei
12:44de onde eles
12:45tiram isso,
12:46nós temos
12:46a variabilidade
12:47para o clima
12:48nesses últimos
12:49150 anos,
12:51ela aponta
12:52para um ciclo
12:53de aproximadamente
12:5430 anos.
12:55Agora,
12:56falo em 20 anos,
12:57porque,
12:58como vocês
12:58estavam falando
12:59antes,
13:01nós passamos
13:02e o mundo
13:02fica,
13:03a nossa vida
13:04é relativamente
13:06pequena
13:07comparada
13:08com os fenômenos
13:09naturais,
13:11com a vida
13:11na Terra.
13:12Então,
13:12não sei por que
13:13uso esse 20,
13:14talvez seja
13:15na esperança
13:16que boa parte
13:18da população
13:18que está ouvindo
13:19a projeção
13:20já tenha morrido
13:21nesses 20 anos.
13:23Não dá,
13:23não dá para,
13:24não dá para renovar.
13:26Não dá para renovar.
13:27Fica,
13:28fica muito fácil
13:29você pegar
13:30o modelo
13:31de clima
13:32e dizer
13:33que no ano
13:332100
13:34a temperatura
13:36do planeta
13:37vai estar
13:375,7 graus
13:39acima do que está
13:40hoje.
13:412100.
13:43Quem fez
13:43a previsão
13:44já morreu.
13:46Quem ouviu
13:46já morreu.
13:48Já não está
13:48mais aqui, né?
13:49Pode prever
13:50o que quiser.
13:50O dinheiro
13:51que foi gasto
13:52para fazer
13:53essa previsão
13:54que não é
13:54que tem que manter
13:56supercomputadores,
13:58são modelos
13:59complexos,
14:00como por exemplo
14:00esse da NASA
14:01tem um milhão e meio
14:02de linhas de instrução,
14:05já morreu.
14:06Então,
14:06ninguém vai cobrar
14:07nada de ninguém,
14:08né?
14:08Então,
14:09fica muito fácil.
14:10A dificuldade
14:11é a gente prever
14:12o que vai acontecer
14:13amanhã
14:13ou depois da manhã.
14:15Exatamente.
14:15se vai chover
14:17no fim de semana
14:18prolongado.
14:22Exato.
14:23Porque aí
14:23se errar,
14:24você errou.
14:26Agora,
14:26daqui a 20 anos,
14:2750 anos,
14:28100 anos,
14:29pode fazer a previsão
14:30tranquilamente
14:31porque vai estar
14:32todo mundo morto.
14:33Ninguém vai cobrar
14:34nada de mim.
14:35É isso aí.
14:35Professor,
14:36muito obrigado.
14:37Eu vou passar o Instagram
14:37do professor.
14:38Professor é um craque.
14:39Muito bom.
14:39Professor é um craque.
14:41ele está aí
14:42nas redes sociais
14:43também.
14:43O Instagram dele
14:44é prof,
14:45de professor,
14:46prof,
14:46underline,
14:47Molion.
14:48Está aí para você
14:49seguir o professor,
14:50seguir o trabalho
14:51do professor
14:51que está sempre
14:52participando aí,
14:53falando do agro e tal.
14:54Eu sou muito fã
14:55do professor Molion.
14:57Muito obrigado
14:58pela sua participação,
14:59professor.
15:01Eu é que agradeço,
15:02Emílio.
15:02E essa situação toda
15:04dá uma volta,
15:05uma reviravolta
15:06muito grande
15:07com a entrada
15:08do Trump
15:08e está fechando
15:10as torneiras
15:10para todas essas
15:12idiotices
15:13com relação
15:14a mudanças climáticas.
15:16Um abraço
15:17e agradeço a oportunidade.
15:19Muito bem.
15:20Muito obrigado,
15:21professor.
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