00:00Você tá aí no Japão desde o início do ano e a gente queria saber como é que foi a sua adaptação, a cultura, o estilo de jogo aí do país, como é que foi chegar num país novo e passar a viver essa cultura, o futebol é diferente e também entender como é que é a relação da torcida com o time de vocês, pra você, na sua visão.
00:23A minha adaptação aqui, acho que desde o início, com a ajuda do Matheus Sávio e do Tiago Santana, que já estavam aqui no Japão, o Tiago acho que há quatro anos e o Sávio há seis, acho que tá indo pro sétimo ano aqui, me ajudaram bastante aqui nessa minha adaptação.
00:44Bom, no início foi difícil a questão de fuso horário que a gente conversou, né, mas eu fui me adaptando, eu cheguei aqui, eu fiz uma semana de pré-temporada junto com o grupo, né, e fiz um amistoso e já começou o campeonato, né.
01:00Foi bem rápido, eu tive que fazer bem rápido essa adaptação, acho que eu adaptei conforme os jogos, né, que eu já iniciei aqui como titular aqui, tô tendo uma sequência boa de jogos aqui, já tamo na décima quinta rodada da J League aqui,
01:18e a gente, essa adaptação tá sendo muito legal e a questão da cultura aqui, cara, é uma cultura maravilhosa, né, de tranquilidade, de muita paz aqui e em questão da torcida aqui, a nossa torcida aqui é a maior do Japão, né, todo mundo fala aqui da torcida aqui,
01:39no jogo passado, por exemplo, teve 52 mil torcedores no estádio, né, isso é, e eles não param de cantar um minuto, né, isso daí é muito gratificante de poder estar presenciando e vivendo esse momento aqui no Japão.
01:54Danilo, eu queria saber agora de você, você falou do Matheus, do Thiago, como é que é a relação fora de campo, as famílias são amigas, você, antes de ir pro Japão, conversou com alguém,
02:06algum brasileiro que joga por aí, pra saber como é que funciona, pegar um feedback, como é que funcionou isso?
02:12Ah, sim, com certeza, quando teve a, começou as especulações do Urawa, eu já procurei saber quem estava aqui, né, e propriamente outros atletas que jogavam não só no Urawa, né,
02:28outros brasileiros que estavam aqui no Japão, pra perguntar como que era o futebol aqui, né, como que era a situação,
02:36cultura, é, dia a dia, né, e todo mundo me passou um feedback muito bom, e todo mundo que tá aqui diz que não, não pretende voltar para o Brasil,
02:47mesmo se tivesse uma oportunidade muito boa, e questão também das famílias, né, que é um país que você vive bem, vive tranquilo,
02:57não tem preocupações, é, é, é uma paz muito boa aqui.
03:02É, duas coisas assim, por curiosidade, primeiro, vou fazer duas perguntas em uma só.
03:08Você já gostava de comida japonesa antes de ir pro Japão, e você falou de retorno ao Brasil, sei que você tá aí há pouco tempo,
03:16mas você vislumbra pro futuro, de repente, voltar aqui a jogar no Brasil, no futebol brasileiro, se houver alguma oportunidade?
03:25Ah, eu sim, gostava muito de sushi, né, quando eu ia no Brasil, e aqui, aqui eu disse que é o verdadeiro sushi que tem, né,
03:34então, eu ainda não fui num restaurante que serve, é, realmente, esse sushi, né, comida japonesa que fala, né,
03:45mas a comida aqui em si, é, todo mundo acha que é só peixe, peixe cru e tal, mas é que é comida normal, comida muito boa,
03:53eles comem bastante, é, carne de porco, por incrível que pareça, eles falam que é bom pra recuperação e tudo mais,
04:00e questão de voltar a jogar no Brasil, né, acho que eu, eu tenho essa expectativa de um dia poder voltar a atuar no futebol brasileiro,
04:12é, é, desempenhar um grande futebol, mas, a princípio, meu, meu pensamento tá aqui no Urala, e, e focar aqui, que, pra gente ser, pra gente ser campeão aqui.
04:25Tá certo, Danilo, você comentou que a torcida do Urala é a maior do Japão, né,
04:29e ela é muito conhecida por fazer mosaicos, festas incríveis, dá pra comparar com o calor da torcida brasileira? Como é que é isso?
04:37Ah, cara, a torcida aqui, por incrível que pareça, é bastante fanática aqui do Urala, que é, como eu falei, a maior do Japão,
04:45é, vocês forem pesquisar aí, vocês verem, o estádio é magnífico aqui, sempre lotado, e, acho que dá sim, o calor deles aqui é impressionante, cara,
04:56é, é, a torcida não para de cantar um minuto, é, sempre apoiando, sempre, sempre cantando ali, é o nosso décimo segundo jogador,
05:05que a gente costuma dizer que é aí no Brasil.
05:07Danilo, eu queria saber também se, é, como é que é a comunicação com os companheiros japoneses?
05:12Existe um tradutor, e também queria saber se você aprendeu alguma coisa de japonês já?
05:16Ah, aqui sim, existe o intérprete aqui, o Luiz, que dá todo o suporte pra gente aqui, né, são em três, três intérpretes, né,
05:26porque o nosso treinador é polonês, e tem o, tem um norueguês e um sueco, é, a comunicação aqui,
05:39eu já aprendi algumas palavras, é, propriamente, pra, mais dentro de campo, né, que a gente, é, aprendi direita, esquerda, é,
05:48pra linha subir de trás, é, pro, pro volante, propriamente, é, ir pra frente um pouco, que é, migui, ridari, aguerô, e, e mai, né,
06:00e gome, que é, gome, que é, desculpa, né, isso aí eu já, algumas palavras que usa bastante dentro de campo,
06:06eu já me, me adaptei.
06:09Danilo, a gente tá falando com você logo depois de você fazer aniversário, e aí eu queria saber como é que tá sendo
06:17ficar um pouco longe da, da família, irmã, mãe, como é que tá sendo isso pra você, e como é que, que tá sendo assim,
06:27receber, alguém já foi aí te visitar, ou seja, você não conseguiu vir ao Brasil ainda, né, por conta da temporada,
06:33como é que é a saudade pra você?
06:35Ah, cara, acho que todo atleta passa por uma, uma fase assim, né, acho que a gente vive mais, é, com os nossos
06:45companheiros de, de equipe, né, é, acho que eu não, eu não passo aniversário propriamente na minha casa,
06:53é, especificamente no Mato Grosso, acho que uns quatro, cinco aniversários que eu não passo, passo na minha casa, né,
07:02acho que, é, é, é o sacrifício que todo atleta faz, né, tem que abdicar dessas, dessas coisas, essas datas especiais,
07:10a gente comemora com os mais próximos, eu, graças a Deus, é, tô com a minha, tô com a minha esposa, é, vai fazer cinco anos,
07:18então, é, sempre comemorando, é, só nós dois, acho que, eu, teve um vídeo que, o vídeo que eu postei no meu aniversário,
07:27ontem, é, demonstra muito isso, né, acho que, cantando parabéns ali, só eu, minha esposa e minha sogra que tá aqui,
07:34acho que isso, é, demonstra muito que é a vida de um, de um jogador em datas especiais, né, quando não, é, tá longe,
07:42hoje, principalmente em outro país, né, acho que isso demonstra muito, é, e também é, é, tenho muita saudade também
07:49da minha família, mas a gente, é, tem que se adaptar a isso, tem que saber levar, que é, por um bem, um bem maior, né.
07:59Legal você ressaltar isso, porque a gente vê muitas vezes a parte, é, do glamour do jogador profissional e tudo mais,
08:06mas também tem a dificuldade, fica longe da família, às vezes a oportunidade que surge, é, e é uma boa oportunidade,
08:12é do outro lado do mundo, tem uma cultura completamente diferente, tem a questão da saudade, é, mas legal você ressaltar isso.
08:19A gente também imagina que a sua sogra tenha ido, aí pro Japão, pra ajudar, né, no nascimento do seu filho,
08:27e agora vão ser três, né, cara, pra cantar parabéns, aí, do outro lado do mundo, e queria saber como é que tá a expectativa
08:34pra, pra ser pai, de fato, assim, ver seu filho nascer, e quais são os seus planos pra, pra criar o seu filho
08:42no, no outro país, né.
08:44Ah, cara, aqui, graças a Deus, a gente tá, tá tendo todo o suporte, é, é, de uma equipe que, é, leva a minha esposa
08:53pro, pro hospital, que todos aqui tão ajudando, é, propriamente, consegui, conseguimos,
09:03uma pessoa especializada em fazer uns partos aqui, ela vai tentar ter o normal, e, e aqui, com a ajuda
09:13da, da minha sogra, também, que veio aqui, propriamente, pra isso, eu tô numa expectativa
09:17muito grande, né, do meu filho poder, dizem que, é, pai só tem o sentimento de ser pai
09:23quando pega o bebê no colo, né, então, tô, tô ansioso por esse momento.
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