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Segundo um levantamento da Paraná Pesquisas, a percepção negativa sobre a situação financeira sob o governo Lula aumentou entre os eleitores. A pesquisa apontou que 36,8% dos entrevistados afirmam que a situação piorou com a volta de Lula à presidência. Em janeiro de 2025, esse índice era de 33,2%. O percentual de eleitores que declararam melhora na renda caiu de 23,9% para 18,9% entre janeiro e abril. O levantamento apontou ainda que 73,7% dos brasileiros acreditam que os preços dos produtos de supermercado aumentaram desde o retorno de Lula ao poder — antes, esse número era de 65,7%.
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos então para mais uma pesquisa.
00:04Segundo o levantamento da Paraná Pesquisas,
00:08eu não sou nem a favor nem contra, mas a Paraná que tem acertado,
00:12a percepção negativa, olha aqui Paulo Leola,
00:15a percepção negativa, fala percepção, isso é importante,
00:20a percepção negativa sobre a situação financeira
00:23sobre o governo Lula aumentou entre os eleitores.
00:27A pesquisa apontou 36,8% dos entrevistados
00:34que afirmam que a situação piorou com a volta de Lula à presidência.
00:40Em janeiro deste ano, o índice era de 33,2%.
00:45O percentual de eleitores que declararam melhora na renda
00:49caiu de 23,9% para 18,9%, uma queda de 5 pontos percentuais.
00:55E rapidamente, entre janeiro e abril.
00:59O levantamento apontou que 73,7% dos brasileiros
01:05acreditam que os preços dos produtos de supermercado
01:09aumentaram desde o retorno de Lula ao poder.
01:14Antes era de 65,7%.
01:17Vamos ter que começar com Paulo Loyola, claro.
01:19Paulo, eu lembro que logo no início do governo Lula, acho que foi em 2003,
01:26o Evo Morales incorporou as subsidiárias da Petrobras que se encontravam na Bolívia
01:33e desafiou, então, de grande desafio ao Brasil.
01:38A revista Veja publicou uma foto, uma caricatura de Lula,
01:43aquele rostinho mais inchadinho, gordinho,
01:46com uma marca de uma sola de sapato no traseiro dele.
01:50E eu imaginei que isso fosse trazer uma repercussão negativa.
01:54Eu frequentava programas de debates de rádio,
01:57e aí o que aconteceu?
01:58Nenhuma alteração.
02:00Um mês depois, surgiu uma notícia de que, talvez,
02:03o preço do putijão de gás pudesse ser elevado.
02:06E aí começaram os comentários negativos.
02:09Quando o eleitor sente mais próximo dele a situação econômica,
02:14ele reage?
02:15Ou é uma percepção, como você analisa, especialista,
02:19que é essa pesquisa feita por colegas seus da mesma área?
02:24Bem, Capês, eu tive o privilégio de estar na Petrobras
02:28durante esse período que aconteceu o caso da Bolívia,
02:30que você comentou.
02:31Uma coisa que é importante dizer é que, narrativas à parte,
02:37Petrobras foi muito bem remunerada por aquele processo
02:39pelo governo boliviano,
02:40inclusive recebendo acima do que valia o ativo que foi estatizado.
02:45Bem, dito isso,
02:47de fato, a pesquisa mostra algo que é muito real
02:52e que está presente nos números absolutamente oficiais.
02:56A gente olha a inflação de uma maneira consolidada,
03:00a gente comentou isso um pouco atrás,
03:02mas a inflação dos alimentos
03:04é o que está justamente puxando isso para cima.
03:07Então, e alimento é uma coisa que pega demais
03:12para quem está indo no mercado,
03:13para quem tem baixa renda,
03:15para restaurantes,
03:16e toda a cadeia de suprimentos.
03:19Então, impacta muito diretamente a inflação,
03:22como também já foi dito aqui.
03:24Então, neste caso específico,
03:26a percepção está extremamente condizente com a realidade.
03:29De fato, a gente tem uma economia superaquecida,
03:32a gente tem recorde de emprego,
03:34a gente tem um PIB que está crescendo muito,
03:36foi o quarto maior crescimento do G20 no ano passado,
03:39a gente tem venda recorde de imóvel,
03:43de veículo, de turista no Brasil.
03:45A gente tem uma série de elementos que, de fato,
03:48pressionam a economia brasileira
03:49no sentido inflacionário.
03:51É isso que está acontecendo,
03:52é isso que as pessoas estão sentindo.
03:54Bom, Mônica Rosenberg,
03:56é economia,
03:58você já trocou o WhatsApp com o seu pai aqui,
04:01enquanto o Paulo Lula falava.
04:02Eu quero saber,
04:03será que não há uma...
04:05Algumas pessoas têm uma visão
04:07de que falta um planejamento,
04:09ou seja,
04:09que não há um caminho sendo seguido,
04:12que são grandes ideias
04:13que vão surgindo aqui e ali.
04:15O que você acha que, de fato,
04:17pode estar causando essa percepção?
04:19Primeiro, esclarecer que o meu pai
04:20assiste o programa com tanta atenção
04:22que ele não responderia o WhatsApp,
04:23mesmo que eu mandasse para ele.
04:25Então, um abraço.
04:26Então, um abraço, Luiz Paulo,
04:28que está nos assistindo.
04:29Segunda coisa,
04:30situação financeira envolve
04:33um espectro muito grande de coisas.
04:37Por exemplo,
04:37a sensação de endevidamento.
04:39A taxa de juros,
04:41do jeito que ela está,
04:41e continua subindo,
04:43também é algo que causa essa sensação.
04:46Então, não é só o fato
04:47de você chegar no supermercado
04:48e olhar e dizer
04:50eu não vou conseguir comprar
04:51o que eu comprava antes.
04:52É também quem tinha
04:53uma pequena dívida,
04:54quem tinha um negócio
04:55que estava com algum tipo
04:56de endividamento para investimento,
04:58ficar com a sensação
04:59da corda na garganta
05:01de que não vai conseguir pagar.
05:02O endividamento
05:03e o nível de endividamento
05:05está muito pesado
05:06para o brasileiro.
05:08E isso impacta também
05:09nessa percepção
05:11de situação financeira ruim.
05:13Não é só o fato dos preços.
05:15E aí eu recomendo
05:16que quem quiser
05:17tiver interesse um pouquinho mais,
05:18hoje o deputado estadual
05:20Leonardo Siqueira,
05:21o Léo Siqueira,
05:22lançou um vídeo no YouTube
05:23explicando o cálculo da inflação
05:26e como ele é baseado
05:27numa pesquisa muito antiga
05:28de orçamento das famílias.
05:30Então, essa pesquisa
05:31era atualizada de tempos em tempos,
05:33você via o que o brasileiro compra
05:34e com isso você monta
05:36quais são os fatores,
05:38quais são os produtos
05:40que vão entrar
05:41no cálculo da inflação.
05:42Hoje, o alimento
05:43pesa muito mais.
05:45Aluguel e essas coisas,
05:46turismo,
05:47está muito menos importante.
05:49Mas a gente continua
05:49medindo a inflação
05:50com base
05:51na pesquisa de orçamento
05:53de seis, sete anos atrás.
05:55É isso que dá
05:56esse desequilíbrio
05:57entre a percepção
05:57e a realidade.
05:59É muito doloroso,
06:00mas para o brasileiro
06:02a sensação
06:02de que a gente pode comprar
06:04cada vez menos,
06:04que a gente está cada vez
06:05mais endividado,
06:06que está cada vez mais difícil
06:07fazer planos,
06:08ela é muito real.
06:10Maria Descarli.
06:11Olha, não é só a percepção.
06:12A Mônica falou,
06:13tocou aqui no assunto
06:14do endividamento.
06:15Saiu uma pesquisa recente,
06:16não lembro agora a fonte,
06:18mas falávamos disso
06:19mais cedo no Morning,
06:20que oito a cada dez brasileiros
06:22estão endividados
06:23atualmente no nosso país.
06:24Nosso país é o país
06:25da dívida.
06:26Inclusive,
06:26é uma das estratégias,
06:28geralmente,
06:29dos governos petistas
06:30para conseguir a reeleição,
06:33é apostar justamente
06:34no incentivo do consumo.
06:36Falei aqui mais cedo
06:37na ampliação
06:39de programas de empréstimos.
06:40A gente viu recentemente
06:41o famigerado
06:43empréstimo Lula,
06:44que é a nossa ministra
06:45igreja e apelidou
06:46de empréstimo Lula,
06:46que é empréstimo
06:47em cima do seu próprio
06:49dinheiro aí do FGTS.
06:51Começa hoje.
06:52Que começa hoje,
06:52do FGTS,
06:53que é o seu próprio dinheiro.
06:55Ou seja,
06:55você está pegando
06:55o seu dinheiro
06:56e porque você
06:58claramente precisa,
06:59ninguém pede empréstimo
07:00se não precisa.
07:01Então,
07:01o brasileiro não tem
07:02outra alternativa
07:04a não ser solicitar
07:05propostas esdrúxulas
07:07para com o seu próprio
07:08dinheiro,
07:09recursos.
07:09Então,
07:10ele pega esse seu dinheiro
07:11e você vai pagar
07:12uns juros
07:12em cima do seu próprio dinheiro.
07:14Ou seja,
07:14o seu dinheiro
07:14vai sair mais caro
07:16daqui a uns anos
07:16quando você tiver que pagar
07:17por essa dívida
07:18de um dinheiro
07:18que você precisa
07:19para consumir agora alimentos.
07:21Então,
07:21é isso.
07:21Mas é o que eu estava falando.
07:22Oito a cada dez brasileiros
07:24estão endividados
07:25porque,
07:26como eu disse,
07:26é a estratégia
07:27de um crescimento econômico
07:29esdrúxulo,
07:30voo de galinha
07:31para conseguir se manter
07:33no poder,
07:34investir no consumo
07:35em cima de propostas
07:37esdrúxulas
07:38de empréstimos
07:39para que a peteca
07:41não caia até 2026.
07:43Rodolfo Maris.
07:45Capês,
07:46eu vou ser um pouco mais simples
07:47a minha explicação aqui
07:48e vou trazer como um bom jujiteiro,
07:50vou puxar para a guarda
07:51e vou trazer para o chão.
07:52porque não é só
07:53a percepção de verdade
07:55do brasileiro.
07:57Nós estamos falando
07:57de uma grande maioria
07:59periférica,
07:59que vão ao supermercado
08:02toda semana
08:02comprar sua mistura
08:03ou muita gente
08:06que sobrevive
08:06de cesta básica
08:07a essa realidade do país.
08:09E quando a gente fala
08:10do aumento,
08:11a gente não fala
08:11só do aumento
08:12dos alimentos,
08:13a gente fala
08:14do aumento do aluguel,
08:15o aumento do transporte público,
08:17o aumento de tempo
08:18de trabalho,
08:19a gente diz
08:20de deslocamento
08:22de um lugar para o outro.
08:23Essa percepção
08:25que é relatada
08:26pela Paraná Pesquisas,
08:28ela de fato
08:29é uma pesquisa assertiva,
08:31porque o governo
08:32também erra
08:32na comunicação.
08:34Nós tivemos aqui
08:35o Lula 1 e o Lula 2,
08:36que teve aqui
08:37os publicitários,
08:38como eu sempre
08:39que coloco como peça publicitária
08:41a questão de campanhas eleitorais
08:43e sobretudo
08:44o que vem fazendo o governo
08:45durante o período
08:46durante o período
08:49que ele está no poder
08:50é fazer campanhas
08:52para a rádio e televisão
08:54de suas bandeiras
08:56que foram colocadas ali
08:57dizendo que estão acertando
08:59em alguma coisa.
09:00Há quanto tempo
09:01nós estamos vendo
09:01um comercial
09:02ou de fato
09:04uma campanha publicitária
09:05desse governo
09:05dizendo que acertou
09:06em alguma coisa?
09:07Eu vejo muito mais
09:08o atual presidente
09:10Luiz Nácio Lula da Silva
09:11via público
09:12tentando apagar incêndio,
09:14tentando apagar incêndio
09:15do que de fato
09:16colocando seus ministros
09:18ou outros subsidiados ali
09:19para tentar apagar
09:21o incêndio no lugar dele
09:22e tentar implantar
09:23de verdade
09:24uma política econômica
09:25no país
09:26que seja eficaz.
09:27No Lula 1
09:28nós tivemos problema
09:28com a economia,
09:29no Lula 2
09:29nós tivemos problema
09:30com a economia
09:30e no Lula 3
09:31nós também estamos
09:32tendo problema
09:33com a economia.
09:34E quando o assunto
09:34é economia
09:35o que a gente entende
09:37por economia
09:37é quando dói
09:38no nosso bolso.
09:39Aquele ditado é verdade,
09:40o Brasil só sente
09:41quando,
09:42só tem consciência
09:43quando sente no bolso.
09:44essa é a verdade,
09:45a Paraná Pesquisa
09:46trouxe essa realidade
09:48ou melhor,
09:48entre aspas,
09:49percepção.
09:50Agora,
09:51Paulo Loyola,
09:51quais são os caminhos
09:53para a recuperação
09:55do prestígio,
09:57da popularidade?
09:58Eu acho que o caminho
09:58inicial é resolver
10:00a questão de fundo,
10:01né,
10:01que é a economia.
10:02Mas é possível
10:03se fazer alguns gestos,
10:05alguns acertos
10:05não econômicos
10:06que tragam uma melhoria
10:08na imagem do governo?
10:09Sem nenhuma dúvida,
10:11Capês.
10:12E não só econômicos,
10:13como programas sociais também,
10:17como o próprio companheiro
10:19Rodolfo falou,
10:20acho que tem questões
10:21de comunicação essenciais,
10:23de serem tratadas.
10:25Tem que olhar esse processo
10:27e eu acho que aqui
10:28foi um consenso da mesa,
10:30não se trata só de percepção,
10:32se trata de uma realidade
10:33o processo inflacionário brasileiro,
10:35principalmente no que trata
10:36da questão dos alimentos.
10:38Agora,
10:41o que a gente vê
10:41em política, Capês,
10:43é que a gente está ainda
10:44há mais de um ano,
10:46um ano e quatro,
10:47cinco meses do pleito.
10:48Então,
10:49a gente sequer sabe
10:51quem estará competindo
10:52no pleito,
10:53a gente não sabe
10:54como estará
10:55a situação econômica,
10:56política,
10:57social brasileira.
10:59A gente tem visto
10:59mudanças muito bruscas,
11:02se a gente for analisar,
11:03por exemplo,
11:03o comportamento do dólar,
11:05Trump faz uma besteira,
11:06o dólar despenca,
11:07Trump volta atrás
11:08no ataque ao Fed,
11:09o dólar aumenta de novo
11:10e essas coisas interferem muito
11:12no processo econômico brasileiro,
11:14que depende muito
11:15de importação de bens
11:16que também afetam
11:17a inflação.
11:18Então,
11:19a gente vai precisar
11:20ainda,
11:22passo a passo,
11:22analisar
11:23como é que vai estar
11:24lá na frente
11:25esse processo,
11:26porque outra coisa
11:27que a gente percebe
11:28em inflação
11:29é que o momento atual
11:30vai influenciar muito.
11:32Então,
11:33a gente tem sim
11:34um processo crítico hoje
11:36que demanda ajustes
11:37e acertos do governo,
11:39mas ainda tem
11:40muito jogo pela frente.
11:41Você me permite
11:41só falar uma coisa,
11:42o Paulo Lella
11:43tocou no assunto
11:44internacional,
11:45e de fato a gente
11:45vê um cenário
11:46cada vez mais incerto
11:47a níveis internacionais,
11:49regido principalmente
11:50pela principal potência
11:51do mundo,
11:51que é os Estados Unidos
11:52agora,
11:52que está mudando
11:53completamente
11:54de estratégia
11:55do que ele priorizou
11:56como país
11:57nos últimos 60 anos,
11:59certo?
11:59Então os Estados Unidos
12:00agora reestruturando
12:01sua estratégia internacional
12:02e doméstica.
12:03Mas eu queria aqui
12:04apontar uma coisa interessante,
12:05a gente fala,
12:06fala, fala,
12:06mas é importante
12:07que o governo
12:08faça o seu dever de casa,
12:09a gente sabe
12:09que a questão fiscal
12:11ela é primordial
12:12para a gente ter
12:12uma estabilidade
12:13macroeconômica
12:14e consequentemente
12:15um efeito dominó
12:16para com a questão
12:17dos preços e inflação
12:19e eu queria mencionar,
12:21nessa semana
12:21teve a conferência
12:22do Fundo Monetário
12:23Internacional,
12:24que é o principal
12:25órgão,
12:26um dos principais
12:27órgãos financeiros
12:29do mundo,
12:30ele que bota as contas
12:31dos países
12:31muitas vezes em dia,
12:33foi um parceiro nosso
12:35nos anos 90,
12:36logo em seguida,
12:37logo depois de declararmos
12:38moratória aqui no Brasil
12:39e também um parceiro
12:40agora renovou seus votos
12:41com a Argentina,
12:42então a Argentina
12:43também vem se reestruturando aí.
12:44Mas eu queria só dizer
12:45que nessa conferência
12:46foi dito
12:47que mais de 100 países
12:48no mundo,
12:49algo em torno de 120,
12:51sofrem com a questão
12:52de problemas
12:53de governança fiscal
12:54internas
12:55e o Brasil é um deles,
12:56ou seja,
12:57é um problema latente
12:58que assombra
13:00muitos dos países
13:01também no mundo.
13:02Bom,
13:03a Maria de Carli
13:04é cientista política,
13:05né?
13:05E já que você
13:06tocou nesse assunto,
13:07eu vou te instigar
13:08um pouco mais.
13:09Tá bom.
13:11Os Estados Unidos,
13:13logo após a Segunda Guerra Mundial,
13:15o acordo de Bretton Woods,
13:17o PIB norte-americano
13:19chegou a corresponder
13:20a 40%
13:22de todo o PIB mundial.
13:23hoje caiu
13:25para 16%.
13:26O nível
13:27de desindustrialização
13:30do país
13:31de 1998
13:31para cá
13:32despencou.
13:34E há determinadas
13:35categorias
13:36manufatureiras
13:38na indústria,
13:39os componentes
13:39de informática
13:40que praticamente
13:41zeraram.
13:42Ou seja,
13:43os Estados Unidos
13:43se tornou um país
13:44comprador
13:45e não mais
13:46um país produtor.
13:48E há um desequilíbrio
13:49enorme
13:49porque a China
13:50manipula o câmbio.
13:51quando ela quer,
13:52ela desvaloriza o yuan
13:53e, claro,
13:54inunda os Estados Unidos
13:56de produtos
13:56que os americanos
13:57não querem mais produzir.
13:59Ou perderam
14:00a expertise
14:00e a vontade.
14:01O Trump
14:02está tentando
14:02recuperar
14:03esse protagonismo
14:05e quer
14:06reorganizar
14:08a economia mundial.
14:09Por isso que ele
14:09está fazendo
14:09essas tarifas
14:10tão elevadas.
14:12A China
14:12promete retalhar.
14:14Bom,
14:15neste cenário
14:16em que os Estados Unidos
14:17pretendem adotar
14:19uma postura
14:19protecionista,
14:20porque o Trump
14:21está decidido
14:22a impedir
14:23que a China
14:24assuma o protagonismo
14:25do comércio mundial.
14:26Como é que nós,
14:28no momento em que temos
14:28um déficit fiscal
14:30e a percepção
14:32de uma falta
14:32de um planejamento
14:33econômico,
14:35como é que o Brasil
14:35pode vir a se comportar
14:38nesse mar,
14:40nesse clima
14:42tempestuoso
14:43que está se aproximando
14:45e se avizinhando
14:46no comércio mundial?
14:47Eu acho que,
14:49acima de tudo,
14:49o Capês chegou
14:50a hora do Brasil
14:51assumir,
14:52de fato,
14:52o seu papel
14:53de protagonista,
14:54que nunca foi feito,
14:56tanto em termos
14:56diplomáticos,
14:57tanto em termos
14:58econômicos.
14:59A gente sabe
14:59aqui no Brasil
15:00que a gente tem
15:00uma das economias
15:01mais fechadas
15:02do mundo,
15:03temos um nível
15:03de protecionismo
15:05absurdo,
15:06nossa indústria,
15:07ela não é
15:08uma indústria
15:09extremamente competitiva,
15:10não somos um país
15:11que exporta tecnologia,
15:13a gente ainda tem muito
15:14a caminhar
15:15nesse sentido,
15:16somos um país
15:16de primazia
15:17em termos de agro,
15:19isso é fato,
15:20mas temos um custo
15:21Brasil absurdo,
15:22custo Brasil,
15:23para quem não sabe,
15:24são todas as tarifas
15:25que incidem
15:25nos empreendedores
15:27e nas empresas,
15:28em tributos,
15:30em taxas que poderiam
15:33ser resolvidas
15:34com menos burocratização
15:36e menos fome
15:37de entidades governamentais,
15:39estima-se que,
15:40por ano,
15:41o custo Brasil
15:42seja cerca de
15:431,3 trilhões
15:45para as empresas
15:46somadas
15:46e isso é muito
15:47desencorajador
15:48para quem quer
15:49empreender no nosso país,
15:50hoje em dia os empreendedores
15:51aqui no nosso Brasil
15:52são verdadeiros heróis,
15:54então primeiramente
15:54tem que fazer
15:55essa faxina aqui
15:56dentro de casa
15:57para a gente começar
15:58a ter um certo
15:58protagonismo internacional,
16:00o Brasil é a principal
16:01economia na América Latina
16:03e a gente não se posiciona
16:04como líder regional,
16:05infelizmente,
16:06a gente não se posiciona
16:06como líder regional,
16:07eu vejo que os Estados Unidos
16:09ali,
16:10entre trancos e barrancos,
16:11a gente vê o Trump
16:11aí se degladiando,
16:13se debatendo,
16:13vendo como é que ele vai fazer
16:14e acho inclusive
16:15que tem muitos economistas
16:16especulando isso,
16:17você falou da China
16:18que controla o seu câmbio,
16:20os Estados Unidos
16:20aparentemente
16:21está tentando
16:22fazer com que
16:23haja uma desvalorização
16:25do dólar
16:26para justamente
16:26trazer mais barato
16:29os seus produtos
16:29a nível de exportação,
16:31então tem gente
16:31que fala que isso é
16:32uma estratégia
16:32proposital do Trump,
16:34mas voltando aqui
16:35para o Brasil,
16:35então a gente tem
16:36muita oportunidade
16:37diante desse caos global
16:38de se sobressair
16:39como um protagonista,
16:40nós somos,
16:40a China é nosso
16:41principal parceiro econômico,
16:42os Estados Unidos
16:43é o nosso segundo
16:44parceiro econômico
16:45e a gente vê aí
16:46uma oportunidade
16:47para a gente ampliar
16:48esse leque
16:49de parceiros econômicos,
16:50a gente viu o Lula
16:51recentemente visitando
16:52alguns países da Ásia,
16:53o Vietnã,
16:54tentando entrar
16:55em um acordo ali
16:56com a questão bovina
16:57para com o Japão,
16:58que é super protecionista
16:59também,
17:00então eu acho
17:01que é muito importante
17:02e interessante o Brasil
17:03começar a enxergar
17:04outras rotas
17:05de parceiros econômicos,
17:07não só na China
17:07e nos Estados Unidos,
17:08mas fazer outras parcerias
17:09e se articular
17:11politicamente
17:12e economicamente
17:13como protagonista
17:14da América Latina,
17:16começar a baixar
17:17o consumo,
17:18o custo Brasil
17:19e se colocar
17:21mais à frente
17:22dentro dessa guerra
17:24que está ocorrendo
17:25com as tarifas.
17:26Agora,
17:27Mônica Rosenberg,
17:28o Brasil tem alguns nichos
17:30de alta tecnologia,
17:33a indústria aeronáutica,
17:34por exemplo,
17:35a Embraer,
17:36nós temos
17:37a nossa indústria bélica
17:38também é muito avançada,
17:40temos sim nichos
17:41tecnológicos
17:42que se destacam.
17:44No entanto,
17:44a nossa industrialização,
17:46sobretudo no setor têxtil,
17:48ela vem se acentuando muito.
17:50Como corrigir agora?
17:51Como incentivar
17:53um retorno
17:54a essa industrialização
17:55quando a vinda
17:56de produtos,
17:57sobretudo da China,
17:59chegam ao Brasil
18:00num preço muito mais barato?
18:01Se nós adotarmos
18:02um protecionismo,
18:04o preço das coisas
18:05vão subir.
18:05os preços vão subir.
18:08E os preços subindo
18:09retornam a inflação.
18:10Então,
18:10nós estamos
18:11numa situação
18:12em que é difícil
18:12adotar uma política
18:13protecionista
18:14no momento que você
18:15quer produtos mais baratos
18:17e conter a inflação.
18:18Como é que fica?
18:18Não é só que os preços
18:19vão subir.
18:20Quando você tem
18:20uma política protecionista,
18:22você acaba tornando
18:24o empresário
18:24mais preguiçoso.
18:26Ele pode não estar
18:27no máximo
18:28da capacidade dele
18:29porque ele sabe
18:30que o preço
18:31vai protegê-lo
18:32da concorrência
18:33do outro
18:34que esteja fora
18:34que esteja fabricando melhor.
18:36É justamente
18:36o que aconteceu
18:37nos Estados Unidos.
18:38A gente viu isso aqui
18:39com a indústria automobilística.
18:40A gente viu isso
18:41no Brasil
18:41com a indústria
18:42de software
18:43que teve aquela proteção
18:44ao mercado nacional
18:45de informática
18:45e foi uma catástrofe.
18:47E os exemplos
18:48que você trouxe,
18:49KPS, justamente tem a ver
18:51com o investimento
18:52de longo prazo.
18:53Começou-se criando o ITA.
18:55Começou-se com uma escola
18:57de tecnologia
18:57formando pessoas capazes
19:00que pensam
19:01e que estão pensando
19:02tanto para a indústria bélica
19:03quanto para a Embraer
19:05quanto até para uma parte digital
19:07onde o Brasil
19:07realmente lidera.
19:09E nós poderíamos ter sido
19:11o país que chega,
19:12por exemplo,
19:13na identidade digital única
19:14que é uma coisa
19:15que todo mundo precisa
19:16ter uma identidade
19:18em blockchain
19:19ou o que for
19:19para identificar
19:21digitalmente aquela pessoa.
19:23Hoje a gente está usando
19:23o CPF para isso,
19:25mas isso não é
19:25uma identidade digital,
19:27é uma identidade digitalizada.
19:29O Brasil poderia ser isso.
19:30Na minha opinião,
19:31o Brasil precisaria
19:32ser o grande líder
19:33da revolução
19:35do meio ambiente.
19:37Porque nós tivemos
19:38a revolução industrial,
19:39nós tivemos aí
19:40a revolução depois tecnológica
19:42e nós estamos chegando agora
19:43num momento em que
19:44pela escassez de recursos
19:45e não é uma pauta
19:46da esquerda
19:47e não é abraçar árvore,
19:48é entender
19:49que quem souber
19:51fazer uso inteligente
19:52dos recursos da terra
19:53vai mandar no mundo.
19:55E o Brasil,
19:56com a Amazônia,
19:57tinha tudo para ser
19:58este player
19:59no mercado internacional.
20:01Mas a gente não está
20:01olhando para isso,
20:02a gente está aí
20:03discutindo industrialização.
20:05Pois é,
20:05e a gente fala aqui
20:06do brasileiro,
20:08o brasileiro tem nichos
20:09de tecnologia,
20:10por exemplo,
20:10você comentou o ITA,
20:12também o IME,
20:13que é o Instituto Militar
20:14de Engenharia,
20:14e a Avebras,
20:16que foi fundada
20:16em 1961
20:17por um grupo
20:19de engenheiros
20:19do ITA,
20:20hoje é um dos polos
20:21de excelência tecnológica,
20:23uma das empresas
20:23que é um retrato
20:24grande sucesso
20:25da genialidade
20:27de nós brasileiros.
20:28A gente precisa
20:29se organizar um pouco mais,
20:30estamos de unir
20:31um pouco mais,
20:32investir um pouco mais
20:34em educação.
20:34para dar um ano,
20:36que é um histórico
20:37de uma das mesmas
20:38que nós vamos
20:38aplicar um grande
20:40para ver o нарquijnamento
20:40de engenharia,
20:41que é um centro
20:42de agenharia,
20:42que é uma das mesmas
20:43que nós vamos
20:44trabalhar
20:44no próximo ano.
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