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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos acontecem nesta terça-feira (03/11), com pesquisas que apontam vantagem dos democratas na disputa pela Câmara. O analista de política internacional Luis Kawaguti, da Gazeta do Povo, explica como uma possível derrota republicana pode ampliar as investigações sobre Donald Trump e abrir espaço para um novo pedido de impeachment.

Imagens: SBT News

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Transcrição
00:00E já abrimos falando sobre as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, também a expectativa para o resultado.
00:07As pesquisas indicam avanço dos democratas e uma possível derrota republicana na Câmara.
00:14No Senado a disputa está mais apertada, mais acirrada.
00:18Mas o que está por trás desse cenário? É um voto de rejeição a Donald Trump?
00:23Sobre isso a gente conversa agora com o analista de política internacional e jornalista especializado em geopolítica da Gazeta do
00:31Povo, Luiz Kawaguchi.
00:33Muito obrigada, viu Kawaguchi, por conversar com a gente agora cedinho. Muito bom dia a você, seja bem-vindo.
00:38Já vamos começar falando sobre essas eleições legislativas que acontecem em um momento em que a popularidade de Donald Trump
00:45está muito baixa, beirando inclusive a mínima histórica.
00:49Ele tem sido pressionado pelas tarifas, a guerra também no Irã, que elevou o preço da gasolina, do diesel, a
00:55muita insatisfação de fato.
00:57O cenário está desfavorável para o republicano.
01:01Mas o que pode estar em jogo para Donald Trump diante de um resultado favorável aos democratas?
01:08Isso deve mexer principalmente em quais pontas?
01:12Bom dia, Larissa. Bom dia, telespectadores.
01:14Bom, apesar de uma pequena recuperação dos republicanos aí no fim de semana, de fato os democratas estão na frente.
01:23A maioria das eleições, das chamadas midterms, as eleições de meio de mandato, ela sempre acontece isso.
01:30O presidente que está no poder acaba perdendo um pouco de apoio.
01:34Foi assim em pelo menos 20 das 22 últimas eleições que aconteceram lá nos Estados Unidos.
01:43O que está em jogo, principalmente lá nos Estados Unidos agora, é a possibilidade do Donald Trump ser investigado.
01:52Por exemplo, as tarifas que ele impôs, as tarifas de comércio que ele impôs para outros países,
01:57isso pode ficar agora sob o escrutínio dos democratas.
02:02Outra possibilidade são os democratas colocarem um pedido de impeachment contra o presidente Donald Trump.
02:09Não significa necessariamente que ele vai ser afastado do cargo, porque isso tem que ser votado na Câmara Baixa,
02:17ou seja, o equivalente à Câmara dos Deputados, nossa, só que dificilmente passaria no Senado.
02:23A perspectiva é que o Donald Trump, sim, ele tenha, que os democratas tenham mais votos lá na Câmara dos
02:32Representantes,
02:34a Câmara dos Deputados deles, os democratas tenham mais votos e, sim, o Donald Trump perca o controle da Câmara
02:41dos Deputados.
02:42No Senado, isso também pode acontecer, mas no processo de impeachment seria necessária uma maioria qualificada no Senado
02:51e isso não vai acontecer.
02:53Então, na prática, respondendo as principais consequências para o Donald Trump, vai ser que ele vai ficar mais investigado,
03:01ele vai ficar, todas as suas medidas vão ficar sob o escrutínio dos democratas,
03:07mas ele não vai perder totalmente a capacidade de impor as suas políticas,
03:12porque, no fim das contas, ele ainda tem um poder de veto.
03:16Se os democratas passam uma lei que seja muito contrária à vontade de Donald Trump,
03:21ele tem um poder de veto e, para derrubar o veto lá nos Estados Unidos,
03:26é mais difícil do que derrubar aqui no Brasil,
03:29então ele tem ainda uma liberdade de movimento.
03:34Mas vai ficar mais complicado sustentar algumas das suas políticas.
03:39A guerra do Irã não significa que, por exemplo, ele não vai poder continuar fazendo guerra com o Irã,
03:46mesmo que ele perca a sua maioria lá no Congresso,
03:50não significa necessariamente que ele vai ter que fazer a paz imediatamente com o Irã,
03:57porque não vai ter apoio do Congresso.
03:59Vai ficar mais difícil para o Donald Trump, sim, conseguir apoio,
04:03porque o Congresso americano precisa aprovar grandes operações
04:08e talvez ele não consiga ter a liberdade de ação que ele gostaria.
04:12Mas também, por outro lado, não significa esse fim imediato das hostilidades.
04:18Então a gente tem em jogo guerra do Irã, tarifas,
04:21uma série de políticas americanas que influenciam o resto do mundo.
04:26Internamente, ele tem aí o combate à imigração ilegal,
04:31que essa é uma das principais bandeiras dos democratas
04:35e vai ficar mais difícil para ele, porque ele pode, o governo, inclusive,
04:39pode ser processado pelas práticas do ICE,
04:42que é aquela agência que faz a retirada dos imigrantes ilegais dos Estados Unidos, Larissa.
04:49Agora, Carl Agut, trazendo aqui para o nosso cenário também,
04:52líderes da bancada progressista do Congresso dos Estados Unidos
04:55cobraram que Trump reconheça a vitória de Lula nas eleições brasileiras,
04:59ao mesmo tempo em que outro grupo, este de 25 deputados democratas,
05:04enviou uma carta a Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos,
05:07cobrando explicações sobre uma possível participação do governo americano
05:11na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
05:14Ele já se manifestou, inclusive, dizendo que não houve ali
05:17uma interferência direta do governo norte-americano.
05:21Mas o que eu queria entender com você, Carl Agut,
05:23é o que uma vitória democrata no legislativo pode representar,
05:26principalmente para os irmãos Bolsonaro, lá nos Estados Unidos,
05:31sobretudo para Flávio Bolsonaro.
05:34Nesse fim de semana, o Donald Trump afirmou que ele não visitaria,
05:39ele não tem intenção de visitar o Flávio Bolsonaro,
05:43mas que o Flávio Bolsonaro pode ficar nos Estados Unidos
05:46pelo tempo que ele quiser.
05:49Então, o que a gente vai ver na prática?
05:52Talvez os Estados Unidos estivessem esperando o resultado das eleições brasileiras
05:58para fazer uma manifestação mais forte.
06:02Lembro que tem várias pendências entre Estados Unidos e Brasil.
06:06A principal delas, aquelas tarifas de comércio.
06:10O presidente Lula afirmou que não deseja retaliar os Estados Unidos nesse momento
06:16porque ele acha que ele vai conseguir negociar com o Donald Trump.
06:21O que a gente vai ter, do outro lado, são os irmãos Bolsonaro, Flávio e o Eduardo
06:27fazendo pressão em cima do governo Donald Trump
06:31para tentar fazer uma mudança de política.
06:35Por exemplo, você ter uma pressão contra o governo do presidente Lula
06:40e, provavelmente, a aplicação de lei Magnitsky
06:43contra ministros do STF, especificamente o Alexandre de Moraes.
06:48Eu lembro para vocês que as decisões de aumentar tarifas
06:54ou aplicar a lei Magnitsky
06:57elas são exclusivas do presidente Trump e do seu governo.
07:01Qualquer pessoa pode ir lá fazer uma pressão, fazer um lobby
07:05mas não significa que, automaticamente, o presidente Donald Trump vai aceitar esta pressão.
07:12O que deve acontecer, provavelmente, é o governo Trump fazer uma negociação com o presidente Lula.
07:20O governo Trump é transacional.
07:23A gente pode ver como um grande exemplo o que aconteceu na Venezuela.
07:28A Maria Corina Machado, que era o mais próximo que a gente pode ver da situação do Flávio Bolsonaro
07:35que ela era a principal líder oposicionista na Venezuela
07:40ela foi para o exílio
07:42e, quando o Donald Trump foi lá e capturou o ditador Nicolás Maduro
07:46ele não colocou a Maria Corina no poder
07:50ele não colocou ela para governar a Venezuela
07:53e, o que ele fez, ele negociou com a vice do Maduro
07:58que é a Delci Rodrigues
08:01agora a líder da Venezuela
08:04e ele está fazendo uma relação com a Venezuela
08:07de tolerar esse regime
08:10eu lembro que ele tolera regimes que são muito diferentes do dele
08:14por exemplo, o ditador Kim Jong-un da Coreia do Norte
08:18ele tentou várias vezes a aproximação
08:20então o Trump, ele não tem problema em conversar com adversários políticos
08:25pessoas que estejam aí no outro espectro político dele
08:29muito provavelmente o que ele vai tentar é aplicar essa lógica transacional com o Brasil
08:35então, não necessariamente ou dificilmente
08:39ele vai pegar o Flávio Bolsonaro e vai fazer pressão
08:42para que sejam feitas novas eleições
08:44ou que o Flávio Bolsonaro seja colocado no poder no Brasil
08:48é difícil que isso aconteça
08:50principalmente a gente olhando o exemplo do que ele fez lá na Venezuela
08:54ele inclusive citou a Venezuela
08:57Donald Trump citou na Venezuela no seu último discurso
09:00antes das midterms ontem
09:02e ele falou que os Estados Unidos se transformaram
09:05no maior produtor de petróleo do mundo
09:08exportador de petróleo do mundo
09:10depois de ter vencido a guerra com a Venezuela em um dia
09:13isso nas palavras do Trump
09:15ele disse que eles estão à frente de Arábia Saudita e de Rússia
09:19esse mesmo discurso
09:21ele se encaixaria no Brasil
09:23por exemplo, para os Estados Unidos
09:26exercerem influência
09:27sobre o Brasil
09:28a lógica do que ele pode
09:31aplicar em relação ao Brasil
09:33é muito parecida
09:34do que ele está fazendo
09:35na Venezuela
09:37é claro que estamos aí em estágios
09:39diferentes
09:40o que a gente deve esperar num próximo
09:43momento
09:43é que ele proteja sim
09:45os seus aliados políticos
09:47da família Bolsonaro
09:49mas não necessariamente
09:50ele vai fazer pressão
09:52para que o campo político dos Bolsonaros
09:56volte ao poder no Brasil
09:58mas a gente pode esperar
10:00que se os democratas
10:02eles tomarem o controle do Congresso
10:07eles tornem mais difícil
10:09essa vida do Donald Trump
10:11de tentar exercer pressão
10:13sobre países como o Brasil
10:15vai ficar
10:16Donald Trump
10:16com certeza
10:17vai tentar novamente
10:18a questão das tarifas
10:20vai tentar negociar
10:21vai tentar pressionar o Brasil
10:23mas com os democratas
10:25em um eventual controle do Congresso
10:27eles vão ter mais chances
10:29de investigar
10:31escrutinar essas práticas
10:32e fazer pressão
10:34para que o Donald Trump
10:35não consiga
10:37exercer mais
10:38tanto poder
10:39sobre a América Latina
10:41principalmente sobre um governo
10:42que é mais alinhado
10:43com os democratas
10:44do que com o Donald Trump
10:46como é
10:47o governo
10:47do presidente Lula
10:49Larissa
10:49é que até o momento
10:51o Donald Trump
10:51ele está num cenário
10:52bastante confortável
10:54com essa maioria republicana
10:55ele consegue
10:56tomar decisões
10:57sem muitas contestações
10:59mas a gente também
11:00fala aqui
11:01sobre essas decisões
11:02de governar por decreto
11:03ele também
11:04já não leva muito
11:05em consideração
11:06o Congresso
11:07para tomar algumas decisões
11:08dadas estas
11:09que são tomadas por decreto
11:11né Kauaguchi
11:12mas um novo ponto
11:13que eu queria trazer
11:13com você também
11:15se os democratas
11:16conquistarem a maioria
11:16no Congresso
11:18há uma expectativa
11:19de contestação
11:21de Donald Trump
11:22principalmente
11:22se a maioria
11:24for conquistada
11:25ali no Senado
11:26que é onde
11:27a disputa
11:28está mais acirrada
11:29está mais apertada
11:31isso já começou ontem
11:33o governo
11:35do presidente Trump
11:36ele foi
11:37à Suprema Corte
11:38americana
11:38para pedir
11:39a anulação
11:40de pelo menos
11:4120 mil votos
11:42na Califórnia
11:43que ele disse
11:44que foram votos
11:45que foram enviados
11:46pelo correio
11:47por não americanos
11:48mas a Suprema Corte
11:50americana
11:51disse que não haveria
11:52tempo de fazer
11:53a investigação
11:54que ele pediu
11:55para saber
11:55quando
11:56de onde
11:57vieram
11:57esses votos
11:58porque os votos
11:59já estavam sendo
12:00computados
12:01então a gente
12:02pode esperar
12:03sim
12:04mais problemas
12:05ou seja
12:06contestações
12:07e briga
12:08do presidente Trump
12:09eu lembro que ele
12:10já governou
12:11no seu mandato
12:12anterior
12:12a partir da metade
12:15do mandato
12:16sem ter a maioria
12:17no Congresso
12:18mas mesmo assim
12:19ele conseguiu
12:20botar as suas políticas
12:21como você colocou
12:22bem Larissa
12:23ele pode continuar
12:25governando
12:25por decreto
12:26e mesmo
12:27uma maioria
12:28dos democratas
12:30lá no Congresso
12:31não vai mudar
12:33significativamente
12:34essa realidade
12:35o que a gente
12:36vai ter
12:37principalmente
12:37são os democratas
12:39exigindo concessões
12:41porque tem uma coisa
12:42que o Donald Trump
12:43vai depender
12:44muito deles
12:45que é
12:46aprovação
12:47de orçamento
12:48vocês devem
12:49o telespectador
12:50deve lembrar
12:50que às vezes
12:51lá nos Estados Unidos
12:52vem aquela notícia
12:53de que o país
12:54está prestes
12:55a parar
12:56porque o Congresso
12:57americano
12:58não conseguiu
12:59aprovar
12:59o orçamento
13:01do ano seguinte
13:02isso já aconteceu
13:03algumas vezes
13:04eles tem que parar
13:05alguns serviços
13:06parar algumas agências
13:07e essa é a principal
13:09força que os democratas
13:11vão ter
13:11dentro de um Congresso
13:13dominado por eles
13:14eles vão ter
13:15que eles vão conseguir
13:16se eles dominarem
13:17o Congresso
13:18eles vão conseguir
13:19exigir
13:20concessões
13:21da política
13:22do Trump
13:23para deixar
13:24esse orçamento
13:25passar
13:25talvez
13:26esse seja
13:27o principal poder
13:29que os democratas
13:30tenham
13:31se eles tiverem
13:32maioria no Congresso
13:33então para deixar
13:34o orçamento
13:35do ano seguinte
13:36passar
13:36eles vão pressionar
13:37o Trump
13:38e talvez
13:39eles consigam
13:40fazer o Donald Trump
13:41recuar
13:42em algumas
13:43das suas
13:44políticas
13:45dificilmente
13:46ele vai recuar
13:47em todas
13:48as suas políticas
13:49e o governo
13:50vai travar
13:50mais alguma
13:51concessão
13:52muito provavelmente
13:54os democratas
13:55se conseguirem
13:56ganhar
13:57porque eu lembro
13:58que eleição
13:58é complicado
13:59ontem os
14:00republicanos
14:01diminuíram
14:02a sua taxa
14:03de rejeição
14:04a gente
14:05a perspectiva
14:07é que sim
14:07os democratas
14:08vençam
14:09talvez até
14:10nas duas
14:10casas
14:11e consigam
14:12frear
14:13algumas das
14:13políticas
14:14do Trump
14:15mas temos
14:15que esperar
14:16pelo menos
14:17até o fim
14:17do dia de hoje
14:18para ver
14:18se isso
14:19se confirma
14:20ou não
14:21então
14:21essa é a principal
14:22moeda de troca
14:23o orçamento
14:24e os democratas
14:26vão poder sim
14:27exigir
14:28algumas concessões
14:29do Donald Trump
14:30Larissa
14:31Calagut
14:31agora para a gente
14:32encerrar rapidamente
14:33caso perca o controle
14:35do Congresso
14:36Trump pode entrar
14:37nos dois últimos
14:38anos de mandato
14:40politicamente
14:41enfraquecido
14:42isso pode torná-lo
14:43mais imprevisível
14:44e até mais
14:46agressivo
14:46na política externa?
14:48É como a gente
14:50estava comentando
14:51ele ainda pode
14:52continuar
14:52governando
14:53por decreto
14:55todas as
14:55decisões
14:56que são
14:56exclusivas
14:57do poder
14:58executivo
14:59e depois
15:00precisam
15:01de validação
15:02mas por exemplo
15:02uma dessas
15:03decisões
15:03talvez a mais
15:04importante
15:04seja
15:05a possibilidade
15:08dos Estados Unidos
15:08entrarem em guerra
15:09ou fazer algum
15:11tipo de conflito
15:12alguma operação
15:13como eles fizeram
15:14na Venezuela
15:15e o Trump
15:16vai continuar
15:17com essa caneta
15:18na mão
15:19ele tem uma
15:20agenda
15:20bastante grande
15:21ainda
15:22que ele prometeu
15:23e ainda não entregou
15:25a gente tem
15:26por exemplo
15:27ele falou
15:28que iria mudar
15:29o regime
15:30lá de Cuba
15:31ele ainda pode
15:32fazer isso
15:33mesmo que tenha
15:34por exemplo
15:34uma maioria
15:36democrata
15:38no Congresso
15:39ou seja
15:39ele pode tentar
15:40fazer isso
15:41ele pode fazer
15:42alguma operação
15:43militar
15:43algum embargo
15:44contra a ilha
15:46de Cuba
15:47e disso
15:48não depende
15:49ele ter
15:50o Congresso
15:51ou ele
15:51não ter
15:52o Congresso
15:53mas com certeza
15:54os democratas
15:55eles vão
15:56dificultar
15:57bastante
15:58a vida dele
15:59e como você
16:00falou Larissa
16:01é imprevisível
16:02se ele ficar
16:03acuado
16:04em algum momento
16:05eu não tenho dúvidas
16:07de que ele vai usar
16:08esse poder
16:09discricionário dele
16:10de tomar as decisões
16:11do poder executivo
16:13Larissa
16:13Perfeito
16:14Conversei com
16:15analista
16:16de política
16:16internacional
16:17jornalista
16:18especializado
16:19em geopolítica
16:19da Gazeta do Povo
16:20Luiz Kawaguchi
16:21muito obrigada
16:22pela sua disponibilidade
16:23em conversar com a gente
16:24Luiz
16:25Muito obrigado
16:26até logo

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