Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 14 minutos
Telhados e caixa d’água danificados, banheiros sem condições de uso, boxes fechados e acúmulo de lixo na área externa do Mercado Municipal da Sacramenta, localizado na avenida Doutor Freitas, no bairro da Sacramenta, em Belém, têm causado transtornos aos feirantes e frequentadores, além de prejudicar as vendas no local. A reclamação foi feita pela feirante Rosilene do Socorro Rodrigues Muniz, de 45 anos, pelo militar reformado Marcelo Vieira Soares, de 56 anos, e pelo aposentado João Mendes de Miranda, de 91 anos, que relatam que as condições precárias da infraestrutura afastam os clientes e comprometem o funcionamento do mercado.

REPORTAGEM: CIRA PINHEIRO 
IMAGENS: RAFAEL SOUZA

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Feirantes e frequentadores do mercado municipal da Sacramento aqui na capital paraense
00:05reclamam das condições do espaço que, segundo eles, estão precárias.
00:11Conversar aqui com a Rosilene do Socorro Rodrigues, que trabalha aqui.
00:16Rosilene, conta pra gente como é que está a situação aqui do mercado.
00:20A gente vem enfrentando há quatro anos que eu trabalho aqui no espaço de Marisco
00:25e há quatro anos que a gente vem sofrendo com a falta do banheiro.
00:30A gente não tem um banheiro pra usar.
00:32Os portões do mercado estão todos quebrados.
00:37A caixa d'água a gente também não tem.
00:39A gente sofre com a falta de água aqui pra gente lavar até mesmo as louças que a gente suja,
00:45a mão.
00:46No caso eu que pego muito, peixe, camarão.
00:50Então eu sofro, às vezes tenho que trazer uma garrafa de água de casa pra me deixar ir pra me
00:55lavar a mão
00:55porque a gente não fica sem água.
00:57A moça que trabalha também aqui com alimentação, a gente enfrenta frequente essa dificuldade com a falta de água.
01:05E o abandono, a gente se encontra aqui abandonados pela prefeitura, pelos órgãos públicos
01:11porque não prestam nenhum tipo de socorro pra gente.
01:16A gente vai procurar a SECOM, mas infelizmente até hoje não fizeram nada por nós aqui.
01:23E Rosilene, tem boxes que estão fechados também?
01:27Sim, temos. Temos aqui que é o box de frango, né?
01:31A gente tem cliente aqui que vem atrás de frango, mas infelizmente o box se encontra fechado.
01:36Temos o box de carne aqui também, que há quatro anos, eu estou aqui há quatro anos
01:41e há quatro anos que o box, um espaço que é maravilhoso pra quem realmente quer trabalhar,
01:47vai vir pra cá e vai ter um cliente aqui.
01:50Essa falta de infraestrutura acaba afastando os clientes, não é?
01:55E aí prejudica as vendas.
01:56Sim, com certeza. Eu tenho cliente daqui que, tipo, não sabe da existência do mercado.
02:03Tem gente que, como aqui a gente se reúne nas datas comemorativas pra fazer propaganda
02:09e quando as pessoas vêm pela primeira vez, elas falam, poxa, a gente vai pra pedreira,
02:16aqui o outro que é barreiro comprar, porque a gente não sabe da existência do mercado.
02:24Então a gente fica triste.
02:25Eu quero até fazer um apelo aqui aos moradores da Sacramento, que deem pra gente um voto de confiança,
02:33porque aqui a gente tem marisco, tem a moça da fruta, também encontra essa dificuldade,
02:40porque são produtos que a gente investe, que se a gente não vender, a gente acaba perdendo.
02:45E as outras moças também que trabalham aqui dentro, que precisam vender esses produtos.
02:51Então peço aí ajuda da população e das autoridades também.
02:56O Marcelo Vieira frequenta também o mercado municipal da Sacramento e reclama da situação aqui do lixo, não é, Marcelo?
03:01Isso, tá complicado aqui. Tanto a área externa aqui em termos de segurança, lixo,
03:07aqui o pessoal de moradores aqui do lado, eles colocam lixo bem aqui do lado do mercado.
03:12E pra quem, no caso, trabalha com alimentação, verduras aqui, tem estocagem de material, é muito complicado aqui.
03:19Então eu queria ver se pudesse fazer alguma coisa aí pelo pessoal, os moradores,
03:22porque se você parar pra analisar, a feira mais próxima que nós temos aqui seria esse mercado.
03:27E hoje em dia a gente não tem nem como habitar, não é habitável.
03:31Marcelo, e quando chove, aí piora a situação por aqui, né?
03:34Quando chove, pra entrar no mercado, esses bueiros estão tudo entupidos.
03:38A quantidade de lixo que jogam ali, na hora da chuva, isso aqui não tem como, é intransitável isso aqui.
03:44Na hora que chove, depois da chuva, não tem como frequentar o mercado.
03:48Tá muito complicado.
03:49Aqui eram três açougues vendendo carne e dois vendendo peixe.
03:55Eu tenho o nome das pessoas dos açougueiros ali, Vaca Velha, Antônio e etc.
04:03Era bastante frequentado, tinha bastante clientes.
04:06Aqui na feira, tinha umas cinco feirantes, hoje só tem uma.
04:11Hoje só tem uma, porque a feira tá morta.
04:15A prefeitura não dá atenção pra cá.
04:19Eu não sei o que é que tá acontecendo, que eles não olham pela sacramenta.
04:22A pedreira tá engolindo a sacramenta, ouviu?
04:25O pessoal daqui vão todo pra pedreira comprar, ouviu?
04:29Por quê? Porque aqui não tem nada.
04:31Quer carne não tem, peixe não tem, ouviu?
04:34E outras, e outras, até farinha.
04:37Farinha, que o pessoal usa muito, não tem.
04:41Tem um meio saco de farinha ali e pronto, acabou.
04:46Ouviu?
04:47De maneiras que a gente pede que a prefeitura olhe pela sacramenta.
04:52Ouviu?
04:53Precisa de uma atenção maior.
04:55Ouviu?
04:56O mercado nunca meteram uma tinta aqui.
05:03Tá assim, ó, tá acabado.
05:05O pessoal daqui sofre.

Recomendado