00:00Tá, então o Davi, a gente tem ali algumas imagens de Brasília, lembrando que o Davi estava ali acompanhando o
00:05QG, olha aí, um pouco da movimentação do lado devotado da campanha, a gente está esperando aí ver se consegue
00:14mostrar o candidato Flávio Bolsonaro, que estava, se eu não salvo engano, aqui numa casa na Asa Sul de Brasília,
00:23acompanhando ali com seus principais aliados,
00:27e aí a nossa equipe de reportagem tentando acompanhar ao vivo ali, porque, de novo, tradicionalmente, mas faz muito tempo
00:35que algumas tradições da política foram quebradas aqui com essa polarização, o que aconteceria?
00:41O candidato derrotado pega lá o seu celular, liga pro celular da campanha do candidato Vitorioso, dá os parabéns, deseja
00:50boa sorte, vem, faz uma declaração e, enfim, e aí o foco vira ali pra festa do Vitorioso.
00:57Não foi assim em 2022 com o Jair Bolsonaro, que demorou, que não fez, não liga para o então presidente
01:08eleito Lula pra dar os parabéns e leva ali quase um mês pra admitir a derrota nas eleições e, na
01:17sequência, já, nesse período, já tramando e tentando ali articular um golpe de Estado,
01:24que foi frustrado uma semana depois da posse.
01:29A gente estava tentando ver, se eu fosse apostar aqui, me surpreenderia se o Flávio Bolsonaro pegasse o telefone pra
01:38dar parabéns pro Lula,
01:39como a Paula bem lembrou, eles nem se cumprimentaram nos debates, então a gente fica com essa expectativa do lado
01:47derrotado,
01:49talvez já algum posicionamento, algum pronunciamento sobre algum possível questionamento e alguma possível judicialização,
01:55e aí também aqui resgata um pouco da história 2014, logo na sequência da apertadíssima vitória de Dilma Rousseff contra
02:04a S. Neves,
02:04o partido, o PSDB, ali nos dias seguintes a essa eleição, já entra com uma ação no TSE questionando o
02:12resultado,
02:12e a partir dali começa toda essa discussão sobre urna eletrônica, enfim, eu acho que vamos esperar ver qual vai
02:22ser a reação do lado derrotado.
02:24Então aqui com praticamente 100%, 99,8%, 4,3 milhões de votos, Lula reeleito presidente da República,
02:34com 51,7%, 48,2% e usando um bordão aqui criado pelo próprio presidente, né, nunca antes na história
02:42desse país,
02:44um candidato que larga, termina na segunda colocação no primeiro turno, termina em primeiro colocado.
02:52Acho que é a Écio, né, em 2014 o Aécio terminou em primeiro, né, e a Dilma virou no segundo
02:57turno.
02:57Não, mas quem sai atrás nunca ganhou no segundo turno, a Dilma naquele ano acho que termina liderando, não?
03:08Não, no primeiro turno o Aécio liderou, né?
03:10O Aécio liderou, então é a segunda vez, então corrigindo aqui, é a segunda vez, né, pela segunda vez na
03:16história desse país.
03:17É raro mesmo assim.
03:18Um candidato que sai atrás no primeiro turno ganha a eleição no segundo, na frente do Flávio, né,
03:25E uma outra coisa que também a gente tinha falado e que se confirma, que é quem ganha em Minas
03:31Gerais, acaba levando.
03:33Lula ganhou mais uma vez em Minas Gerais.
03:35É o estado pêndulo, como tem nos Estados Unidos, aqui também tem um estado pêndulo.
03:40E outro fator que eu não sei se também, não sei se é inédito, mas me chamou a atenção ali
03:45na abstenção, Diogo,
03:46diminuir do primeiro para o segundo turno, isso não é comum também, né?
03:50A tendência é o contrário, né?
03:51A tendência é de crescer, mesmo que pouco, mas desse ano a abstenção diminuiu do primeiro para o segundo turno.
03:58E lembrando que mais de 20 estados definiram o governador no primeiro turno, então chama bastante atenção.
04:05E com toda a questão que já foi debatida aqui, que vai ser debatida há muito tempo,
04:10sobre a extensão da votação, tantos lugares que as urnas, que os eleitores não conseguiram chegar.
04:17Então é muito impressionante mesmo a redução da abstenção, ainda mantida nos 19%, né?
04:22Como a Alana falou, mantendo ali um padrão mais inferior ao do primeiro turno.