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  • há 3 horas
Moradora de Porto Alegre que foi vítima de violência doméstica afirma que agressor deixou presídio e que ela só foi informada quatro dias depois. Judiciário argumenta que, embora intimação dela tenha atrasado, medidas de proteção foram tomadas imediatamente e agressor já deixou o regime fechado com tornozeleira.

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Transcrição
00:00Eu recebi uma ligação de uma pessoa, não foi nada, eu não recebi papel, não recebi nada.
00:05É a Erika, falei sim, ela falou é da defensoria, da promotoria.
00:08Eu falei, tá, ela, tá solto.
00:12Eu falei, como que tá solto?
00:14Desde o dia 10, eu falei, como desde o dia 10?
00:19Quer dizer que se eu não estivesse viajando,
00:21e eu não estivesse no serviço, ele teria quatro dias pra chegar perto de mim,
00:26se aproximar de mim e me matar?
00:37Porque eu vivo com aflição, eu vivo nervosa, eu vivo com medo,
00:42porque ele tá na rua.
00:43Eu nunca sei qual é o pé que ele vai tomar.
00:55Eu já saí da minha casa, eu já abandonei o meu comércio.
00:58Hoje eu faço Uber pra viver.
01:00Tu acha justo eu hoje largar tudo que eu tô fazendo e me mudar de novo pra outro lugar?
01:05Mas ele não admite o que ele fez comigo.
01:07Que existem as provas, mas ele não admite.
01:09Então, hoje o que eu quero é justiça.
01:12E eu queria que o judiciário, né, que ele enxergasse e olhasse o meu caso.
01:19E aí
01:26E aí
01:38Legenda Adriana Zanotto

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