00:00Boa noite a todos, é o Capitão Haddad, estou atualmente comandando o Esquadrão de Bombas,
00:05grátis do Estado de São Paulo, para esclarecer a todos que tivemos esse acionamento.
00:14Há um possível incidente dentro do prédio, veio uma denúncia através da Polícia do Senado
00:19e aí nós fomos acionados.
00:21Então o Grupo de Ações Táticas Especiais trabalha juntamente com o Canil,
00:24vários de vocês podem ver, dois cães aqui que operam em conjunto com o Esquadrão de Bombas.
00:30A notícia dava conta de que possivelmente teriam um artefato instalado em um veículo
00:34da frota de um dos candidatos, tudo bem?
00:37Aí os cães foram prontamente empenhados para tentar fazer essa localização.
00:44Então o nosso dispositivo policial primeiro aproxima, devidamente com o traje de bombas,
00:48talvez alguns tenham já captado esse tipo de imagem.
00:52Feito a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico
00:59que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado
01:04para a confecção de algum artefato explosivo, tudo bem?
01:07Por isso que nós tivemos que fazer o devido isolamento para preservar a segurança de todos os ingredientes.
01:12Inclusive a nossa, a gente aumentou o perímetro e demandou um tempo um pouco maior
01:15para que a gente fizesse uma busca mais minuciosa,
01:18até ter a notícia de fato de que aquilo são só misturas que volatilizaram
01:23e traíram aí a noção dos cães de que um dos componentes pode ser provavelmente
01:29um amônio, um percurato, algo que indicou para o cão, nesse caso,
01:35que poderia ser uma bomba, mas não era, então o ambiente está seguro
01:38e o gato acabou a operação nesse momento.
01:41Então eles caçam bomba, não houve bomba nenhuma.
01:43O veículo tem vários componentes, inclusive para acionamento de airbag,
01:53então são vários os componentes químicos.
01:55Eu não consigo agora falar precisamente, teria que ter um autodeficial mais correto
02:00para eu falar exatamente qual dos componentes volatilizou suficiente
02:03para que ambos os cães acreditassem que eram arquivados.
02:06O componente do próprio carro, é isso? O componente do próprio carro, não colocado lá.
02:11Não, não, não, o componente que é utilizado.
02:12Então, por exemplo, esse veículo, muitas vezes ele é abastecido, abastecido, reabastecido,
02:17alguém quer fazer uma limpeza.
02:18Para fazer a limpeza das velas do veículo, pode ser utilizado alguns componentes
02:21que podem trair a noção do cão.
02:24E agora a polícia legislativa chegou a explicar como que ela recebeu essa ameaça,
02:29como que foi identificado, o que que trouxe?
02:31Foi durante o debate?
02:32Na verdade, nós fomos acionados durante o debate,
02:35o gato foi acionado durante o debate,
02:37e eu não tenho exatos detalhes de como a polícia legislativa recebe essa denúncia.
02:41Pelo que eu entendi, aportou por um canal de inteligência deles.
02:44Mas aí eu não consigo falar...
02:46Era no carro do Flávio Bolsonaro.
02:46Que candidato é?
02:47Do Flávio Bolsonaro, não?
02:48Sim, candidato.
02:49Não, na verdade, assim, pessoal, o esquadrão de bombas,
02:55ele tem um foco bem direcionado para o atendimento dessa ocorrência.
02:59Então, assim, se vocês me perguntarem,
03:00como que foi feita a notícia para ambos os candidatos?
03:03Como que eles saíram do prédio?
03:04Como que o Gabinete de Segurança Institucional providenciou?
03:07Eu não consigo passar essa informação para vocês.
03:09E o protocolo nessas situações, assim, é de evacuação de todo mundo?
03:13A gente estava seguro aqui?
03:14Sim, na verdade, assim, todos os protocolos dentro do incidente de bomba
03:18no estado de São Paulo, o GAT é uma referência, inclusive, internacional
03:21para a adoção desses protocolos que são internacionais, tudo bem?
03:24Então, a gente sempre vai fazer o cálculo volumétrico e qual o risco que tem.
03:28Então, tenho certeza que a gente começou a operação
03:30assim que tivemos a certeza que todos os senhores estavam seguros.
03:33Não tem como afirmar ainda se teria sido um componente que já é do carro,
03:37já tem naturalmente do carro, mas tem como dizer, né?
03:41Normalmente, esses veículos, os cães não detectam o pós-positivo.
03:45Já aconteceu, por exemplo, a depender do veículo, não nesse contexto, tá?
03:48Estou só te dando uma explicação geral.
03:50Já aconteceu em algum contexto de, por exemplo, ter algum outro componente,
03:54por exemplo, pólvora, que é bem comum no dia a dia de quem trabalha armado,
03:57e o cão detectou.
03:58Não foi o caso.
03:58Então, ficou mais frontalmente posicionado ao veículo.
04:01Tudo bem?
04:02Então, acho que a gente chamou a nossa lista.
04:03Não foi o capô.
04:05Perdão?
04:05Pode ter sido o capô.
04:06Não, não.
04:07Provavelmente ali no capô, volatilizou algum.
04:09Agora, se eu te falar assim, pode ser um componente do airbag,
04:11pode ser algo que eles usaram para o estrobo,
04:13pode ser algo que eles usaram para limpar o veículo.
04:15Aí eu não consigo tirar essa informação.
04:16Mas não havia nenhum pacote dentro do carro que foi vistoriado.
04:20Não havia.
04:21Ô, capitão, essa orientação do candidato não seguir no carro e no carro do governador
04:27é orientação dos senhores, uma sugestão?
04:29É um protocolo de segurança.
04:30A partir do momento que um cão indicou a possibilidade da existência de um artefato,
04:35aí a gente trata como se o artefato fosse.
04:37A partir de então, todos os requisitos são adotados.
04:40A partir do momento que a gente trabalha e identifica se está seguro,
04:44aí a gente está nessa fase agora de explicar a todos que está seguro.
04:47É correto chamar o cão.