00:00A gente trabalha com a porta encostada, né?
00:02E aí ele chegou e abriu a porta e ficou só com o rosto na porta segurando.
00:06E ele pediu um copo de água.
00:08Aí eu pedi pra recepcionista alcançar um copo com água,
00:11porque eu fiquei com medo de negar e ele entrar, não sei o que eu pensei na hora.
00:15E aí a recepcionista levantou e foi até a cozinha pra pegar.
00:19No que ela virou pra ele, né, virou de costa, ele falou assim,
00:22o nome dela é Amanda.
00:23Ai, Amandinha, não adianta ficar bravinha, porque senão vai levar uns tapinhas.
00:26Aí a moça que trabalha na mesa ao lado falou assim,
00:30Ah, mas não vai dar, né?
00:31Ele não ia bater nela, né?
00:33E aí nisso ela levantou e ele veio pro lado e começou a fazer atos obscenos aqui do lado.
00:39E a gente achou que ele até ia pegar uma faca, alguma coisa, mas não.
00:42Ele ficou aqui, ficou fazendo coisas...
00:45Mas como a gente levantou rápido, fechou a porta, encostou e procurou a chave pra passar a chave,
00:51a gente não ficou escutando o que ele falou, mas ele ficou o tempo inteiro ali.
00:53Na câmera dá pra ver que ele dá risada, que ele fala umas coisas, mas não deu pra entender muito
00:57bem.
00:57Eu nunca tinha visto ele por aqui, porque a gente sempre trabalha com a porta fechada,
01:01então eu nunca vi, só que eu fiquei com medo porque aqui perto tem duas escolas, né?
01:05Inclusive uma escola do primeiro ao quinto ano, então bem no horário das crianças saírem, né?
01:10A gente ficou com bastante medo, porque eu pensei...
01:12E na hora eu só pensei que ele tava armado, que ele tava com uma faca e ele ia tentar
01:15render.
01:15Ele tava com uma cara assim de quem queria mesmo alguma coisa, sabe?
01:18Eu tava sendo atendida pela Ana no momento que ele entrou, eu tava de costas pra ele, né?
01:24Quando eu olhei pra trás e eu vi que ele tinha pedido água pra Ana, eu olhei pra ela, olhou
01:28pra mim e falei,
01:28tipo, a gente já entra em desespero porque é um ambiente só de mulher, né?
01:31Então, entrou um homem, a gente já ficou meio assim.
01:35Aí, em primeiro momento, ela ficou com medo de recusar a água, porque não sabia qual seria a reação dele,
01:39né?
01:40Pediu pra nossa atendente ali buscar o copo de água.
01:43Quando ela se levantou, ele ainda foi irônico, tava dando risadinha,
01:47falou que não era pra ela ficar brava, que ele ia dar uns tapas nela e tal.
01:50Então ele tava já insinuando coisas assim.
01:54Aí a nossa... a outra moça que trabalha aqui também, né?
01:57Que faz unha.
01:58Ela falou, brincou com ele, ah, mas você não bate, né?
02:01Aí, nisso, ele deu risada e veio aqui pro lado.
02:03Aí a gente tava todo mundo se olhando, não sabia o que fazer.
02:07O vidro dá pra ver lá de dentro, então a gente só via os movimentos dele.
02:10Ele começou a mexer na parte de baixo, a gente achou que ele tava pegando uma arma, uma faga, alguma
02:14coisa.
02:15E daí, viu, a gente percebeu que os movimentos começaram a ficar mais repetitivos.
02:19Então a gente concluiu, né, que ele estava realmente se masturbando aqui na frente,
02:23ao ar livre, na frente de todo mundo.
02:24Foi a primeira situação, assim, que eu tive, que eu realmente entrei em trânsito.
02:28Eu fiquei bem assustada, bem assustada.
02:30A gente não tinha nem ninguém pra ligar, porque viesse tão rápido.
02:34A gente ligou pra polícia na hora, mas também de imediato, assim, a gente não teve retorno.
02:38Então se tivesse acontecido alguma coisa, ia ser ali na hora.
02:41Não tinha nenhum homem, assim, que a gente ache que vai nos proteger, né?
02:45Então a gente se sentiu bem vulneráveis ali.
02:47Fiquei bem assustada, bem assustada mesmo.
02:49Fiquei bem assustada, bem assustada mesmo.