00:00Primeiramente, dizer que é uma ocorrência de alta complexidade,
00:04onde a Polícia Militar, juntamente com os demais órgãos de segurança do Estado, se envolveu.
00:09Uma pessoa adentrou a um CMEI, uma creche, e fez refém, aproximadamente,
00:16aproximadamente não, fez refém 13 pessoas, 13 crianças, entre 4 e 5 anos.
00:23A nossa equipe de negociação, de pronto, se deslocou,
00:27houve esse primeiro contato com ele.
00:32A negociação se desenvolveu no sentido de tentar demovê-lo da intenção que ele tinha,
00:39de atentar contra as crianças.
00:42O cheiro estava bem forte de produto inflamável,
00:47e a informação que nós recebemos dos funcionários da creche
00:52era que ele estava portando uma arma de fogo em uma faca.
00:57Então, acabamos, através da negociação,
01:04tentando ao máximo acalmar ele e as crianças.
01:08Quando nós percebemos que as crianças começaram a ficar no nível de estresse mais elevado,
01:13e ele, por não conseguir controlar essas crianças,
01:17veio a, de certa maneira, agredi-las, né, de forma verbal,
01:24e algumas delas até segurando-as de uma forma mais assintosa,
01:29vindo, inclusive, a machucar uma ou duas crianças ali.
01:33No momento oportuno, numa janela de oportunidade,
01:36a gente optou, então, pelo adentramento tático.
01:39Ele estava com o isqueiro na mão, né,
01:41ameaçando, então, botar fogo ali naquele local.
01:44É...
01:45E nós entramos, no momento que foi entrado, né,
01:48a equipe do BOP,
01:51de uma forma muito...
01:53de uma forma tática,
01:55usando todos os recursos
01:56ao qual eles vêm treinando cotidianamente.
02:01Conseguimos, então, neutralizar essa pessoa, né,
02:04no momento, e resgatar as 13 crianças
02:06e levá-las até aos médicos e aos bombeiros
02:09que estavam ali para socorrê-las.
02:11Ele falou sobre as motivações.
02:14Após a...
02:16a...
02:17a sua neutralização,
02:19nós conseguimos identificá-lo.
02:20Nós não tínhamos, até então, identificá-lo.
02:22Com a identificação dele,
02:23soubemos, então, que ele sofre de esquizofrenia,
02:26ele não falava nada
02:28que tinha alguma...
02:30algo conexo,
02:31que pudéssemos realmente identificar
02:33qual seria a sua...
02:34a sua real intenção ali,
02:36o motivo pelo qual ele estava fazendo aquilo.
02:39Então, não posso afirmar realmente
02:41o que ele passava
02:43ou qual era a intenção dele,
02:45o motivo pelo qual ele estava fazendo
02:46aquele atentado.
02:48Mas...
02:51soubemos, então,
02:52que ele tem esse transtorno
02:54e o que teria, então,
02:56feito com que ele viesse a cometer esse ato.
02:58No momento em que nós
03:05percebemos ali
03:05que ele estava agredindo as crianças,
03:07as crianças chorando,
03:09pedindo para ir ao banheiro,
03:11que já estava fazendo suas necessidades ali,
03:13na roupinha delas.
03:14E ele agrediu,
03:15que nós ouvíamos
03:16que ele estava agredindo as crianças
03:18para evitar o mal maior,
03:20e ele com a faca,
03:21estava com uma faca ali no momento,
03:22e a pistola,
03:24que até então não sabíamos,
03:25mas depois indicamos que era um simulacro.
03:27Aí nós optamos, então,
03:29por entrar,
03:29houve o adentramento tático
03:30dentro das técnicas
03:31que a polícia militar,
03:32que o BOPE,
03:35tem dentro da sua doutrina.
03:38E ele tentou, então,
03:40investir para tentar pegar uma criança,
03:41então houve a necessidade, realmente,
03:43de fazer a neutralização dele.
03:45Coronel, ele tinha alguém conhecido,
03:47e ele era da região?
03:48Ali no CEMEI,
03:49ele tinha alguém conhecido?
03:50Essa informação não posso dizer para você.
03:52Não sei dizer se naquele local
03:53ele tinha alguma criança,
03:55alguém conhecido ali.
03:56Isso eu não posso te dizer.
03:57Coronel, como elas são as crianças
03:58ficarem machucadas?
03:59De que maneira que elas ficaram?
04:00Como que elas saíram dessa situação?
04:02No momento em que nós vimos,
04:04que nos aproximamos dela,
04:06elas estavam, logicamente,
04:07bem abaladas,
04:07as crianças estavam chorando,
04:08de forma compulsiva.
04:10Conseguimos acalmá-la
04:11no primeiro momento.
04:12As equipes médicas
04:13já se aproximaram,
04:14e daí houve, então,
04:15o deslocamento delas
04:16até o local,
04:18que já foi pré-determinado,
04:19para que houvesse o socorro
04:20dessas crianças.
04:21Essa criança é machucada, ferida?
04:22Teve uma criança
04:23que deu para perceber
04:24que ela estava
04:25com o rostinho machucado,
04:26teve cinco encaminhamentos
04:27pelo SEAT,
04:28ou por opção do pai,
04:29dos pais, né,
04:30que eles foram encaminhados
04:32para o CEMEIV,
04:33para, desculpe,
04:34para a UPA,
04:35e lá eles estão recebendo
04:37o atendimento
04:37por opção dos pais,
04:38mas somente uma
04:39que dava para perceber
04:40que ela estava
04:41um pouquinho mais machucada.
04:41Foi machucada pelo homem.
04:45Essa carta que foi divulgada
04:46para a imprensa,
04:47seria uma carta
04:48que ele teria mandado
04:49alguém escrever,
04:49ou ele escrito?
04:50Isso eu não posso te afirmar.
04:52A carta, ela realmente existe,
04:53essa carta,
04:54a hora que ele entrou
04:55no colégio,
04:56que houve a iniciativa,
04:58isso nós temos que também
04:59enaltecer a iniciativa
05:00do colégio,
05:01da diretora e dos professores
05:02que tiraram as demais crianças,
05:03ele acabou por deixar cair
05:05essa carta,
05:06e daí houve a leitura dela
05:08naquele momento.
05:09Porque a carta tudo indica
05:10que foi quem escreveu
05:11a carta estava no colo dele.
05:15E em todo momento
05:16da negociação,
05:17ele ficou com todas
05:17as crianças em volta dele
05:18e uma no colo.
05:19Em média,
05:20quanto tempo levou
05:20a negociação
05:21até o desfecho?
05:22Umas duas horas e meia,
05:24três horas,
05:24até nós optarmos
05:27pelo adentramento tático ali.
05:29Como que ele conseguiu
05:29entrar na escola?
05:31Ele pulou a cerca.
05:33Ele parou uma bicicleta
05:33para fora e pulou a cerca
05:34do colégio.
05:35Houve a intenção
05:36dele botar fogo
05:37em algum local da escola?
05:39Havia essa intenção
05:40de ele botar fogo
05:40na escola?
05:40Ele estava com galão
05:41de combustível?
05:42Ele estava com produto
05:43inflamável,
05:44o cheiro era bem forte,
05:45ele estava com pano também
05:46que ele manipulava
05:49e estava com isqueiro
05:50na mão no momento
05:51em que ele foi abordado ali.
05:52E a polícia militar
05:53foi avisada
05:54quanto tempo depois
05:55que ele invadiu o semento?
05:56Isso não posso te afirmar
05:57quanto tempo depois,
05:58mas caiu a ocorrência
05:59no nosso central
06:00no 9-0 e de imediato
06:02as equipes do 12º Batalhão
06:03já se fez presente.
06:04Mas foi alguma professora
06:04que conseguiu ligar?
06:06Essa informação
06:06eu não tenho
06:07quem foi o solicitante,
06:09isso eu não posso te afirmar.
06:10Mas houve a solicitação
06:11de alguém da população
06:11e a polícia militar
06:12de imediato se fez presente.
06:13E ele é da região?
06:14Não tem essa informação ainda.
06:16Coronel,
06:16a gente ensinou
06:17algumas imagens
06:18do sujeito
06:18com a bicicleta.
06:19É o mesmo que a droga?
06:21É o mesmo.
06:23Quanto era a média
06:23da idade das crianças?
06:254 e 5 anos.
06:26Coronel,
06:26ele tinha algum alvo específico
06:27ou era só pelo problema
06:28de esquizofrenia mesmo?
06:29Não posso te afirmar também
06:30qual se tinha algum alvo ali.
06:32A informação que nós tivemos
06:33depois que ele foi identificado
06:35que ele tinha esse problema.
06:36O coronel,
06:37quando a gente fez um produto inflamável,
06:38ele jogou pela sala,
06:40chegou a atingir
06:40alguma das crianças?
06:41Ele espalhou pela sala.
06:42A informação estava
06:44na roupa das crianças,
06:45até porque eu não manipulei,
06:46então tem que ver
06:46depois com o bombeiro.
06:47Ele mesmo não?
06:48Não, ele estava espalhado
06:49pelo cômodo ali,
06:50pela sala de aula ali,
06:50pelo local onde as crianças estavam.