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  • há 2 semanas
Família enterra jovem carbonizado em Cariacica e pede justiça: “Foi muito cruel o que fizeram com ele”

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Transcrição
00:00Durante semanas, a família de Lucas Rogério de Oliveira viveu um pesadelo.
00:05A dor de perder alguém, somada à incerteza de não ter a identidade confirmada.
00:11Essa espera de sair esse exame é muito complicado pra gente, entendeu?
00:17É muito... é praticamente um terror, entendeu?
00:21A gente ficar aguardando tantos dias pra obter esse exame, mas tem menos que aguardar.
00:27A espera pelo exame de DNA durou quase um mês.
00:31A confirmação veio na semana passada.
00:34A partir daí, começaram os trâmites para o sepultamento, que aconteceu na última sexta-feira.
00:41Embora com muita tristeza, mas foi realmente um alívio pra gente, né?
00:46Lucas foi visto pela última vez no dia 27 de junho.
00:51Pela manhã, ele foi junto com a namorada até o pet shop da madrasta, em Vila Velha,
00:57deixou lá a cachorrinha do casal.
01:00Depois, disse que iria cobrar algo e saiu.
01:04Retornou, buscou a namorada e a levou até a faculdade.
01:09Por volta das cinco da tarde, não deu mais notícias e parou de responder as mensagens.
01:15No dia seguinte, a polícia militar foi acionada por causa de um carro que havia pegado fogo na região de
01:23Vila Cajueiro, em Cariacica.
01:25Dentro do veículo, duas ossadas.
01:28O carro era blindado, comprado por Lucas há menos de uma semana.
01:33No local, o pai reconheceu uma correntinha de ouro, presente antigo da família.
01:39Lucas tinha 30 anos.
01:42Trabalhava com transporte e alimentação.
01:45Tinha carros alugados, rodando por aplicativos.
01:48E uma rotina intensa.
01:51Meses antes de morrer, havia comprado uma casa em Balneário Ponta da Fruta.
01:56Era o primeiro passo para tentar uma vida mais tranquila, ao lado do único filho, de oito anos.
02:02Era correria dia a dia, devido ao trabalho dele, de estar mexendo com esse setor de transporte e alimentação.
02:12Então, ele tinha também vários carros de Uber alugados, entendeu?
02:17Então, ele ficava baixo para cima, sempre, sempre, sempre, entendeu?
02:20E quando tinha uma oportunidade, vinha aqui em casa, ou vinha trazer o neto, que era o filho dele que
02:26estava com ele, entendeu?
02:27E era dia a dia, segundo a segundo.
02:30Foi a última vez que o senhor falou com ele, o que o senhor conversou com ele?
02:34Foi por telefone, entendeu?
02:37A gente estava até combinando em fazer um churrasco aí que estava programado, né?
02:43Mas, infelizmente, não deu tempo, entendeu?
02:46Da gente fazer essa confraternização aí.
02:49Aconteceu esse episódio aí com ele.
02:52A saudade bate mais forte quando o neto aparece.
02:55O menino brinca, conversa, mas logo as lágrimas descem.
03:00O avô tenta ser forte, mas diz que é impossível não chorar.
03:06Prontos na hora, não tem outra forma, não, entendeu?
03:09O filho dele também está aí, está conversando, está brincando, mas daqui a pouco as lágrimas descem, porque é muito
03:16terrível, tá?
03:17Apesar da confirmação do DNA, a polícia ainda não concluiu a análise da segunda ossada.
03:23Há suspeita de que pode ser um animal, mas nada foi confirmado.
03:27A família ainda não sabe o que motivou o crime.
03:31A polícia civil diz que as investigações continuam e que, por enquanto, não pode passar mais detalhes.
03:36O caso foi registrado como encontro de cadáver e é investigado pela divisão de homicídios de Cariacica.
03:44Enquanto isso, a dor da perda só aumenta, alimentado pela falta de respostas e o desejo de justiça.
03:51Espero justiça, né? Primeiramente Deus, né? E depois que, dos homens, né? Que faça justiça.
04:00Que não seja mais um crime que fique impune aí, né? Através de uma situação cruel dessa que aconteceu com
04:07ele.
04:07Obrigado.
04:07Obrigado.

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