00:00Agora a gente vai saber o que disse a diretora de uma escola lá de Vila Velha,
00:05onde uma criança aparece num vídeo sendo agredida.
00:09Muita atenção, depois a gente conversa, balança.
00:12As imagens gravadas mostram uma mulher correndo atrás de uma criança de 7 anos.
00:18A criança aparece no vídeo, correndo muito.
00:21A mulher vem logo atrás, pega o menino no colo com muita força
00:25e de forma abrupta, coloca ele sentado em uma cadeira.
00:30Segundo a família do menor, essa é a coordenadora de uma escola municipal de Vila Velha.
00:36Para gravar ainda mais o caso, a criança tem transtorno do espectro autista
00:42e por isso necessita de cuidados especiais.
00:46A mãe recebeu os vídeos via WhatsApp e no dia da agressão, segundo ela,
00:5128 de novembro de 2024, ela procurou a escola atrás de respostas
00:57e, segundo ela, não foi bem atendida.
01:00Eu recebi uma denúncia escrita que ele estava sendo agredido, né?
01:07Que um aluno tinha visto.
01:09Só que aí eu fui ver as imagens, aí a diretora me mostrou,
01:15se não me mostrou a agressão, me mostrou o dia do fato, mas a agressão não me mostrou.
01:21Segundo ela, não estava no vídeo.
01:25Aí, fui embora.
01:27Não me ligaram esse dia, fui buscar no horário normal.
01:30Na quinta-feira de manhã, veio outra denúncia com um vídeo,
01:35que ele estava sendo agredido sim, que não era a primeira vez
01:38e a pessoa já estava no saber o que fazer
01:40e a única coisa que podia fazer era me mandar as imagens.
01:43Fui lá e pedi as imagens de novo, para ver de novo.
01:46Aí a diretora ficou falando que a gente já tinha visto essa imagem,
01:49não tinha nada na imagem, né?
01:51Aí, quando eu pedi a imagem, ela falou que já não tinha mais essa imagem.
01:56Aí, que eu fiquei nervosa e falei, eu já tenho as imagens,
01:59só que eu quero que você me mostre por sua vontade,
02:03para você saber que você não está conivente, que você...
02:05Aí, não apareceu as imagens.
02:07Quando eu falei que eu tinha as imagens, eu vim, peguei o celular da minha irmã,
02:10levei para ela e mostrei para ela.
02:13Aí ela falou que minha imagem é montagem, que é editada,
02:17que aquela imagem não existe.
02:18A mãe é dona de casa, tem 40 anos e vive para cuidar do filho, que tem autismo.
02:26Procurou todos os meios para proteger o direito da criança.
02:29Ela quer que todos que estavam no pátio assistindo à agressão
02:34sejam afastados da unidade escolar.
02:37Fui no DPCA, fiz boletim de ocorrência, fui na semente, na expensão,
02:41relatei, fui no conselho de celular.
02:45E aí, marcaram uma reunião no dia 10, na casa de núcleo, da Casa de Pedra, de Vila Velha.
02:51Fomos a essa reunião.
02:52Na reunião, ela apresentou o vídeo.
02:54Segundo ela, conseguiu, pelo técnico, puxar do HD.
02:58E mesmo assim, eles falaram que não era agressão.
03:00Aí, o meu marido foi, puxou o zoom, né, eu pedi para ver as imagens.
03:05Aí, a coordenadora da Casa de Pedra me mostrou as imagens, eu puxei o zoom.
03:10Quando eu puxei, ela não viu, ela falou que não tinha agressão nenhuma.
03:14Quando eu puxei, aí o meu marido foi, puxou o zoom e apertei o play.
03:16E falou, pá, presta atenção no vídeo, já que você não vê a agressão.
03:20Aí, quando ele mostrou, ela falou assim, ah, realmente, ela bateu.
03:24Essa escola, onde supostamente as agressões aconteceram,
03:29fica aqui, no bairro São Conrado, em Vila Velha.
03:32A família dessa criança também mora em São Conrado.
03:36Quando a mãe viu o vídeo que mostra o tratamento que o filho recebeu na escola,
03:41tentou encontrar a coordenadora que aparece nas imagens.
03:45Mas a informação dada à mãe é que ela teria sido afastada.
03:50Ela foi afastada, parece que ela foi afastada.
04:03A mãe contou para a nossa equipe que o filho tentou verbalizar,
04:09demonstrar para ela, durante vários episódios,
04:13o que estaria acontecendo com ele no ambiente escolar.
04:18Mas ela não conseguia entender.
04:21Depois que esse vídeo chegou até o celular dela,
04:24e ela viu as imagens, aí sim, a fecha caiu.
04:28Quando ele chega na sala do médico,
04:31que eu vou no postinho com ele,
04:32ele já chega e se barriga, barriga, braço, rosto.
04:35Aí eu falo para o médico, não, é porque ele está na sala do médico,
04:37aí ele sabe que o médico trata de dor.
04:39Aí, quando apareceu esse vídeo, que eu fui me ligar,
04:43ele estava tentando me falar, e eu não estava entendendo.
04:47Procuramos a coordenadora envolvida em toda essa confusão,
04:51nós não encontramos essa mulher,
04:52mas conversamos com a diretora da escola por telefone.
04:56A diretora disse que todo caso está sendo tratado no âmbito judicial.
05:01Procuramos também a Prefeitura Municipal de Vila Velha,
05:04e a Secretaria de Educação informou que a escola abriu o processo interno
05:09para análise técnica da apuração junto à Secretaria
05:13e que a equipe de Educação Especial e o setor de inspeção escolar
05:17efetuaram um atendimento à família desse menor.
05:21A Prefeitura ainda disse que o processo está em tramitação
05:25e, no momento, não pode mais comentar sobre o assunto.
05:29A mãe quer que a justiça seja feita.
05:32Eu acho um absurdo, meu filho tem que sair e eles continuam.
05:35Eu quero que eles saiam, todos, as pessoas que estão ali no vídeo,
05:40vendo a situação e não ajudou ele.