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  • há 11 minutos
Neste programa, discutiremos se os homens são mais competitivos do que as mulheres. Muitas vezes, a competição é associada principalmente aos homens, mas será que as mulheres são tão diferentes nesse aspecto? Para debater esse tema, teremos a psicóloga Luciane Infantini, que trará insights valiosos sobre as diferenças e semelhanças na competitividade entre homens e mulheres. Não perca essa conversa esclarecedora!

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Transcrição
00:00Olha o assunto do momento aí nos sites de celebridades, gente, é a treta entre dois filhos de super famosos,
00:10o Enzo Celulare, que é filho ali da Claudia Raia e do Edson Celulare, e também o João Guilherme, filho
00:17do cantor Leonardo.
00:18E dizem, ó, que essa treta é das antigas, viu minha amiga, meu amigo?
00:23Como os dois têm um perfil ali bem parecido, tá vendo a foto?
00:26Então, eles já teriam disputado, por exemplo, contratos de trabalho como influenciadores,
00:33e no campo sentimental, os dois também têm gostos bem parecidos, isso também já foi motivo de disputa,
00:40os bonitões já se envolveram, sabe com quem?
00:44Yasmin Brunet, Bruna Marquezine, Jade Picom, pois é, a gente acha aí que esse negócio de disputa só existe entre
00:53as mulheres, né?
00:55É não, tá? Homem também gosta de uma treta, é tão competitivo quanto as mulheres.
01:00Vamos bater um papo sobre esse assunto? Participa com a gente, eu tenho aqui no nosso estúdio, eu recebo,
01:05Luciano Infantini, psicóloga, obrigada, Lu, pela sua participação, viu, uma boa tarde.
01:11E também, Marcos Peixoto, veio aqui representar o time masculino.
01:16Com certeza.
01:17E contar pra gente, de fato, os homens também têm essa rivalidade entre eles, têm esse lado bem competitivo?
01:24Temos, temos sim a nossa rivalidade.
01:27Fala bem pertinho no microfone.
01:28E, diferente das mulheres, né? A gente tem uma rivalidade diferente, né?
01:32A gente são mais possessivos, né? A gente estamos ali querendo mostrar a masculinidade.
01:37A mulher não, ela tenta ali ganhar com a beleza em si.
01:40O homem não, já tenta ser mais poderoso ali na situação ali e tentar ser, chamar mais atenção nessa situação.
01:49De poder, então.
01:50Isso.
01:51Chegar chegando, né? Indicando poder ali, mostrando quem manda na situação, é essa a história?
01:57Sim, sim, sim. É igual, aconteceu uma situação comigo uma vez, né?
02:01Ali na festa ali, a moça ficou bem, querendo ficar comigo ali e o rapaz que estava com ela ficou
02:11meio nervoso
02:12e quis vir me tratar mal, querer arrumar uma confusão.
02:17Então, chega pra lá.
02:18Só por causa que ela estava querendo ficar comigo em si.
02:21E aí, aí mostra, né? A questão da possessividade do homem, como o homem quer estar ali na situação.
02:29Lu, o que que tá por trás, né?
02:31Ele falou uma coisa muito, que me chamou a atenção, bem interessante.
02:35Ele falou assim, diferente da mulher, né?
02:38O homem tem esse espírito mais competitivo entre os homens.
02:42A gente tá falando aqui entre os homens, tá, gente?
02:44Gente, vai mais pro lado do poder. Por que isso?
02:49Exatamente, Humberto.
02:50Na verdade, isso é por questões evolutivas mesmo da nossa espécie, né?
02:54Que o macho precisou se autoafirmar, aquela coisa da força, da virilidade.
03:00Isso tudo tem a ver com questões evolutivas, né?
03:04Que tem aí, a gente carrega biologicamente esses traços, não pode negar.
03:08Mas também com uma questão do próprio machismo, que a gente já discutiu várias vezes no programa, né?
03:14O machismo, ele aflora essa questão do poder, da autoafirmação, do macho alfa, né?
03:20Então, é sim uma rivalidade que muitos homens nem têm consciência.
03:25Na verdade, ele até falou muito bem, ele tem consciência, mas alguns nem têm consciência.
03:30Fazem como se fosse algo natural.
03:32E aí é preciso, né? Desconstruir um pouco isso pra viver melhor.
03:36Eu tava fazendo uma reflexão, falei assim, gente, como, por exemplo, né, que eu vejo...
03:40Tô dando um exemplo lá em casa, né?
03:42Eu vejo o meu marido demonstrando essa questão competitiva.
03:47Aí eu reparei que se eu chamar a atenção do meu marido na frente de outro homem, ele não abaixa
03:51a guarda, não.
03:52Você também é assim?
03:53Ah, com certeza, né?
03:54Se você for chamar a atenção do lado de um amigo, por exemplo, você não abaixa a guarda, não.
03:58Com certeza.
03:59Agora, se não tiver homem perto, aí o homem fica aqui aí.
04:01Abaixa a orelha, abaixa a orelha.
04:04Né? É por aí, é nesse estilo?
04:06Sim, sim, sim.
04:07Porque tem a questão da masculinidade, né?
04:09O homem, ele tem que mostrar que ele é viril, que ele não pode abaixar por qualquer coisa e acaba
04:15ficando a situação.
04:16Que não tem tanta...
04:18E como é que você faz pra lidar com esse sentimento?
04:22Porque não é mais... como assim?
04:24Ah, por exemplo, né?
04:25Vamos pensar assim na rivalidade.
04:26Você é personal trainer, né?
04:28Então, vamos pensar num contexto ali de academia e aí tem um aluno que tá querendo se aparecer, que tá
04:36naquela situação mais viril.
04:38Como é que você lida com isso?
04:41Você fica mais na sua ou você é mais afrontoso?
04:46Depende da situação, né?
04:47Depende da situação.
04:48No lado profissional, a gente vai sempre se ter mais racional, né?
04:51Que a gente também não pode deixar acontecer.
04:55Mas, no pessoal, às vezes, a gente pensa mais com o emocional.
04:59Vamos ser sinceros, né?
05:00Às vezes, a gente tem as atitudes que depois a gente para pensando, nossa, pra que eu fui fazer isso?
05:05Mas, é questão do homem se dar ação sem pensar.
05:11Mas, na questão profissional, não tem jeito.
05:12A gente pensa um pouquinho mais, deixa passar e bola pra frente.
05:17É, até porque o campo profissional envolve aí vários fatores também, que a gente não pode se deixar queimar por
05:24conta, às vezes, de fatores externos.
05:26Vamos ver a opinião do Michel?
05:28É, Michel Bermudes também emitiu pra gente a opinião.
05:31Quero saber o que o Michel disse, hein?
05:33Vamos ver.
05:34O homem, ele disfarça melhor.
05:36Eu acho que o homem disfarça melhor.
05:37A mulher meio que dá na cara.
05:39Quando uma mulher tá competindo com a outra, você já saca.
05:41O homem, ele disfarça.
05:42Ele é mais silencioso nessa questão da rivalidade.
05:44Mas, eu acho que a rivalidade masculina tá mais no campo dos afetos, da conquista, né?
05:49Eu quero conquistar mais do que o outro cara.
05:51O cara tá pegando uma novinha, eu também quero pegar.
05:53O cara tá pegando uma gostosa, eu também quero pegar.
05:55O homem compete muito nisso, na questão do relacionamento.
05:58Mas, tem invejinha, sim.
05:59Fica olhando do outro.
06:00O carro do outro.
06:01Ah, o outro tem um carro, eu também quero.
06:03Existe sim, ai, ai, ai.
06:05Você já competiu com alguém?
06:06Já, já competiu muito.
06:07Ganhou ou perdeu?
06:08Eu já ganhei e já perdi, porque na vida é assim, tá?
06:11Para, garota.
06:14Beijo, Michelito.
06:15É isso mesmo, Lu.
06:16Existe essa diferença, igual o Michel pontuou, da forma que a mulher expressa essa rivalidade
06:21pra forma que o homem também faz isso?
06:24Sim, e inclusive, Roberta, como a gente pode observar, os objetos de disputa são diferenciados, né?
06:30O homem disputa mulheres, claro, porque é considerado mais poder.
06:35Dinheiro também, quem tem mais dinheiro, quem tem o carro melhor, a melhor casa.
06:38Então, tem sim essa questão.
06:41Mas, o que eu acho interessante observar é que isso são mecanismos ancestrais, né?
06:46Que não fazem mais sentido.
06:47Nós não estamos lá mais no mundo das cavernas.
06:49Então, é um processo também de observar que muitas vezes isso é destrutivo pras amizades, né?
06:55Você disputa quem tem o carro melhor e tá, e no final das contas?
06:59O que você ganha com isso?
07:00O que você ganha com isso?
07:01Exatamente.
07:01O que você ganha com isso?
07:02Ah, meu carro é melhor.
07:03Aham.
07:04E aí?
07:04Às vezes você entra numa disputa com um colega que poderia ser seu amigo, que poderia
07:08te ajudar.
07:09Então, assim, a gente tem que tomar cuidado com esses mecanismos que nós temos aí ancestrais
07:12pra, opa, vamos frear um pouquinho isso, né?
07:15Não vale a pena.
07:15É possível.
07:16É possível conseguir mudar um pouco isso porque, às vezes, a pessoa não tem.
07:21Às vezes, ela não carrega aquilo nela.
07:23Mas a situação o coloca naquele contexto.
07:27Igual a gente tava comentando aqui, né?
07:28Fazendo um cenário aí, uma suposição, uma hipótese que a gente narrou aqui, vou
07:32supor você lá na academia como professor, né?
07:35E é possível ele conseguir se sair?
07:37Com certeza, Roberta.
07:39Tudo é uma questão de treino, não é fácil.
07:40Porque, como ele disse muito bem, o emocional tá capturado por essa parte mais primitiva,
07:46né?
07:46Então, se ele for agir pela emoção, ele vai agir meio que instintivamente.
07:50Quando, né, ele coloca isso pro nível mais racional da consciência, ele consegue frear
07:56esses processos.
07:57É que, muitas vezes, a emoção é muito rápida, né?
08:00É igual eu falei, né?
08:01A questão de você saber lidar.
08:04A situação que demanda, né?
08:06Vamos supor, igual eu falou lá, a questão do trabalho.
08:08O trabalho, a gente sempre vai ser mais racional.
08:10A gente sempre vai pensar, será que vale a pena tomar uma atitude precipitada?
08:15Então, no trabalho, não tem jeito, mas, às vezes...
08:18Mas, vamos lá, no seu meio de personal trainer, tem muito essa disputa, não tem?
08:23Tem, com certeza.
08:24A questão do ego, a questão das pessoas ali...
08:27Quem é o professor tem mais aluno, né?
08:29É, que é o que chama mais atenção.
08:32Sempre tem, né?
08:33Você sempre fica observando essas situações.
08:35Isso é bem frequente.
08:36Ainda mais ali no meio dos personagens ali da academia, sim.
08:39Até porque mexe com a estética, né?
08:42Sim, sim, com certeza.
08:42Embora tenha ali o foco na saúde, mas o resultado estético também conta muito para a sua área.
08:48Total, total.
08:49Você vê muito nessas questões, assim, quem é o melhor, assim, sem dúvidas.
08:54Vamos ver também a opinião do Caio Dias.
08:57Ele falou para a gente aí sobre essa rivalidade masculina.
09:03Com certeza existe rivalidade masculina, não só masculina, mas questão de ser humano,
09:08homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem, porque a gente nasce numa sociedade
09:13que as pessoas se comparam inconscientemente.
09:16Então, se você percebe aí que a pessoa, o cara, né?
09:20Estamos falando aí de rivalidade masculina.
09:22Tem alguma coisa que você não tem ou queria ter?
09:26Você inconscientemente começa a batalhar para aquilo, para ter aquela coisa que a pessoa
09:32tem e você não tem, aquela pessoa é e você não é, e acaba sendo uma rivalidade.
09:40Então, respondendo, com certeza, rola rivalidade masculina, sim.
09:45Aproveitando o gancho aí do Caio, beijo para você, Caio.
09:48Lu, existe então, a gente pode dizer que existe até um limite para que essa competitividade
09:56seja positiva?
09:57Seja saudável, né?
09:59Sim, se você observa, bom, o outro tem aquilo e eu desejo, eu posso ter, como ele falou,
10:04né?
10:05Eu vou trabalhar, vou batalhar.
10:06Eu acho que isso está dentro do nível saudável, sabe?
10:09De você desejar algo e até ver que se o outro tem, você também consegue.
10:13Isso é positivo, né?
10:15Mas chega um ponto que isso vira uma doença ou que isso destrói as relações.
10:20Então, tem que ter esse cuidado, sim.
10:22Ou que você passe a invejar uma pessoa em especial, sabe?
10:25A pessoa não pode fazer nada, que tudo que ela tem, faz, você quer também.
10:29Aí já passou do limite, né?
10:30Cada um tem que ter seu repertório, né?
10:32A sua história, né?
10:32Com certeza.
10:33Com certeza.
10:34Agora, olha aqui, tem um comentário, a Cláudia Valéria diz, a rivalidade é geral.
10:39Ela quer dizer que é tanto entre os homens, homem com homem, mulher com mulher e vice-versa.
10:42E ela diz aqui também que o homem é mais competitivo e mais fofoqueiro.
10:49Eita!
10:50Será?
10:51O que você me diz?
10:53Eu vou falar a verdade.
10:55O homem tal do homem é um bicho fofoqueiro mesmo.
10:57Eu tenho até um grupo no WhatsApp de homens de fofoca.
11:01É sério?
11:02É sério, é sério.
11:03E o homem fofoqueiro fala sobre o quê?
11:06O homem, ele fala mais dos acontecimentos, né?
11:09Dos acontecimentos que ocorrem.
11:11Você viu lá fulano de tal, que isso e aquilo.
11:13A gente não fica comentando muito da roupa da coleguinha.
11:16É mais acontecimentos.
11:18Eu acho que o homem fica mais na questão do acontecimento e não da crítica ali.
11:23Olha, você viu como é que fulano se vestiu?
11:25Ou como é que fulano tal?
11:27É mais questão de acontecimento.
11:28Lu, quem é mais fofoqueiro, o homem ou a mulher?
11:31Olha, Roberta, eu não sei responder.
11:34Não vi pesquisa científica desse respeito, mas eu acho que é parte dos dois, né?
11:39Eu acho que isso é assunto para um próximo assunto.
11:41Eu acho, eu acho.
11:42Vamos até pesquisar.
11:44Tá certo, gente.
11:45Obrigada pela participação de vocês e obrigada pelo incentivo que você trouxe também para a gente.
11:50De repente a gente se sentir inspirado.
11:53Mas ter cuidado ali nessa rivalidade, nessa competição.
11:56Beijo, gente.
11:57Beijo.

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