00:00Os primeiros sintomas da esclerose múltipla surgiram em 2019, mas na ocasião, Tamiris não foi diagnosticada com a doença.
00:09Os médicos achavam que ela tinha labirintite.
00:12Quando eu levantei, a minha visão ficou dupla, eu fiquei um pouco tonta.
00:16E aí, na época, eu procurei os médicos e aí foi diagnosticado como labirintite, né?
00:20Porque é bem típico também, sintomas de labirintite.
00:23E desde então, segui minha vida. Eu tomei remédio para labirintite ao longo do tempo, até resolver um pouco.
00:29Somente dois anos depois, quando novos sintomas surgiram, é que finalmente o diagnóstico correto foi feito, por meio de uma
00:37ressonância magnética.
00:39Quando eu estava dirigindo para ir trabalhar, eu comecei a sentir uma dormência, a dormência foi aumentando, foi subindo para
00:44os braços.
00:45Me incomodou muito, né? Aquele desespero de sentir os braços.
00:49Como a dormência não passava, eles foram investigando mais.
00:52E eu falei para eles, inclusive, que a minha irmã mais velha tem esclerose múltipla.
00:56E eles estavam descartando inicialmente.
01:00Até que eu fiz a ressonância e aí foi diagnosticado esclerose múltipla.
01:03No mundo inteiro, estima-se que 2 milhões e 800 mil pessoas tenham esclerose múltipla.
01:09A doença afeta mais mulheres jovens, entre 20 e 40 anos de idade, e pessoas de pele clara.
01:16Além de dupla visão e dormência, como nós vimos no caso da Tamires, a esclerose múltipla também provoca fadiga, falta
01:24de equilíbrio e coordenação motora, problemas na bexiga e no intestino, entre outros sintomas.
01:31E tantos sintomas assim acabam dificultando o diagnóstico correto.
01:35Ela não tem nenhum sintoma que é típico de esclerose múltipla.
01:38Então, o que pode acontecer em outras doenças corriqueiras.
01:41Qual o grande problema que os pacientes enfrentam no diagnóstico da esclerose múltipla?
01:46Porque raramente eles vêm direto no neurologista.
01:48Eles acabam passando em outros especialistas.
01:50Eles podem ter perda da visão.
01:52Então eles vão no oftalmo.
01:52A esclerose múltipla provoca inflamação nos neurônios e na medula.
01:57A doença não tem cura.
01:58E se não for tratada, pode fazer com que a pessoa perca os movimentos e a fala.
02:03Nesta quarta-feira, 30 de agosto, o alerta é para a necessidade de um diagnóstico mais rápido.
02:09A evolução natural da esclerose múltipla sem tratamento, ela pode ser muito grave.
02:14Ao ponto de depois de 20 anos de doença, o paciente ficar acamado.
02:17O paciente ter dificuldade para falar, dificuldade para engolir.
02:21Então pode ser uma doença, realmente, quando não tratada, muito grave ao longo de anos.
02:27O que é muito importante é a conscientização que o tratamento é eficaz e tem que ser o tratamento precoce.
02:34A Tamires, do início da reportagem, hoje é mamãe.
02:38Para manter a doença sob controle, ela usa vitaminas D e B12 e um suplemento energético.
02:44Também melhorou a alimentação e faz exercícios.
02:48Eu era uma pessoa super sedentária e aí eu procurei praticar esporte.
02:52Eu faço pilates, muito bom.
02:54Mudei a alimentação também, uma alimentação mais saudável.
02:57Eu faço pilates, muito bom.
02:57Obrigado.