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  • há 4 semanas
Ele aceitou a corrida mas era outra pessoa

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Transcrição
00:00Motorista por aplicativo tem veículo levado após aceitar uma corrida, gente.
00:06Ele aceitou essa corrida e aí teve... Vamos ver, vamos ver a reportagem.
00:09Olha aí.
00:11A mulher que prefere não mostrar o rosto amarga a lembrança de um fim de semana
00:16que ela e toda a família vão demorar para esquecer.
00:21O marido dela teve a moto roubada por dois criminosos armados.
00:26A última corrida que ele pegou era 3h20 da manhã.
00:29Aí um aplicativo chamou uma pessoa chamada Emily.
00:32Aí ele foi porque ele achou que era seguro por ser mulher.
00:35A vítima, esse motociclista, veio aqui para o bairro Vila Batista, em Vila Velha,
00:41onde nós estamos, para embarcar essa possível passageira.
00:45O problema, gente, é que esse homem não percebeu que estava caindo numa emboscada.
00:49E ele não percebeu por vários motivos.
00:52Para começar, foi uma mulher que pediu uma corrida pelo aplicativo.
00:55Ele achou então que estava mais seguro.
00:57Outra situação, ele veio para a principal aqui de Vila Batista,
01:02que é aqui onde nós estamos, exatamente aqui nesse local.
01:05Vila Batista é um dos bairros mais tradicionais de Vila Velha,
01:09um bairro antigo, movimentação aqui na avenida principal,
01:13mas era de madrugada, 3h da manhã, e isso aqui estava o quê?
01:17Vazio, um breu só.
01:18E foi exatamente nesse contexto que esse homem foi assaltado.
01:22O que vale a gente ressaltar é que ele imaginou, estava na última corrida do dia,
01:283h da manhã, o cara saiu 9h da noite para trabalhar.
01:33Ou seja, de madrugada, ele achando que ia terminar essa corrida,
01:36e ia para casa, feliz da vida, curtir a família, passar o restinho da noite com a esposa e com
01:42o filho.
01:43Infelizmente, não foi isso que aconteceu.
01:45Assim que ele chegou aqui em Vila Batista, ele deu de cara com dois homens,
01:49dois criminosos armados que anunciaram o assalto.
02:09Um outro detalhe importante que a vítima, o motociclista, contou para a polícia,
02:15foi o seguinte, os assaltantes estavam aqui, olha, atrás dele, e exigiram que ele fosse para frente.
02:20Ele não podia fazer isso daqui, olhar para trás.
02:24Ou seja, o cara, depois que os bandidos pegaram a moto dele, não viu mais essa motocicleta.
02:30Eles conseguiram sair daqui, fugiram do bairro Vila Batista,
02:33e o homem continuou andando por cerca de 20 minutos até conseguir pedir socorro.
02:39E uns 100 metros, mais ou menos, depois, estava tendo uma festa no barzinho, né?
02:42Só que aí, como que ele ia conseguir pedir ajuda? Ele não conseguiu.
02:46Ele ficou, foi andando até a casa da mãe dele, para conseguir ligar para mim, para falar.
02:50A família ainda está pagando a moto e precisava do dinheiro extra para garantir remédios para o filho.
02:57Só para a gente entender a luta dessa família.
03:01Essa mãe, essa mulher e esposa, ela trabalha em dois empregos.
03:05É técnica de enfermagem.
03:07Trabalha de manhã, à tarde, à noite, passa a madrugada trabalhando.
03:10O marido, que é o porteiro, que foi vítima desses assaltantes, ele trabalha de manhã como porteiro, um dia sim,
03:17um dia não.
03:18E à noite, ele dobra, virando a madrugada ali, trabalhando como motociclista por aplicativo.
03:25Por que que ele começou a trabalhar como motociclista por aplicativo há três meses?
03:30Porque o filho deles é autista, tem oito anos e no final deste ano vai precisar passar por uma cirurgia
03:37muito séria, muito complexa, no joelho.
03:40E essa criança vai ficar pelo menos um ano sem andar.
03:44Vai ter que operar os dois joelhos.
03:45Então, para complementar na renda, para a gente já se organizar para a cirurgia, porque vai ser um processo longo
03:50de adaptação para ele, a gente começou a fazer isso.
03:53A moto roubada pelos criminosos é essa daqui.
03:56Anota a placa, MTR 0374.
04:01A família precisa dela novamente.
04:05A gente ainda está apagando a moto.
04:06Aí o vagabundo, na maior facilidade, vem e leva.
04:09Como é que a gente consegue conquistar as coisas se o vagabundo vem e pega?
04:13E a gente não pode fazer nada.

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