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  • há 3 semanas
Em coletiva, as polícias civil e militar explicam detalhes do crime e como vai ser o julgamento

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Transcrição
00:00Agora a gente volta a falar sobre o assassinato que socou o Estado esse final de semana.
00:05O do músico Guilherme, que foi covardemente executado em um condomínio de Jardim Camburi, Vitória.
00:12O soldado da PM, gente, que confessou o crime, já tá preso.
00:15Em coletiva, a polícia detalhou o crime, que envolve também o processo de investigação.
00:22Detalhes disso aí tudo. Vamos acompanhar agora. Roda aí.
00:25A cena de uma execução fria, que gerou uma prova para a polícia civil.
00:31Um crime brutal, em que nos choca, vê as imagens, a vítima sendo executada de forma covarde,
00:39inclusive com as mãos para trás, a todo momento.
00:44De forma covarde, no momento que a vítima mais precisava se defender.
00:47Um amigo da vítima vem e empurra a vítima, o que impossibilitou a sua defesa.
00:56O soldado Lucas Torrezani está preso no quartel da PM, em Maruípe.
01:01Foi detido nesta segunda-feira em cumprimento ao mandado de prisão pelo homicídio de Guilherme Rocha,
01:08o músico de 37 anos, morto neste condomínio que morava em Jardim Camburi.
01:13Ele se limitou naquele momento ali, ele não desejou se manifestar.
01:20E aí, em comum acordo entre essa autoridade e a defesa, nós resolvemos marcar uma segunda data para a vítima,
01:28até porque a defesa requeriu acesso aos elementos que estavam nos autos.
01:32Lucas foi autuado por homicídio duplamente qualificado.
01:36E a polícia civil tem até 60 dias para concluir a investigação.
01:41Vamos continuar investigando e, ao final, independente de função, independente de qualquer coisa,
01:48vamos apresentar um relatório final, circunstanciado, apresentando todos os fatos ao Ministério Público e, consequentemente, ao Poder Judiciário.
01:57Ao final da enquete, a gente também fará uma apuração paralela administrativa.
02:03O soldado entrou na PM em 2020. Desde então, não tinha processo na corrigedoria.
02:09Na corrigedoria, não há investigação instaurada em relação ao militar.
02:16Ele entrou em 2020 e nós não temos o histórico de problemas disciplinares pela corrigedoria.
02:25Agora, a polícia civil é a competente. Nós temos um crime de homicídio.
02:30Homicídio, o militar não estando de serviço, né?
02:33Vamos deixar claro isso, que ele estava de folga.
02:37A competência de avaliar todas essas questões é da polícia civil.
02:41De folga e, segundo testemunhas, embriagado.
02:45Ele portava a arma de policial, que, segundo o major, não é proibido.
02:50Não há restrição para o porte de arma ao militar que faz uso de bebida alcoólica.
02:58É, obviamente, que a gente vai...
03:00O militar tem que ter a sua consciência que o uso de bebida alcoólica pode alterar o seu comportamento.
03:09O que nós orientamos na corrigedoria, na instituição, é que o militar deve ser um exímio cumpridor das normas.
03:17Todo condomínio tem um livro, chamado Livro de Ocorrências.
03:21No caso deste condomínio de Jardim Camburi, esse livro tinha o registro de algumas ocorrências de moradores do local reclamando
03:32deste mesmo policial militar.
03:34A gente, ontem, identificou que o autor tinha hábito de consumir bebida alcoólica no condomínio, fazendo algazarra, fazendo zoada.
03:45Mas ele não fazia isso no rol do seu apartamento, para não incomodar seus familiares.
03:50Ele fazia no rol do apartamento da vítima.
03:54Eu já tive posse de algumas ocorrências, pelo menos duas, em que é relatado isso, essa algazarra.
04:01O militar chegou a ser ouvido logo após o crime, mas em um primeiro momento foi liberado,
04:07até que horas depois fosse decretada a prisão.
04:11O delegado explica o porquê disso.
04:14Naquele caso específico, foi apresentado apenas o autor, o qual apresentou uma versão de legítima defesa.
04:24Apesar, inclusive, é comum, quando vem uma ocorrência dessa que fala em legítima defesa,
04:31o delegado não satisfeito, ele, apesar de ter ouvido e ter liberado, ele determinou que fossem feitas algumas desidentes,
04:39que foram feitas, as quais foram efetivadas pela divisão de medicíde para ser uma pessoa de Vitória.
04:45Outro fato destacado pela polícia é sobre o amigo do policial militar que aparece nas imagens empurrando o Guilherme.
04:52Esse homem não foi levado para a delegacia para ser ouvido como testemunha,
04:58mas, segundo a polícia civil, ele pode responder também pelo crime,
05:03porque teria impossibilitado a defesa do músico.
05:06O acusado, ele não agiu de defesa, pelo contrário, ele executou a vítima de forma cruel,
05:16sem possibilitar a vida, a vítima, um meio de defesa,
05:20inclusive se utilizando de um amigo, o qual empurrou a vítima.
05:25Todos esses fatos foram levados ao conhecimento do Poder Judiciário ainda ontem.
05:30Então, vamos lá.

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