00:00O Estado tem 27 mortes por dengue confirmadas e mais de 38 mil casos.
00:07É assustador, né?
00:08Deixa eu chamar a Alessandra Chimenez, porque aqui é tudo ao vivo.
00:12Alessandra Chimenez, traz os dados pra gente. Fala ali.
00:19É isso, Dudu, como você disse, vou reforçar.
00:21São 27 mortes por conta da dengue e 38 mil casos confirmados, fora os notificados, Dudu.
00:30A gente já falou que várias vezes no Espírito Santo, no ar, a gente vive uma epidemia de dengue aqui
00:35no Estado
00:36e também um aumento no número dos casos de zika e chikungunya, que também são transmitidos aí pelo Aedes aegypti.
00:43Então a gente precisa ter muito cuidado por conta dessa epidemia.
00:48E a gente sabe que a maior proliferação do mosquito vem daquelas coisinhas que a gente deixa ali, ó,
00:54pra acumular água, a tampinha de refrigerante, de latinha, a latinha aberta, a tampinha, a garrafinha de suco,
01:03o vazinho de planta, tudo isso que a gente às vezes acha que é inofensivo, não é.
01:08E tá ajudando o mosquito a se proliferar e aí, infelizmente, aumentar o número de casos da doença e, infelizmente,
01:15de mortes.
01:15E aí, por conta disso, dessa epidemia, desse aumento aí no número de casos, a Secretaria de Saúde aqui do
01:21Espírito Santo
01:21montou uma estratégia, Dudu, antes, o boletim epidemiológico, que era quando a gente tinha ali os dados confirmados, né,
01:27ele era divulgado a cada semana.
01:29Toda quinta-feira a gente tinha uma divulgação de quantas pessoas, infelizmente, morreram e de quantos casos foram confirmados.
01:35Mas agora, por conta desse alto número, essa divulgação vai ser feita de forma diária.
01:41Mas pra explicar um pouquinho melhor sobre essa estratégia, em que ponto que a gente está da epidemia aqui no
01:45estado,
01:45eu vou conversar agora com o Orley Cardoso, ele é gerente de vigilância em saúde aqui do estado.
01:50Orley, mais uma vez, muito obrigada por receber a nossa equipe.
01:53Queria que você explicasse um pouquinho pra gente, pro pessoal que tá de casa,
01:56como essa estratégia de divulgação diária pode ajudar a gente a passar por esse período aí de epidemia
02:04de forma menos dolosa, né? São 27 mortes e, infelizmente, é um número alto, né?
02:09Mais uma vez, muito bom dia.
02:11Bom dia, bom dia a todos.
02:12Então, o governo do estado, mediante essa situação do crescimento dos casos de dengue,
02:18acompanhado também de outras arboviroses como zika e chikungunya,
02:22nós instalamos o COI, que é o Centro de Operações de Emergência.
02:25Então, esse Centro de Operações de Emergência, ele trabalha de forma mais intensificada
02:30essas ações e decisões que têm que ser tomadas em relação às arboviroses.
02:35Uma das ações foi disponibilizar esse boletim diariamente.
02:39Então, já que nós temos um número crescente de casos, então, como você mencionou,
02:43já passa, já chega quase a 80 mil casos notificados, né?
02:47Então, são muitos casos, principalmente quando comparamos aos anos anteriores.
02:51Nós tivemos sete óbitos no ano de 2022 e, nesse ano, nós já temos 27.
03:00Então, é um número muito grande, considerando que nós estamos aí em 14 semanas do ano de 2023.
03:07Então, a gente está aqui com essas ações dentro do Centro de Operações de Emergência
03:11para que a gente tenha respostas mais rápidas e a gente entenda e consiga diminuir
03:19essa questão, principalmente dos óbitos, né?
03:21Dentro de casos graves, né?
03:23E, principalmente, o óbito, que é a coisa mais complicada,
03:26que é o final da cadeia aí, da picada do mosquito até a parte final.
03:31Para a gente falar um pouquinho aí dos sintomas, né?
03:34O pessoal que está em casa.
03:35A gente tem visto, então, o aumento no número de casos notificados
03:39e casos confirmados, infelizmente, aí dos óbitos.
03:42Quais são os sintomas mais específicos aí da DEMP?
03:45Porque a gente sabe que confunde com outras doenças, às vezes até a gripe.
03:48E o pessoal fala, ah, não, é uma gripe, vou tomar um remédio e vou ficar em casa.
03:52É importante procurar ajuda médica rápida, né?
03:54Para que a gente não evolua, infelizmente, aí para o óbito.
03:58As orientações nesse momento de epidemia, em que nós temos muitos casos,
04:03é importantíssimo que o usuário, que a pessoa, ela identificou sinais de febre,
04:10principalmente a dengue, é uma característica forte, ter febre, dor de cabeça, dor no corpo,
04:17nas articulações, deve procurar imediatamente o serviço de saúde.
04:21É importante que a pessoa já comece a fazer a hidratação.
04:25Como é que é essa hidratação?
04:27Ingerir água.
04:28Mas não é tomar um copo agora e uma hora depois.
04:31É deixar ali do lado, se vai procurar o serviço, até no trajeto que está indo,
04:36leva a garrafinha e vai ingerindo água.
04:38Chegou na unidade de saúde, também tem que estar fazendo a hidratação.
04:42Porque esse é um ponto que leva a dengue com complicações.
04:46E aí é interessante relatar que quando o paciente entra em choque,
04:51que nós chamamos de dengue grave, ele tem uma dificuldade muito grande em reverter.
04:57Então, assim, nós chamamos de grupo A, B, C e D.
05:00O grupo A são aquelas pessoas que podem ir na unidade básica de saúde.
05:05Está com sintomas leves, está se hidratando, vai na unidade, vai receber as orientações
05:10e podem até voltar para casa.
05:12O grupo C já é um grupo que já é um pouco mais difícil,
05:17que já está em um estado mais avançado e, às vezes, vai precisar de retaguarda do serviço de saúde.
05:22Então, se hidratar é um ponto crucial nesse momento,
05:26em relação aos sintomas que podem decorrer, aí, como eu falei,
05:32febre, dor de cabeça, dor no corpo, que são características fortes da dengue.
05:37A automedicação é preocupante nesse momento,
05:39porque a gente sabe que quem contraiu a dengue, às vezes, tem alguns medicamentos que nem podem ser usados, né?
05:45É, o medicamento que se recomenda, e a parte médica, né, que trabalha com essas orientações adequadas,
05:52normalmente é o dipirono e o paracetamol, e aí tem que ser prescrito pelo médico, né?
05:57É importante não se automedicar, porque você pode tomar um medicamento que não é indicado
06:02e aí isso agravar, isso levar a uma hemorragia e isso dificultar o quadro de saúde.
06:08Então, a ingestão de água é o melhor remédio, primeiro.
06:12E se precisar de orientação, de medicação para controle de dor, local, algo nesse sentido,
06:18vai ser recomendado pelo profissional médico onde ela for atendida.
06:23Antes da gente entrar aqui ao vivo, a gente estava conversando um pouquinho
06:25e falando um pouco de como o mosquito, ele é traiçoeiro e como ele se prolifera muito rápido.
06:31Então, a gente estava falando, né, que em qualquer lugar que tenha ali uma aguinha para ele,
06:35ele já vai ali colocando os ovinhos e isso, ele também acaba eclodindo o ovinho muito rápido,
06:42virando um mosquitinho também muito rápido, e aí vai atingindo a gente de forma muito rápida.
06:46Nesse momento, não tem jeito. O melhor combate é a limpeza, é a gente como sociedade olhar
06:53se tem algum local de água parado em casa.
06:55Eu queria que você falasse um pouquinho desse combate e da sociedade inserida nesse combate ao mosquito.
07:01Então, o combate ao controle do vetor, né, do Aedes aegypti, ele envolve tanto o setor saúde, né,
07:07o setor público e principalmente a sociedade, porque ele está dentro dos domicílios,
07:12ele está em terrenos baldios e se cada um de nós, né, que moramos, temos as nossas casas,
07:18tirarmos um dia na semana e fazer uma vistoria no imóvel, eu consigo tirar aquilo que pode ser um criadouro.
07:29Então, tem uma tampinha de garrafa, né, olha a calha, se ela não está obstruída por folhas,
07:34se tem um pé de árvore que está caindo folhas, está chovendo, a água está ficando parada,
07:40vê se não tem um pneu lá exposto, vazinho de planta, a água do cachorro, não adianta só virar a
07:46água,
07:46tem que tirar e lavar, porque o Aedes aegypti, ele coloca os ovos na parede do depósito
07:52e ele pode ficar até um ano ali.
07:54Então, a partir do momento que a água entra em contato, ele vai nascer com 30 minutos, ele vai nascer.
08:00E de 7 a 10 dias ele vai estar apto a transmitir a doença.
08:04Então, para que a gente diminua esses óbitos que nós estamos vendo, 27 óbitos,
08:10parte dessa primeira ação que é eliminar criadouros.
08:14A ação, ela é crucial, ela não é apenas importante, ela é crucial,
08:20porque se nós conseguimos tirar criadouro, nós vamos tirar também a oportunidade do mosquito nascer
08:27e, consequentemente, nós não vamos ter pessoas adoecendo.
08:31Você acabou falando, Orley, do potinho ali de água, de comida que seja do cachorro,
08:37que às vezes a gente fica falando assim, ah, mas é só com o local molhado, é só onde tem
08:42água.
08:43Mas o mosquito, ele pode colocar o ovinho num local seco, aí no potinho de água do cachorro.
08:49Depois, vamos supor, chove e aí a água tem contato com esse ovinho, é quando ele explode.
08:54Então, a gente não pode ficar preocupado só com o local que tem água, mas o local que está seco
08:59também,
08:59que pode vir acumular água, né?
09:01Exatamente, porque você guarda um objeto no local coberto e depois você retira,
09:06remove e coloca no local que vai ter contato com a água.
09:09Se o mosquito estiver ali, durante um ano, ele depositar os ovos,
09:14aquele ovinho que ficou lá um ano na parede do depósito de um pneu ou num vasinho de planta,
09:20teve contato com a água, ele vai nascer.
09:22Então, assim, precisamos eliminar aquilo que nós não precisamos ter.
09:27E o que nós precisamos, por exemplo, tem garrafas, deixar de boca para baixo, virada,
09:32deixar, se não tem como colocar no local coberto e precisa ter aquele objeto,
09:36mantenha a garrafa de boca para baixo, cobre direitinho, até se você cobrir com a lona.
09:42Tem que tomar cuidado, porque a própria lona, ela forma também aqueles pequenos bolsões de água.
09:47E aí nós temos um tempo favorável, né? Está chovendo, então hoje mesmo choveu, aí esquentou.
09:53O mosquito adora esse clima, porque ele até acelera o ciclo de vida.
09:58Então, é eliminar criadouros e cada um de nós podemos fazer isso.
10:02Aí nós estaremos contribuindo para a redução dessas pessoas que estão indo a óbito,
10:09nós vamos reduzir isso, eliminar, e principalmente pessoas que estão indo para o sistema de saúde,
10:15estão superlotados em alguns locais, devido a essa questão que pode ser evitada.
10:22E aí só finalizando também que nós não temos só essa questão do vírus da dengue, né?
10:28Isso acumula e dificulta ainda mais, já que nós temos circulando também outros tipos de vírus, como a influenza, né?
10:34Então, vamos lá.