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  • há 6 dias
Gerente é abordada por assaltante em moto e tem o carro levado em Vila Velha. O assaltante voltou em direção à mulher e ela se emociona ao contar que achou que fosse morrer.

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Transcrição
00:00Ainda nervosa e processando o trauma vivido há poucas horas, a gerente comercial detalha como foi o momento em que
00:08foi abordada pelo assaltante que chegou de moto e desceu da garupa armado quando ela saía do trabalho nessa quarta
00:16-feira em Ulisses Guimarães, Vila Velha.
00:18Eu saí no horário que todos saem, tem outra indústria que eu trabalho lá e eu já estava chegando no
00:25sentido BR quando uma moto já entrou na frente com dois bandidos, o carona já saiu e impôs a marma
00:32no meu rosto e falou que era para eu sair imediatamente do carro, sem reagir, mandou eu voltar sentido contrário,
00:41com as mãos para cima, foi o que eu consegui fazer e colocou a arma na minha cabeça na parte
00:46de trás.
00:46Ainda tomada pelo nervosismo de ter sido assaltada exatamente naquele momento, a mulher disse que ela ficou um pouco desnorteada
00:55e começou a voltar pelo caminho da empresa para poder pedir ajuda.
01:00Nessa hora, ela viveu mais um momento tenso. É que o bandido que havia roubado o carro dela retornou da
01:08pista que estava em direção à vítima novamente e ela achou que fosse morrer.
01:13Eu tinha a sensação de que realmente ele ia voltar e me matar. Eu tenho filhos, eu estou traumatizada, eu
01:20não dormi essa noite.
01:21Foi na empresa que trabalha que a vítima conseguiu pedir ajuda.
01:26Eu encontro pessoas que me levam à empresa de moto, eu retorno e aí meu diretor estava lá ainda, me
01:32deram todo amparo, já fiz o registro imediato.
01:36Há dois anos trabalhando no bairro, ela conta que sabe da fama em que a região tende a ser perigosa,
01:43mas não esperava que seria assaltada no local.
01:46Onde eu trabalho é um lugar bem, bem deserto, mas tem pessoas de bem, que a empresa que eu trabalho
01:56e outras geram emprego para pessoas de bem,
01:58mas a gente sabe que tem bandido, então por isso que a gente não fica depois do horário.
02:02Eu não vejo policial passando na rua. A gente sai no horário cedo para sair, quer dizer, quando entra a
02:10época de inverno, cinco e meia da tarde, está super escuro.
02:14Logo depois do crime, a vítima se concentrou em registrar um boletim de ocorrência em relação ao roubo do veículo.
02:20Só depois, hoje, que ela voltou à delegacia para registrar um novo BO.
02:26Dessa vez, ela contabilizou o que estava dentro do carro e foi levado, a bolsa, com todos os documentos, o
02:33celular e alguns bens pessoais.
02:35Ela faz questão de vir à delegacia e registrar produto por produto, porque tem a esperança que com esse registro
02:44na polícia, ela consiga ter alguma coisa recuperada.
02:48Eu acredito na justiça, não gostaria que o Espírito Santo fosse mais um estado com casa de bandido, então eu
02:56acredito que eu vou recuperar tudo, com certeza, não tenho dúvida.
02:59O carro é um Onix branco, placa PPU 7512.
03:04Apesar de ser assegurado, ela gostaria de ter o veículo de volta, principalmente o que estava dentro dele.
03:11O medo de não estar aqui para contar a história a faz ser grata por, ao menos, sobreviver ilesa à
03:19ação criminosa.
03:21Foi um dia de trabalho como outro qualquer, maravilhoso, trabalho com a equipe de vendas, impulsionando.
03:27E a gente sai achando que vai só ter, chegar em casa e ter um momento com a família.
03:33Então, eu poderia hoje estar dentro de um caixão, estar aleijada, não estar com meus filhos, com meu marido.
03:40E eu estou aqui, graças a Deus, mas fica um sentimento muito arrancado de você.

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