00:00Boa noite, boa noite, meu povo, mais uma vez, iniciando esse super projeto com a live
00:07E se fosse o seu filho?
00:10É com essa empolgação que a Poliana inicia as lives do projeto E se fosse seu filho?
00:15Uma parceria da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo, Grupo Força Azul e Folha Vitória.
00:23A presidente da Ames conta que tudo começou a partir de um pedido feito por uma mãe.
00:28A ideia da live é falar das pessoas com deficiência de uma forma geral.
00:35Direitos, diagnóstico, leis.
00:37É claro que a tendência foi inicialmente mais para o lado do autismo, porque eu sou mãe de autista,
00:43Bárbara é mãe de autista, então também eram os profissionais e meio que a gente vive.
00:47Em um ano, diversos especialistas debateram temas importantes para pessoas com deficiência.
00:53Até agora, foram 21 lives no Facebook e no YouTube do Folha Vitória, que contam com mais de 8 mil
01:00visualizações e 2 mil interações.
01:04Começou com uma coisa muito despretensiosa, né? E é mais uma coisa do bate-papo, de uma informação, de levar
01:11informação.
01:12A gente vê que tem lives que tem vários comentários, pessoas que perguntam depois.
01:16É uma forma de levar informação independente de qualquer coisa.
01:19A Bárbara tem dois filhos autistas e fundou o grupo Força Azul, que dá suporte a pais que têm filhos
01:26com autismo.
01:27Ela também media o bate-papo sobre temas importantes.
01:30O nosso grupo foi criado com o intuito de auxiliar esses pais.
01:35Quando eles recebem o diagnóstico, muitos ficam perdidos nessa questão de qual é o direito do meu filho, qual o
01:43tratamento que eu tenho que fazer.
01:44Ela conta que não imaginava o sucesso do projeto e que chegaria tão longe com esse trabalho de compartilhamento de
01:52conhecimento.
01:53Foi uma surpresa para a gente, né? A gente não esperava que fosse fazer tanto sucesso esse projeto, se fosse
02:00o filho.
02:01E a gente também não esperava que tantas famílias tivessem tantas dúvidas, não só aqui dentro do Estado do Espírito
02:08Santo, mas fora do Estado e fora do país também.
02:11As lives acontecem às quintas-feiras, a cada 15 dias.
02:16Quem não perde nenhuma é a Giovana.
02:18Ela é mãe de autista, é mãe do Ícaro, que tem 14 anos.
02:22Como é que te ajuda?
02:24Me trazendo informação.
02:26Por exemplo, o Ícaro agora entrou na adolescência.
02:30Como a gente não vem com o manual de instrução, e o Ícaro é um menino de nível de suporte
02:353,
02:36como é que eu vou saber como lidar?
02:38Então, eles trazem um profissional, eu ouço o profissional, tenho o prazer de poder ouvir um profissional dizer
02:45faz isso, faz aquilo, tenta isso, tenta aquilo.
02:49Sempre, sempre é importante.
02:51A Fernanda é médica psiquiatra e participou da primeira live do projeto no ano passado.
02:56Ela acredita que o espaço é uma fonte importante de informação e de ajuda às famílias.
03:02Há uma busca cada vez mais precoce dos pais por conta de ter acesso à informação.
03:09E as lives, a partir do momento, quanto mais você fala daquele assunto, mais você fica atento também.
03:15Então, pessoas que antes nem imaginavam que aquilo ali era possível,
03:20que estava acontecendo aquilo ali dentro da sua família, com seu sobrinho, com um aluno seu,
03:26elas começam a ligar, de fato, um alerta.
03:28Nossa, se meu filho, ou se meu sobrinho, se meu aluno tem essas características,
03:34isso me faz pensar e é importante que eu leve isso para os pais ou para o profissional,
03:41para que ele tenha subsídio mesmo, para dar um diagnóstico assertivo.
03:47E para que as intervenções comecem, que é o que a gente sempre fala.
03:50Mais importante do que o diagnóstico em si,
03:52são as intervenções que vão fazer com que aquela criança atinja os marcos de desenvolvimento necessários.