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  • há 3 semanas
Funcionando há mais de 30 anos, a ONG SECRI ajuda crianças e adolescentes do bairro São Benedito e comunidades ao redor, em Vitória. Neste ano a campanha da ONG visa arrecadar material escolar por meio de doações.

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Transcrição
00:00Vamos lá, coração quentinho. Hoje nós teremos o segundo episódio da série especial SOS Balanço Especial Natal.
00:07Ontem nós conhecemos o projeto social Mulheres Guerreiras e hoje é dia de conhecer a ONG SECRE.
00:14Essa ONG, gente, já atua há mais de 30 anos e atende famílias lá no bairro São Benedito e comunidades
00:19vizinhas ali.
00:20Você vai ver, gente, vai me assistir agora e vai ver que você pode mudar o Natal de muitas crianças.
00:26Roda aí.
00:28Aula de música, de literatura, de dança, de reforço escolar.
00:34Oportunidades que crianças e adolescentes do Morro de São Benedito, em Vitória, têm graças ao SECRE.
00:41Temos atendimentos para alguns grupos que vão de segunda a sexta, cinco dias na semana, que é através do projeto
00:47Tempo Integral.
00:48E temos outros grupos que vêm duas vezes por semana, que aí são as oficinas de canto coral e violão.
00:56E o projeto Literatura e Música.
00:58E também tem o TV SECRE, que é um outro projeto, que trabalha o audiovisual com os jovens, que aí,
01:04no caso, ele já é quinzenal.
01:06As doações aqui, a gente busca sempre uma complementação, um alinhamento.
01:12Mas principalmente para as famílias, uma vez que a questão de renda, a economia, tem tido aumentos que são significativos
01:23e que fazem muita diferença no orçamento familiar.
01:25Crianças que estariam em casa, em contato com uma realidade que, muitas vezes, não é a ideal para elas.
01:32Eu gosto de vir para cá, porque pode acontecer qualquer coisa dentro de casa, a gente pode saber o que
01:39é mais seguro.
01:40A história de mais de 30 anos de organização coleciona testemunhos como o da própria coordenadora, nascida e criada no
01:48Morro.
01:48Nós temos diversos jovens que passaram pela instituição, primeiro através da cultura, da arte, com o desenvolvimento de várias atividades,
02:00em torno aí do... desde balé até mesmo chegar à graduação.
02:06Então, eu fui uma das educandas, aos quinzen anos cheguei na instituição.
02:11Hoje atuo como coordenação do SECRE.
02:15Temos outros jovens que já não estão mais na comunidade, mas conseguem ter uma parceria bacana, um apoio bacana,
02:23trazendo, inclusive, possibilidades para a instituição também.
02:27As oficinas contam com professores voluntários que, por amor e esperança na comunidade, doam tempo e trabalho por cada uma
02:36das crianças assistidas.
02:37É mais o contato mesmo, livre, aberto, espontâneo com a literatura e com a produção de texto.
02:44Então, o que a gente faz é estimular o contato, trabalhando muito o oral, a oralidade, muito a música também,
02:51porque eu acho que é uma forma de chegar a essas crianças, e muita ilustração visual, né?
02:57E, às vezes, a escrita. Então, mas de uma forma muito espontânea.
03:02Do meu trabalho de reforço escolar de 20 anos atrás, né?
03:06Eu vejo vários jovens que hoje estão aí, conseguiram fazer suas universidades, têm um diploma profissional, estão atuando na área,
03:16né?
03:16A Secre atua há 34 anos no Alto do São Benedito, na capital.
03:21Do lado de fora, a violência por vezes dá as caras, mas ali dentro, é como se tudo isso fosse
03:28transformado por meio da arte.
03:31Teve um episódio aqui de, realmente, foi um dia difícil aqui no Alto do São Benedito,
03:38e as crianças, a gente teve que recolher as crianças, levar para o refeitório,
03:43e um aluno não queria sair porque ele estava produzindo, ele estava escrevendo, ele estava escrevendo,
03:48e ficamos eu e ele aqui na sala, no espaço, e a violência lá fora,
03:53e eu dizendo, a gente vai precisar sair, a gente vai precisar ir para o refeitório,
03:58e ele produzindo.
03:59Então, assim, esse contraste, sabe, da violência e, ao mesmo tempo, da expressão de um menino
04:05que pode ter um futuro tão brilhante, a partir do contato com a arte, com a literatura, com a música,
04:12é chocante e emocionante.
04:14Essas crianças passam o dia todo fora de casa.
04:18Muitas delas, que estão almoçando agora, por exemplo, vão sair daqui, pegar um transporte,
04:24e ir direto para a escola no contraturno.
04:26Toda essa estrutura só pode ser mantida por meio das doações.
04:31Então, nós temos apoiadores, né, pessoas físicas, pessoas jurídicas, né,
04:37que são doadores, mensais, espontâneos, né, pontuais.
04:42Temos campanhas também que nós desenvolvemos, né, campanhas como a nota premiada,
04:47nós temos as campanhas que estão sendo desenvolvidas em torno do Natal,
04:52com arrecadação de material escolar,
04:53mas temos também, principalmente, projetos que são conveniados, né,
04:59através de parcerias.
05:00Um com a Prefeitura de Vitória, outro com duas empresas aqui do território.
05:06Pensando no início do ano letivo,
05:08esse ano a ONG preparou uma ação para arrecadar no Natal material escolar
05:13para as mais de 240 crianças atendidas.
05:17Tudo para usar na escola é bem-vindo.
05:19Caderno, pochete, mochila, lápis de cor.
05:22Nós optamos também com eles com a campanha de Natal,
05:26de material escolar completo.
05:28Borrachinha, lápis de cor, massinha, de modo geral.
05:32O ato de doar, sem dúvidas, faz a diferença na vida de pessoas
05:37que talvez você nem conheça, mas precisam muito.
05:41Eu gostaria para me ajudar na escola e me ajudar a fazer mais coisas,
05:52científico, português, matemática, ciência.
05:55A arrecadação vai até 15 de dezembro e tem dois pontos de coleta.
06:00A Academia Lenira Borges, na Praia do Campo,
06:03e a FUCAP, em Goiabeiras.
06:08Legenda Adriana Zanotto
06:08Legenda Adriana Zanotto

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