00:00Fico feliz de ele me acompanhar hoje nas competições.
00:03Há cinco anos, mais ou menos, ele tem ido para os mundiais.
00:07E o judô entrou na nossa família através da escola.
00:10Eu comecei a treinar judô na escola.
00:12E quando era bebê, ele já ia comigo para os treinos, eu levava ele.
00:16Então, começou bem pequeno.
00:18E aos oito anos, ele deu mesmo o pontapé inicial nos treinos.
00:22O judô foi muito além da luta, né?
00:23A princípio, foi criado para justamente servir como uma ferro.
00:26Para educar a gente, uma uma santa, então isso para a gente é o que mais importa.
00:30Saber que a família está dando continuidade.
00:32Eu já sou da segunda geração, a terceira também já está fazendo para a gente mais importante.
00:38O resultado, só o futuro vai me dizer.
00:40Eu fico muito feliz de conseguir representar o resultado do Pará, do Brasil, nas competições internacionais.
00:46Eu fiz várias competições pela seleção adulta, tirei medalhas.
00:50E há cinco anos, eu ingressei no veterano para acompanhar ela.
00:54Já vinha lutando e já vinha medalhando.
00:56Então, sempre foi um grande exemplo.
00:59Alguns universitários no sênior também, né?
01:00Que o senhor ela tem no Pará.
01:02Isso tudo foi me influenciando e me incentivando a buscar também, a fazer os universitários.
01:07E hoje, nos veterano, a gente tem a oportunidade de viajar mais vezes.
01:10E ainda por cima, conseguir conquistar as medalhas, a gente é um time de especial.
01:14Antigamente, eu conseguia treinar, né?
01:16Quando ele começou lá atrás, quando ele era magrinho.
01:19Então, eu não tenho condições.
01:21Ele é um monstro muito forte.
01:23Então, a gente treina fazendo movimentos específicos do judô, mas o rodouro e o combate,
01:28ele não consigo, não tem hipótese.
01:30Eu fico bem nervosa quando ele vai lutar.
01:33Fico nervosa, chateada quando ele perde.
01:35Principalmente quando eu vejo que ele tinha todas as condições de ganhar a luta que ele perdeu.
01:42Eu grito, eu brigo.
01:45Ele lá embaixo, ele não ouve nada.
01:46Mas eu estou lá em cima, brigando, torcendo também, claro, né?
01:50Porque eu quero sempre o melhor, eu quero sempre ver ele no topo, quero sempre ver ele no pódio como
01:55campeão.
01:55Ah, eu estou sempre feliz e orgulhosa das conquistas dele.
02:00A conquista dele também é minha, a felicidade dele é minha felicidade.
02:04Então, quando eu vejo que ele está lá, é só um reflexo de tudo que ele busca, que ele produz.
02:10Ele treina muito, ele é dedicado, ele é disciplinado, desde criança.
02:14Então, quando eu vejo que ele não pode, é só o resultado de tudo que ele já faz no dia
02:18a dia.
02:18Olha, eu fico também muito nervoso, né?
02:20E ao mesmo tempo, com uma certa segurança, porque já é de costume.
02:26As lutas dela, a forma que ela luta, a forma que ela ganha, enfim, tem um roteiro já.
02:31Inclusive, a gente brincou agora, foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de sentar como técnico dela,
02:35em duas lutas.
02:36E aí, para o bloco de finais, a gente precisava vestir beca completa, né?
02:39E aí, eu não levei, e falei, olha, eu não vou comprar uma beca aqui, porque a tua luta vai
02:43durar 10 segundos,
02:44e aí eu vou gastar em euro, por não, né?
02:46Não compensa, né?
02:47Acabou que a luta da final foi bem dura, eu já fiquei me esgoelando lá na arquibancada,
02:52pediram para eu me conter, fazer um silêncio, né?
02:55Mas foi muito bacana.
02:56Obrigado.
02:58Obrigado.
02:59Obrigado.
03:01Obrigado.
03:03Obrigado.