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  • há 4 semanas
O casal Belo e Graciane é conhecido por ter dívidas e ainda assim exibem vida de riqueza em redes sociais.

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Transcrição
00:00E agora a gente vai falar, meu Deus, de um casal que é pura polêmica, Belo e Graciane Barbosa.
00:07Os dois estão sempre na mídia e muitas vezes não é com uma notícia boa.
00:14A polêmica da vez qual é? A polêmica, gente, é envolvendo os dois.
00:18A polêmica, aliás, que envolve os dois agora é uma dívida milionária por causa do aluguel de dois imóveis.
00:25As dívidas passam de um milhão de reais. A dona de uma das mansões que os bonitos moram ainda acusam
00:32o casal de destruir o imóvel.
00:35E agora tem um detalhe. Qual é o detalhe?
00:38Enquanto isso, Belo e Graciane ostentam nas redes sociais uma viagem de luxo para Portugal.
00:45Se hospedando em hotel caríssimo, almoçando em restaurantes super chiques, daquele jeito, né?
00:52Olha aí os stories, como é que estão.
00:54E aí, você aí de casa está devendo e está esbanjando ou conhece alguém que também está nessa?
01:01Inclusive, o Belo e a Graciane estão sendo muito criticados por essa postura.
01:06E esse vai ser o assunto que a gente vai debater agora aqui no nosso estúdio.
01:09Eu recebo aqui, olha, psicólogo Alexandre Brito, o advogado Sérgio França e o senhor Ariosto Ferraz.
01:17E ele é comerciante, tem um restaurante.
01:20Quero saber, tem muito cliente lá que está no anotado e está demorando para pagar, senhor Ariosto?
01:30Boa tarde.
01:30Existem alguns. Boa tarde.
01:32Como é que é? Fica no anotado lá?
01:35Exatamente.
01:36Tem uma forma de anotação que a gente tem um controle por um determinado período e aguarda que isso aconteça
01:42efetivado nesse período que foi estipulado.
01:45Quanto tempo, em média, vocês esperam para depois fazer a cobrança lá no restaurante?
01:50Normalmente, 30 dias.
01:5130 dias. Deu 30 dias, aí você mandou a mensagem?
01:55Manda a mensagem.
01:56E aí, como é que fica? Qual é o comportamento dessa pessoa quando você manda a mensagem com valor no
02:00final do mês?
02:01A gente aguarda o retorno. Caso isso não venha, a gente faz uma nova mensagem até que tenha algum retorno,
02:08ou positivo ou negativo.
02:10Tem gente lá que está devendo quanto tempo já?
02:12Ah, tem gente que deve há bastante tempo.
02:14Mais de meses?
02:15Mais de meses.
02:16Quase um ano?
02:17É.
02:19Alexandre Brito, o que diz, né? Quando a pessoa tem uma atitude como essa, conhecido na praça aí como o
02:25famoso caloteiro, né?
02:27Quando pega essa fama, aí não tem jeito, né? O que isso diz sobre a índole da pessoa? Boa tarde.
02:34Boa tarde.
02:34É até interessante que a própria palavra calote, rapidamente, uma história breve sobre ela, diz respeito a quando você era
02:40um comerciante que às vezes ofereceu um pedaço do produto, por exemplo, um pedaço de queijo, e aí que esse
02:46pedaço é chamado de calo, né?
02:48Em algumas regiões. E quando você não compra o queijo é chamado de calote porque você não levou o produto,
02:55vamos dizer assim, só um pedaço dele e ainda não arcou com aquele combinado.
02:59Então, a gente vai vendo que muitas vezes, né, Roberta, quando a gente fala na questão da ostentação, de se
03:06manter numa certa dívida, né?
03:08Parece que compra dívida, né? Continua consumindo dívida, olha que interessante, e não consumindo produto e arcando com a responsabilidade.
03:16Muitas vezes, né, Roberta, a gente vai vendo que ali é uma fragilidade em um certo afeto.
03:23Sabe qual é esse afeto? O afeto da vergonha. E o que é a vergonha, né? A vergonha é quando
03:28eu causo a tristeza no outro, e por eu saber que eu causo essa tristeza, eu me entristeço.
03:34Isso é a vergonha. Então, muitas vezes, para tentar viver uma vida num determinado campo social, para determinadas mostras, para
03:45mostrar alguma coisa que você talvez não tenha...
03:48Aliás, a própria palavra ostentação vem do latim tendere. O que significa tendere? É esticar.
03:55Então, quando eu ostento, eu estico aquilo que eu não tenho. É como se eu ampliasse aquilo que eu não
04:01tenho, mas eu demonstro como se eu tivesse.
04:03Mas eu não tenho e eu não sou aquilo que eu mostro. Então, tem aí algo do sem vergonha e,
04:09ao mesmo tempo, você vê que é uma falta que não vai durar por muito tempo essa imagem que se
04:16tenta transparecer, né?
04:17Sérgio, Franço, me perdoe, eu nem te apresentei. Você é maravilhoso, está aqui com a gente de novo. Mil perdões,
04:22tá?
04:23Mas vamos lá. Uma coisa é a gente não poder pagar. O que acontece, imprevistos, né? Mudou a situação aqui
04:30em casa.
04:32Agora, outra coisa é quem faz isso de maldade. Isso é crime? Boa tarde.
04:36Boa tarde, Roberta. Boa tarde a todos que nos assistem. Exatamente.
04:41Quando o consumidor, ele acaba devendo ali por uma impossibilidade realmente de pagamento, por um estado de insolvência, né?
04:47Porque tem que pagar outras dívidas necessárias à sua subsistência, né?
04:52Como serviços essenciais prestados por empresas públicas, né?
04:56Ou empresas por concessionárias.
04:58Aí nós temos um outro tipo de situação.
05:00É realmente uma inadimplência ali, que por mais que ela tenha que pagar, ela pode parcelar esse débito, buscar o
05:06fornecedor para poder parcelar esse débito.
05:08Agora, quando o consumidor, ele age de má fé, ele já contrai aquela dívida, ele já permanece inadimplente ali de
05:16má fé para poder ludibriar o fornecedor,
05:19a gente pode enquadrar isso como um estelionato, né?
05:22Porque ele está ludibriando ali o entendimento do fornecedor de má fé, de forma pré-meditada, para obter uma vantagem
05:30ilegal.
05:31E olha só, isso é muito mais comum do que a gente pensa, tá?
05:36Pela internet, eu vou conversar agora com o Ralf.
05:38Ele tem uma loja, ele vende roupas masculinas e já viu muita gente ruim de paga, né, Ralf?
05:45Detalhe, fica ostentando na internet, Ralf? Boa tarde.
05:51Oi, boa tarde, Beto. Tudo bom? Está me ouvindo bem?
05:54Estou te ouvindo bem. Só coloca o seu rosto mais centralizado, é isso, na câmera. Perfeito.
05:59Beto, vamos lá. Então, no início, quando a gente estava conversando, a gente viu a necessidade de fazer isso anotado,
06:06né?
06:06Porque, às vezes, o casamento é um ano depois, então o cara comprava antes, então deixava anotar, até a hora
06:12do casamento ele pagava.
06:14Mas a gente viu muita coisa acontecer, né? E quando cobrava, a gente ficava chateado quando cobra, né?
06:21Então, a gente olhava às vezes, poxa, comprou o terno, não pagou ainda, mas vai casar em tal lugar, está
06:26usando um casamento tão grande desse, não pagou o terno ainda.
06:30Então, o que a gente decidiu? Hoje, a gente não anota mais, né? Porque a gente já perdeu muitas amizades
06:35com o casamento.
06:35Quando a gente cobra, a gente sai como ruim ainda, Beto. Acredita?
06:39Acredito, acredito. Então, quer dizer, seja amigo ou não, seja uma pessoa, um cliente, né? Que entrou na sua loja,
06:47não tem mais um anotado por conta disso.
06:50O que é a norma da empresa agora, né? Eu que tenho muitos amigos, conheço muita gente, mas os meus
06:55sócios me ajudaram nisso aí, a falar,
06:57Rafa, infelizmente, vamos falar não, por quê? Porque o cara é um bom cliente, comprava muito bem.
07:01Aí, um dia ele resolveu anotar, não conseguiu arcar. Perdemos esse cliente, perdemos o amigo.
07:07É assim mesmo que acontece. Agora, vem cá, você, quando via a pessoa, principalmente você trabalha no ramo voltado mais
07:15para casamento, né?
07:16Para eventos, quando você via a pessoa postando fotos depois da lua de mel, fazendo viagem internacional, né?
07:23Curtindo uma praia, qual era o sentimento que isso te causava? E a conta lá, parada.
07:29Não, mas aí, nós somos três sócios, né? Aí, sabe quando o meu sócio falava?
07:35Ele falava assim, sabe quem faz isso com você? Porque você tem cara de besta, que você é muito bobo.
07:40Porque eu sou bonzinho, eu sou bonzinho assim, né? Eu me deixo levar muito fácil.
07:43E meu sócio brigava comigo, e eu serei cara de besta, porque a gente não pagou o tempo,
07:47e tá lá em Paris luxando, devendo e luxando.
07:51Eu imagino, é. Eu vou falar uma coisa para você. Meu marido também tem loja, e é esse o relato
07:56que ele também fala.
07:57É desse jeito.
07:58É verdade.
07:59Ó.
07:59Eu me confesso, o pessoal tem vergonha não. Eles postam na rede social.
08:04Não tem vergonha?
08:06Não tem.
08:07E você ainda fica com forma de cobrador chato, porque você tá lá pedindo para a pessoa pagar.
08:15É, a gente cobra, né? O que acontece? Se a gente fosse ruim, falasse assim, ah, não pagou, não vou
08:21entregar o terno não no casa.
08:22É o que dá vontade de fazer, né? Mas a gente cede. Ah, falta uma parcelinha, cedia, né?
08:27Falta uma parcela do terno. Depois do casamento, você paga, te dão 30 dias.
08:33Lembrando que tem muita gente que paga, tá? Muita gente honesta, já ajudamos muita gente no começo.
08:38A gente vê que não tinha condição de pagar a vista.
08:40Então, e os mais humildes, Beto, são os que mais pagam, tá?
08:44Os mais humildes são os que mais arcam certinho com a datinha, quando a gente fazia anotado.
08:49Ou a gente não faz mais.
08:50Ralph, obrigada pela sua participação. Eu sei que você tá lotado de cliente aí.
08:54Pode ir lá atender a clientela, que afinal de contas tem que vender para suprir, né?
08:59Esses rombos que volta e meia acontecem.
09:01Um beijo pra você, tá? Dá um beijo na família.
09:04Sr. Ariosto, obrigada a você, Ralph.
09:07O senhor se identificou com a fala dele?
09:09Sim, sim.
09:10Tem pessoas que pagam certinho.
09:12Exatamente.
09:13Mas tem pessoas que ficam só enrolando.
09:16Sim, correto.
09:17E você fica numa situação ruim?
09:19Se sente numa saia justa quando o senhor vai cobrar a essa pessoa?
09:24Sim, é um negócio meio complicado.
09:26Principalmente porque você tem compromissos a cumprir.
09:29E quando a pessoa não cumprir essa situação,
09:33você vai ter também que ligar para outra pessoa e pedir para aguentar,
09:37porque você não tem recurso para pagar aquele investimento que você fez.
09:42E, Sérgio, é muito importante a gente também falar sobre isso,
09:45porque dependendo da forma que o Ralph, que o senhor Ariosto e outras pessoas que têm negócio,
09:51dependendo da forma que também vai cobrar, isso pode inverter.
09:54Como assim?
09:55Explica para a gente.
09:56Pode o feitiço virar contra o feiticeiro.
09:59É, exatamente, Alberto.
10:00O famoso vender fiado, ele é difundido na cultura brasileira.
10:04Mas nós sabemos que a cobrança, por exemplo, como ela é prevista no Código de Defesa do Consumidor,
10:09ela pode ser feita, sim, a quem deve, ao devedor daquele crédito,
10:13mas ela não pode ser feita de forma vexatória.
10:16O Código de Defesa do Consumidor prevê expressamente que a cobrança vexatória,
10:19ela é abusiva, ela é ilegal, ou seja, em qualquer mecanismo de cobrança
10:24que aquele credor empreenda contra o devedor,
10:27ele não pode se utilizar de ameaça, de coação, de qualquer forma de constrangimento
10:31sob pena de incorrer, inclusive, em crime.
10:34Ou seja, além de um ilícito civil, também é um ilícito penal.
10:38Então, o fornecedor tem que ficar bem atento
10:41para empreender essas formas de cobrança de uma forma bastante sutil,
10:45dentro do horário comercial, sem exceder em muito a quantidade de ligações.
10:51E isso a gente sabe, muitas pessoas viveram, eu já vivi isso,
10:54aqueles robôs, aqueles sistemas informatizados que ligam 100, 200 vezes para o consumidor ali,
11:00em horário, inclusive, não comercial, finais de semana.
11:03Isso é caracterizado pela lei como um tipo de cobrança abusiva e até mesmo vexatória.
11:07Agora, senhor Iosso, já viu nas redes sociais
11:10alguém que está devendo lá no seu restaurante,
11:12curtindo a vida, praia no final de semana?
11:15Já viu isso?
11:16Não, realmente não, porque eu não acompanho nas redes sociais.
11:19O senhor não é de rede social?
11:20Não sou de rede social.
11:21Ainda bem, viu?
11:22Porque senão a raiva é isso aí aumentar.
11:24Além da dívida que está lá, ia ter outro sentimento.
11:27Olha só o comentário aqui da Elane Moreira de Souza Caldas.
11:31Boa tarde, Roberta.
11:32Já tomei vários calotes e digo que a pessoa que dá calote nos outros nunca vai pra frente.
11:37Ou seja, a barriga não dói só uma vez não, hein?
11:40E aí, gente, olha só, quando a pessoa pega a fama de caloteiro aí não tem jeito.
11:44Essa fama gruda, viu?
11:46Quer outro exemplo?
11:47O cantor latino.
11:49Olha aí, latino já foi acusado de dar calote um monte de gente, viu?
11:53Em maio desse ano, a justiça tentou bloquear as contas do cantor por causa de uma dívida de condomínio de
11:59mais de 500 mil reais.
12:02Só não encontrou nenhum real na conta dele.
12:05Estava tudo zerado.
12:06Mas nas redes sociais, como é que estava o latino?
12:08Ah, ele continuava daquele jeito, postando uma rotina bem agitada, com viagens, ao lado da namorada.
12:16Alexandre Brito, depois que pegou fama de caloteiro,
12:20a pessoa às vezes pode até depois andar na linha, mas a fama não desgruda, né?
12:25É complicado, porque você fica marcado por aquilo, você entra no circuito da fofoca,
12:30e a fofoca é tão poderosa que ela vai criando uma realidade que pra depois você tentar mudar isso,
12:34acaba tendo um longo trabalho pra você tentar recuperar a sua imagem, sua dignidade.
12:41E a coisa mais importante, né, Roberta, que é a confiança.
12:44As pessoas, a palavra confiança vem de fé.
12:46Elas perdem fé em você por um ato, ou dois, ou três, enfim.
12:52A gente vai vendo que tem caloteiros de plantão aí que vão fazendo com que isso seja algo que prossiga,
13:00e aí vai diminuindo a confiança neles, e você acaba tendo justamente essa dificuldade.
13:06Às vezes é na família também, né, Roberta?
13:08Pede o dinheiro emprestado.
13:09Ixi, família, aí, nossa senhora, chega a coçar aqui, ó, aí dá problema.
13:15Você dá o dinheiro, então, pra não ter esse problema.
13:18Então, pra você sair dessas marcas, né, pessoal, do estigma, de perder uma fé em você,
13:24então é preciso, de fato, ali, um trabalho e uma certa demonstração.
13:29Porque nesse caso, do mesmo jeito que você quer demonstrar uma vida que você não tem,
13:33uma vida falsa, talvez, né, só pra tentar continuar num determinado grupo social,
13:37você também vai ter que se esforçar depois pra mostrar a questão da dignidade,
13:43que você é capaz de voltar a ter fé em você.
13:45Olha só, Nayara Costa, beijo, Nay, tá sempre com a gente aqui no nosso Espaço Gourmet,
13:50ela fala, Roberta, já tomei calote de bolos, que até hoje não vi a cor do dinheiro.
13:54Toledo Gastronomia, que daqui a pouco a Selminha Toledo tá aqui também participando com a gente,
13:58ela trabalha em vários eventos, chiquérrimos, depois eu vou aí, Selminha,
14:02você vai contar pra gente, mas, ó, a família tá aqui participando,
14:05eu não falo, isso é assunto que dá pano pra manga.
14:08Agora, eu quero saber o seguinte, Sérgio, essa vida que a pessoa ostenta nas redes sociais,
14:12tá viajando, mas tá devendo, tá na prainha tomando biricutico no final de semana,
14:16mas tá devendo.
14:18Se a gente dá umas printadas nisso, isso pode...
14:21Qual é a forma que a justiça interpreta, né?
14:24Assim, opa, posso printar, posso ter essa atitude também, levar isso pra justiça?
14:28Certamente, todo meio de prova, Roberta, é em direito admitido, desde que não seja ilegal, né?
14:33E muitas vezes a gente vê esses devedores aí profissionais, né, que acabam ocultando bens e valores
14:39pra poder não adimplir determinadas dívidas, mas eles acabam ostentando aí nas redes sociais.
14:44E aí, então, como todo esse meio de prova é em direito admitido,
14:48o credor pode, sim, printar, salvar os vídeos, né, guardar tudo isso,
14:54construir um conjunto probatório pra que a justiça possa efetivamente conseguir alcançar esse patrimônio do devedor.
15:00Porque, muitas vezes, esse devedor, como a gente bem vê, ele acaba esvaziando suas contas pessoais,
15:07ele acaba transferindo patrimônio pra nome de terceiros e acaba movimentando pessoas jurídicas diversas.
15:13Então, quando o Poder Judiciário, que tem uma série de mecanismos pra alcançar esse patrimônio do devedor,
15:18ele tenta alcançá-lo por meio de sistemas que rastreiam todas as contas no Brasil,
15:24automóveis, contas em corretores, etc.,
15:27acabam não achando nada, como foi o caso aí do Latino, que a reportagem bem demonstrou.
15:31Mas, nesses casos, o juiz, ele tem mecanismos de oficiar terceiros
15:35e também verificar se esse patrimônio, ele foi de forma dolosa,
15:40transferido pra terceiros pra poder se frustrar a execução.
15:43E aí, a gente incorre, esse devedor vai incorrer um crime também de fraude à execução.
15:47Olha aí, ó, aí é o caso de quem tem grana, né,
15:50que, na verdade, é o que o Alexandre falou, tá só mal intenção, né, má fé.
15:54E olha só pra gente finalizar o comentário bacana da Bia Cian Pedrini.
15:59Eu estava precisando de uma bermuda e uma blusa pra caminhar.
16:03Só que aí aconteceu o seguinte, gente, o esposo dela ficou desempregado,
16:06a mãe faleceu, aí ela foi até uma loja, pediu à dona se a dona poderia dar.
16:11E ela deu a roupa pra Bia, olha aí que bacana.
16:14E a Bia falou, eu vou voltar aqui um dia e vou pagar.
16:17Assim que eu tiver o dinheiro, eu vou levar pra ela.
16:20Gente, isso é uma atitude, se a pessoa tá devendo ou não pode pagar, é uma coisa, né?
16:26Outra coisa é quem age de má fé.
16:28Não é verdade, senhor Iosto?
16:30Certeza.
16:31Então, dá um recado aí pros seus devedores.
16:35Todo mundo paga, senhor Iosto, hein?
16:37Obrigada pela participação de vocês.
16:40Era sua chance, senhor Iosto, de receber o pessoal lá com dinheiro em hoje no restaurante.
16:45Obrigada, Alexandre.
16:46Obrigada, Abelha.
16:46Obrigada, Sérgio, também pela sua participação, viu?
16:49Beijo, senhor Iosto.
16:50Obrigado.
16:50Eu tô lá pagando em dia, não tô?
16:53Exatamente.
16:54Vai fazendo o meu não anotado.

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