00:00Gente, vamos agora voltar a falar sobre o dono de um boteco e a esposa dele que foram assaltados lá
00:06na quebrada de São Conrado, em Cariacica.
00:09Como eu disse antes, eles são os únicos que sofrem, não são os únicos que sofrem com a bandidagem.
00:16Moradores da região reclamam da insegurança. Vamos ver a reportagem, balança.
00:20A aparente tranquilidade das ruas do bairro São Conrado, em Cariacica, esconde o medo vivido pelos moradores da região por
00:28conta da onda de assaltos.
00:30O Robson é dono de um bar e morador do bairro há mais de 20 anos. Ele é uma das
00:35vítimas mais recentes da violência.
00:37Câmeras de segurança de uma residência localizada na rua Águia, onde o crime aconteceu, registraram a ação dos bandidos.
00:43Repare que eles passam pela rua de moto e estacionam o veículo. Um dos bandidos desce e vai direto para
00:49o bar, em direção às vítimas.
00:51Ele leva a mão à cintura para pegar a arma antes de entrar no bar. Logo depois, a dupla foge,
00:57levando os celulares das vítimas.
00:59Esse aqui é o estabelecimento comercial do seu Robson. Ele tem esse bar aqui há mais de 20 anos e
01:04era exatamente aqui, nesse local que ele estava sentado com a esposa no momento do assalto.
01:09Ela estava sentadinha aqui, os dois estavam assistindo televisão, quando os dois criminosos já chegaram aqui e o outro já
01:17veio abordando o casal.
01:19Sr. Robson, conta um pouquinho para a gente como foi esse assalto, o que eles falaram aqui no momento.
01:24O senhor estava me dizendo que a arma que ele usava era falsa. Como foi que o senhor identificou? O
01:28que aconteceu?
01:29Olha só, aconteceu o seguinte. Eu estou sentado nessa mesma cadeira que eu estou aqui, a minha esposa sentada, onde
01:34você está sentada.
01:35O cara entrou pela porta lá, que é do lado de Caliagrade, entrou pela porta de lá e colocou a
01:40arma na cabeça dela.
01:41Até então, na posição que eu estou aqui e na posição que ela estava de frente para a televisão, não
01:45deu para ver.
01:46Ela estava fazendo até uma inscrição, acho que não seja. E eu com o telefone, não lembro o que eu
01:51estava fazendo.
01:52Aí ela falou, o cara entrou e colocou a arma na cabeça dela e pediu o telefone.
01:56Aí ela entregou o telefone. Ela achou até que era uma brincadeira de um colega da gente.
01:59Aí, quando ela olhou, viu o indivíduo com a arma na cabeça dela e ele olhou para mim.
02:08O seu também. Aí, quando eu olhei assim, eu me desesperei que eu vi a arma na cabeça dela.
02:12É uma cena assim que eu não consegui até dormir de segunda para sexta.
02:16Por já ter trabalhado na área da segurança, o Robson conseguiu identificar que a arma apontada para a cabeça da
02:23esposa era de brinquedo.
02:24Quando ele tirou a arma, eu percebi que a arma era falsa. Eu gritei, é arma falsa.
02:29Ele correu, subiu na moto que já estava aguardando e sumiram.
02:33E essa não é a primeira vez que a nossa equipe vem aqui ao bairro, nessa mesma rua, Rua Águia,
02:38para, infelizmente, contar histórias de pessoas, de moradores assaltados.
02:43Em fevereiro, eu estive aqui para contar a história de um funcionário de um material de construção que fica logo
02:48aqui atrás.
02:49Ele foi assaltado no início da manhã, quando ele chegava para trabalhar.
02:53Ele foi rendido por dois bandidos armados.
02:55Esses bandidos levaram um carro que ele usava para trabalhar, para fazer entregas dessa empresa.
03:02Na época, câmeras de segurança também registraram a ação dos criminosos.
03:06Os dois veículos estacionados são da empresa de material de construção.
03:11A vítima é rendida logo que sai de um dos carros.
03:13Repare que um dos criminosos, que está de boné azul, já chega apontando a arma para o rapaz.
03:19Um segundo suspeito surge, pega as chaves do carro e entra no veículo que está à esquerda do vídeo.
03:25O criminoso de boné azul pega o restante dos pertences da vítima e foge, em seguida, com o comparsa, levando
03:31o carro da empresa.
03:32E pelo bairro, o que não falta é morador relatando insegurança e contabilizando assaltos.
03:38Meus inquilinos, às 5h30 da manhã, foram sair no portão para pegar um Uber para sair, para trabalhar.
03:45E tinha uma moto com dois caras que estavam paradas, porque nunca aconteceu isso.
03:51Chegaram, botaram a arma na cabeça deles e pagaram a passar tudo.
03:58Teve que passar tudo, celular, relógio, tudo que tinha.
04:02Roubaram já cinco motos na nossa rua, nesses três meses, cinco motos, duas na minha garagem, duas na garagem da
04:09frente.
04:10Para o Robson, apesar do susto e das noites sem dormir, o que resta é seguir trabalhando,
04:15mesmo que com medo de que ele seja, mais uma vez, vítima dos constantes assaltos no bairro.
04:22Eu não, na realidade, quase não dependo do bar.
04:24Eu tenho bar por ter.
04:26Eu sou técnico em climatização e refrigeração, eletricista, estofador,
04:31que pode ter até uma máquina de costura ali, entendeu?
04:34E o bar a gente tem ele, mas fechar não pode fechar não, entendeu?
04:37Porque quando não tem um serviço de um lado, a gente tem do outro.
04:39E o bar a gente tem ele, mas fecha não pode fechar não, entendeu?