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  • há 1 hora
Salão é arrombado no Centro de Vitória

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Transcrição
00:00Olha só, centro de vitória, tudo ao vivo no Espírito Santo no ar, rua Duque de Caxias, em pleno centro
00:09da capital.
00:09Adivinha o que aconteceu? Crime, gente, crime. Um salão foi arrombado aqui em pleno centro da nossa capital. Conta, Gabriel.
00:20Pois é, Dudu, é isso aí mesmo, o salão fica aqui na rua Duque de Caxias, é esse aqui que
00:24vocês estão vendo, olha.
00:25Os suspeitos, eles teriam entrado no salão ali por cima. A gente vê aqui que o salão fica em um
00:31prédio antigo aqui da rua Duque de Caxias.
00:34Esses suspeitos teriam conseguido arrumar um jeito de subir lá em cima no segundo andar, arrombar daquela porta de madeira
00:40e entrado pelo segundo andar aqui dentro do salão.
00:44Ainda, a gente chegou aqui agora há pouco, mas dá para ver ainda aqui dentro como que a situação ainda
00:50está bem bagunçada aqui.
00:51Os suspeitos reviraram tudo. Eu estava conversando com o proprietário aqui do salão e ele contou que eles levaram tudo
00:58o que poderiam levar,
01:00desde máquinas de cabelo, cremes de pentear, várias coisas que ele usa para o trabalho dele.
01:07A gente percebe aqui que ainda está bem revirado. Tudo só para explicar como que os suspeitos agiram.
01:12Eles entraram lá pelo segundo andar e desceram por essa parte aqui, que daria para o banheiro do estabelecimento.
01:20Foi por aqui que eles entraram e aí eles fizeram a limpa aqui no local, levaram vários utensílios que o
01:28proprietário do salão usava para trabalhar mesmo.
01:31A gente estava conversando com ele aqui agora, o seu José Augusto. Ele está meio abalado ainda com a situação,
01:39né, seu José Augusto?
01:41É até difícil de falar isso com o senhor, mas bom dia. É a primeira vez que o senhor passa
01:46por isso?
01:46É a primeira vez, isso.
01:48E o senhor estava contando que fica difícil até de trabalhar agora.
01:53Eu não tenho nada para trabalhar.
01:55Máquina de cabelo?
01:57Todo o material.
01:59Até?
02:01Tesoura, tudo, tudo, tudo.
02:04Pois é, Dudu, ou seja, perde os materiais e aí fica até difícil de conseguir correr atrás desse prejuízo que
02:12ele teve.
02:13Como que o senhor se sentiu quando você ficou sabendo por terceiros ou chegou aqui e viu?
02:18Cheguei aqui, né, chega às 5 horas da manhã, né? Eu abro o salão, quando eu abri, vi tudo reverado,
02:23eu já falei, ah, entraram para o salão.
02:25Mas aí, olhei logo, aí começaram, olhei, fui abrindo aqui, né, você vê que eu nem abri a porta aí,
02:31né, deixei a porta fechada.
02:32Aqui eu abro sempre, sempre eu chego aqui às 5 horas da manhã, né, porque eu, como diz, moro sozinho
02:39ali na frente, né.
02:40Vem para cá, porque aqui eu converso com um, com outro, bato papo com um, né, todas as pessoas amigas,
02:45né, povo da antiguidade, né.
02:47E, mas, quando eu cheguei, está desse jeito aí, ó, tudo que você possa pensar, é levar.
02:52Aqui tinha as máquinas de cortar o cabelo, tinha o massageador aí, que é caríssimo, né, que é importado, né.
03:03Tudo mantendo, relíquia, material e relíquia, né.
03:07Há quanto tempo o senhor tinha o estabelecimento nesse ponto aqui do centro?
03:10Ah, isso, eu, comigo tem, eu estou aqui, deu de 82, deu de 82, mas o salão é muito antigo,
03:19esse salão aqui foi, foi, veio de, de, primeiro o dono foi o Totim, né, salão Totim, que era o
03:26dono, proprietário, né.
03:28E ficou, ele morreu, ficou para a esposa, a esposa deixou para os filhos, os filhos vieram, passaram para mim,
03:37né, aí eu comprei dos filhos, né.
03:39E, desde 82, o senhor tinha o salão aqui, é a primeira vez que passa por...
03:43É, a primeira vez que eu fui roubado, foi agora, recente, né, hoje, né, para dizer a verdade.
03:51Já entraram aqui, mas não levaram nada, né, mas dessa vez, não, dessa vez já fizeram a festa.
03:55Mas a região aqui é vários outros estabelecimentos, vários outros comerciantes.
03:59Ah, está difícil até de você entender o que está acontecendo, o centro está largado, você vê, a gente não
04:04está tendo, ó, eu sempre ficava aqui até um certo horário, mais tarde, um pouco, né.
04:10Ultimamente, seis horas eu estou indo embora, eu chego aqui cedo e vou embora seis horas, que não adianta.
04:14A não ser que chegue a cliente meu aqui, que pede para, liga para mim, né, porque o fulano, eu
04:20estou indo aí cortar um cabelo, aí eu venho atender, mas eu não estou podendo ficar mais até tarde.
04:25Fico praticamente só, né, porque seis horas eu estou só eu aqui e trabalhando, né.
04:30Agora, há pouco, alguns colegas comerciantes deles estiveram por aqui, Dudu, e contaram, né, que eles também já passaram por
04:36situações parecidas.
04:38Agora, senhor José Augusto, como que, o que você, o que o senhor pretende fazer para recomeçar depois de passar
04:46por essa situação?
04:47É, não, é aquele negócio, né, tem que tentar comprar material para trabalhar, né, porque eu não tenho nada.
04:55Não tenho o que fazer?
04:57Não.
04:58Tem que comprar, né, tentar.
05:00Tem algum dinheirinho guardado que dá para usar?
05:03Nada.
05:05Pois é, Dudu, situação difícil aqui do senhor José Augusto, não é uma exceção, né, a gente acompanha aqui toda
05:11semana casos de arrombamento, de furtos, de assaltos, aqui no centro de Vitória.
05:16Dudu, o senhor José Augusto acaba sendo aí mais uma vítima desse tipo de crime por aqui.

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