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  • há 3 semanas
A criança de dois anos foi atingida durante um tiroteio, em Vila Velha. O menino morreu há um mês. A família se mudou do bairro e quer os culpados presos.

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Transcrição
00:03Esse é o Téo, dois aninhos de vida.
00:09O sorriso do garoto esperto e alegre foi apagado.
00:14Apagado pela violência, pela ousadia de criminosos armados.
00:23O assassinato do pequeno Téo aconteceu na comunidade de Rio Marinho, aqui no município de Cariacica.
00:31Era um dia normal, como outro qualquer.
00:35Mãe e filho saíam da casa da família.
00:39Desciam a escada da residência para irem até a padaria.
00:44O desejo da criança era de comer pão e a mãe foi realizar o desejo dele.
00:51No momento em que eles desciam a escada da residência, homens fortemente armados entraram na rua da residência onde Téo
01:00morava com o pai e a mãe.
01:03Saíram atirando, acertando em cheio o garoto.
01:08A mãe até tentou voltar para casa, voltar para dentro da residência, mas era tarde demais.
01:16O pequeno Téo já tinha sido baleado.
01:20Trinta dias se passaram e a mãe do garoto não se conforma que os assassinos da criança ainda não estão
01:28atrás das grades.
01:29A arma que eles foram presos não era o suficiente para eles ficarem presos.
01:35Eles não iriam ficar presos.
01:37Eles eram suspeitos, foram presos com uma arma, mas mesmo tempo não iriam ficar presos.
01:42Porque a arma não era o suficiente nem feita para prender eles.
01:47Diante da decisão, o sentimento da mãe não tem como ser diferente.
01:53Eu senti que a vida do meu filho não tinha valor.
01:56E, tipo assim, a gente está em um lugar onde não tem lei, que a pessoa faz o que quer.
02:00Porque a pessoa anda armado, a pessoa é suspeita de matar uma criança e está assim, livremente.
02:05A vida do meu filho é interrompida dentro de casa, uma criança de dois anos, totalmente defesa.
02:11A pessoa anda armada, é presa armada, é suspeita da morte e vai solta de menos de 24 horas.
02:17A polícia civil diz que o caso está sendo investigado pela BHPP de Vila Velha e que ainda não houve
02:25detidos.
02:26Sobre a prisão do dia 22 de fevereiro, diz que não é possível confirmar se eles possuem relação com o
02:33caso,
02:34já que é uma investigação em andamento.
02:37Mas a mãe tem sede de justiça.
02:40Quer ver os autores do crime presos.
02:43E quem preocupou a mim? Não vai pagar não?
02:45Quem foi lá, o bandido do meu marido, provocaram tamanha guerra.
02:51Se estiver provocando temor pelo meu marido, não vão pagar, a guerra não vai parar.
02:54Infelizmente, o amor no cão não vai parar.
02:57Porque eles vão lá, eles vão atirar, os meninos vão evitar e vai ficar assim.
03:02Gravamos com a mulher por videochamada, porque ela, o marido e o filho pequeno saíram do estado.
03:10Ficaram com medo de continuar em um bairro onde impera a violência.
03:15Aquele lugar ali, virou uma cena de terror.
03:18Há mais de um ano que acontece aquilo ali.
03:20Já tem um ano.
03:21Muros furados, portão furados, janelas furadas, igual a minha.
03:25A minha casa foi toda alvejada.
03:28Quando eu conheci ele, ele estava em socorro.
03:30Foi um filme de terror.
03:32O meu filho baleado, eu voltei para dentro de casa.
03:34E eu pedi a socorro e aquele estiro cantava a minha voz.
03:38Ele exagulava a minha voz.
03:40O meu vizinho falou para mim que eu ouvi que ia eu cantar.
03:44E a mulher dele falou que ele começou a correr no meu caso.
03:47Ele ouvia a minha voz cantando.
03:49Ele tinha baleado o pé.
03:50E dentro da filha, ele continuava tanto.
03:55A mãe do garoto relata que longe da família, o sofrimento fica ainda maior.
04:02Eu tenho vontade de voltar porque minha família está aí.
04:06Só que eu também tenho receio pelo meu bebê de um ano.
04:08Porque eu tenho um pesadelo.
04:10Ele tomando tiro.
04:12Já aconteceu a mesma coisa que aconteceu com o céu, com ele.
04:15Eu não durmo, só a base de remédio.
04:17Lá me traz muito medo.
04:19Só que lá é onde eu tenho a minha família.
04:21Minha família está toda lá.
04:24Lá, a minha família se destruiu.
04:26Então, a gente falou assim, a base que eu tenho é a base da minha família.
04:29O pai do garoto também não se conforma com a morte precoce do filho.
04:38Dói muito, dói muito, dói.
04:41Dói suportável.
04:43Dói suportável, suportável.
04:46É que seu coração não existe mais.
04:48Então, você não tem mais coração, não tem sentimento.
04:54Um mês depois, o sofrimento continua.
04:57E a cada lembrança do garoto, a tristeza volta a reinar.
05:04Eu tenho um pesadelo.
05:05Eu não posso abrir barulho de tiro.
05:07Eu tenho medo.
05:07O meu filho de um ano tem medo.
05:10Ele fica chamando no momento.
05:11Ele está com qualquer barulho semelhante.
05:14Ao ir no ativo, ele chora.
05:20Uma cena de terror.
05:24Um cenário de guerra vivido por Théo e toda a família.
05:31Depois do resultado trágico, a mãe do menino só pede por justiça.
05:37Ela quer que os responsáveis pela morte da criança sejam punidos.
05:43A polícia civil, ela foi muito solitária em mim no momento que aconteceu.
05:47Eu até achei que eu teria uma resposta rápida.
05:50Acabou.
05:51Já só um mês, andando livremente por aí.
05:54Tchau, tchau.
05:55Tchau, tchau.
05:56Tchau.

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