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  • há 1 dia
Família está chocada com o que aconteceu e acredita que a mulher teve um surto por causa do uso de drogas.

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Transcrição
00:00Nas fotos, o sorriso de uma criança inocente, o olhar carinhoso de alguém defeso.
00:06Esse é Gabriel Figueiredo Pires, de 7 anos de idade, que nessa outra imagem aparece feliz ao lado da mãe,
00:15Driele Figueiredo Pires, a mulher que deu a vida a ele e que, segundo a polícia, foi a mesma que
00:22tirou.
00:22O corpo de Gabriel foi encontrado enrolado em um pano debaixo da cama, no último domingo, no bairro Nova Carapina
00:302, na cidade de Serra.
00:32A mãe, principal suspeita do crime, segundo a polícia, matou a criança asfixiada com uma sacola, três dias antes do
00:40corpo ser encontrado.
00:42Só nesta quarta-feira, o corpo de Gabriel foi liberado do Departamento Médico Legal de Vitória,
00:48porque os parentes mais próximos do menino moram no estado da Bahia.
00:53Foi a tia-avó, dona Julita, quem compareceu ao DML para fazer a liberação e cuidar do velório do menino.
01:01Nós viemos até uma rua aqui do bairro Nova Almeida, na cidade de Serra,
01:07porque nós descobrimos que é aqui que mora a tia-avó do pequeno Gabriel.
01:12E a gente veio até aqui para conversar com essa tia-avó, até para entender um pouco mais de como
01:18é essa Adriele.
01:20Quem é a Adriele?
01:22A mãe, que é a principal suspeita do crime.
01:25Eu vou chamar aqui, vamos ver se ela vai atender.
01:28Oi, tudo bem com a senhora?
01:30Pode entrar para conversar com a senhora?
01:32Vamos lá, então.
01:33Pela primeira vez, dona Julita recebeu uma equipe de TV em casa para falar dos dias de pesadelo que tem
01:40vivido.
01:42Bastante abatida, ela contou que nem em seus piores dias imaginou que fosse ter que reconhecer o corpo do sobrinho
01:50neto de apenas 7 anos de idade no DML.
01:53Sobrinho neto este que ela não conheceu em vida.
01:57Não tinha contato nenhum com ela e nem o número de celular dela também não tinha.
02:03Aí nem eu queria, nem tinha nem queria.
02:07Por que a senhora não queria?
02:08Ah não, porque a gente tinha assim, tribulado, gente que só fala de matar os outros negócios, a gente tem
02:13que ficar de longe.
02:15Perguntamos a dona Julita se ela convivia com o Driele, a mulher que, segundo a polícia, é a principal suspeita
02:22de matar o próprio filho.
02:24Ela disse que não, que a mulher nunca quis conviver com parentes.
02:29Ela falou que não gostava de parentes.
02:33Porque ela gostava dos estranhos, mas parentes ela não gostava.
02:36Driele está presa no presídio feminino de Bubu desde o dia em que o corpo foi encontrado.
02:41Na delegacia, teria confessado que matou o filho porque ele a respondia mal.
02:47Já na cadeia, passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida para preventiva.
02:53Mesmo a defesa alegando que ela precisava ser internada para tratamento psiquiátrico.
02:59Na decisão judicial, a juíza permitiu que ela fosse levada até uma clínica para iniciar um tratamento,
03:05mas que seja escoltada pela polícia e retorne para o presídio após as consultas.
03:11Dona Julita contou que Driele convivia mais com uma irmã dela, que mora na cidade de Santa Tereza, no interior
03:18do estado.
03:19A mulher teria morado por lá há alguns meses.
03:23Desde então, a tia-avó, que mora aqui na Serra, já recebia notícias de que algo estava errado.
03:30Segundo ela, a irmã contava que Gabriel chegou a fugir de casa algumas vezes.
03:35Minha irmã falou várias vezes que ele fugia, lá em Santa Tereza.
03:40Por quê?
03:42Ai, não sei, menina, não sei se ela batia ou se ela queria bater, eu não sei.
03:47Eu sei que ela fugia, que várias vezes minha irmã ligava para mim que o menino estava lá, que tinha
03:52fugido.
03:53Ai, eu não sei.
03:54Uma família toda em choque.
03:56O filho da dona Julita passou mal ao ver o corpo de Gabriel no DML.
04:01Muito triste.
04:05Muito triste.
04:06Meu filho passou mal de noite, não dormiu.
04:10Falou que deu uma dor no peito dele.
04:15E a senhora ainda tem que ver o sobrinho neto naquelas condições, né?
04:21Muito triste.
04:23Muito feio, do jeito que eu vi lá o cadáver lá.
04:27Muito feio mesmo.
04:28Nunca vi ninguém daquele jeito.
04:29Uma criança de sete anos não é fácil, não.
04:32O pai de Adriele e a avó de Gabriel, segundo a dona Julita, também se sentiu mal ao receber a
04:38notícia
04:39e teve que ser levado para casas de parentes que também moram na Bahia.
04:44Também perguntei à tia avó do menino o que ela diria a Adriele, se pudesse falar com a sobrinha.
04:51Para ter mais cuidado com os filhos, né?
04:54Mais cuidado com os filhos, que as crianças são inocentes, não sabem de nada.
04:58Ou então tomar remédio, quando todo ano está tendo filho, né?
05:01Todo ano, porque eu sou mãe de nove e oito vivo.
05:05Meus filhos até hoje me respeitam muito bem.
05:07E se há perdoaria?
05:09Quem perdoa é Deus, né?
05:10Mas a palavra de Deus fala que a gente tem que perdoar para receber o perdão de Deus, né?
05:13Se a gente não perdoar, como é que Deus vai perdoar a gente?
05:16Né?
05:17Então, é isso aí, se ela se arrepender do que ela fez, né?
05:23Agora sim, ela de lá e eu de cá.
05:25Já não vinha na minha casa, agora não quero mais saber mais não.
05:28Porque é uma pessoa dessa, a gente não tem mais confiança também, né?
05:30Já não tinha, agora não tem mais mesmo.
05:32Driel é mãe de mais quatro filhos pequenos, além de estar grávida de oito meses.
05:37O crime teria sido cometido na frente dos filhos de três e seis anos.
05:42Os dois foram entregues a familiares paternos.
05:45Os outros dois filhos da suspeita moram na Bahia.
05:49Os dois filhos da suspeita moram na Bahia.

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