00:00Na época a gente tinha 14 pontos de diferença, e hoje são 4.
00:04Isso mostra como a vantagem do presidente Lula, que existia em 2014 e hoje praticamente não existe.
00:12E durante todo o primeiro turno em 2022, ele foi mantendo essa vantagem.
00:18Então, a gente chega nessa reta final com uma eleição muito mais apertada do que a gente via em 2022.
00:24E muito mais imprevisível, com essa inversão de papéis que também já foi citada aqui.
00:30Na época, Lula era opositor e agora ele é um incumbente.
00:34E ele não está realmente conseguindo melhorar a sua avaliação.
00:38A gente tem na história das eleições, acompanhando a avaliação dos que são presidentes da época,
00:48eles sempre conseguem melhorar a sua avaliação quando começa a campanha eleitoral.
00:52E a gente não está vendo isso acontecer em relação ao presidente Lula.
00:56Ele teve uma avaliação positiva, um ótimo bom, um pouquinho negativo do ruim décimo,
01:01mas ainda não conseguiu chegar a uma boa avaliação.
01:05E a avaliação dele hoje é muito parecida com o que Jair Bolsonaro tinha na mesma época.
01:10Depois, o que a gente percebe?
01:11Que também é uma eleição de polarização, que essa polarização se iniciou em 2018.
01:172022 atingiu o seu ápice, se mantém.
01:20Então, como já disseram aqui, o presidente Lula não consegue melhorar a sua avaliação.
01:25Tem uma parte importante, metade praticamente dos eleitores, não aprovam o seu governo
01:32e porque ele também não consegue furar essa polarização.
01:36E é uma eleição também com 2022 de rejeição.
01:39Então, muitos eleitores de Flávio e muitos eleitores de Lula votam no outro candidato
01:45para que votem naquele candidato não porque avaliem bem as suas propostas
01:50ou seja um candidato ideal, mas muitas vezes para o outro não ganhar.
01:54Então, é isso.
01:55Não é que o eleitor esteja totalmente confortável em votar em um ou outro,
01:59mas às vezes é para evitar a vitória do outro candidato.
02:03Muito obrigada.